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No cafezinho anterior, no qual falei de alta e baixa cultura, terminei perguntando: qual das duas é a melhor?
Depende. Se eu estiver em Salvador, num daqueles resorts maravilhosos, na beira da piscina, com uma caipirinha nas mãos, vou curtir um axé sim senhor. Vou relaxar com a baixa cultura e sair feliz, relaxado, descansado e fisicamente aliviado.
Mas se eu estiver no Auditório Ibirapuera assistindo a um show d’ Os Mulheres Negras, estarei ligado e atento para não perder as referências a outras músicas, os lances de ironia, a interação entre os integrantes da banda. E a cada vez que eu perceber um detalhe, eu sentirei uma pequena vitória. E sairei de lá intelectualmente feliz, certamente maior do que entrei.
Sacou? Cultura tem a ver com o contexto no qual você escolhe estar. Repare que eu usei o termo ESCOLHE.
Cabe, portando, a cada um escolher o tipo de cultura que melhor atende à demanda daquela hora e lugar. A baixa cultura não pode eliminar a alta cultura. Quem curte a baixa cultura não deve ser esnobado por quem curte a alta cultura. E vice-versa.
A baixa cultura faz crescer a bunda, melhorar o gingado, ficar com alguém e se divertir um bocado, o que é muuuuuito bom. Mas é pouco. Quem escolhe apenas a baixa cultura, limita seu crescimento intelectual.
A alta cultura me obriga a desenvolver o intelecto, a compreender melhor o mundo, a fazer escolhas mais sofisticadas e a aproveitar oportunidades que não se encontram com a bunda. A alta cultura me ajuda até mesmo a escolher a baixa cultura que vou consumir, sacou? Mas quem escolhe apenas a alta cultura provavelmente se transformará num chato, mal humorado e antissocial.
Sacou? É tudo uma questão de escolha. E daquela palavrinha que eu adoro usar: equilíbrio.
No Youtube: https://youtu.be/oa7rZE8kWaA
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Você sabe a diferença entre alta e baixa cultura? Vamos a um exercício usando o extinto Domingão do Faustão.
Situação um: Faustão leva em seu programa as rainhas da bateria das escolas de samba para eleger a que tem a melhor bunda. Conteúdo do objeto cultural: alguma noção de estética bundal. Esforço mental para a compreensão: nenhum. Pouco conteúdo, nenhum esforço exigido. É baixa cultura.
Situação dois: Faustão leva as duas rainhas para escolher a que tem mais samba no pé. Conteúdo do objeto cultural: noções de dança, estética, harmonia, habilidade. Esforço para compreensão: pouco. Algum conteúdo e pouco esforço mental exigido.
Situação três: Faustão leva um médico para falar de como o corpo das rainhas mudou com o tempo e o que isso implicará na saúde delas, todas bombadas. Conteúdo: médio. Serão dadas noções de medicina, de causa e consequência, de hábitos saudáveis para a saúde. Esforço mental para compreensão: médio.
Situação quatro: Faustão leva um filósofo para falar da exploração do corpo feminino no carnaval, sob o ponto de vista moral e ético. Hummmm… Conteúdo do objeto cultura: noções de filosofia, de vida em sociedade, de antropologia. Pode ser alto. Esforço mental para compreensão: alto. Provavelmente boa parte da plateia ficará com cara de ué…
Sacou? Quatro situações dentro do mesmo programa popular que pode ser considerado “baixa cultura”, com conteúdos e esforços diferentes para serem compreendidos.
Cultura é coisa dinâmica, não dá para passar a régua e tirar a média… Para mim “alta cultura” é aquela que me leva para um degrau mais alto. Que traz conteúdo nutritivo, que me ensina, que contribui para ampliar meu repertório e proporcionar que eu tenha uma visão cada vez mais ampla do mundo. Alta cultura é aquela que exercita o meu cérebro, que me provoca, incomoda e me dá satisfação intelectual. Me faz crescer intelectualmente.
Baixa cultura é aquela que me faz bater o pé, mexer a bunda, gargalhar, sentir asco ou atração física, usar meus sentidos animais sem grandes preocupações intelectuais. E intelectualmente que me deixa exatamente onde estou.
Qual das duas é a melhor?
No Youtube: https://youtu.be/QUiy10VNvVM
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Chegamos a mais uma Black Friday. A globalização de um evento como esse está conectada ao rápido desenvolvimento da Internet e à expansão do E-commerce. Desde o começo dos anos 2000, as lojas e mercados online como a Amazon mudaram drasticamente a forma como fazemos compras. Hoje você compra o que quiser, sentado confortavelmente em seu sofá. E se bobear ainda visita ainda experimenta virtualmente o produto.
A experiência do cliente e a transparência de preços está motivando os varejistas a lançar promoções cada vez mais cedo. A Black Friday se transformou numa semana, se não num mês. E as empresas lançam promoções cada vez mais cedo para capitalizar a participação de mercado e capturar a demanda.
E uma coisa é comprar um televisor. Outra é adquirir cultura! Um produto que uma vez adquirido, você pode gastar à vontade que não acaba mais.
É por isso que nós do Café Brasil, estamos aproveitando para fazer nossa primeira promoção da Black Friday!
Se você ainda não é assinante da nossa Netflix do conhecimento, a hora é agora!!!
Até o final de novembro, você pode fazer uma assinatura do Plano Anual do Café Brasil Premium com 50% de desconto! Isso mesmo, 50% OFF no plano Premium Anual! E ainda pode dividir o pagamento em 12 parcelas de R$18,00. Não dá nem uma pizza com guaraná por mês! E o que você compra com essa assinatura é co-nhe-ci-men-to! Que uma vez adquirido, pode gastar à vontade que não acaba!
Este é o link http://cafebrasil.me para o melhor investimento que você fará nesta Black Friday!
No Youtube:
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Uma amiga me conta que foi a uma farmácia comprar um creme que estava na área de maquiagem. A atendente pegou o produto e se dirigiu a um computador para verificar preço e outras informações. E minha amiga passou a ser atacada por mulheres por “ser patricinha e furar a fila”. Não adiantou a atendente dizer que era do setor de maquiagem estava apenas consultando uma informação, quem estava na fila dos remédios passou a ofender as duas. Uma situação tão absurda que minha amiga ficou sem ação.
Na sequência recebo uma matéria dando conta de que no jogo Santos e Palmeiras um garoto de 9 anos, da torcida do Santos, pediu a camisa do goleiro reserva do Palmeiras, que a tirou e jogou para o garoto. Se não houvesse intervenção da Polícia Militar o garoto e seu pai teriam sido linchados por torcedores do Santos. Tiveram de sair do estádio escoltados. E o garoto está sendo trucidado em redes sociais, mesmo tempo pedido desculpas e afirmado que é Santista, mas tem ídolos em diversos times.
O que é que está acontecendo com a sociedade? Que ela está doente, não existe a menor dúvida. Mas o que assusta é que aquela agressividade dos valentes de redes sociais, parece que está indo para as ruas. Todo mundo nervoso, procurando uma válvula para aliviar suas dores e angústias e descontando no próximo seu ódio cego. Não importa o motivo.
Chegamos finalmente à essência do “brasileiro cordial”, que Sérgio Buarque de Holanda definiu em seu livro Raízes do Brasil. Aquele “cordial”, não tinha a ver, como muita gente pensa, com simplicidade, amabilidade e gentileza de uma pessoa. Com o brasileiro bonzinho, camarada e amoroso.
Sérgio Buarque criou o conceito se referindo à raiz latina cordalis, que significa "relativo ao coração".
Brasileiro Cordial é aquele que age conforme a emoção, e não a razão.
Tome cuidado com ele.
No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Va6BRDzcO6k
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Tem gente que adota o Mínimo Divisor Comum, uma versão do MDC, Máximo Divisor Comum que você aprendeu nas aulas de matemática. O Mínimo Divisor Comum é o máximo de simplificação a que posso chegar numa informação. Quanto posso eliminar de ironia, segundos sentidos, sujeitos ocultos, citações, referências e informações que exijam alguma ginástica cerebral? Sim, porque se complicar, ninguém vai querer consumir.
Esse é o método utilizado pelos políticos ao se dirigir à população: a infantilização dos discursos, a redução das questões ao mínimo divisor comum, a absoluta falta de provocação ao pensamento crítico. É como Lula explicando o problema do aquecimento global porque o planeta é redondo ou José Serra explicando a gripe A porque os porquinhos espirram: a infantilização do debate, tratando os interlocutores como imbecis. Mais que isso, apontando para uma atitude: se seu interlocutor é um imbecil, seja também um imbecil. O resultado é isso que vemos por aí: o empobrecimento dos discursos, discussões rasas e sem qualquer capacidade de nos excitar intelectualmente. Excitam pela treta, pelas brigas, pela exuberância na forma. Mas no conteúdo, é uma pobreza só.
“O mundo divide-se em pessoas boas e más. As boas têm um sono tranquilo. As más divertem-se muito mais.” Essa frase é de Woody Allen. Se você não sabe quem é Woody Allen, ou se sabe, mas não conhece a obra dele, não vai sacar a ironia. E só ficará com a superfície da citação.
Entendeu? O Mínimo Divisor Comum é instrumento de mediocrização.
Tô fora.
No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=e1QBvwEm5Jk
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Pessoas que são chamadas de “influenciadores” não têm esse título por acaso. São assim chamadas porque realmente influenciam outras pessoas com seus modos de vida, suas escolhas, os produtos que consomem, os conteúdos que distribuem. Os influenciadores digitais, por exemplo, atuam em todos os níveis, do Youtuber que come barata ou que faz apologia à violência ao filósofo blasé com seu charuto distribuindo conselhos sobre como viver uma vida plena. Algum desses influenciadores vai impactar o seu dia a dia, a sua vida, mesmo que você seja uma pessoa esclarecida, que sabe o que quer. Se você está lendo/ouvindo este Cafezinho, por exemplo, está sendo influenciado por mim. No mínimo, ao decidir onde aplicar seu tempo de vida, percebe?
Onde é que você está aplicando o recurso mais limitado de que você dispõe: seu tempo de vida? Esse só dá para gastar, não dá para conseguir mais, aumentar ou guardar pra depois. Por isso, é tão importante escolher quem são as pessoas que você deixará entrar em sua área de influência.
Por exemplo, uma esposa ambiciosa, no sentido bom do termo, empurra um marido acomodado para a frente. Um namorado culto faz subir a barra da namorada que só curte funk. Mas o contrário também pode acontecer. Avaliar essas relações é fundamental, e talvez você descubra que precisa romper algum laço com quem lhe influencia para poder mudar este estado de coisas. E esse “romper um laço” não significa necessariamente terminar um relacionamento, pode ser simplesmente deixar se se submeter às rotinas e vontades do outro, sacou?
Mas em todos os casos, implica numa escolha. Você precisará abrir mão de algumas atividades, alguns compromissos, algumas pessoas...
É, eu sei que dói...
No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=kuXfCIUf7RA
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“Tá bom assim”. Acho que isso é uma das coisas que mais ouvi na vida. Eu mesmo já me peguei agindo no “tá bom assim”. Mas este é um tema que merece muito cuidado. Definir o limite é uma arte que desenvolvemos com o tempo. Até onde investir, quanto mais insistir, quanto é, afinal, bom o suficiente? Quando não sabemos, podemos ultrapassar a linha do “suficiente” e fazer muito além daquilo que é percebido pelos outros. Isso significa custo extra. Por outro lado, existe um “cliente interior”, que mora dentro de nós e que, muitas vezes, é mais exigente que qualquer outro. E nos obriga a insistir até ficarmos satisfeitos.
Recentemente, recebi dois amigos palestrantes para gravar um vídeo em meu estúdio. Acabei dirigindo o vídeo. Gravamos a primeira, a segunda e a terceira vez. Fomos assistir à gravação na ilha de edição, eles adoraram e eu disse: “vamos gravar de novo?” E lá fomos nós de volta para o estúdio, fazer tudo outra vez. Para mim podia melhorar. E, depois de gravarmos de novo, ainda fiquei insatisfeito, mas aí já havia ultrapassado o limite de tempo e investimento. E quase ninguém notaria as melhorias que eu achei que devia fazer. Meu “tá bom assim” é diferente do de meus amigos.
Outro exemplo são os sumários de livros que distribuo para meus assinantes. Quando desenvolvi a ideia, entreguei para uma agência fazer o produto final, o PDF. Saiu lindo, cheio de trique-triques, corzinha, imagens, letrinhas... E demorou mais de uma semana para ficar pronto. Na segunda vez, puxei para mim a atribuição de elaborar o PDF. Criei um padrão e deu certo, em relação àquilo que eu queria. Escrevo o texto, mando para revisão, em seguida corrijo e salvo direto no padrão do PDF. Podia ficar mais bonito? Sim. Mas o importante neste momento é a capacidade de escrever e publicar em 24 horas.
Um dia terei estrutura para deixar bonitinho...
Esse exercício deve ser diário e constante: qual é o limite de qualidade de nosso trabalho? Qual é o ponto a partir do qual investir passa a ser apenas agregar custo?
No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=peSxgOXjLBc
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De quando em quando recebo feedbacks de gente que se incomoda quando eu digo “eu” isso “eu” aquilo, especialmente no Podcast. Muitos brasileiros têm um problema imenso quando percebem que alguém pode estar “se achando”. Confundem segurança com soberba, odeiam achar que um indivíduo possa provocar mudanças.
Quando aparece no jornal a notícia que o Zé, aquele cara simples, que você conhece, cheio de defeitinhos, fez algo fora do comum, descobriu a cura de uma doença, lançou um livro de sucesso, inventou um produto revolucionário, foi indicado para um alto cargo numa empresa, foi escolhido Papa, você surta. Os pobres de espírito, por inveja. Os demais, por surpresa.
Talvez como reflexo de uma criação cristã, somos ensinados desde crianças que o que vale é o grupo, o nós, o todos, os santos, o governo, nunca o “eu”. Se por um lado isso é bom para baixar a bola de quem realmente se acha e para estimular o trabalho em equipe e a cooperação, por outro é um poderoso desestimulador da iniciativa individual.
Como posso ser um empreendedor sem acreditar em meu “eu”? Temos uma cultura de botar o indivíduo para baixo que, no fim, acho que explica um pouco do famoso complexo de vira-latas. Falta ao brasileiro acreditar em si, em sua capacidade de fazer acontecer e, fazendo, contar que fez. Com orgulho, de boca cheia! Não há mal algum nisso, desde que você o faça de modo respeitoso.
Acreditar em si gera autoconfiança, dá coragem de dar um passo além, de conquistar mais e, por consequência, influenciar mais os outros.
Vai lá. Aproveite que ninguém está olhando, mire-se no espelho e diga: “eu sou foda!”.
Tá pensando que é auto ajuda, né? Não. É só um pouquinho de autoestima. Se você não achar que é foda, quem achará por você?
Criar valor e fazer com que percebam
Isca: Só é valor se for percebido
No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=zBslNNX5hkU
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Tempos atrás escrevi que Isaac Newton disse que “um objeto que está em repouso ficará em repouso até que uma força desequilibradora atue sobre ele.” É a Lei da Inércia, que se aplica a nossas vidas: quando encontramos uma zona de conforto, é lá que, inertes, permanecemos. O curioso é que a maioria das pessoas nem percebe que está inerte.
Olha só: a coisa que você mais faz em seu dia a dia é repetir o que você fez no dia anterior. Você acorda igual, toma café igual, se veste igual, vai pro trabalho ou para a escola pelo mesmo caminho, almoça nos mesmos lugares. A maior parte de sua vida é consumida com repetições, até que uma força desequilibradora tira você desse ciclo. Uma demissão. Uma promoção. Uma desilusão amorosa. Uma tragédia. Enquanto a força não surge, ficamos ali repetindo, repetindo, repetindo… Não esperar que essa força desequilibradora surja espontaneamente, mas provoca-la é o que se chama criação deliberada da mudança.
Tudo que nosso lagarto interior quer é lagartear ao sol.
- Não me encha o saco, não me atrapalhe. Mudanças são ameaças, me deixe em paz!
E assim resistimos às influências externas pela mudança. E de repente nos vemos dentro do ambiente profissional onde “mudar” não é uma opção, é sobrevivência. Coitado do lagarto...
Aí, o caminho a seguir é o do Triplo A:
Primeiro a aceitação: se a mudança não ameaça sua capacidade de execução, aceite-a sem resistir ou argumentar.
Depois o ajuste: faça as mudanças necessárias em seus hábitos e atividades
E por fim, a adaptação: pronto. Seu comportamento pode mudar da forma desejada.
Sacou? Aceitação. Ajuste. Adaptação. E depois a criatividade e toda energia aplicada em fazer com que a mudança, já que inevitável, seja para melhor.
Não parece fácil?
criação deliberada da mudança
Isca: Seja você a força que desestabiliza
No Youtube:
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Tem um filme ótimo chamado SICÁRIO, com a Emily Blunt e o Benício del Toro, onde há uma cena semelhante às que aparecem em dezenas, milhares de outros filmes: o bandido mora em sua mansão, jantando com a família e curtindo sua riqueza, não importa que para isso tenha destruído outras famílias. Para ele não existem questões morais, manda quem pode, quem tem mais força, obedece quem tem juízo. Aquele bandido conquistou seu propósito: garantir uma vida confortável para sua família. E jamais se questionou sobre o que fazer para chegar lá. Para ele não existe certo e errado, existe sucesso ou fracasso.
Sobre vencedores e fracassados, ouvi uma comentarista falando sobre a corrida presidencial dos Estados Unidos, quando Donald Trump, que durante muito tempo foi uma piada, despontou como um provável candidato dos republicanos à sucessão de Barak Obama. Perguntada sobre como é que um candidato desbocado, preconceituoso, beligerante e grosseiro conseguiu aquele sucesso, ela respondeu de forma simples e brilhante:
“- O povo não está se importando com o que ele diz ou deixa de dizer. Ninguém quer saber o que o Trump pensa ou deixa de pensar. O que importa é que ele é um vencedor. É isso que as pessoas vêem: um vencedor.”
E é por isso que Trump recebeu mais de 50 milhões de votos, derrotando Hillary Clinton.
Percebeu? As pessoas não se importam com o que você diz, desde que você seja um vencedor. Esse parece ser o padrão moral e ético de nossa sociedade, não importa qual partido, cor, religião você tenha, desde que você pareça um vencedor.
Isso não parece pobre?
No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=F2uv56LkpX4
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