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Não existe maior trivialidade que citar Jorge Amado para falar da Bahia, é exatamente o que farei.
"Os velhos amigos... tiraram os sapatos, sentiram o calor da areia. Conversavam, riam, bebiam cerveja gelada...; de vez em quando, mergulhavam no mar verde e calmo, voltavam com o corpo salgado, sentindo-se mais vivos do que nunca. Era a Bahia em sua plenitude: o calor, a preguiça boa, a conversa solta, a amizade antiga e o mar ao alcance da mão."
Podia ser, tranquilamente, a descrição de um dia de surfe - talvez seja.
O sincretismo(Oba!) baiano aceita um personagem como o escritor comunista que venera os orixás e adora os santos, por que recusaria ao velho, o mais pagão dos atos religiosos que é surfar?
Com a pele ardida e salgada, o Boia 314 foi gravado na companhia dos filhos da terra, Marcio Arjones e Lucas Passarinho, Bruno Bocayuva no frio do Rio e Júlio Adler torrado e febril de euforia depois duma manhã de ondas decentes.
A trilha ambienta o ouvinte com Bonecas Pretas da Larissa Luz, Anarquia do Ronnie Von, Praia do Futuro com BaianaSystem Participação do Seu Jorge e Antônio Carlos & Jocafi) e We've Got A Good Thing Going com Sugar Minott.
Nem tudo saiu de acordo com o esperado, o que é, portanto, esperado.
Ondas perfeitas, paredes longas e convidativas para desenhar a linha mais linda que os sobreviventes da penúltima etapa poderiam sonhar.
O problema é que essa turma sonha apenas com base e Lipe, notas e ranking, sem imaginação, sem curiosidade, sem elegância.
É o que temos pra hoje.
Pelo menos Yagão e Molly vestem amarelo e dificilmente perdem essa moleza em Teahupoo.
Nesse episódio, João Valente recebe David Prescott, enquanto Júlio Adler tem a companhia do Bruno Pesca, substituindo o Bocauyva nessa semana.
A trilha tem de tudo, os sul africanos Juluka com Scatterlings of Africa, os poloneses (polacos em Portugal) do Marcin Wasilewski Trio tocando o original dos Doors, Riders On The Storm, Radiohead com Optimistic e a Mahavishnu Orchestra com Vision Is A Naked Sword.
No Boia, menos é sempre mais, e é na falta de pauta que sobra assunto.
No episódio 312, Julio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente celebram Jeffrey’s Bay, a tela mítica do surfe, onde gênios pintam linhas eternas e outros deixam borrões infames.
A prosa pega fogo com o reggae enfumaçado de Black Uhuru (“World is Africa”), o soul de guitarra visceral com Durand Jones & The Indications (“Now I’m Gone”) e a apoteose afro de The Last Poets com Tony Allen (“This Is Madness”).
Três manifestações distintas da mesma matriz africana, culminando num encontro entre a poesia crua das ruas americanas e as batidas nigerianas da família Kuti.
Estilo no surf não é julgado mas Maxime Rio esbanja disso na Imagem Falada e repercutimos o sucesso do episódio com o chef Nuande Pekel.
Boia na veia: papos derivantes de surfistas desalmados.
Uma coisa que gostamos de fazer no Boia mais do que falar é ouvir.
Adoramos quando os convidados tem paixão no jeito de expressar, mais ainda quando o entusiasmo é tanto que contagia o ambiente.
No episódio 311, Júlio Adler, João Valente e Bruno Bocayuva recebem Nuande Pekel para uma conversa tão boa que merecia mais tempo, mais registros e mais histórias.
As trilhas foram de Racionais MC com Vida Loka Parte 1, ao Lula Cortês e Zé Ramalho com Beira Mar do mítico álbum duplo Paêbirú, Donald Byrd com Where are we Going e Frank Zappa com St. Etienne.
Uma semana intensa de ativações e brindes.
Tudo das minas e nada deles, Molly e Lulu consertaram o que seria um evento pra ser esquecido.
Vitória incontestável de um misógino que, entre Dennis Rodman e Luke Egan, parece escolher o primeiro.
O genial argentino Lalo Schifrin em dois temas aqui nas trilhas da semana e no obituário.
A trilha é com,
Tema do filme Operação Dragão (Enter The Dragon), Free Ride do Dizzy Gillespie & Lalo Schifrin, encerrando com Gil Scott-Heron e B Movie.
Tudo que voce gostaria de saber sobre o surfe e tinha medo de perguntar.
Ou vice-versa.
Júlio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente olham para Saquarema com candura, desfaçatez e, pasmem!, entusiasmo, embora passageiro, vigoroso!
O Imagem Falada cada vez nos surpreende mais, ave Maxime!
Trilha do episódio fica por conta do Mott The Hoople com Ready for Love + After Lights, Little Quail & The Mad Birds com Aquela e Marco Nalesso (Feat Lúcio Maia (Nação Zumbi) e Crís Täo) com Água Doce.
Um Boia sentido, cheio de nuances que vão do delírio da vitória do Yago e Bettylou até a nostalgia duma juventude muito bem vivida explorando ondas perfeitas com o amor da sua vida.
Celebramos a vida e obra de dois feiticeiros da arte de fazer músicas, Brian Wilson e Sly Stone.
A trilha tem Abaco Dream com Life And Death In G & A, Brian Wislon com sua versão de Caroline No, Beach Boys com Fall Breaks And Back To Winter (Woody Woodpecker Symphony) e God Only Knows e Sly & the Family Stone com Everyday People.
Um podcast de resultados!
Mal chegamos ao meio do ano e o clima já é de fim de festa.
O CS - sequência de desafios, pra ti que não fala inglês- teve a sua primeira etapa realizada na interminável perna australiana.
João Valente, Bruno Bocayuva e Júlio Adler se preparam para falar de tudo e terminam por não concluir nada em assuntos que ninguém tem a pachorra de comentar.
Trilhas da semana!
Jazz Liberatorz com duas canções, Dark Keys e Always Something, The Go-Go's, We Got The Beat, e Billy Preston com That's Life.
WSL Kinder ovo, com uma surpresa dentro, você só descobre quando engoliu.
Júlio Adler, João Valente e Bruno Bocayuva pisam em terreno arenoso, deixam os grãos entre os dedos e procuram sombra e cerveja gelada para aturar o calor do momento.
A trilha fica por conta dos australianos do INXS com Heaven Sent, a israelense radicada em Nova Iorque, Anat Cohen e Choro Ensemble com a canção do Jacob do Bandolim chamada Migalhas de Amor e John Zorn, senhor do maravilhoso caos, com Orties Cuisantes.
Envia o seu Imagem Falada para [email protected]
Alo-Ha!
Coração no coração, irmão, dizia sempre Jack McCoy quando ia te abraçar e encaixava o lado esquerdo do peito.
A anatomia ficou louca, como no poema do Maiakovski.
Claro que teve campeonato, corte, mudança na liderança, falamos de tudo isso no Boia 305.
Negócio é que perdemos Sebastião Salgado numa semana e McCoy na outra, todo resto vira detalhe.
Bruno Bocayuva de volta pra casa, junto do Júlio Adler e João Valente, prontos a saudar quem transformou imagem em poesia, ou violência, usando as câmeras para deixar o mundo mais bonito e verdadeiro.
A trilha é toda da filmografia do Jack,
On a Blue Phone at the Green Iguana do Damien Lovelock, Everlong dos Foo Fighters e Life in These Islands dos Kaukahi.
Saravá Jack, Saravá Sebastião.
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