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Milhares conhecem-lhes a cara, mas poucos sabem realmente quem são. Os convidados deste podcast são figuras reconhecidas pela sua presença no TikTok, mas o público muitas vezes só se apercebe da “personagem” que aparece nos vídeos.
No TokTok, Quem Fala?, queremos perceber quem são estas pessoas, como vivem, o que sentem, como começaram e como lidam com a exposição digital. Tudo isto numa conversa informal, descontraída, com humor, espontaneidade e espaço para revelações inesperadas.
Todas as segundas-feiras, na sua plataforma de podcasts preferida, com Lisandra Maravilha e Liliana Pedro. O primeiro episódio vai para o ar dia 28 de setembro.
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A atriz de 35 anos, que cresceu num bairro social ao lado dos avós maternos, confessou que as fotografias dessa época revelam uma criança com um olhar carregado de tristeza, fruto de um ambiente familiar que a impediu, não de perseguir os seus sonhos profissionais, mas de ser plenamente quem era. Foi, paradoxalmente através da representação, arte que abraçou aos onze anos após um casting visto na televisão, que Sara encontrou a infância que lhe havia sido negada, descrevendo o palco e as câmaras como o espaço onde pôde, pela primeira vez, esquecer tudo e habitar outras vidas com liberdade.
Ao longo da conversa, Sara Barradas fala também sobre a maternidade como processo de revisão e cura interior, sublinhando que a chegada da filha Lua a obrigou a confrontar feridas antigas e a desconstruir os mecanismos de defesa que havia erguido ao longo dos anos. A atriz defende uma parentalidade assente na liberdade emocional e na validação dos sentimentos da criança, em contraciclo com a educação que recebeu, e assume que a terapia foi uma ferramenta essencial neste percurso de autodescoberta.
O Alta Definição foi conduzido por Daniel Oliveira e exibido na SIC a 12 de setembro.
A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa.
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O cantor Toy é o convidado de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. Regressado ao programa depois de 14 anos, fala sobre uma carreira construída degrau a degrau, longe dos atalhos e das subidas a pico. O músico recorda os anos difíceis na Alemanha, onde varreu fábricas, carregou caixas de 80 kg e deu aulas de português a filhos de emigrantes, tudo para juntar dinheiro suficiente para apostar na música. Fala também do AVC que sofreu e que nunca o assustou verdadeiramente, tendo conseguindo manter o sentido de humor até no hospital.
O cantor abre o coração sobre as perdas que mais o marcaram: a mãe, que nunca chegou a ver o filho triunfar, e o pai, que perdeu primeiro para o Alzheimer e só depois fisicamente. “Eu não perdi o meu pai quando ele desapareceu. Perdi-o quando ele deixou de me conhecer”, explica.
*A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa
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Manuel João Vieira é conhecido por ser o inesperado candidato à Presidência da República que traz para a mesa do debate temas pouco expectáveis na política, como o amor, a arte, o álcool e reflexões existenciais sobre a vida.
A sua carreira política já conta com cinco candidaturas a este cargo e a mais recente, em 2026, mereceu mesmo um artigo no jornal britânico The Guardian, com o título “Ferraris para todos e vinho canalizado: candidato satírico faz tremer as eleições presidenciais portuguesas”. Apesar de ser reconhecido o tom humorístico das suas intervenções, nesse mesmo ano a sua campanha valeu-lhe 1,08% dos votos.
No Alta Definição, vamos conhecê-lo de uma outra forma. Como foi a sua infância? Como foram os seus primeiros namoros? Que problemas de saúde tem? E será que a sua candidatura política é apenas uma sátira ou representa verdadeiramente aquilo que pensa?
O também vocalista dos Ena Pá 2000 reconhece, neste programa, que já teve problemas com o álcool e explica como estes se relacionavam com a sua vida artística. “Recorria muito à bebida para subir ao palco. Agora tento não beber um copinho ou um café com bagaço antes do espetáculo. Já consegui libertar-me dessa necessidade.” A conselho da sua médica, está a tentar não beber há quatro meses e reconhece estar melhor assim, apesar de ainda pensar no “bife de lombo com um copo de vinho” que espera apreciar daqui a outros quatro meses, “sem abusar”.
Sobre a infância e o seu passado, recorda as histórias com o primo, a mãe que sofreu de tuberculose e o pai distante. “Eu não consigo compreender a minha infância, fiz alguma psicanálise, mas os grandes problemas que existem a nível emocional são muito complicados”, admite. Quando Daniel Oliveira lhe pergunta se, mesmo assim, ainda é possível aprender a amar, responde: “Pode-se aprender, mas teremos sempre dentro de nós algum amor torto.”
Ouça a conversa em formato podcast, emitida na SIC a 29 de agosto.
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Aos 12 anos, Rui Bandeira fugiu de casa para ir viver com a mãe. Nesta conversa, o cantor revisita uma infância marcada pela separação dos pais, os anos em que viveu longe da mãe, os conflitos familiares que o levaram a fugir de casa e o papel decisivo da música e da fé na sua vida.
Fala ainda do avô que o inspirou a ser músico, do sucesso no Festival da Canção, das dificuldades da pandemia, da relação com a mulher e de como os filhos se tornaram a sua maior conquista. Um testemunho emotivo que vale a pena ouvir no Alta Definição emitido na SIC em 22 de agosto de 2026.
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Nascido em Rio de Moinhos, numa família humilde com oito irmãos, Carlos Lopes abandonou a escola aos 13 anos para ajudar financeiramente os pais, percorrendo vários ofícios antes de se fixar na serralharia. Foi por acaso, numa noitada com amigos, que descobriu o atletismo — uma “brincadeira de miúdos” que o levaria ao topo do mundo. A conversa com Daniel Oliveira revela um homem que nunca separou o esforço quotidiano da sua filosofia de vida, recordando que chegou a treinar até às 22h00 depois de um dia inteiro de trabalho, e que os quase dez anos de paragem forçada por lesão no tendão de Aquiles nunca abalaram a sua convicção de que voltaria a competir ao mais alto nível. O Alta Definição foi exibido a 15 de agosto na SIC.
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“Andei descalço quase sempre em criança.” É assim, sem rodeios, que Zé Amaro resume uma infância vivida entre a pobreza rural de Citânia de Briteiros, o peso da lenha carregada ao monte antes da escola e o sonho impossível de um miúdo que nunca comeu um iogurte mas ouvia música escondido numa sala. Sétimo de dez irmãos, filho de um pai de olhar terno e uma mãe de mão de ferro, cresceu a trocar os brinquedos pelo trabalho, os cadernos pela sobrevivência. Aos 13 anos entrou numa fábrica de calçado. Aos 15 já subia a palcos. Aos 30 apostou tudo na música. E quando finalmente tinha o mundo a seus pés, um medicamento destruiu-lhe o fígado e colocou-o a dias de morrer. Foi um transplante — e um dador anónimo — que lhe devolveu a vida. Hoje, chapéu na cabeça e botas nos pés, Zé Amaro sobe ao palco e chora por dentro. Sabe, melhor do que ninguém, o que custou chegar ali.
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O humorista Nuno Markl é o convidado de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. O locutor das “Manhãs da Comercial” e apresentador do programa “Taskmaster Portugal” partilha, pela primeira vez, a experiência que mudou a sua vida: os dois AVCs sofridos no espaço de poucas semanas. Foi o seu filho Pedro que ligou para o 112, recusando-se a aceitar a sugestão do pai de que “podia ser só cansaço”. “Não sei o que teria acontecido se não fosse ele”, admite Markl. O humorista recorda a tristeza demolidora da dependência total e o medo de nunca mais voltar a mexer o braço ou andar sem apoio. “As pessoas talvez não tenham noção do nível atómico de tristeza e solidão que se pode sentir sozinho num quarto de hospital, cheio de incertezas”, explica. Markl reflete sobre a habitual rotina antes do acidente, que descreve como “uma cavalgada insana”, o hábito de ignorar os sinais do corpo e o medo de ir ao médico. O processo de recuperação, que descreve como “o projeto mais importante da minha vida”, ensinou-lhe a valorizar as pequenas vitórias diárias e a aprender a dizer 'não'. “Antes disto acontecer, quando descansava sentia culpa por não estar a fazer mais. Agora já não.” O humorista fala ainda sobre o amor e a amizade que o sustentaram nestes meses, sobre a relação com a namorada Teresa, com a mãe, com a irmã e com os amigos que encheram o seu quarto de hospital. Ouça a conversa intimista no Alta Definição, emitido na SIC a 1 de agosto.
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Em 2013, no Alta Definição, Luís Represas, na altura com 56 anos, abordava a longa carreira musical, a importância do contexto familiar e as aventuras e adversidades que marcaram a sua juventude. O compositor refletia sobre o 25 de abril e a situação política do país, sempre com convicções muito vincadas: “Perder tempo é talvez das coisas mais injustas e mais violentas que se pode fazer a um país”, afirmava.
Em conversa com Daniel Oliveira deixava um desejo: “Gostava que as minhas canções continuassem a ser ouvidas daqui a 100 anos. As minhas e as de muitos mais, que temos feito música aqui em Portugal e por aí fora. Porque estas canções estão recheadas de palavras que espero que possam continuar a ser lidas e ouvidas.”
Luís Represas faleceu hoje, 22 de julho de 2026, com 69 anos, vítima de um cancro do pulmão. Recuperamos a entrevista de arquivo com um dos nomes maiores da música portuguesa.
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Xana Carvalho sempre sonhou com a música. Cresceu num ambiente familiar marcado por discussões constantes entre os pais e, por acompanhar frequentemente o pai, que era cantor, acreditou desde cedo que esse também seria o seu caminho. Anos mais tarde, ao revisitar a infância conturbada que viveu, questiona se essa escolha foi verdadeiramente sua. “Isto é mesmo um sonho meu ou foi só uma forma que arranjei de agradar?”, pergunta-se. No Alta Definição, recorda como o temperamento imprevisível do pai a levava a medir cada comportamento e a agir sempre em função do estado de espírito dele.
Já em adulta, conseguiu reconhecer que o passado foi difícil e que o pai, apesar de frequentemente desvalorizar os seus sentimentos, era abusivo para com a mãe. “A forma como agia com ela assustava-me. Não queria ter de passar pelo mesmo”, confessa a Daniel Oliveira.
A sua história, porém, acabou por seguir um rumo diferente. Conheceu o marido, João, ainda na escola, um homem que considerava “lindo de morrer” e com quem, diz, teve sempre de tomar a iniciativa. “Fui eu que pedi em namoro, fui eu que pedi para casarmos e termos uma filha.” O casal concretizou o sonho da parentalidade, mas a felicidade foi interrompida por um acontecimento dramático. Quando a filha tinha apenas 26 meses, Xana recebeu uma notícia que mudou a vida da família. “Estava deitada com a minha filha, tocam à campainha. Vou abrir a porta, é um colega do meu marido: ‘Xana, o João levou um tiro na cara’.”
A partir desse momento, a cantora viu-se obrigada a reconstruir a vida familiar. Além de cuidar da filha pequena, teve de ajudar o marido a recuperar o sentimento que tinha pela criança. “Ele nem queria estar ao pé dela. Era meu dever, enquanto mãe, fazer alguma coisa. Obriguei-o a cuidar dela, a dar-lhe banho. Até que vi o amor que os une a acordar outra vez.”
Anos mais tarde, o peso desse percurso e das marcas deixadas pelo passado acabaram por ter um impacto profundo na sua saúde mental. Já mãe de duas filhas, conta que chegou a um ponto em que até ouvi-las brincar se tornava insuportável. “Um dia chego a casa, meto a chave na porta e quero acabar com tudo. Vou buscar a arma do meu marido, sento-me na cama e fico a pensar: ‘É mesmo isto?’. O que me salvou foi a fotografia das minhas filhas no móvel.”
Xana procurou ajuda e acabou por receber o diagnóstico de perturbação bipolar.
Na entrevista conduzida por Daniel Oliveira, deixa ainda um apelo para que os sinais de doença mental nunca sejam desvalorizados. “Da mesma forma que existem médicos de família, deviam existir psicólogos de família.”
Ouça o testemunho completo da cantora em podcast. Este episódio de Alta Definição foi emitido a 18 de julho, na SIC.
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Entrevistas intimistas conduzidas por Daniel Oliveira. Todas as semanas um novo convidado no 'Alta Definição', um programa da SIC
Veja a versão vídeo deste programa em Opto.sic.pt
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