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Num tiro que lhe saiu pela culatra, Trump assistiu no inicio da semana à derrota dos seus amigos conservadores canadianos, quando há três meses tinham 25 pontos percentuais de vantagem sobre os liberais que se mantiveram no poder. Começou mal a semana, mas termina bem com o acordo que dá aos Estados Unidos uma parte das terras raras na Ucrânia. Será sempre preciso esperar para se conhecerem as letras mais pequenas do contrato, mas as duas partes dizem-se muito satisfeitas. Kiev vai poder contar com a ajuda norte-americana para se defender da Rússia? Seria uma espécie de milagre da Basílica de São Pedro, onde Zelensky e Trump conversaram no dia do funeral do Papa.
Por cá, um apagão que veio de Espanha revelou as fragilidade estruturais do país e confirmou que a improvisação e o amadorismo são características muito portuguesas para lidar com os problemas, mesmo quando o assunto é sério. O apagão adiou o frente a frente entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos, mas não foi o assunto dominante nesse debate que aconteceu na quarta-feira. Numa semana de transcendências, a Spinumviva ressuscitou com uma actualização feita por Montenegro no Portal da Transparência e o melhor momento de Pedro Nuno no debate.
Está com o Bloco Central, onde os comentadores residentes são o Pedro Marques Lopes e o Pedro Siza Vieira.
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A Semana começou, manhã cedo, com a notícia da morte do Papa Francisco. Partindo um líder que ousou confrontar a Igreja com os seus pecados - abusos sexuais ou ganância, por exemplo - saberão os cardeais que vão escolher o sucessor de Francisco viver com arrependimento e seguir em frente, não fazendo marcha-atrás em nenhum dos caminhos recentemente percorridos pelo Vaticano?
A Igreja Católica é o espelho de tensões políticas e religiosas que se vivem também fora dela. As questões da vida - aborto, procriação medicamente assistida, eutanásia -; as questões de género - igualdade entre homens e mulheres e direitos da comunidade LGBT -; as migrações.
Enquanto isso, a guerra vai-se fazendo, seja em Gaza, seja na Ucrânia, onde Trump fez saber que, talvez desiludido consigo próprio, se prepara para bater em retirada, desistindo da paz que prometia conseguir em 24 horas, já lá vão mais de três meses.
Por cá, a semana passada acabou com o anúncio de uma averiguação preventiva à compra de duas casas por Pedro Nuno Santos e a equivalência que sectores da política e do comentário se apressaram a fazer com os casos e as casas de Luís Montenegro. E na terça-feira, o líder do PS admitiu que a prometida CPI da próxima legislatura, afinal, pode não conhecer a luz do dia.
Os frente-a-frente estão a chegar ao fim. Montenegro, que teve apenas dois, terá os dois debates mais importantes. Esta quinta-feira com André Ventura e na segunda com Pedro Nuno.
Bloco Central é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho.
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Donald Trump continua apostado em aproveitar todas as oportunidades para mostrar que, na guerra da Ucrânia, está do lado de Putin ao mesmo que prossegue com a sua guerra das tarifas, agora concentrando no braço-de-ferro com a China, que não cede aos interesses norte-americanos nem aos caprichos de Trump. A União Europeia está naturalmente mais disponível para negociar, mas também tem deixado claro que pretende ir à luta.
Por cá, é certo que, a 18 de Maio, o voto dos comentadores vale o mesmo que o de qualquer português e é altamente improvável que o último lugar de André Ventura nas avaliações aos debates venha a corresponder a um lugar idêntico na Assembleia da República.
Fizemos a meia maratona e vamos entrar na pausa da Páscoa para fechar depois a maratona de debates. O online da CNN fez as contas às notas que os seus comentadores deram a cada um dos debatentes, juntaram as notas do Expresso, da SIC e do Observador e chegaram à conclusão que os líderes dos dois maiores partidos estão melhor na média da avaliação, seguidos de Rui Tavares e Rui Rocha.
No Bloco Central, a opinião que conta é de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira.
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A guerra das tarifas fez estalar o verniz na Casa Branca levando Elon Musk a chamar "burro que nem uma porta" ao principal conselheiro de comércio de Donald Trump. Este é só o exemplo máximo de uma divisão que já se faz sentir entre a base de apoio do presidente dos Estados Unidos. Quem não está a gostar mesmo nada do caminho seguido, que teve impacto nas bolsas em todo o mundo, são os multimilionários que ajudaram a levar Trump à presidência.
Com ironia deve dizer-se que os dramas do mundo não parecem ter afectado o optimismo com que os líderes partidários se apresentam na pré-campanha. Os debates começaram e começou a caça ao voto útil, do que ninguém quer falar é de más notícias.
Nós por aqui não damos para esse peditório e a conversa com os dois comentadores residentes faz-se com muito realismo. No Bloco Central, a opinião que conta é do Pedro Siza Vieira e do Pedro Marques Lopes.
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Esta semana, por utilizar indevidamente fundos europeus, Marine Le Pen foi condenada a quatro anos de prisão, dois deles de pena efectiva com pulseira electrónica e cinco anos de inelegibilidade para cargos políticos. A extrema-direita em França, na Europa e na América acusou a justiça de estar ao serviço da esquerda, a restante classe política viu uma prova da democracia a funcionar com separação de poderes, mas não faltou quem avisasse que a sentença tem o risco de alimentar o monstro.
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Contrariando as expectativas, que apontavam para um aumento da abstenção, os eleitores na Madeira, menos de um ano depois das últimas regionais, foram votar em maior número e apostaram na estabilidade, regressando aos resultados de 2019 com uma maioria absoluta de 24 deputados para o PSD e CDS. PS e Chega foram os grandes derrotados, o partido Juntos pelo Povo passa a liderar a oposição madeirense. E o que é que da Madeira se pode retirar para o que está para acontecer no país a 18 de Maio? Na cabeça de Luís Montenegro tudo, na de Pedro Nuno Santos nada.
Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira são os comentadores residentes do Bloco Central, com moderação de Paulo Baldaia.
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Por cá, as guerras são de Alecrim e Manjerona, uma comédia de enganos de António José da Silva, escrita já lá vão quase três séculos, mas que de alguma maneira nos transporta para a actualidade. Na peça, lá estão os fidalgos galantes, mas sem ética, aristocratas avarentos, exageros barrocos, criticas à justiça, à medicina e às rivalidades entre grupos carnavalescos. Da semana passada veio não só o desentendimento entre grupos parlamentares, mas também a consequência esperada pelo chumbo da moção de confiança. Vamos ter eleições antecipadas no dia 18 de maio.
Lá por fora, em tempo de Guerra e Paz, Putin faz a vez de Napoleão no romance de Tolstói mas o determinismo histórico presente no livro continua a ser favorável à Rússia, destinada a vencer. É nisto que acredita o presidente russo e foi com esta convicção que deixou Trump de mãos a abanar, oferecendo-lhe muito pouco, comparando com o que lhe exige, que é mais ou menos determinar agora que a Ucrânia não terá capacidade de se defender no futuro. Em tempo de Guerra e Paz, Netanyahu deitou ao lixo o plano que Trump supostamente o obrigou a aceitar e voltou a atacar Gaza sem dó, nem piedade, mas com o apoio de Washington. Talvez seja bom olhar para a paz do Médio Oriente para antecipar o que pode ser a paz na Ucrânia.
No Bloco Central, a conversa faz-se com a opinião dos comentadores residentes, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, a moderação de Paulo Baldaia e a sonoplastia é de Gustavo Carvalho.
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Todos diziam que não queriam ir para eleições, mas as eleições até já têm duas datas possíveis: 11 ou 18 de Maio. O governo caiu porque apresentou uma moção de confiança e ela foi chumbada no Parlamento, numa sessão plenária que andou entre a farsa e a tragédia. A última vez que um primeiro-ministro saiu pela avaliação que os eleitores fizeram da governação foi em 2015 e, mesmo assim, Passos Coelho venceu as eleições, só que o povo não lhe deu a maioria parlamentar para governar.
Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira debatem também a economia e a paz na nova ordem mundial em que quem manda é Donald Trump, num episódio gravado ao vivo na Bolsa de Turismo de Lisboa.
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Enquanto o mundo anda à procura de saber como lidar com Donald Trump, nós por cá entramos em mais uma crise política que pode bem acabar com a queda do governo e até com novas eleições antecipadas. A moção de censura foi rejeitada e o governo vai apresentar uma moção de confiança. Aperte o cinto, vamos entrar de novo na montanha russa das eleições. Em meio ano, vamos ter eleições autárquicas, eleições presidenciais e eleições legislativas no final da Primavera. Comentários de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira
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A apresentação de uma moção de censura ao governo por parte do PCP tem o chumbo garantido com o voto contra do PS e do PSD e é a razão invocada pelo governo para recuar na ideia de apresentar uma moção de confiança. A crise acaba aqui ou pode evoluir para uma CPI ou uma moção de censura apresentada pelo PS. Neste episódio extra, conversamos com Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira.
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Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam os acontecimentos e os protagonistas da semana, com moderação de Paulo Baldaia. Quinze anos depois da estreia na TSF, os episódios passam a…

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