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Filme vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza em 2021, "O Acontecimento", da diretora Audrey Diwan, narra a difícil jornada de uma jovem estudante para interromper uma gravidez não desejada.
O drama francês discute como o tabu em torno do aborto na sociedade e a criminalização do procedimento colocam em risco a saúde e a vida de mulheres que não estão prontas para se tornarem mães.
Baseado no aclamado livro de Annie Ernaux, o filme utiliza muito bem a linguagem cinematográfica para representar a angústia vivida pela protagonista, interpretada pela atriz franco-romena Anamaria Vartolomei.
Com câmera na mão e enquadramento fechado, Diwan faz seu posicionamento político ao adotar o realismo social como estilo e flertar com o horror, nos colocando bem próximos da personagem em sua busca.
Crítica do filme por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do Cinematório.
Conteúdo também disponível em vídeo.
O ACONTECIMENTO (L'événement, 2021, França)
Sinopse: França, 1963. Uma sociedade que censura os desejos das mulheres. E o sexo em geral. A história de Anne, uma jovem que decide abortar para terminar seus estudos e escapar das restrições sociais de uma família operária. Esta história simples segue o itinerário de uma mulher que decide ir contra a lei. Anne tem pouco tempo pela frente. Seus exames estão chegando, e sua barriga está crescendo...
Elenco: Anamaria Vartolomei, Luana Bajrami, Louise Orry-Diquero, Kacey Mottet Klein, Louise Chevillotte, Pio Marmaï, Sandrine Bonnaire
Direção: Audrey Diwan
Roteiro: Audrey Diwan, Marcia Romano (baseado no livro de Annie Ernaux)
Produção: Alice Girard, Edouard Weil
Direção de fotografia: Laurent Tangy
Montagem: Géraldine Mangenot
Trilha sonora: Evgueni Galperine, Sacha Galperine
Duração: 1 h 40 min
Distribuição: Zeta Filmes
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Em "Agente Oculto", os diretores Anthony e Joe Russo (de "Vingadores: Ultimato") colocam Ryan Gosling e Chris Evans um contra o outro em um filme de ação que conta com um dos maiores orçamentos da Netflix: 200 milhões de dólares.
Porém, o alto investimento não se traduz em alta qualidade. Apesar do bom elenco e de cenas grandiosas de perseguição, tiroteios e explosões, o filme é pouco criativo, não constrói um bom protagonista e repete clichês do gênero à exaustão.
Crítica do filme por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do Cinematório.
Conteúdo também disponível em vídeo.
AGENTE OCULTO (The Gray Man, 2022, EUA)
Sinopse: Arrancado de uma penitenciária federal, o agente conhecido como Sierra Seis já foi um mercenário altamente qualificado e sancionado pela CIA. Mas agora a situação virou e ele é o alvo, caçado em todo o mundo por Lloyd, um ex-membro da Agência que não vai parar por nada até derrubá-lo.
Elenco: Ryan Gosling, Chris Evans, Ana de Armas, Jessica Henwick, Wagner Moura, Dhanush, Billy Bob Thornton, Alfre Woodard, Regé-Jean Page, Julia Butters, Eme Ikwuakor e Scott Haze
Direção: Anthony Russo e Joe Russo
Roteiro: Joe Russo, Christopher Markus e Stephen McFeely (baseado no livro de Mark Greaney)
Produção: Joe Roth, Jeffrey Kirschenbaum, Anthony Russo, Joe Russo, Mike Larocca e Chris Castaldi
Direção de fotografia: Stephen F. Windon
Montagem: Jeff Groth e Pietro Scalia
Trilha sonora: Henry Jackman
Duração: 2 h 2 min
Distribuição: Netflix
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Nesta edição, o podcast cinematório café analisa a temporada 4 de "Stranger Things". A série criada pelos irmãos Duffer e exibida pela Netflix recebeu 13 indicações ao Emmy 2022 (incluindo Melhor Série e Melhor Elenco).
"Stranger Things 4" tem nove episódios que mais parecem filmes. Será que a longa duração se justifica? Esta é uma das questões que nós discutimos no podcast. E também: Vecna é o melhor vilão que a série já apresentou? O núcleo de Hawkins salvou a temporada? Eleven perdeu também seu poder narrativo? Hopper e Joyce viraram personagens dispensáveis? E o que esperar da 5ª e última temporada?
Sentam-se à mesa conosco para discutir a temporada 4 de "Stranger Things": Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, Renné França, professor, crítico de cinema e diretor do filme “Terra e Luz”
O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia.
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Nesta edição, o podcast cinematório café analisa o filme "Thor: Amor e Trovão" (Thor: Love and Thunder, 2022), que marca o retorno de Natalie Portman ao Universo Marvel, agora no papel da Poderosa Thor. Dirigido por Taika Waititi, o filme também traz de volta Chris Hemsworth como o Deus do Trovão e abusa na paródia com o super-herói.
Baseado no arco dos quadrinhos escrito por Jason Aaron, "Thor: Amor e Trovão" retoma a trajetória de Thor a partir dos eventos de "Vingadores: Ultimato". O herói é surpreendido pela aparição não só de um novo vilão -- Gorr, o Carniceiro dos Deuses (interpretado por Christian Bale) -- como também de uma nova heroína: sua antiga paixão Jane Foster, que se torna digna de erguer o Mjolnir enquanto luta contra um câncer terminal.
O filme parte de uma história trágica e muito mais complexa nas HQs para intensificar a abordagem cômica que Waititi já havia proposto em "Thor: Ragnarok". No podcast, nós discutimos os vários problemas das escolhas do diretor e roteirista, como desperdiçar o tema do questionamento da divindade e não aproveitar o potencial da Poderosa Thor e da Valquíria (Tessa Thompson) em ação.
Também falamos sobre o final da Fase 4 do MCU e o quanto a franquia se ampliou na mesma medida em que parece perdida na busca por uma ligação entre suas várias histórias e personagens desde o fim dos Vingadores.
Quem se senta à mesa conosco é Renné França, professor, crítico de cinema e diretor do filme “Terra e Luz”.
O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia.
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Nesta edição, o podcast cinematório café discute o filme "Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo" (Everything Everywhere All at Once, 2022), de Daniel Kwan e Daniel Scheinert, mais conhecidos como os Daniels. Um dos destaques do cinema em 2022, o longa é estrelado por Michelle Yeoh, Stephanie Hsu, Ke Huy Quan, James Hong e Jamie Lee Curtis.
Em "Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo", Evelyn Wang, uma imigrante chinesa dona de uma lavanderia, recebe a missão de salvar o multiverso da destruição explorando realidades alternativas que revelam as vidas que ela poderia ter levado. Ao mesmo tempo, ela ainda precisa lidar com a crise no casamento, resolver um conflito com a filha e preparar a festa de aniversário do pai.
No programa, nós analisamos os prós e os contras do estilo maximalista adotado pelos diretores, bem como da comédia absurda (e por vezes grotesca) que permeia o filme. Também falamos sobre o uso criativo da montagem, da fotografia e dos efeitos especiais, as múltiplas referências cinematográficas, a representação do TDAH na jornada da protagonista e as diferentes camadas de interpretação que o longa pode levantar.
Sentam-se à mesa conosco neste podcast: Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, Renné França, professor, crítico de cinema e diretor do filme “Terra e Luz”, e Larissa Vasconcelos, jornalista e redatora do cinematório.
O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia.
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Em "Pleasure", a diretora Ninja Thyberg narra a história de ascensão de uma estrela em Hollywood -- não nos grandes estúdios, mas na indústria pornográfica.
Lançado pela MUBI, o filme mostra os bastidores da realização de vídeos pornôs pelo olhar de uma jovem que busca o sucesso, mas se depara com uma realidade permeada por exploração, deslealdade e ambientes tóxicos, especialmente para as mulheres.
Crítica do filme por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do Cinematório.
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PLEASURE (2021, Suécia, Holanda, França)
Sinopse: Bella chega a Los Angeles, vinda da Suécia, com sonhos de tornar-se a próxima superestrela do cinema pornográfico. Porém, enquanto sua ambição impiedosa a leva para um território cada vez mais perigoso, Bella luta para conciliar seu sonho de empoderamento com a realidade do lado sombrio dessa indústria.
Elenco: Sofia Kappel, Zelda Morrison, Evelyn Claire, Chris Cock, Dana DeArmond, Kendra Spade, Jason Toler
Direção: Ninja Thyberg
Roteiro: Ninja Thyberg, Peter Modestij
Produção: Erik Hemmendorff, Eliza Jones, Markus Waltå
Direção de fotografia: Sophie Winqvist
Montagem: Olivia Neergaard-Holm, Amalie Westerlin Tjellesen
Trilha sonora: Karl Frid
Duração: 1 h 49 min
Distribuição: MUBI
Em "Jurassic World: Domínio", a única atração que vale o passeio é o encontro do elenco do filme original com os atores da nova fase da franquia.
Dirigido por Colin Trevorrow, o longa não desenvolve as poucas boas ideias que apresenta e se perde em um roteiro inchado e desorganizado, com cenas de ação nada criativas.
Crítica do filme por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do Cinematório.
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JURASSIC WORLD: DOMÍNIO (Jurassic World: Dominion, 2022, Estados Unidos)
Sinopse: Quatro anos após a destruição da Isla Nublar, os dinossauros agora vivem – e caçam – ao lado de humanos em todo o mundo. Owen e Claire tentam impedir a exploração dos animais enquanto cuidam de Maisie em um lugar remoto, mas a garota é sequestrada pela Biosyn. Ao mesmo tempo, o Dr. Alan Grant e a Dra. Ellie Sattler reencontram o Dr. Ian Malcolm com o objetivo de impedir que a mesma Biosyn espalhe no mundo uma praga de gafanhotos geneticamente modificados.
Elenco: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Isabella Sermon, Sam Neill, Laura Dern, Jeff Goldblum, DeWanda Wise, Mamoudou Athie, BD Wong, Omar Sy, Daniella Pineda
Direção: Colin Trevorrow Roteiro: Colin Trevorrow, Emily Carmichael
Produção: Patrick Crowley, Frank Marshall
Direção de fotografia: John Schwartzman
Montagem: Mark Sanger
Trilha sonora: Michael Giacchino
Duração: 2 h 27 min
Distribuição: Universal Pictures
Rebobinamos a fita até o ano de 1988 e revisitamos "O Grande Dragão Branco", o 1º filme de Jean-Claude Van Damme como protagonista e um de seus trabalhos mais populares até hoje.
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Confira abaixo a minutagem dos quadros do podcast De Volta Para o Sofá sobre "O Grande Dragão Branco":
00:00:00 - Introdução
00:13:11 - Memória Afetiva: relembramos quando vimos o filme pela primeira vez e discutimos seu impacto ontem e hoje
00:41:35 - Deu Tilt: os aspectos que ficaram datados e as cenas que não funcionam mais
01:02:31 - Supra Sumo: nossas cenas favoritas
01:15:15 - Por Onde Anda: saiba o que os atores principais estão fazendo hoje em dia
01:38:46 - Música de Encerramento
Dirigido por Newt Arnold e lançado pela Cannon Films, "O Grande Dragão Branco" impulsionou Van Damme ao estrelato. Aqui, ele interpreta Frank Dux, um militar norte-americano que decide participar do Kumite, um torneio secreto de artes marciais em Hong Kong. Lá, ele se depara com lutadores de várias partes do mundo e de diferentes estilos. Seu maior adversário é o temido Chong Li, um lutador violento e sem escrúpulos -- vivido pelo lendário Bolo Yeung.
No podcast, nós falamos sobre as lorotas contadas pelo verdadeiro Frank Dux e que inspiraram o roteiro do filme, relembramos as cenas que são o "supra sumo" do filme, apontamos o que "deu tilt" e contamos por onde andam os principais integrantes do elenco -- entre eles, Forest Whitaker.
Faça um espacate como Van Damme e aperte o play para revisitar "O Grande Dragão Branco" conosco e descobrir se o filme ainda é tão marcante quanto na época em que o vimos pela primeira vez!
O De Volta Para o Sofá é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes.
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Uma comédia absurda, satírica e ainda muito atual. Relembre conosco este clássico dos anos 90 de Robert Zemeckis, estrelado por Meryl Streep, Goldie Hawn e Bruce Willis.
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Nesta edição do podcast Escolha da Audiência, o tema é o filme "A Morte lhe Cai Bem" (Death Becomes Her, 1992), de Robert Zemeckis. Estrelada por Meryl Streep, Goldie Hawn, Bruce Willis e Isabella Rossellini, a comédia se tornou um clássico dos anos 90. Pedido da nossa apoiadora Gabriela Cabral.
Escrito pelos roteiristas Martin Donovan e David Koepp, "A Morte lhe Cai Bem" é uma sátira sobre o culto à beleza, em especial entre as celebridades. O filme mostra a tentativa desesperada de uma atriz com a carreira decadência de se manter jovem. Ela aceita beber uma poção mágica que rejuvenesce seu corpo, mas não contava com o plano de vingança de uma rival de quem ela roubou o marido no passado.
"A Morte lhe Cai Bem" se mantém atual não só pelo tema que aborda, mas também por seus excelentes efeitos visuais, pioneiros no uso da computação gráfica em Hollywood. O filme ganhou o Oscar da categoria e se tornou referência para as superproduções realizadas nos anos seguintes, como o primeiro "Jurassic Park" (1993).
No podcast Escolha da Audiência, Renato Silveira e Kel Gomes analisam filmes ou séries pedidos por apoiadores do cinematório e que ainda não haviam sido pauta dos nossos podcasts.
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Conversamos com Alê Camargo e Camila Carrossine, diretores do longa de animação "Mundo Proibido", selecionado para o Festival de Annecy 2022.
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Nesta edição, o cinematório café entrevista os diretores da animação brasileira "Mundo Proibido", Alê Camargo e Camila Carrossine. É o primeiro longa-metragem dos dois e foi selecionado para o Festival de Annecy, principal festival de cinema de animação do mundo.
"Mundo Proibido" é uma aventura espacial que acompanha o casal Fuji e Lydia em busca de um lendário tesouro. O longa foi feito em animação 3D (pela Buba Filmes e a UM Filmes) e é baseado em histórias criadas pelo Alê Camargo, que ele e a Camila Carrossine levaram às telas pela primeira vez na série "As Aventuras de Fujiwara Manchester", exibida em 2017 pela TV Cultura e atualmente disponível em streaming.
Na entrevista, eles falam sobre a seleção para o Festival de Annecy e nos contam a origem do projeto e suas influências, além das dificuldades para realizar o filme em meio à pandemia e ao complicado cenário do setor audiovisual no Brasil.
O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia.
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