Cafezinho

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By Luciano Pires & Café Brasil Editorial LtdaSociety & Culture
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Cafezinho episodes

  • Cafezinho 253 – Brasiliência 2

    Num cafezinho anterior apresentei o termo “brasiliência” como uma forma de ver a vida, que faz com que as pessoas, mesmo sofrendo, sintam-se felizes. Brasiliência é a soma de brasileiro com resiliência. Liguei essa característica a nosso jeito brasileiro de ser, deixando no ar uma questão: brasiliência é virtude ou defeito? Bom... depende.

    Se você olha-la como resultado da flexibilidade, da liberdade, da disposição a correr riscos, da criatividade, da capacidade de fazer piada nos momentos mais tensos, de apanhar, apanhar, apanhar, e continuar lutando, de encontrar saída de qualquer beco... Cara, a brasiliência é uma virtude! Ela nos ajuda a aceitar os desiguais, a tocar o barco, não importa quem nos dirige. Nos ajuda a conviver em harmonia, pretos, brancos, amarelos, vermelhos.... A brasiliência nos dá uma vantagem competitiva em qualquer lugar do planeta. A gente topa tudo e entra e sai de perrengues com uma competência... E se a coisa complicar, é só abrir uma cerveja.

    Mas se você olhar a brasiliência como um motivador para encurtar caminhos a bel prazer, quebrar regras, olhar para si sem ligar para os outros, usar esperança como estratégia, acreditar num santo e ter a convicção de que sairemos ilesos de qualquer fria.... aí complica. Especialmente quando “os outros” são norte americanos, europeus, japoneses, a brasiliência é interpretada como resultado da irresponsabilidade, falta de comprometimento, incompetência... Seus sistemas e processos detalhados, sua ânsia pela antecipação, não ornam com nossa indisciplina e irreverência. Eles não dependem de um santo.

    E a brasiliência, que poderia ser a nossa maior qualidade, é também nosso maior defeito. Como é que faz, hein?

    Olha, eu não sei você, mas eu vou abrir uma cerveja.

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    3 min
  • Cafezinho 252 – Brasiliência

    Resiliência é a capacidade de se recobrar diante de adversidades. De tomar a pancada e voltar à luta. Quem desenvolve a resiliência tem mais condições de enfrentar desapontamentos, lidar com perdas e se adaptar a mudanças. O resiliente tem grande senso de controle sobre seu destino e toma a iniciativa para resolver seus problemas. Atitude positiva, otimismo, habilidade para controlar emoções e receber as críticas e falhas como algo positivo para fazer melhor. O resiliente aprende com os erros.

    Isso é resiliência. O brasileiro inventou a brasiliência, uma singular capacidade de viver tomando porrada e continuar sorrindo.

    O brasiliente faz piada das coisas mais trágicas.

    O brasiliente confia que um deus ou um santo há de dar um jeito.

    O brasiliente deixa para amanhã os problemas complexos.

    O brasiliente não aprende com os erros. Ele os comete outra vez.

    O brasiliente acha que o que é de todos, não é de ninguém.

    O brasiliente não tem paciência para fazer contas.

    O brasiliente troca tristeza por alegria, seja onde ou como for.

    O brasiliente, até por falta de comparação, se conforma com o meia boca, pois “dá pro gasto”.

    O brasiliente tem como estratégia de vida, a esperança de que tudo vai melhorar.

    E um dia, lá na frente, machucado, maltratado, roubado, esfolado, zonzo, mas vivo, o brasiliente, com um copo de cerveja na mão e um sambinha lá no fundo diz: tá vendo como no fim dá tudo certo?

    Brasiliência é uma forma de ver a vida, que faz com que as pessoas, mesmo sofrendo, se sintam felizes.

    Deveria ser uma baita qualidade.

    Mas dói pra caramba.

     

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    3 min
  • Cafezinho 251 – O Poder do Mau

    Todo mês os assinantes do Café Brasil Premium recebem um sumário comentado de um livro, na maioria das vezes inédito no Brasil. E tem sido fascinante a experiência de buscar temas relacionados aos desafios que vivemos neste exato momento. Ontem foi a vez do livro The Power Of Bad – O Poder do Mau.

    Nele os autores fazem uma interessante observação sobre como historicamente os pesquisadores estudaram muito mais os efeitos do mau do que do bom sobre as pessoas, o que seria de se esperar, pois o mau causa mais impacto. E essas pesquisas foram distorcidas quando jornalistas e escritores sedentos por manchetes passaram a escrever centenas de histórias sobre o peso dos traumas, psicoses e depressão, e muito pouco sobre coisas preciosas como nossa resiliência mental e capacidade para obter a felicidade. 

    Muita gente que passou por traumas, reconhece que a má experiência as fez mais fortes, espertas, maduras, tolerantes e compreensivas. As fez pessoas melhores. No entanto, muito mais atenção é dada às síndromes pós-traumáticas, mesmo que elas atinjam apenas 20% das pessoas expostas a experiências traumáticas. Psicólogos e jornalistas estavam tão ocupados acentuando o negativo, que perderam a capacidade de tratar da fenomenal resiliência do ser humano.

    Sociólogos estudando religiões perceberam o poder do mau para inspirar um comportamento virtuoso. A doutrina cristã do pecado original, à qual estamos condenados desde Adão e Eva, pode parecer exagerada, mas e aqueles heróis nas tragédias gregas, que eram condenados por um simples erro trágico? Essas crenças acontecem para desafiar um elemento básico da psicologia e da evolução humana: para sobreviver, a vida tem de vencer todo dia.

    A morte, precisa vencer uma vez só.

    Cara, o livro é fascinante... o quê? Você ainda não assinou o Premium?

    Ah, que pena...

     

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    3 min
  • Cafezinho 250 – O lobo e o cordeiro

    Monteiro Lobato tem um livro precioso chamado Fábulas, que eu li quando tinha meus doze anos e nunca mais esqueci. Uma das fábulas é a do Lobo e o Cordeiro, e ele disse assim:

    Estava o cordeiro a beber num córrego, quando apareceu um lobo esfaimado, de horrendo aspecto.

    — Que desaforo é esse de turvar a água que eu venho beber? — disse o monstro arreganhando os dentes. Espere, que vou castigar tamanha má-criação!…

    O cordeirinho, trêmulo de medo, respondeu com inocência:

    — Como posso turvar a água que o senhor vai beber se ela corre do senhor para mim?

    Era verdade aquilo e o lobo atrapalhou-se com a resposta. Mas não deu o rabo a torcer.

    — Além disso — inventou ele — sei que você andou falando mal de mim o ano passado.

    — Como poderia falar mal do senhor no ano passado, se eu nasci este ano?

    Novamente confundido pela voz da inocência, o lobo insistiu:

    — Se não foi você, foi seu irmão mais velho, o que dá no mesmo.

    — Como poderia ser o meu irmão mais velho, se eu sou filho único?

    O lobo furioso, vendo que com razões claras não vencia o pobrezinho, veio com uma razão de lobo faminto:

    — Pois se não foi seu irmão, foi seu pai ou seu avô!

    E — nhoc! — sangrou-o no pescoço.

    Moral da história: Contra a força não há argumentos.

    Eu vou atualizar.

    Moral da história: Contra a má intenção não há argumentos.

     

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    2 min
  • Cafezinho 249 – Na vanguarda do atraso

    Cafezinho 249 – A vanguarda do atraso

    Em 1975, recém-chegado do interior, eu era descrito por Álvaro de Campos: eu era nada, nunca seria nada, não poderia querer nada. Mas à parte isso, tinha em mim todos os sonhos do mundo.

    Entre 1977 e 79, fui para as ruas gritar “abaixo a repressão” e pela “volta do irmão do Henfil”! Eu sonhava com um Brasil livre, justo, com educação, saúde e trabalho digno para todos. Imaginava que quando nossa geração chegasse ao poder, sucedendo aqueles velhos que não compreendiam a voz das ruas, teríamos o país com o qual sonhávamos. E assim, no começo dos anos 2000, as pessoas que em 1979 tinham todas as respostas, assumiram o poder, e...

    Quarenta anos depois, mesmo com o país mais rico, conectado, globalizado e cheio de oportunidades, aquela harmonia sonhada pela garotada que foi às ruas, não aconteceu. Pior: muitos dos que tinham o discurso da ética e da justiça social protagonizaram os maiores escândalos de corrupção da história deste país. O que é que deu errado, hein?

    Bem, muitas coisas, mas uma eu acho que foi a principal: depois que aqueles jovens conseguiram o que queriam, foram cuidar de suas vidas, e deixaram a condução do Brasil nas mãos de qualquer um que se interessasse. Qualquer um. Então os desonestos, os aproveitadores, os incompetentes e os manipuladores, tomaram as rédeas e construíram o país de sua conveniência. Até 2013, quando o jogo começou a mudar.

    Eu discuto isso em detalhes em meu livro Me Engana Que Eu Gosto, que eu escrevi para que, daqui a 40 anos, os jovens que hoje têm ido às ruas pedindo decência, honestidade e justiça, não sintam a mesma sensação de vazio que eu senti.

    Mudar é só o começo. Manter as coisas mudadas é que é a encrenca.

    Tem gente demais na vanguarda do atraso.

     

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    3 min
  • Cafezinho 248 – O meiostream

    Numa conversa sobre os desafios do empreendedorismo no mundo da música, falávamos do “mainstream”, a área onde transitam os artistas que atingiram o megasucesso. No lado oposto está o underground, dos artistas fora das mídias de massa. São as secretárias, as enfermeiras, o comissário de bordo, o professor, a bancária, que nas horas vagas estudam, ensaiam, se apresentam aqui e ali a duras custas, por puro amor à arte.

    Discutíamos o oito e o oitenta quando, entre o mainstream e o underground, surgiu o termo “meiostream”. No meiostream estão os que, sem atingir o sucesso milionário, vivem de sua arte com dignidade, com fãs fiéis e desenvolvendo o trabalho que amam com competência e tesão.

    Meiostream.

    A maioria dos empreendedores sérios que encararem o desafio de investir em seus sonhos, provavelmente viverá a vida no meiostream, sem jamais conseguir comprar um iate, um avião, um apartamento em Paris. Nunca se apresentarão para dezenas de milhares de fãs, não estarão na novela da Globo, não serão reconhecidos nas ruas, nem entrevistados nos programas de economia. Serão simplesmente pais e mães empenhados em conseguir educar os filhos, pagar suas contas, manter seu crédito em dia… gente da classe média. Alguns da média alta, mas nenhum milionário. Sem glamour, sem visibilidade.

    E o mais interessante: muitos deles perfeitamente confortáveis em permanecer no meiostream. Eles sabem que o preço pago por quem está no mainstream é a  perda do controle sobre sua arte e, em última instância, da liberdade. Outros meiostreamers consideram que não precisam de milhões de fãs nem de centenas de colaboradores, não precisam vender sua start up por bilhões de dólares, não precisam ter dois disto, três daquilo… Consideram-se bem-sucedidos sendo o que são. E como são.

    Será conformismo? Olha, eu não acho. Acho que é equilíbrio, é a capacidade de calibrar seus esforços, de estabelecer seus limites e, dentro deles, sentir-se realizado. Isso é uma bênção.

    Me identifiquei imediatamente. Sou parte do meiostream.

    É possível ser feliz nele.

     

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    3 min
  • Cafezinho 247 – Compartilhe!

    Olha, há muito acompanho de perto os posts das mídias sociais. Posts polêmicos, que “causam”, dão muitos compartilhamentos e geram comentários. Ou então posts que mostram gente que tinha tudo para ser miserável se dando bem. Sem contar os que têm gatinhos e bichinhos fofinhos. Posts com pegada mais cultural, educada e elegante, dão baixíssimo engajamento.

    Muita gente diz que o que eu produzo, por exemplo, é indispensável, me enche de elogios, mas não compartilha. Não dá like. Não comenta os posts.

    Eu não acredito na mobilização de fora para dentro na cultura do compartilhamento. Ficar pedindo pra clicar no sininho, dar uma curtida, compartilhar! Que saco, meu! Isso deveria de vir espontaneamente, de uma combinação de curiosidade com generosidade: “Meu, que coisa legal! PRECISO compartilhar”. Tem de ser hábito.

    O hábito de compartilhar aquilo que vale a pena.

    Falo isso com a autoridade de quem já tentou de tudo, menos apelação, para mobilizar as pessoas, mas estou convencido que o tipo de conteúdo que eu produzo e o público que me segue não se presta a esse comportamento de mídias sociais, típico de quem gosta de zoeira ou segue gurus.

    E eu não sou nem um nem outro.

    Mas tenho a cabeça tranquila. Meu “case” é exatamente fazer do “inho” um negócio sustentável, sem ter de me render às concessões para ser “ão”.

    Minha frustração é pela quantidade de recursos, tempo e energia dispensados para porcarias que não trarão qualquer consequência para a vida das pessoas, a não ser tempo de vida desperdiçado. E nessa frustração estão os milhares de poderosos que diariamente escolhem patrocinar porcarias, de olho no curto prazo. É isso que explica a merda eterna na qual o Brasil vive. É isso que me frustra.

    Mas me mantenho na luta. Eu sou muito mais chato que eles.

    Você gostou dessa reflexão é? Pô, então compartilhe!

     

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    3 min
  • Cafezinho 246 – Setecentos

    Sempre que o podcast Café Brasil chega a um episódio centenário, fazemos um programa especial, um musical. E assim produzimos alguns clássicos, como o 300 – Stairway To Heaven, o 400 – Já Que Soul Brasileiro, com a história da soul music no Brasil, o 500 – Caleidoscópio, contando a história dos Mutantes e o 600 – God Save The Queen, com a história da banda Queen.

    Cada programa desses foi uma catarse, tanto para nós que produzimos como para os ouvintes que conhecem ou não as bandas.

    Esta semana chegamos ao Café Brasil 700. E a ideia foi falar do talento, deixando de fora as questões ideológicas que têm contaminado todas as discussões em todos os segmentos.  

    Queríamos falar do talento, da voz, e assim criar um programa que prestasse uma homenagem ao espírito criativo humano. Olha, e eu acho que conseguimos, viu?

    São 74 minutos de puro deleite, uma viagem no tempo e no espaço que provocará em você um misto de admiração, saudades, prazer e a certeza de que nós, seres humanos, somos criaturas capazes de criar maravilhas capazes de emocionar, arrepiar e acelerar a respiração...

    Só com a voz.

    Setecentos episódios é um baita número. São 13 anos, 350 horas de conteúdo, aproximadamente 80 milhões de downloads e um bocado de histórias, provocações e inspiração. Que a gente comemora entregando a você um presente.  

    Este cafezinho é um convite. Separe uma hora, vá para um lugar tranquilo, coloque seus fones de ouvido – sim, eles são essenciais – e deixe o Podcast Café Brasil 700 fluir por seu ouvido, sua mente e seu coração.

    Dia 15 de Janeiro, em todos os corações.

     

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    3 min
  • Cafezinho 245 – Como censurar o Porta dos Fundos

    E o tal especial de Natal do Porta dos Fundos? Olha, não assistirei, não tenho mais saco para adolescentes de 40 anos. Mas me preocupa a intenção de proibir que o filme seja exibido.

    Democracia é tolerar conviver com quem pensa diferente. Mas democracia não é poder dizer e fazer o que quiser quando quiser. Há um limite, que seus avós ensinaram: a sua liberdade vai até onde começa a liberdade do outro. E termina na letra da lei, que nem sempre é objetiva. Aliás, pelo que temos assistido, parece que nunca é objetiva.

    E se é subjetiva, por é que o subjetivo de alguém vale mais que o meu? Por causa da hierarquia social? Quem define, na subjetividade, o que é crime ou não? Quem é o juiz? É o que diz que zoar cristão pode, mas gay não? E se disser o contrário? Percebeu a armadilha? Ao abraçar o subjetivo do outro, é tentador cair na armadilha da censura. Quando perceber, estarei calando a voz de quem não gosto. E sujeito a que calem a minha, assim que mudar o subjetivo do juiz.

    Democracia é a liberdade de dizer “não”, mesmo que você esteja em minoria. Saber conviver com quem pensa diferente é um desafio. Quem não sabe, tenta eliminar aquele que pensa diferente, na porrada ou usando os conceitos da própria democracia para atacá-la. A liberdade da democracia tem de ser defendida ferozmente, mas não como arma contra a liberdade da democracia.

    Deixem o filme dos quarentões adolescentes lá. Mas não me obriguem a assisti-lo.

    A mais eficiente forma de censurar ideias é meu direito de solenemente ignorá-las.

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    3 min
  • Cafezinho 244 – A bomba

    Em minha palestra Quanto Você Vale, ao tratar do tema “responsabilidade moral”, mostro que antes de fazer julgamentos, precisamos observar atentamente três esferas:

    A do ato praticado, a da circunstância e a da intenção.

    Sem conhecer as três esferas, só é possível supor. Chutar. Dizer “eu acho”.

    O problema é que o ato é fácil de ser verificado.

    Por exemplo, alguém lança uma bomba que mata um terrorista poderoso. Ou lança um coquetel Molotov numa produtora. Esse é o ato, objetivo e claro, não há o que discutir.

    A circunstância já começa a complicar.

    Se você não está envolvido no problema, apenas consegue imaginar a circunstância, alimentado por fontes que têm distintos interesses.

    Por exemplo, o terrorista poderia estar planejando um ataque sério. Ou então, o terrorista não era terrorista, era apenas um patriota defendendo sua nação.

    Ou quem soltou a bomba pode ter sido outra pessoa.

    Escolha o contexto e você começa a mudar a interpretação do fato.

    E aí vem a intenção, que é o mais complicado dos três.

    A intenção pode ser matar o terrorista antes que ele mate centenas de pessoas.

    Ou pode ser eliminar um obstáculo para sua sede pelo petróleo da região.

    Ou então criar um clima de guerra para aumentar a venda de armas.

    Ou transformar um criminoso em vítima.

    Ou então desviar atenção de um problema interno para uma ameaça externa...

    Qual foi a intenção? Você sabe? Ou vai escolher a que melhor se adaptar a suas crenças e inclinações ideológicas?

    Os mais bobinhos vão acreditar na intenção que a narrativa mais forte criar.

    Como eu não sei do contexto e nem da intenção, só sei da bomba, recolho-me à minha ignorância.

    Já tem gente demais falando merda.    

     

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Uma pausa para o café com média de 2 minutos e meio de Iscas Intelectuais sobre comportamento, sociedade, política, economia, educação… tudo aquilo que envolve a complexidade de ser humano.

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