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  • NEWS#11 – EDUCAÇÃO DIGITAL E MIDIÁTICA, O PAPEL DA ESCOLA E DA FAMILIA

    Este conteúdo está disponível nas versões texto e áudio.

    Nos primeiros dias de outubro, uma noticia ganhou destaque nos principais veículos de comunicação mundo afora: a OpenAI, dona do ChatGPT, após lançar o Sora 2, abriu uma nova era de responsabilidades autoriais. Para treinar seu modelo gerador de imagens, a BigTech usou trechos de praticamente toda a produção cultural e audiovisual a que temos acesso, ou seja, filmes, séries, animações famosas, aparentemente tudo que estava disponível no mercado, mas sem licenciamento de direitos autorais.

    Imediatamente, o Sora 2 se tornou o aplicativo mais baixado do mundo e com isso uma onda de conteúdos virais, desmedidos e bizarros invadiram as redes sociais. Disney e New York Times, assim como outros grandes do setor, reagiram judicialmente acusando a OpenAI de violação massiva de propriedade intelectual. Para gerenciar a crise, a resposta dela foi: transferir toda a responsabilidade legal para os seus usuários.

    Agora, quem quiser usar o Sora 2, precisa declarar ser o proprietário dos direitos autorais sobre todo material utilizado. O usuário que violar qualquer direito autoral será banido permanentemente. E mais, há informações de que quem tentou apagar seu perfil do Sora, também apagou o acesso ao ChatGPT, removendo histórico, dados e até o direito de criar novas contas.

    E o que essa história tem haver com educação digital?

    A forma como utilizamos qualquer aplicativo, seja para nos comunicar, para criar, para entreter, para trabalhar, para pesquisar e muito mais, agora faz parte dessa esfera denominada cidadania virtual. E isso exige letramento digital.

    Dentro do chamado letramento digital, algumas dimensões vêm sendo discutidas sobre cultura digital e, ainda, sobre letramento midiático internacionalmente. São elas:

    Habilidades técnicas: operar dispositivos, acessar redes, usar aplicativos, manipular dados etc.;

    Habilidades cognitivas e críticas: selecionar, filtrar, avaliar fontes, comparar versões de informação, reconhecer viés, interpretar metadados etc.;

    Dimensão ética e valorativa: privacidade de dados, direitos autorais, uso responsável da tecnologia, cidadania digital;

    Produção e expressão digital: criar, remixar, publicar, interagir em ambientes digitais;

    Dimensão socioinstitucional: compreender que a tecnologia não é neutra — há poder, discurso, interesses e desigualdades implicadas.

    Portanto, a educação digital é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem a uma pessoa usar as tecnologias digitais de forma crítica, ética, segura e responsável para aprender, comunicar-se e participar plenamente na sociedade. E isso é muito maior do que o que temos discutido acerca de redes sociais.

    Dito tudo isso, pergunto a você pai e mãe aqui presente:

    Você se sente preparado(a) para ser um educador digital nessa magnitude?

    A REALIDADE NACIONAL

    Segundo o documento orientador do Ministério da Educação, apresentado em março deste ano, 2025, o MEC afirma:

    A educação digital e midiática é definida como uma área interdisciplinar que inclui as competências e aprendizagens previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) relativas ao uso de tecnologias, comunicação, reflexão e análise de informações e mídias, cultura digital, mundo digital e pensamento computacional.

    No entendimento do CNE ( Conselho Nacional de Educação), a educação digital e midiática deve ser entendida como uma área interdisciplinar, com colaboração entre diferentes disciplinas e áreas de conhecimento, como história das técnicas e das ciências, humanidades digitais, sociologia da ciência, ciência da computação, ciências sociais computacionais, multiletramentos, comunicação, letramento computacional, matemática e educação linguística, entre outras.

    Como parte desse entendimento, o Governo informa que trabalha para que

    Os currículos da Educação Básica forneçam uma base de conhecimentos, aprendizagens e competências para que os estudantes acompanhem as novas complexidades do mundo globalizado e digital, e assim, possam se inserir com autonomia crítica no mundo digital e colaborar com práticas éticas, sustentáveis e igualitárias relativas a soluções tecnológicas para problemas sociais brasileiros.

    Contudo, especialistas observam que um problema central é que muitos estudantes e professores conhecem superficialmente algumas ferramentas, mas não desenvolvem capacidade crítica, reflexão e autonomia para navegar (e resistir) às lógicas comerciais, algoritmos, bolhas de filtro etc.

    Assim, ao longo deste ano está sendo elaborado um novo currículo, que será aplicado a todas as faixas etárias que envolvem o ensino básico, e um plano de formação de docentes para que a educação digital passe a ser uma obrigação curricular nessa amplitude. A expectativa de implementação obrigatória é para 2026.

    Para ter acesso ao documento completo com suas diretrizes, notas e justificativas, acesse aqui. https://www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/documentos/guia_eddigital_versofinaloficial.pdf

    O PAPEL DA FAMÍLIA NESSE CENÁRIO

    Precisamos concordar que a falta dessa educação, nessa amplitude, não é mais somente uma questão técnica, mas também uma fonte real de problemas socioemocionais, pois a vida social migrou em grande parte para o ambiente digital sem que as pessoas tivessem conhecimento adequado ou ferramentas para lidar com ele e compreender, por exemplo, a complexidade das questões comportamentais envolvidas.

    Como conseguiremos educar crianças a adolescentes a discernirem um ambiente virtual em que, assim como evidenciado pela chegada do Sora, se torna cada vez mais difícil lidar com deepfakes tão perfeitas que anunciam o fim do fato visual - quando vídeos e fotos, que até esse momento da história sempre validaram o que é verdadeiro, podem ser facilmente manipulados por uma Inteligência Artificial.

    E ai? Você se sente apto a explicar ao seu filho como funciona a dinâmica das redes sociais, os algoritmos, as entregas e o intuito de roubar sua atenção de tal forma que é capaz de gerar danos emocionais, comportamentais e até cognitivos? Você se sente pronto para identificar e falar com clareza sobre os riscos presentes em conteúdos e jogos?

    Investir em educação digital significa ensinar além de deep fakes ou fake news, mas educar sobre navegação ética e segura, saúde mental e autoestima em um universo de comparações, validações, filtros e edições. Despertar a esse respeito te permitirá exercer sua responsabilidade parental sem peso extra, mas com posicionamento e conhecimento que te ajudarão a dar conta desse desafio tão atual.

    SUA OPINIÃO PODE E DEVE SER OUVIDA

    Neste momento, o Governo de São Paulo anuncia consulta pública sobre o novo currículo de educação digital nas escolas.

    Enquanto o Governo Nacional se prepara para a 3ª Semana Brasileira de Educação Midiática, com o intuito de mobilizar uma geração para a cidadania digital e a apresenta como:

    Um convite para que educadores, educomunicadores, estudantes, comunicadores, pesquisadores, ativistas e toda a sociedade ajudem a construir caminhos para uma educação midiática viva, comprometida com a cidadania digital e capaz de se fortalecer como prática transformadora em todo o Brasil.

    E sabe o que isso quer dizer?

    Que precisamos despertar e participar emitindo nossa opinião a respeito.

    Como Clube Orekare te convidamos hoje a, junto conosco, entender melhor o que está sendo debatido e emitir sua opinião a este respeito.

    Entendemos que investir seu tempo em conhecimento vai te mostrar que Educação Digital começa dentro de casa, e não é nenhum bicho de 7 cabeças. Porém, precisa que você aprenda mais sobre ela. Isso te capacitará para dialogar também quanto ao novo currículo que vem aí, bem como, com a escola de seu filho.

    Mas importante ainda, te ajudará a cuidar melhor da segurança online da sua família. Coisa que nenhum controle parental disponível no mercado fará sozinho.

    PARTICIPE!

    Você receberá ainda esta semana nosso formulário de pesquisa para que possamos conhecer melhor suas dúvidas e opiniões a respeito do tema. Ao responder você receberá um convite para, junto conosco, participar dessa agenda nacional propondo temas e questionamentos importantes para todos nós.

    Lembrando sempre que do que diz o Art. 2º, da Lei 9.394, de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional:

    A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

    Sua opinião importa e juntos podemos fazer diferença!

    Compartilhe essa informação, convide mais pessoas a participarem e entenderem que precisamos atentar para o que será definido e implementado tanto em escolas públicas quanto privadas.

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    Nos vemos em breve!

    Até lá!



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    12 min
  • NEWS#10 - URGENTE! CONFIRA OS DADOS DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL

    Este conteúdo está disponível nas versões texto e áudio.

    Apesar deste ser um tema indigesto, ele é necessário. Infelizmente, não podemos ignorar esse assunto. Mas podemos abordá-lo de uma perspectiva que nos leve a compreensão de que parte da solução começa na forma como reagimos a tudo isso. E a melhor forma de compreendermos como digeri-lo, é nos inteirando dos fatos.

    Ler o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 é uma experiência difícil e desconfortável - tanto que ainda nem terminei de ler todos os tópicos contidos nele pois estamos falando de diversas frentes relacionadas à violência. Contudo, o primeiro choque veio ao constatar que, hoje, são crianças e adolescentes as principais vítimas da violência sexual no Brasil.

    O anuário informa:

    “A faixa dos 10 aos 13 anos concentra o maior número de vítimas de estupro no Brasil. Ao segmentar a análise pelo total de estupros de vulnerável, essa porcentagem sobe para 42% nessa mesma faixa etária. Entre as vítimas com menos de 10 anos, os dados revelam uma realidade brutal: 23,4% do total de casos de estupro de vulnerável têm vítimas crianças de 5 a 9 anos, enquanto 13,1% são crianças de 0 a 4 anos”.

    E piora:

    Sim, você entendeu corretamente. É chocante!

    O documento ainda ressalta:

    Há também uma crescente de crimes virtuais. Na internet, a captação de imagens e o fácil acesso dos pedófilos, especialmente à crianças menores, fizeram com que a produção/distribuição de material de abuso sexual infantil crescesse, de 2023 para 2024, em 14,1%, considerando a faixa etária de 0 a 17 anos.

    Em todas as faixas etárias, seja no âmbito digital ou físico, os índices de crimes cometidos contra crianças e adolescentes, cresceram de 2023 para 2024.

    Quando falamos da violência sexual virtual, segundo o relatório da rede internacional InHope, que está presente em 51 países e reúne 55 canais de denúncia de crimes na internet pelo mundo, o Brasil saiu da 27ª para a 5ª posição no ranking internacional de denúncias, ficando atrás da Bulgária, Reino Unido, Holanda e Alemanha. Espera-se que essa crescente de informações seja fruto de um maior número de denúncias.

    BULLYING E CYBERBULLYING

    Nesse cenário, com a chegada da nova lei de combate ao Bullying e ao Cyberbullying, foram registrados:

    Todos estes números comprovam que temos situações cada vez mais agravantes acontecendo bem debaixo do nosso nariz. Por que continuamos a ver esses números crescentes? É uma questão ligada a falta de uso de programas de combate a estas situações ou a uso de processos e práticas ineficazes?

    OS ALARMES ESTÃO TOCANDO

    Temos muita gente que ainda não entendeu que o primeiro passo, quando falamos de proteção, é resgatarmos valores necessários para garantir que a segurança de crianças e adolescentes comece dentro de casa.

    É dentro de casa que estão os maiores protetores em potencial das nossas crianças e adolescentes. Sabemos ainda que, por vezes, é dentro de casa que também encontramos riscos. E o primeiro problema que tende a acontecer para que crianças e adolescentes se tornem desprotegidos e vulneráveis a predadores e agressores, é a quebra relacional. Esse rompimento leva a perda da segurança necessária para que filhos possam confiar plenamente em seus pais, e estarem preparados para os perigos na vida real e digital.

    Os problemas de violência não estão somente em redes sociais e não se limitam a pais rudes ou criminosos. Há muitas injustiças ao nosso redor. Contra algumas poderemos ser preventivos, contra outras não estaremos lá para defendê-los ou não teremos controle.

    Assim, a melhor forma de protegermos crianças e adolescentes é através da educação. A educação moral, sexual, financeira, intelectual, espiritual e emocional será decisiva na forma como crianças e adolescentes reagirão ao mundo ao seu redor.

    Esse conjunto de valores, quando desde cedo é ensinado com amor, respeito e equilíbrio em cada fase da vida, é o fundamento que baseará as reações de crianças e adolescentes quando estiverem sozinhos em suas próprias decisões. E eles errarão, precisarão de apoio, se frustrarão, não vão gostar de algumas das escolhas dos pais para eles. Mas a função dos pais como educadores exigirá posicionamento claro e firme.

    Autoridade não se conquista com castigos, muito menos fazendo da criança a dona das decisões da casa e da sua própria vida. Criança precisa sentir-se amada, vista, cuidada e isso inclui darmos a elas direção, limites, nãos, frustrações, ensinarmos a lidarem com ganhos e perdas, vitorias e dificuldades que vão prepará-las para a vida do lado de fora de casa.

    Cada família é um mundo próprio de valores, crenças, visão de mundo e conhecimento acerca dele. Ainda assim, parte dos nossos problemas atuais é que estamos perdendo a mão na educação, nos limites e na forma como tentamos consertar o que, aos nossos olhos, foram os erros dos nossos pais.

    Seja você conservador ou progressista, se seu filho ou filha não tiver em você um sólido alicerce de amor, diálogo, equilíbrio, segurança e autoridade, o resultado tende a ser danoso. Assim, as perguntas sinceras que precisamos fazer a nós mesmos são:

    * Sabemos ser esse sólido alicerce?

    * Temos acertado ou falhado?

    * Que caminhos seguros podemos percorrer para o devido ajuste ou resgate de nós mesmos para o bem de nossos filhos (e nosso)?

    QUANDO VOCÊ PENSA EM TUDO ISSO, QUE DÚVIDAS TE VEM A MENTE?

    Por fim, queremos te fazer um convite:

    Se você conhece alguém que precisa ter acesso a essas informações, compartilhe esse artigo. Compartilhar nosso conteúdo também é uma forma de apoiar o Clube Orekare e ajudar outras pessoas a despertarem para assuntos e temas importantes para a saúde mental, emocional e familiar.

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    Nos vemos na próxima semana,

    Até lá!

    Zarhi El Malek & Jota Coelho



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    13 min
  • NEWS#09 - SAÚDE MENTAL E FINANÇAS, VERDADE OU EXAGERO?

    Este conteúdo está disponível nas versões texto e áudio.

    Saúde mental é um tema sério e não podemos confundir nossas reações emocionais naturais, que, repito, são naturais diante de determinados contextos, com transtornos mentais. E aí, quando o assunto é dinheiro, me diga: quem, em sã consciência, ao passar por dificuldades financeiras já não se sentiu abatido, derrotado, frustrado, preocupado ou, no mínimo, desanimado?

    Vivemos em um país cuja vida socioeconômica sempre foi desafiadora para a imensa e maior parte da população (a redundância é proposital). Para refletirmos melhor sobre como finanças e informação afetam nossa saúde emocional, trago como exemplo uma matéria que veiculou na semana passada em grandes portais de notícias. Ela destaca:

    Esses dados são fruto de uma pesquisa encomendada pelo Serasa e que nos convida a seguinte reflexão:

    Quando 84% dos respondentes afirmam que a falta de dinheiro afeta sua saúde mental, é natural considerarmos que este é um tipo de abatimento compreensível. A falta de recursos é uma situação difícil, variável, e que, naturalmente, afeta nossas vidas e relacionamentos de diversas formas.

    Porém, considere ainda que:

    Instabilidade econômica, preços enlouquecidos, planos econômicos, mudanças de moeda… a realidade de vida no Brasil nunca foi fácil. Há pouco mais de 30 anos, a situação era tão grave que, nos oito anos anteriores ao Plano Real, o país teve quatro moedas diferentes e chegou a registrar, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), um aumento anual de preços de quase 2.500%(Fonte: Agência Senado). Como comparação, a inflação acumulada de 2025, hoje, está em 5.13%.

    Isso nos lembra que na vida teremos circunstâncias adversas, altos e baixos, ganhos e perdas, e acredite:

    Não me entenda mal!

    De fato, ter dinheiro ajuda em diversos aspectos, resolve muitas necessidades, nos dá tranquilidade e a chance de ter boa parte da vida em equilíbrio. Contudo, há uma enormidade de exemplos de pessoas sem problemas financeiros mas profundamente adoecidas e em busca de sentido para a vida. Outras vivenciando circunstâncias que não há dinheiro no mundo que resolva.

    A questão é: Como podemos passar por tudo isso sem sucumbirmos mentalmente?

    Quando somos emocionalmente saudáveis, conscientes do valor que temos e do que é valiosos para nós, nos tornamos naturalmente melhores gestores das dificuldades da vida.

    O que você acredita que pesa mais? Usufruir de valores bem enraizados e uma família bem estruturada, ainda que enfrentando problemas financeiros, ou, ter a garantia de um vida confortável e cheia de recursos, mas deficitária emocionalmente?

    Para parte de nós, a falência afetiva - independente da conta bancária familiar - começou lá na infância e deixou um rastro de insegurança que, a cada alarme de risco, aciona todas as nossas defesas. Esse tipo de sentimento também precisa ser melhor compreendido quando nos limita a pensar que é unicamente o dinheiro que nos fará vencer na vida ou ser feliz.

    Autoconhecimento começa quando nos auto observamos para melhor compreender o que sentimos e como isso afeta o que pensamos a nosso respeito. Da próxima vez que sentir que, ter ou não dinheiro é o define seu estado emocional, pare um instante, respire e comece aquietando sua mente.

    Em seguida, pergunte para si mesmo:

    * Que sentimento está me incomodando hoje?

    * O que me faz sentir isso? Esse sentimento é coerente com a situação que estou enfrentado?

    Se a resposta for sim, provavelmente é normal senti-lo.

    Então, siga em frente e pergunte-se:

    * Consigo manter minha calma mesmo quando minha vida financeira passa por dificuldades?

    * Como posso lidar com isso? Tenho uma solução imediata?

    * Se não, como posso resolver esse problema? Preciso do quê?

    * Darei conta?

    Se sim, acredite em sua capacidade de vencer as adversidades e você conseguirá.

    E importantíssimo! Em casos assim, cuidado com o uso de ansiolíticos ou antidepressivos desnecessários. Lembre-se: Toda medicação psicotrópica deve ser usada apenas sob rigorosa indicação e acompanhamento médico (psiquiatra). Ansiolíticos e remédios para dormir as vezes parecem inofensivos, mas podem causar dependência e até danos cognitivos.

    COMO IDENTIFICAR O ADOECIMENTO EMOCIONAL

    Contudo, se diante das perguntas acima, sua resposta for: não, não consigo entender o que me faz sentir essa angústia ou esse mal-estar intenso, persistente, que me paralisa. Então, é hora de pedir ajuda!

    Se o prejuízo funcional é real, nesse caso, pedir ajuda a um psicologo ou psiquiatra é uma outra forma de vencer essa batalha. É sinal de força, não de fraqueza.

    Sei que nessas horas precisamos também contar com alguém que nos apoie, e às vezes a gente acha que não tem ninguém com quem contar, mas há sempre alguém por perto que, se baixarmos a guarda e observarmos melhor, nos estenderá a mão.

    E PORQUE ESTAMOS FALANDO DISSO

    Estamos cercados por uma constante comunicação negativa de grande alcance, que, algumas vezes, apesar de nos apresentar um problema real não o esclarece devidamente. Quando confundimos fatos, podemos acreditar que estamos fadados a sermos vencidos pelos nossos problemas e emoções.

    Nem sempre é uma fake news( a noticia que apresentei aqui é verdadeira), mas se não tivermos um entendimento claro sobre os tempos atuais, a verdade vai sendo fatiada e cada um pega a parte que lhe interessa. Nesse caso, o risco é sermos levados pelo alarmismo da instabilidade econômica, da violência, do medo, da insegurança, ou do relativismo de valores.

    Entenda: existem problemas reais e alarmismos! Se nos deixarmos levar pelo alarmismo, aí sim, todos nós corremos o risco de sermos mentalmente vencidos pelo caos. Portanto, cuide bem da sua saúde emocional.

    Já sobre notícias e o que você lê online, escolha fontes confiáveis de informação e exercite a análise crítica sempre. Inclusive com o que você lê aqui! Fique à vontade para comentar, trocar ideia, e, até, questionar ou corrigir algo que lhe chame atenção. Diálogo enriquece e amplia percepções.

    O IMPACTO NAS FAMÍLIAS

    Estamos lidando com uma sobrecarga de informações. Além de notícias diárias que multiplicam desesperança e dias sombrios, nas redes sociais encontramos comparação social, autorreferência, vidas editadas, personalização algorítmica e, claro, repetição de narrativas.

    Satisfação, felicidade, estabilidade emocional, finanças em alta, não são ítens de prateleira. Custam esforço e investimento pessoal, contemplam sacrifícios, fracassos, recomeços, vitórias, dissabores e conquistas constituídas de desafios emocionais, profissionais e mentais.

    Quando penso em família e finanças, senti na pele que não foram os problemas financeiros da minha mãe que mais pesaram na minha trajetória, mas a falta de conhecimento que meus pais tinham a respeito deles mesmos. Isso sim me exigiu muito mais esforço pessoal, pois é dentro de casa que começa a construção de uma vida emocional saudável.

    Quanto às finanças, acredito, que assim como eu, muitos ja se sentiram ansiosos, preocupados ou até injustiçados devido à questões profissionais e pessoais. A vida sempre nos traz perdas e ganhos, portanto, absorva isso:

    Como Clube Orekare nosso propósito é despertar, informar, e, assim, ajudar as pessoas a perceberem que autoconhecimento é uma jornada mais acessível e possível do que parece.

    Quanto mais saudável for a nossa gestão emocional, mais conscientes nos tornamos do que é felicidade e mais saudáveis serão nossos filhos e próximas gerações. Esse é o maior legado que podemos deixar nessa vida.

    Se você conhece alguém que precisa ter acesso a essas informações, compartilhe esse artigo. Compartilhar nosso conteúdo também é uma forma de apoiar o Clube Orekare e ajudar outras pessoas a despertarem para assuntos e temas importantes para a saúde mental, emocional e familiar.

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    Nos vemos na próxima semana,

    Até lá!



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    14 min
  • NEWS 08 - AS ARMADILHAS DA VIDA CONECTADA E COMO ESCAPAR DELAS

    Ao revisar as notícias da última semana, me deparei com mais e mais matérias sobre riscos e perigos online. Todos se assustam, muita gente opina, lutamos por leis melhores, por mudanças sociais, mas, pensando em tudo isso, me perguntei: por onde devemos recomeçar?

    Creio que o primeiro ponto a saber é, conscientemente, o que estamos fazendo com nosso tempo e, nele, onde estamos depositando nossa atenção. Principalmente, no que diz respeito a convivência online em família.

    A news de hoje é sobre isso, e quero te pedir alguns minutos para falarmos sobre as armadilhas que habitam na vida conectada, ou, quiça, hiperconectada.

    24 HORAS, 7 DIAS POR SEMANA

    A constante conectividade se infiltrou em todas as áreas das nossas vidas, transformando a maneira como lidamos com nosso trabalho, compromissos, contatos, relacionamentos, cuidado dos filhos e, até mesmo, com o nosso próprio bem-estar. E sim, também temos inúmeros benefícios em tudo isso! Agora,

    RESPONDA COM SINCERIDADE

    Você já mensurou quanto do seu tempo gasta online? E, como isso se reflete no seu cotidiano?

    Todos nós, nos tornamos socialmente dependentes da internet para tantas coisas, que, precisamos avaliar qual é o impacto real que a conexão 24 horas, 7 dias por semana, exerce sobre nosso tempo, nossos relacionamentos e bem-estar emocional. De fato, a maioria de nós sente essa sobrecarga, que não sabem bem de onde vem e nem sempre consegue nomear, mas que se traduz em mais impaciência, pressa, angústia ou irritabilidade. E estes são só alguns exemplos óbvios.

    Portanto, te garanto: todos nós precisamos avaliar a influência e as consequências da vida online na vida real, offline. Repito: isso pode virar uma chave poderosa na sua mente, que trará benefícios para a sua vida e para o seu bem-estar.

    BRASIL ONLINE

    Recentemente, dados divulgados pelo Consumer Pulse 2025, nos mostram como anda a relação dos brasileiros com os aplicativos de mensagem e redes sociais.

    Seja para a comunicação pessoal ou profissional, o WhatsApp reina absoluto como redes social mais utilizada diariamente no Brasil. Depois dele, as redes sociais com maior penetração entre os brasileiros, segundo o Statista, são:

    Ou seja: a internet brasileira é social, conversacional e de conteúdos rápidos. E, se não nos policiarmos na forma como utilizamos todos esses recursos e oportunidades, a realidade é que seremos “escravizados” por eles e achando bom.

    Assim sendo, te convido a analisar os tópicos a seguir e fazer uma avaliação pessoal sobre como você se sente em relação a sua experiência online.

    Ao final, prometo, há uma saída.

    Vamos lá!?

    Como você se sente quanto a:

    SOBRECARGA MENTAL, ESTRESE , PROCRASTINAÇÃO E O JARDIM DO VIZINHO

    Se, por um lado, a vida online ajuda a desenrolar e agilizar a correria dos dias atuais, por outro, estar sempre disponível seja para mensagens de trabalho, e-mails, respostas rapidinhas no WhatsApp e aquela olhadinha nas redes sociais, significa que seu cérebro nunca "desliga" completamente.

    Quem nunca sentiu a pressão de ter que responder inúmeras mensagens e a sensação de que não está fazendo o suficiente, levante a mão! É aquela sensação de que é preciso mais tempo para fazer mais, estar mais presente e isso gera níveis de estresse e ansiedade que ainda podem ser exacerbados pela comparação constante com a "vida perfeita" alheia, tão presente nas redes sociais. E a comparação surge sem querer, apenas ao ver o que aos nossos olhos é admirável. Isso acontece com você?

    DIFICULDADE DE ESTAR PRESENTE

    Que a hiperconectividade afeta a qualidade da atenção dedicada aos relacionamentos familiares todos sabemos. A chamada "tecnoferência" — a interferência da tecnologia nas interações familiares — se manifesta quando um pai ou uma mãe está com o celular na mão durante as refeições, brincadeiras ou conversas. Essa falta de atenção integral pode gerar na criança um sentimento de que o celular é mais importante do que ela, afetando a autoestima e o vínculo emocional, mesmo quando estamos lado a lado.

    São inúmeros os relatos, especialmente de crianças e adolescentes, sobre pais que preferem estar ao celular do que interagindo com eles. E quando isso acontece, geralmente, as redes sociais, os jogos online, tendem a taparem esse buraco.

    Não se engane, o mesmo acontece quando em um momento a dois, a esposa ou o marido quer conversar e o outro está mais atento ao celular, ainda que ao seu lado.

    Você, já vivenciou alguma dessas cenas?

    Como se sente em relação a isso?

    O DESAFIO DE SER O EDUCADOR DIGITAL

    A geração de pais de hoje é a primeira a ter que criar os filhos em um ambiente onde a internet e as redes sociais são onipresentes. Muitos sentem uma sensação de impotência diante dos riscos. Alguns se sentem sozinhos, sobrecarregados na tarefa de mediar o acesso dos filhos às telas, e, ainda, ter que lidar com a sua própria dificuldade de se desconectar.

    Como você se sente em relação a isso? Bate ou não aquela à sensação de que você deveria "estar mais atento”. Se a resposta for sim, isso gera em você algum tipo de culpa parental ou angústia pessoal?

    Se algum desses pontos fez sentido para você, é hora de encontrar a saída.

    ESTRATÉGIAS COMPORTAMENTAIS PARA A DESCONEXÃO

    Você não está sozinha(o). Não basta apenas ter vontade de estabelecer limites saudáveis para você e sua família, seja intencional no seu rastreamento comportamental. A mudança precisa ser estratégica e focada em resultados práticos. São passos simples, você consegue.

    Veja:

    IDENTIFIQUE GATILHOS

    Por uma semana, observe, e, se possível, até anote:

    * Quando e por que você pega o celular além de uma necessidade real? É na mesa? É aquela imensidão de mensagens no WhatsApp ou as notificações de emails que chegam? Quando a criança está brincando sozinha? Após uma discussão? Esses gatilhos te levam à distração ou, para aquela sensação de que você precisa estar sempre disponível?

    * Qual a emoção por trás do impulso? É ansiedade? Procrastinação? Tédio, solidão, a necessidade de sentir que está "por dentro" ou o estresse de se sentir improdutivo? O sentimento de recompensa existe?

    Com essa clareza, você pode começar a identificar sentimentos, gatilhos e como está a sua relação com o celular para desviar desses gatilhos e não cair em armadilhas emocionais.

    TÁ DIFÍCIL DESCONECTAR? CRIE ZONAS LIVRES DE TECNOLOGIA

    As restrições de ambiente são poderosas. Crie regras claras para limitar a tecnologia em momentos específicos. Por exemplo:

    * Mesa do jantar sem celular: O celular não entra na mesa durante as refeições. Isso força uma interação genuína e sem distrações. A recompensa é a conversa, a atenção à família e a qualidade do momento.

    * Quarto sem telas: A rotina da noite deve ser focada no descanso. Se possível, não dependa do celular como despertador. Se o carregador do celular ficar em outro cômodo, perfeito. A cama se torna um espaço de relaxamento e sono, não de trabalho ou distração. A recompensa é uma melhor qualidade de sono e descanso, além de mais intimidade com o parceiro.

    SE PRECISO, APOSTE NA SUBSTITUIÇÃO DE ROTINA

    Se você pega no celular tantas vezes ao dia, que já nem dá mais pra saber quantas fazem sentido, então, considere criar uma rotina de substituição.

    * "Rotina de substituição": estabeleça períodos de jejum online e invista seu tempo em algo produtivo, e que tem valor para você. Pratique um esporte, pegue um livro, aproveite para conversar mais ou brincar com seu filho, estar seu cônjuge, encontrar um amigo(a), invista no seu bem-estar. Dê valor aos momentos de desconexão e aprenda a aproveitá-los bem.

    * Notificações estratégicas: se notificações são irresistíveis, desative todas as que não sejam urgentes. Permita apenas as de chamadas importantes. Isso diminui o número de gatilhos que levam você a pegar o celular sem necessidade.

    * Momentos de "brincadeira conectada ou conectividade inteligente": Aprenda a usufruir do melhor que a vida online oferece. Por exemplo: estabeleça horários específicos para que você e seu filho possam usar a tecnologia juntos seja para assistir um desenho, filme ou série, ouvir música ou jogar algo. A tecnologia deixa de ser uma barreira e se torna uma ferramenta de conexão, criando uma recompensa emocional positiva.

    O PODER DE VALORIZAR PEQUENAS CONQUISTAS

    Comemore cada pequena vitória.

    * Recompensa: A recompensa da desconexão não é um prêmio físico, mas a melhora da sua saúde mental, que reflete diretamente nas suas emoções e nos seus relacionamentos familiar e social. O aumento da sua capacidade de atenção, a diminuição da ansiedade e a sensação de que você está mais presente são as recompensas mais poderosas e sustentáveis disponíveis nessas escolhas.

    * Diário de notas: Se você, por exemplo, anotar no final do dia os momentos em que se desconectou e o que isso proporcionou, poderá se surpreender positivamente. Poderá ainda, ampliar seu senso de valor sobre uma conversa profunda com seu parceiro, um sorriso genuíno da sua filha ou a sensação de ter tido uma noite de sono realmente reparadora.

    A mudança não acontece da noite para o dia. É um processo, de pequenas vitórias e de compreensão para que seu cérebro se adapte.

    Resumindo, ponha em prática o que você já sabe:

    * Monitore seu tempo de conexão.

    * Crie momentos de desconexão.

    * Estabeleça limites entre trabalho e descanso.

    * Mães e pais, participem mais ativamente da vida digital dos seus filhos (isso os ajudará a ter melhor noção de como eles interagem online).

    Para alguns, o mais difícil talvez seja separar a vida pessoal da vida profissional.

    Então, lembre-se: seu cérebro precisa desse descanso, e ele é fundamental para a sua produtividade e performance no trabalho. Assim, apostar no equilíbrio entre a vida online e offline, priorizando saúde mental e interações genuínas, também vai te beneficiar por lá!

    Qual dessas estratégias parece mais viável para começar hoje?

    DO LADO DE CÁ

    Também estou no processo de desconexão. Tomei um susto quando um dia, curiosa, fui olhar meu tempo conectada e pasmem, passava de seis horas em dias comuns. Comecei a analisar onde, como e porque eu estava tanto online. Encontrei ótimas razões profissionais, mas também fuga, desconexão dos problemas - sem contar que na prática, todo feed é um convite a um julgamento a cada post.

    Hoje, por exemplo, para o Instagram, estabeleci um limite de uso diário e o alerta me avisa quando parar. WhatsApp ainda é mais complicado, mas já está bem melhor quanto aos horários, por exemplo. Até aqui no Substack, que é um convite à leitura, foco mais nas news que nas notas.

    Sobre a vida online, aprendi a me perguntar: é aqui onde quero estar? ë aqui onde quero gastar meu tempo? Isso me traz para a resposta que preciso naquele momento, e me ajuda a aproveitar melhor meu tempo.

    Agora é com você!

    Espero que a news de hoje possa te ajudar a investir no equilibro que tanto precisamos entre online e offline.

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    Nos vemos na próxima semana,

    Até lá!



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    17 min
  • #06NEWS - COMO LIDAR COM TANTAS NOTÍCIAS RUINS E DAR ATENÇÃO AO QUE IMPORTA

    Este conteúdo está disponível nas versões texto e áudio.

    Tem sido repetitivo. Abrimos nosso feed, acessamos algum portal de notícias, seja online, na tv, rádio, podcast, onde quer que seja, a enormidade de más notícias é avassaladora.

    Como lidar com essa questão é o que abordaremos hoje.

    A SATURAÇÃO DA NEGATIVIDADE

    A saturação da negatividade nos afeta de maneiras profundas e, de fato, mexe muito na forma como sentimos e enxergamos o mundo à nossa volta. O que vemos, lemos ou ouvimos, influencia a maneira como compreendemos e reagimos diante dos fatos. Considerando a quantidade esmagadora de informações que chega até nós, como você acha que isso te afeta?

    Segundo especialistas, a base do problema está no que chamam de viés de negatividade. A ciência afirma que o nosso cérebro, por uma questão de sobrevivência, é programado para dar mais atenção a ameaças e informações negativas do que positivas. É o nosso instinto de sobrevivência, o alerta natural que ressoa para identificar perigos de forma rápida. Contudo, o nosso cérebro entende que, para sobreviver, não basta apenas reagir a ameaças, é preciso aprender sobre riscos, perigos e aquilo que possa nos afetar negativamente. É daí que vem a nossa curiosidade natural para consumir notícias sobre desastres, acidentes e crimes.

    Isso é tão real que aí estão os programas de tv policiais, tão populares, os telejornais sanguinários, as manchetes sensacionalistas e assustadoras como recordistas de audiência.

    O fato é que, tanto a repulsa quanto a atração coexistem porque servem a propósitos complementares de sobrevivência, formando um sistema complexo e altamente eficiente, projetado para nos manter vivos em um mundo imprevisível.

    CONTUDO

    À medida que nossa atenção virou moeda, na guerra por ela vale tudo. Mas, como o volume de notícias ruins é muito maior do que de notícias boas, ao sermos expostos a essa avalanche de informações negativas o nosso sistema de alerta se sobrecarrega, e as consequências são reais.

    IMPACTO PSICOLÓGICO

    A primeira e mais imediata reação é o aumento da ansiedade e do medo. A percepção constante de perigo, mesmo que distante, mantém o nosso corpo em um estado de alerta contínuo, elevando os níveis de estresse. Isso pode levar a um sentimento de impotência e desesperança, onde nos sentimos assustados, pequenos e incapazes de fazer a diferença em um mundo cheio de problemas, que para nós parecem insolúveis. Com o tempo, essa impotência pode evoluir, por exemplo, para conformismo, isolamento social, solidão, medo e até para quadros de depressão.

    IMPACTO COMPORTAMENTAL

    A sobrecarga de notícias negativas pode nos levar até a um estado de apatia e desânimo. Onde, em vez de nos inspirar a agir, nos paraliza. Para alguns isso se chama "desamparo aprendido", onde a nossa mente conclui que, como nada que fazemos importa, então, porque valeria a pena fazer algo? Passamos a aceitar e relativizar valores, condutas, problemas sociais e fazemos o nosso melhor para nos “segurar como dá e nos proteger do mundo exterior”.

    IMPACTO COGNITIVO

    O Impacto cognitivo é capaz até de nos levar a uma percepção distorcida da realidade. Considere isso: se todos os dias absorvemos apenas que o mundo é um lugar complexo, mal, perigoso, inseguro e violento, começamos a acreditar que ele é somente isso. Perdemos nossa confiança nas instituições, nas pessoas e no futuro. Essa dessensibilização, nos torna menos empáticos ao sofrimento alheio, porque nos sentimos “em guerra” e para nos proteger do impacto emocional constante nos escondemos, nos medicamos, nos defendemos ou nos isolamos.

    A verdade é que cada um de nós sentirá e reagirá de uma forma muito pessoal a tudo isso. Por outro lado, lembra do conhecer para proteger? De fato, precisamos nos manter alertas. Porém, não podemos nem ignorar a realidade - a ponto de achar que o mundo e seus riscos são absurdos e perder a noção do perigo - nem irmos para o outro extremo e nos tornarmos reféns do medo que todo dia bate à nossa porta.

    GRATIDÃO GERA BOAS NOTÍCIAS

    Algumas das melhores noticias sobre a vida estão inseridas na nossa percepção de valor dentro de casa e, principalmente, dentro de nós mesmos. Ser grato não é apenas dizer “gratidão no lugar de obrigado”.

    Gratidão é um sentimento profundo de reconhecimento pela graça, gentileza e bondade que há na vida. Quanto mais você enxergar o valor das coisas simples e verdadeiras, mais entenderá a gratidão e mais se distanciará do conformismo. A gratidão te ajudará a enxergar a vida de um outro prisma, mesmo em meio aos seus mais severos desafios.

    A ESPERANÇA ROUBADA

    Não sei você, mas eu sinto que todos os dias, a maldade procura roubar a nossa esperança. Sem esperança, não há futuro… e o presente perde o seu brilho.

    O objetivo dessa news é te atualizar sobre fatos, estudos, notícias e temas que merecem sua atenção. E a cada semana, vamos ter que te alertar para fatos e contextos que você precisará conhecer para discernir como lidar e se proteger diante de um mundo que pulsa maluco à nossa volta.

    Algumas vezes, devido a necessidade do tema, podemos até não ter uma boa notícia de imediato, mas sempre te apresentaremos um horizonte de esperança. Para que você não perca de vista tudo que é bom, justo, inspirador e que, juntos, podemos realizar.

    Por tudo isso, ter consciência do que chega até você, diariamente, é importante para a sua saúde mental.

    O IMPACTO DA FAMÍLIA NESSE CENÁRIO

    A família pode e deve funcionar como um refúgio seguro, um lugar onde os membros se sentem aceitos, compreendidos e protegidos. Esse ambiente acolhedor e positivo pode ajudar a contrabalançar a negatividade externa, proporcionando um senso de segurança e pertencimento que é crucial para a saúde mental e emocional.

    O apoio familiar é fundamental para o desenvolvimento da capacidade de uma pessoa se adaptar e se recuperar diante de adversidades, ato que tanto traduzimos como resiliência. Quando encontramos na nossa família suporte emocional, encorajamento e uma perspectiva verdadeira e positiva, isso nos ajuda a fortalecer a capacidade uns dos outros de enfrentar desafios, sem nos deixarmos consumir pela negatividade.

    PARA INSPIRAR

    Quando falamos sobre esperança e futuro, falamos também sobre fé. Acreditar que podemos alcançar algo é o primeiro passo para essa conquista, todos sabemos disso, mas nem sempre acreditar é fácil. Especialmente, diante de adversidades.

    Gosto da seguinte definição acerca da fé:

    A fé é a convicção de fatos que ainda não podemos ver. É ela que nos mantém firmes na certeza das coisas que podemos esperar e, assim, por elas lutar.

    O que encaixa perfeitamente quando pensamos em propósito, em esperança e em não sucumbir às circunstâncias. Pensando nisso, lembrei de um filme, que conta uma história real. “RISE” fala sobre todos esses temas e nos mostra a força de sabermos quem somos e quais são os nossos valores inegociáveis.

    O filme nos apresenta a inacreditável história do superastro da NBA, Giannis, e como sua família, Antetokounmpo, mesmo diante de gigantescos desafios, se manteve unida e convicta do seu valor. Isso foi semeado com tanta verdade em Giannis e seus irmãos, que de imigrantes nigerianos ilegais na Grécia eles se tornaram a primeira família a ter 3 campeões na NBA.

    Eles nos mostram como a nossa base familiar, aliada a fé, baseada em valores bem fundamentados e alimentados pela correta compreensão da esperança, pode alcançar resultados inimagináveis diante das mais adversas circunstâncias.

    Confira o trailer abaixo.

    O Filme está disponível no Disney +.

    E se você quiser conhecer mais dessa história, sem a liberdade artística dos filmes inspirados em fatos reais, na Amazon Prime, você poderá assistir o documentário que conta mais detalhadamente a vida de Giannis, Thanasis, Kostas e toda a família Antetokounmpo.

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    VALORES

    Diante de tudo que falamos até aqui, é importante ressaltar como os valores que escolhemos exercitar impactarão diretamente na nossa saúde mental. Assim, para fechar a news de hoje, quero te falar sobre como a mentira afeta o nosso cérebro. Afinal, em uma sociedade onde lutamos diariamente contra fake news, para virar o jogo, precisamos começar investindo em um combate pessoal contra a mentira.

    Mentir, literalmente, dá trabalho. Mentir, sobrecarrega o cérebro porque exige criação e memorização de versões falsas da realidade, e para isso é preciso:

    * esconder ou mascarar a verdade,

    * inventar uma nova versão,

    * manter a coerência dessa história,

    * e avaliar as reações do outro para manter a mentira convincente.

    Apesar do nosso cérebro tentar nos alertar sobre o risco que a mentira acarreta, pesquisas mostram que mentir com frequência pode dessensibilizar o cérebro. Quanto mais mentimos, menos nos sentimos mal por mentir.

    Essa adaptação pode ser comparada a um vício — quanto mais o comportamento se repete, mais o cérebro aprende a não reagir negativamente.

    O que demonstra como aquelas pequenas mentiras que estão enraizadas no dia a dia, tão comumente aceitáveis, são mais danosas do que imaginamos. E sabe o que é pior? Podem até reprogramar padrões mentais.

    A BOA NOTÍCIA

    Quando reduzimos de forma proposital e drasticamente as mentiras cotidianas, ganhamos uma melhoria significativa de saúde física e mental. Análises estatísticas mostraram que falar a verdade não apenas melhora relacionamentos interpessoais, mas também melhora, significativamente, a nossa saúde.

    Como adultos, temos muito mais entendimento sobre as consequências das pequenas e grandes mentiras. Mas, e as crianças? Como ajudá-las a valorizar a verdade e, também, a exercitá-la. Claudia Reis, psicopedagoga do Clube fala mais sobre isso no artigo: A VERDADE FORTALECE, confira aqui.

    POR FIM, TENHA SEMPRE EM MENTE

    Saber quem eu sou, ser dono das minhas escolhas e ter convicção delas é fruto de maturidade e autoconhecimento. Requer tempo e dá trabalho. Quem é dono de si não depende da multidão para encontrar seu caminho.

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    Por hoje, eu fico por aqui.

    Até a próxima!

    Com amor,



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    14 min
  • REDES SOCIAIS, EXAGERO OU REALIDADE?

    O podcast do Clube recebe a promotora de justiça do Rio de Janeiro, Gabriela Lusquinos, voz ativa na luta pela segurança de crianças e adolescentes em todo o Brasil. De forma clara e sem rodeios, ela nos conta casos reais, situações que até nos parecem absurdas ou exageros midiáticos, mas que, infelizmente, fazem parte do seu dia a dia profissional.

    Gabriela nos ajuda a entender o que podemos fazer como sociedade e esclarece a proposta de regulamentação das redes sociais com foco na segurança infantil; nos apontando como é urgente termos a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, para a realidade digital.

    Indo além das redes sociais, falamos também sobre os desdobramentos do uso da Inteligência Artificial e como novos dados demonstram o tamanho do desafio que enfrentaremos a este respeito. Como mãe, ela também nos conta como se posiciona diante dos desafios atuais.

    Para acompanhá-la de perto, acesse:

    Linkedin: Gabriela Lusquinos

    Instagram: @gabrielalusquinos

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    Até o nosso próximo episódio!



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    32 min
  • OS EDUCADORES TAMBÉM PRECISAM DA NOSSA ATENÇÃO

    Ser educador no Brasil hoje é, praticamente, um ato de coragem. Mais do que números, precisamos compreender quais as dificuldades, necessidades e como a realidade deles afeta a de seus alunos.

    No podcast do Clube de hoje, batemos um papo com Jota Coelho , autor do livro “Posso Ajudar", um guia de combate ao bullying e a violência nas escolas. Ele nos aponta dados, conta relatos verídicos e convida educadores de todo o país a participarem desta conversa.

    Mas, não se engane, este é um assunto que também é de suma importância para a sua família.

    Ouça agora, comente e compartilhe com quem precisa ouvir.



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    21 min
  • SEGURANÇA x ESCOLAS

    Como saber se a escola do seu filho(a) está preparada para lidar com o atual cenário de adoecimento emocional, bullying e violência nas escolas? A gente te explica nesse episódio!



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    28 min
  • Alerta Parental: Desvendando a Violência Oculta nas Escolas

    Com este episódio, o podcast Clube Orekare dá início à ampliação das nossas frentes de conteúdo, trazendo para vocês entrevistas aprofundadas com especialistas em temas cruciais para a família. Nesse episódio de abertura da série, falamos sobre um dos maiores desafios da educação atual: a violência e o bullying nas escolas.

    Para abordar este assunto, Zarhi EL Malek conversa com Jota Coelho, especialista com mais de duas décadas de experiência em comportamento humano e que atua na linha de frente no combate à violência em escolas.

    Prepare-se para um bate-papo revelador, que vai desmistificar suas percepções sobre o ambiente escolar e ajudá-lo(a) a identificar sinais sutis que revelam se seu filho(a) pode ser vítima ou, surpreendentemente, o agente de agressões. Jota oferece um guia prático para pais, explicando por que a realidade das escolas mudou e como agir de forma estratégica, evitando respostas impulsivas que podem piorar a situação.

    Esse é o primeiro de muitos episódios que tem como propósito levar até você um conteúdo esclarecedor e enriquecedor.

    Ouça agora e compartilhe com quem você sabe que precisa ouvir.

    EM BREVE

    Jota Coelho retorna em breve para falarmos sobre compliance e escolas. Participe enviando suas perguntas sobre o tema e tirando suas dúvidas.

    Afinal, como saber se a escola do seu filho, realmente, tem feito o melhor quando o assunto é a segurança de todos? O que podemos e devemos cobrar dos educadores e como ajudá-los nesse processo.

    Diante dos impactos devastadores que a violência pode causar na vida de crianças e adolescentes, a observação atenta e o conhecimento podem ser suas maiores ferramentas para transformar o presente e o futuro dos seus filhos.

    Inscreva-se no Clube Orekare e faça parte deste movimento.

    Até o nosso próximo episódio!



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    32 min

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