
Sign up to save your podcasts
Or


Como entendem os pediatras os bebés?
É uma pergunta que sempre me fascinou.
Afinal a criança muito pequena não fala. Apenas chora, resumia, ri, come ou dorme.
Todavia, os pediatras têm uma espécie de caixinha tradutora de tipos de choros, esgares ou movimentos do corpo que serve de tradutor simultâneo.
Já agora nesse exercício de comunicação sobra sempre um olhar para os pais ansiosos, ali ao lado.
Então se forem pais de primeira filho…
Nesta edição converso com a médica pediatra Maria do Céu Machado.
E falámos de crianças, de adolescentes e dos pais deles.
De saber que os pais perguntam o que se dá de comer ao novo ser ou que os adolescentes vão espreitar ao Doutor Google para depois argumentarem com os médicos.
Como este é um ‘podcast’ sobre comunicação, fiquei a saber como se dizem as más notícias, como é difícil fazer prognósticos e como muitas das queixas de doentes contra os médicos tem como base a má comunicação.
Conheço Maria do Céu Machado há muitos anos e um dia fizemos um curso de treino de fala pública e mediática. No fundo, um manual prático de como se movem e o que procuram os jornalistas. E de como se devem comportar os oficiais públicos que tem de responder às perguntas mais difíceis.
Um treino de choque.
TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA
0:00:13 – JORGE CORREIA
Como este é um podcast sobre comunicação, fiquei a saber como se dizem as mais notícias, como é difícil fazer prognósticos e como muitas das queixas contra os médicos afinal assentam numa má comunicação. Conheço marido São Machado há muitos anos e um dia fizemos um curso de treino de fala pública e de política, no fundo um manual prático de como se movem e o que procuram os jornalistas e de como se devem comportar os oficiais públicos que têm de responder às perguntas mais difíceis. Foi um treino de choque. A experiência do media training foi assim, uma experiência tão radical. Ai foi completamente.
0:02:25 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:02:56 – JORGE CORREIA
0:03:02 – MARIA DO CÉU MACHADO
O motorista já estava à porta. Ele sai porta fora, entre no carro e no turista diz-me Olha, afinal já não é preciso ir ao Ministério. Eu torno a entrar e quando torne a entrar, o Jorge Correia a correr na minha direção. Até eu olhei para trás para ver se o Ministro estava atrás de mim com o Câmara Mena atrás de si e ia dizer o que é, que acha dos cortes que a Assembleia da República fez ao leite do Tavaque? Nós tínhamos mandado e a Assembleia da República tinha feito cortes E eu fiquei completamente congelada. Eu tinha aquilo preparado porque nós já sabíamos que quando fôssemos a qualquer reunião. Era a pergunta número de um dos jornalistas preparado num Ministério.
0:04:14 – JORGE CORREIA
0:04:16 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:04:31 – JORGE CORREIA
0:04:59 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:05:29 – JORGE CORREIA
0:05:31 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:05:55 – JORGE CORREIA
0:06:22 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:06:48 – JORGE CORREIA
0:06:49 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:06:54 – JORGE CORREIA
0:07:00 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:07:37 – JORGE CORREIA
0:07:43 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:08:05 – JORGE CORREIA
0:08:14 – MARIA DO CÉU MACHADO
Não, a população está acompanhada e é engraçado que o Ministro Correio de Campos em 2001 fez uma lei que se mantém, que diz que qualquer residente tem Portugal há mais de 90 dias, com documentos ou sem documentos portanto o que nós chamamos ilegais ou não documentados tem direito aos cuidados de saúde como qualquer português Tem uma lei devolucionária.
Completamente. E durante o tempo que felta a Comissária andei a vender entre aspas, essa lei, por todo lado, convidava uma Europa. Fui aos Estados Unidos. Convidaram-me a uma reunião dizer qual era o sucesso da saúde, porque é um problema a saúde dos imigrantes em qualquer país.
0:09:31 – JORGE CORREIA
0:09:50 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:10:06 – JORGE CORREIA
0:10:11 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:11:15 – JORGE CORREIA
0:11:26 – MARIA DO CÉU MACHADO
E portanto vão na última, quando às vezes a doença já é reforcível. E nós tivemos, e aqui as crianças ali tinham muitas bronquilites. Entretanto havia dois centros de fisioterapia que foram fechados depois para direções de alta saúde. Na altura em que faziam aquelas zeroes sóis aos bebés mas usavam todos os Olha, não sei, as condições de assépcia não eram as melhores E portanto todos os começaram a aparecer com estes serótipos específicos da Adenovirs. Vinham todos da fisioterapia desses centros E de repente nós tínhamos 70 crianças internadas. Foi completamente E o Adenovirs é de uma contagiosidade enorme E dá umas conjuntivites e é um vírus. Eu tenho muito respeito pela Adenovirs, mas não tenho mais respeito pelos viscos, pelas bactérias, e então pelo Adenovirs tenho respeito especial E foi problemático português. Aquilo era de estão privado, não havia ainda PPPs, então o primeiro hospital de PPP, digamos assim, de estão privado E portanto os jornalistas cumpriam seu papel, estavam sempre a ver se havia alguma forma de chegar à conclusão que as estão privadas é uma forma de ganhar dinheiro e não de tratar pessoas.
0:12:44 – JORGE CORREIA
0:12:47 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:13:23 – JORGE CORREIA
0:13:39 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:13:48 – JORGE CORREIA
0:13:51 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:14:03 – JORGE CORREIA
0:14:05 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:14:51 – JORGE CORREIA
0:14:53 – MARIA DO CÉU MACHADO
São aqueles bebés que cabem na palma da mão Pesam 600 gramas, 700 gramas E portanto muitos nascem vivos e muitos sobrevivem. Sobrevivem sem sequelas Eu sem problemas não é Sequelas, são os problemas, depois neurológicos e outros, que ficam E agora são bebés muito vulneráveis e portanto pode acontecer que normalmente normalmente não É mesmo nos cuidados intensivos, não os pais não pernoem, então São as únicas unidades em que os pais não pernoem E portanto pode acontecer que os pais tejam até às 8h junto ao seu bebê, vão para casa descansados, com o neonatologista ou pediátra a dizer olha, o seu bebê está muito bem, as coisas estão a correr bem. Provavelmente amanhã já vamos desligar o ventilador, já consegue respirar por si próprio E depois nessa noite ele fazer uma infeção, sobretamente uma ceptis, uma infeção bacteriana, porque eles não têm imunidade, e no dia seguinte, quando os pais chegam, o bebê está a morrer, ou a morrer mesmo antes dos pais chegarem, sem por vezes ter tempo de telefonar. Ou o que nós fazemos é telefonar a dizer bebê está muito mal, às vezes já morreu, não é Se a morte for súbita, se não telefonamos a dizer venha mais cedo, olha, vinha às às 9h, não venha às 6h ou venha às 7h porque houve aqui uma complicação e o bebê está mal, mas às vezes morra antes dos pais chegarem e realmente é dramático.
E é dramático Nós o que fazemos é normalmente centâmos fora da unidade com os pais, com alguém. Eu sempre defendi ter psicólogos no serviço de pediatria e conseguir na matelada da Frida Costa, na Amadora e em Santa Maria ter um grupo de 4 ou 5 psicólogos. E é essencial para dar apoio aos pais, mas também para dar apoio aos profissionais de saúde, porque a morte de uma criança é sempre um drama para nós.
0:16:59 – JORGE CORREIA
0:17:08 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:17:12 – JORGE CORREIA
0:17:16 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:17:39 – JORGE CORREIA
0:17:42 – MARIA DO CÉU MACHADO
E portanto, se nós pensarmos bem, isso não é em Portugal, em todo mundo. se nós pensarmos bem, então a medicina não está preparada para a morte E nós consideramos que, se fomos treinados para salvar vidas, alguém que morre é um falhanço na nossa parte. Nós criticamos e estamos na era da medicina baseada na evidência. já tem 11 anos E portanto não fazer uso de medicamentos em que não haja evidência, não haja exaixos clínicos, não haja prova. Mas se nós temos alguém a morrer, nós não resistimos a ir buscar um medicamento que se calhar não está aprovado para aquela indicação mas está para uma parecida, não exatamente com aqueles critérios, mas nós queríamos fazer tudo.
0:18:31 – JORGE CORREIA
0:18:35 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:18:58 – JORGE CORREIA
0:18:59 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:19:45 – JORGE CORREIA
0:19:46 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:20:09 – JORGE CORREIA
0:20:35 – MARIA DO CÉU MACHADO
Eu posso pensar este doente está a morrer e dizer à família ele vai morrer nas próximas 2 semanas e ele viver-se 3 meses, ou seja. Eu posso dizer provavelmente vai ter 6 meses de vida e morrer na semana seguinte. E é porque as tecnologias altas, os medicamentos inovadores, as tecnologias alteraram completamente.
0:21:19 – JORGE CORREIA
0:21:24 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:21:28 – JORGE CORREIA
0:21:31 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:21:54 – JORGE CORREIA
0:21:57 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:22:19 – JORGE CORREIA
0:22:27 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:22:31 – JORGE CORREIA
Puros. Negligência médica, podemos definir lá assim? Tenho uma pergunta inicial sobre o tema da negligência e que é lá do senso. Negligência é quando nós não fazemos tudo para evitar qualquer coisa, Vou em excesso de velocidade na estrada, tenho um acidente, se eu fui negligente. Todavia, a negligência médica tem um pequeno detalhe. Para o menor que é, não é dessa negligência, mas é uma negligência que implica dolo, que implica vontade, consciência de que vai acontecer. Isso é mesmo negligência ou são os médicos a proteger-se da sua?
0:24:19 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:24:29 – JORGE CORREIA
0:24:41 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:24:45 – JORGE CORREIA
0:24:46 – MARIA DO CÉU MACHADO
Já lhe digo O número de queixas, das urgências como das consultas, etc. Portanto a negligência é má prática, é tanto público como do privado. Atualmente não há grandes diferenças. Mas por exemplo, um problema super comum o velho 90 anos, suponha que está num lar ou está na casa da família, não interessa, e que subitamente tem dificuldade em falar e em cansar-se e falta de forças. Só isto Vai a uma urgência. Fazem uma bateria de inólises. Nessas inólises acaba sempre prevendo uma bactéria na urina.
0:25:54 – JORGE CORREIA
0:26:00 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:26:14 – JORGE CORREIA
0:26:16 – MARIA DO CÉU MACHADO
Se não está dado a escrita e não há uma observação, mesmo que depois o médico na resposta, quando é notificado, diga mas eu observei a observação, era normal. Eu não consigo ter a certeza se aquela pessoa não tinha alteração neurológica na véspera, né.
0:27:26 – JORGE CORREIA
0:27:37 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:28:13 – JORGE CORREIA
0:28:14 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:30:07 – JORGE CORREIA
0:30:44 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:31:49 – JORGE CORREIA
0:32:02 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:32:43 – JORGE CORREIA
0:32:50 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:33:22 – JORGE CORREIA
0:33:24 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:34:17 – JORGE CORREIA
0:34:18 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:34:54 – JORGE CORREIA
0:34:56 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:35:14 – JORGE CORREIA
0:35:35 – MARIA DO CÉU MACHADO
Eu olhei conforme, é variável, mas eu já tenho muitos adolescentes na consulta que fazem isso, não é, e até me telefonem depois, ou até ter um dia ou ter um mil de consinozite. tinha pai, 14 anos, e eu disse-lhe duas ou três coisas e ele foi para casa, foi ao Google e depois telefonou porque eu dou sempre o telefone aos adolescentes E aliás, o que há tempos ligou-me um mais 10 anos. Eu tinha uma mensagem no telefone às 10 da noite, também com 14 anos, dizer assim vou fugir de casa hoje. eu pensei oh meu Deus, às 10 da noite, era só que faltava.
0:36:18 – JORGE CORREIA
0:36:21 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:36:23 – JORGE CORREIA
0:36:26 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:36:43 – JORGE CORREIA
0:37:01 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:37:03 – JORGE CORREIA
0:37:05 – MARIA DO CÉU MACHADO
Se a jogo for não é preciso de antibiótico, mas não é melhor, antibiótico pronto, quando eu digo olha, foi uma virose, mas neste momento está com um motivo, tem que fazer antibiótico. A dizer ao contrário, mas não pode deixar não fazer antibiótico, e aí muito este. Aliás, há pouco tempo aconteceu uma coisa engraçada. Estava a dar uma indicação qualquer a uma rapariga que tem um bebê com 9 meses ou qualquer coisa, e ela disse ai, mas eu sigo uma influencer que diz não diz isso, diz o contrário. E eu disse está bem, mas eu sou um pediatra e a influência é o quê. Ela é mãe de 4 filhos, tem 4 filhos.
0:37:58 – JORGE CORREIA
0:38:04 – MARIA DO CÉU MACHADO
Olha este, por exemplo. Já não me lembro o que aqui era, mas era qualquer coisa relativa à alimentação. Eu sinto que a minha ciência é muito moda e a alimentação do bebê está sempre a variar. Agora não se pode pois pode. Agora não se dá laranja, pois dá acelerança.
0:38:43 – JORGE CORREIA
0:38:49 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:39:12 – JORGE CORREIA
0:39:19 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:39:49 – JORGE CORREIA
0:40:06 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:40:55 – JORGE CORREIA
0:40:56 – MARIA DO CÉU MACHADO
Eu sigo uma menina que tem um ano E já tinha sido pediatra do pai, que agora tem muitos netos cúmicos, e ele vejo na lista de consultas que estava marcada a menina agora há umas semanas, antes de ir-se, e se agarça a aula de espera. era a seguinte se agarça a aula de espera, não vejo a menina, vejo o pai E disse então a menina ah não, o consultor já é para mim. Eu para não fazer coisa na sala de espera, não fazer problema, disse pronto. então entre Ele entrou e diz-me assim olha a professora. quando eu tinha 14 anos deu-me o seu telemóvel e o e-mail e disse precisar de alguma coisa? pode telefonar ou mandar um e-mail. Eu nunca precisei, mas agora tenho 41 e preciso.
0:42:08 – JORGE CORREIA
0:42:10 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:42:31 – JORGE CORREIA
0:42:41 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:43:31 – JORGE CORREIA
0:43:36 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:44:27 – JORGE CORREIA
0:44:30 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:44:40 – JORGE CORREIA
0:44:58 – MARIA DO CÉU MACHADO
O Estado paga o que custa operar Um hospital Santamaría ou uma catarata E o que poderá custar se houver clínicas deste género.
0:45:38 – JORGE CORREIA
0:45:45 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:46:17 – JORGE CORREIA
0:46:19 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:46:43 – JORGE CORREIA
0:46:44 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:47:23 – JORGE CORREIA
0:47:33 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:48:16 – JORGE CORREIA
0:48:25 – MARIA DO CÉU MACHADO
Nós vivimos com os progressos, que baixarmos a mortalidade em todos os grupos etários e que a população infelice, se de forma saudável, até Tem que morrer. Porque o meu cunhado, antónio Loubante, uma vez escreveu uma coisa muito engraçada, a dizer que os médicos querem de tal forma controlar as causas de morte. Qualquer dia só falta morrer, prosquecimento Que eu acho uma delícia, mas é quase isso morrem prosquecimento. Mas portanto esse é o resultado do serviço nacional de saúde este ano de todos os serviços. Agora isto tem que se fazer exatamente ao contrário. Não me interessa para nada dizer vão investir não séquante milhões, mais não séquante milhões, não me interessa para nada. Interessa-me que houvesse uma reestruturação, uma reforma estrutural profundíssima, uma reorganização sob ponto de vista de gestão, sob todos os pontos de vista. Depois se percebesse que, com uma boa gestão, qual era o financiamento que precisávamos?
0:49:28 – JORGE CORREIA
0:49:29 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:50:03 – JORGE CORREIA
0:50:16 – MARIA DO CÉU MACHADO
Vou começar um bocadinho mais atrás. Eu nunca andei atrás de cargos e eu acho que atualmente talvez não, mas no meu tempo e em todo o meu percurso, portanto nesta geração que está agora no 70, eu acho que os homens já andavam um bocadinho atrás de cargos e as mulheres não agora se calhar, as mulheres já andam um bocadinho E por isso nós achávamos enfim se fossemos boas profissionais. Há uma coisa engraçada que se diz que a mulher fica satisfeita, é um estilo feminino. Fica satisfeita com a aprovação no seu emprego, com os seus colegas na sua instituição.
0:51:37 – JORGE CORREIA
0:51:38 – MARIA DO CÉU MACHADO
Essa parte eu achava bem, e é mulher e estamos a precisar de mais mulheres. Eu pensava às cotas, não havia necessidade, não é Porque acho que as mulheres não devem ir para os lugares porque faltam, porque devem ser três, três ou quatro. Quatro devem ir porque são competentes. Mas portanto eu nunca senti, nunca senti propriamente, mas se calhar enfim, tenho uma visão diferente de tudo isto. Acho que atualmente as raparicas são mais competitivas e eu acho que vai chegar. Eu acho que, como tudo, há aqui um desequilíbrio tão grande ainda entre liderança feminina e masculina, entre homens e mulheres, que realmente as raparicas estão crescendo. E agora, no grupo das doenças raras tive que fazer um grupo cor mais pequeno e de repente para mim só tinha mulheres, não tinham homens. Pensei assim posso fazer isto, Eu tenho que ter aqui homens. Eu não encontrava pessoas que eu achasse não sabem disto e quero trabalhar com elas, só encontrava mulheres. E portanto há de chegar a fase em que temos que fazer ao contrário e virem um bocadinho e que veem um equilíbrio entre homens e mulheres. E ainda não chegamos aí.
0:54:09 – JORGE CORREIA
By Jorge CorreiaComo entendem os pediatras os bebés?
É uma pergunta que sempre me fascinou.
Afinal a criança muito pequena não fala. Apenas chora, resumia, ri, come ou dorme.
Todavia, os pediatras têm uma espécie de caixinha tradutora de tipos de choros, esgares ou movimentos do corpo que serve de tradutor simultâneo.
Já agora nesse exercício de comunicação sobra sempre um olhar para os pais ansiosos, ali ao lado.
Então se forem pais de primeira filho…
Nesta edição converso com a médica pediatra Maria do Céu Machado.
E falámos de crianças, de adolescentes e dos pais deles.
De saber que os pais perguntam o que se dá de comer ao novo ser ou que os adolescentes vão espreitar ao Doutor Google para depois argumentarem com os médicos.
Como este é um ‘podcast’ sobre comunicação, fiquei a saber como se dizem as más notícias, como é difícil fazer prognósticos e como muitas das queixas de doentes contra os médicos tem como base a má comunicação.
Conheço Maria do Céu Machado há muitos anos e um dia fizemos um curso de treino de fala pública e mediática. No fundo, um manual prático de como se movem e o que procuram os jornalistas. E de como se devem comportar os oficiais públicos que tem de responder às perguntas mais difíceis.
Um treino de choque.
TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA
0:00:13 – JORGE CORREIA
Como este é um podcast sobre comunicação, fiquei a saber como se dizem as mais notícias, como é difícil fazer prognósticos e como muitas das queixas contra os médicos afinal assentam numa má comunicação. Conheço marido São Machado há muitos anos e um dia fizemos um curso de treino de fala pública e de política, no fundo um manual prático de como se movem e o que procuram os jornalistas e de como se devem comportar os oficiais públicos que têm de responder às perguntas mais difíceis. Foi um treino de choque. A experiência do media training foi assim, uma experiência tão radical. Ai foi completamente.
0:02:25 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:02:56 – JORGE CORREIA
0:03:02 – MARIA DO CÉU MACHADO
O motorista já estava à porta. Ele sai porta fora, entre no carro e no turista diz-me Olha, afinal já não é preciso ir ao Ministério. Eu torno a entrar e quando torne a entrar, o Jorge Correia a correr na minha direção. Até eu olhei para trás para ver se o Ministro estava atrás de mim com o Câmara Mena atrás de si e ia dizer o que é, que acha dos cortes que a Assembleia da República fez ao leite do Tavaque? Nós tínhamos mandado e a Assembleia da República tinha feito cortes E eu fiquei completamente congelada. Eu tinha aquilo preparado porque nós já sabíamos que quando fôssemos a qualquer reunião. Era a pergunta número de um dos jornalistas preparado num Ministério.
0:04:14 – JORGE CORREIA
0:04:16 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:04:31 – JORGE CORREIA
0:04:59 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:05:29 – JORGE CORREIA
0:05:31 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:05:55 – JORGE CORREIA
0:06:22 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:06:48 – JORGE CORREIA
0:06:49 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:06:54 – JORGE CORREIA
0:07:00 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:07:37 – JORGE CORREIA
0:07:43 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:08:05 – JORGE CORREIA
0:08:14 – MARIA DO CÉU MACHADO
Não, a população está acompanhada e é engraçado que o Ministro Correio de Campos em 2001 fez uma lei que se mantém, que diz que qualquer residente tem Portugal há mais de 90 dias, com documentos ou sem documentos portanto o que nós chamamos ilegais ou não documentados tem direito aos cuidados de saúde como qualquer português Tem uma lei devolucionária.
Completamente. E durante o tempo que felta a Comissária andei a vender entre aspas, essa lei, por todo lado, convidava uma Europa. Fui aos Estados Unidos. Convidaram-me a uma reunião dizer qual era o sucesso da saúde, porque é um problema a saúde dos imigrantes em qualquer país.
0:09:31 – JORGE CORREIA
0:09:50 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:10:06 – JORGE CORREIA
0:10:11 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:11:15 – JORGE CORREIA
0:11:26 – MARIA DO CÉU MACHADO
E portanto vão na última, quando às vezes a doença já é reforcível. E nós tivemos, e aqui as crianças ali tinham muitas bronquilites. Entretanto havia dois centros de fisioterapia que foram fechados depois para direções de alta saúde. Na altura em que faziam aquelas zeroes sóis aos bebés mas usavam todos os Olha, não sei, as condições de assépcia não eram as melhores E portanto todos os começaram a aparecer com estes serótipos específicos da Adenovirs. Vinham todos da fisioterapia desses centros E de repente nós tínhamos 70 crianças internadas. Foi completamente E o Adenovirs é de uma contagiosidade enorme E dá umas conjuntivites e é um vírus. Eu tenho muito respeito pela Adenovirs, mas não tenho mais respeito pelos viscos, pelas bactérias, e então pelo Adenovirs tenho respeito especial E foi problemático português. Aquilo era de estão privado, não havia ainda PPPs, então o primeiro hospital de PPP, digamos assim, de estão privado E portanto os jornalistas cumpriam seu papel, estavam sempre a ver se havia alguma forma de chegar à conclusão que as estão privadas é uma forma de ganhar dinheiro e não de tratar pessoas.
0:12:44 – JORGE CORREIA
0:12:47 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:13:23 – JORGE CORREIA
0:13:39 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:13:48 – JORGE CORREIA
0:13:51 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:14:03 – JORGE CORREIA
0:14:05 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:14:51 – JORGE CORREIA
0:14:53 – MARIA DO CÉU MACHADO
São aqueles bebés que cabem na palma da mão Pesam 600 gramas, 700 gramas E portanto muitos nascem vivos e muitos sobrevivem. Sobrevivem sem sequelas Eu sem problemas não é Sequelas, são os problemas, depois neurológicos e outros, que ficam E agora são bebés muito vulneráveis e portanto pode acontecer que normalmente normalmente não É mesmo nos cuidados intensivos, não os pais não pernoem, então São as únicas unidades em que os pais não pernoem E portanto pode acontecer que os pais tejam até às 8h junto ao seu bebê, vão para casa descansados, com o neonatologista ou pediátra a dizer olha, o seu bebê está muito bem, as coisas estão a correr bem. Provavelmente amanhã já vamos desligar o ventilador, já consegue respirar por si próprio E depois nessa noite ele fazer uma infeção, sobretamente uma ceptis, uma infeção bacteriana, porque eles não têm imunidade, e no dia seguinte, quando os pais chegam, o bebê está a morrer, ou a morrer mesmo antes dos pais chegarem, sem por vezes ter tempo de telefonar. Ou o que nós fazemos é telefonar a dizer bebê está muito mal, às vezes já morreu, não é Se a morte for súbita, se não telefonamos a dizer venha mais cedo, olha, vinha às às 9h, não venha às 6h ou venha às 7h porque houve aqui uma complicação e o bebê está mal, mas às vezes morra antes dos pais chegarem e realmente é dramático.
E é dramático Nós o que fazemos é normalmente centâmos fora da unidade com os pais, com alguém. Eu sempre defendi ter psicólogos no serviço de pediatria e conseguir na matelada da Frida Costa, na Amadora e em Santa Maria ter um grupo de 4 ou 5 psicólogos. E é essencial para dar apoio aos pais, mas também para dar apoio aos profissionais de saúde, porque a morte de uma criança é sempre um drama para nós.
0:16:59 – JORGE CORREIA
0:17:08 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:17:12 – JORGE CORREIA
0:17:16 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:17:39 – JORGE CORREIA
0:17:42 – MARIA DO CÉU MACHADO
E portanto, se nós pensarmos bem, isso não é em Portugal, em todo mundo. se nós pensarmos bem, então a medicina não está preparada para a morte E nós consideramos que, se fomos treinados para salvar vidas, alguém que morre é um falhanço na nossa parte. Nós criticamos e estamos na era da medicina baseada na evidência. já tem 11 anos E portanto não fazer uso de medicamentos em que não haja evidência, não haja exaixos clínicos, não haja prova. Mas se nós temos alguém a morrer, nós não resistimos a ir buscar um medicamento que se calhar não está aprovado para aquela indicação mas está para uma parecida, não exatamente com aqueles critérios, mas nós queríamos fazer tudo.
0:18:31 – JORGE CORREIA
0:18:35 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:18:58 – JORGE CORREIA
0:18:59 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:19:45 – JORGE CORREIA
0:19:46 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:20:09 – JORGE CORREIA
0:20:35 – MARIA DO CÉU MACHADO
Eu posso pensar este doente está a morrer e dizer à família ele vai morrer nas próximas 2 semanas e ele viver-se 3 meses, ou seja. Eu posso dizer provavelmente vai ter 6 meses de vida e morrer na semana seguinte. E é porque as tecnologias altas, os medicamentos inovadores, as tecnologias alteraram completamente.
0:21:19 – JORGE CORREIA
0:21:24 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:21:28 – JORGE CORREIA
0:21:31 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:21:54 – JORGE CORREIA
0:21:57 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:22:19 – JORGE CORREIA
0:22:27 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:22:31 – JORGE CORREIA
Puros. Negligência médica, podemos definir lá assim? Tenho uma pergunta inicial sobre o tema da negligência e que é lá do senso. Negligência é quando nós não fazemos tudo para evitar qualquer coisa, Vou em excesso de velocidade na estrada, tenho um acidente, se eu fui negligente. Todavia, a negligência médica tem um pequeno detalhe. Para o menor que é, não é dessa negligência, mas é uma negligência que implica dolo, que implica vontade, consciência de que vai acontecer. Isso é mesmo negligência ou são os médicos a proteger-se da sua?
0:24:19 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:24:29 – JORGE CORREIA
0:24:41 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:24:45 – JORGE CORREIA
0:24:46 – MARIA DO CÉU MACHADO
Já lhe digo O número de queixas, das urgências como das consultas, etc. Portanto a negligência é má prática, é tanto público como do privado. Atualmente não há grandes diferenças. Mas por exemplo, um problema super comum o velho 90 anos, suponha que está num lar ou está na casa da família, não interessa, e que subitamente tem dificuldade em falar e em cansar-se e falta de forças. Só isto Vai a uma urgência. Fazem uma bateria de inólises. Nessas inólises acaba sempre prevendo uma bactéria na urina.
0:25:54 – JORGE CORREIA
0:26:00 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:26:14 – JORGE CORREIA
0:26:16 – MARIA DO CÉU MACHADO
Se não está dado a escrita e não há uma observação, mesmo que depois o médico na resposta, quando é notificado, diga mas eu observei a observação, era normal. Eu não consigo ter a certeza se aquela pessoa não tinha alteração neurológica na véspera, né.
0:27:26 – JORGE CORREIA
0:27:37 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:28:13 – JORGE CORREIA
0:28:14 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:30:07 – JORGE CORREIA
0:30:44 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:31:49 – JORGE CORREIA
0:32:02 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:32:43 – JORGE CORREIA
0:32:50 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:33:22 – JORGE CORREIA
0:33:24 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:34:17 – JORGE CORREIA
0:34:18 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:34:54 – JORGE CORREIA
0:34:56 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:35:14 – JORGE CORREIA
0:35:35 – MARIA DO CÉU MACHADO
Eu olhei conforme, é variável, mas eu já tenho muitos adolescentes na consulta que fazem isso, não é, e até me telefonem depois, ou até ter um dia ou ter um mil de consinozite. tinha pai, 14 anos, e eu disse-lhe duas ou três coisas e ele foi para casa, foi ao Google e depois telefonou porque eu dou sempre o telefone aos adolescentes E aliás, o que há tempos ligou-me um mais 10 anos. Eu tinha uma mensagem no telefone às 10 da noite, também com 14 anos, dizer assim vou fugir de casa hoje. eu pensei oh meu Deus, às 10 da noite, era só que faltava.
0:36:18 – JORGE CORREIA
0:36:21 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:36:23 – JORGE CORREIA
0:36:26 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:36:43 – JORGE CORREIA
0:37:01 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:37:03 – JORGE CORREIA
0:37:05 – MARIA DO CÉU MACHADO
Se a jogo for não é preciso de antibiótico, mas não é melhor, antibiótico pronto, quando eu digo olha, foi uma virose, mas neste momento está com um motivo, tem que fazer antibiótico. A dizer ao contrário, mas não pode deixar não fazer antibiótico, e aí muito este. Aliás, há pouco tempo aconteceu uma coisa engraçada. Estava a dar uma indicação qualquer a uma rapariga que tem um bebê com 9 meses ou qualquer coisa, e ela disse ai, mas eu sigo uma influencer que diz não diz isso, diz o contrário. E eu disse está bem, mas eu sou um pediatra e a influência é o quê. Ela é mãe de 4 filhos, tem 4 filhos.
0:37:58 – JORGE CORREIA
0:38:04 – MARIA DO CÉU MACHADO
Olha este, por exemplo. Já não me lembro o que aqui era, mas era qualquer coisa relativa à alimentação. Eu sinto que a minha ciência é muito moda e a alimentação do bebê está sempre a variar. Agora não se pode pois pode. Agora não se dá laranja, pois dá acelerança.
0:38:43 – JORGE CORREIA
0:38:49 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:39:12 – JORGE CORREIA
0:39:19 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:39:49 – JORGE CORREIA
0:40:06 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:40:55 – JORGE CORREIA
0:40:56 – MARIA DO CÉU MACHADO
Eu sigo uma menina que tem um ano E já tinha sido pediatra do pai, que agora tem muitos netos cúmicos, e ele vejo na lista de consultas que estava marcada a menina agora há umas semanas, antes de ir-se, e se agarça a aula de espera. era a seguinte se agarça a aula de espera, não vejo a menina, vejo o pai E disse então a menina ah não, o consultor já é para mim. Eu para não fazer coisa na sala de espera, não fazer problema, disse pronto. então entre Ele entrou e diz-me assim olha a professora. quando eu tinha 14 anos deu-me o seu telemóvel e o e-mail e disse precisar de alguma coisa? pode telefonar ou mandar um e-mail. Eu nunca precisei, mas agora tenho 41 e preciso.
0:42:08 – JORGE CORREIA
0:42:10 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:42:31 – JORGE CORREIA
0:42:41 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:43:31 – JORGE CORREIA
0:43:36 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:44:27 – JORGE CORREIA
0:44:30 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:44:40 – JORGE CORREIA
0:44:58 – MARIA DO CÉU MACHADO
O Estado paga o que custa operar Um hospital Santamaría ou uma catarata E o que poderá custar se houver clínicas deste género.
0:45:38 – JORGE CORREIA
0:45:45 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:46:17 – JORGE CORREIA
0:46:19 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:46:43 – JORGE CORREIA
0:46:44 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:47:23 – JORGE CORREIA
0:47:33 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:48:16 – JORGE CORREIA
0:48:25 – MARIA DO CÉU MACHADO
Nós vivimos com os progressos, que baixarmos a mortalidade em todos os grupos etários e que a população infelice, se de forma saudável, até Tem que morrer. Porque o meu cunhado, antónio Loubante, uma vez escreveu uma coisa muito engraçada, a dizer que os médicos querem de tal forma controlar as causas de morte. Qualquer dia só falta morrer, prosquecimento Que eu acho uma delícia, mas é quase isso morrem prosquecimento. Mas portanto esse é o resultado do serviço nacional de saúde este ano de todos os serviços. Agora isto tem que se fazer exatamente ao contrário. Não me interessa para nada dizer vão investir não séquante milhões, mais não séquante milhões, não me interessa para nada. Interessa-me que houvesse uma reestruturação, uma reforma estrutural profundíssima, uma reorganização sob ponto de vista de gestão, sob todos os pontos de vista. Depois se percebesse que, com uma boa gestão, qual era o financiamento que precisávamos?
0:49:28 – JORGE CORREIA
0:49:29 – MARIA DO CÉU MACHADO
0:50:03 – JORGE CORREIA
0:50:16 – MARIA DO CÉU MACHADO
Vou começar um bocadinho mais atrás. Eu nunca andei atrás de cargos e eu acho que atualmente talvez não, mas no meu tempo e em todo o meu percurso, portanto nesta geração que está agora no 70, eu acho que os homens já andavam um bocadinho atrás de cargos e as mulheres não agora se calhar, as mulheres já andam um bocadinho E por isso nós achávamos enfim se fossemos boas profissionais. Há uma coisa engraçada que se diz que a mulher fica satisfeita, é um estilo feminino. Fica satisfeita com a aprovação no seu emprego, com os seus colegas na sua instituição.
0:51:37 – JORGE CORREIA
0:51:38 – MARIA DO CÉU MACHADO
Essa parte eu achava bem, e é mulher e estamos a precisar de mais mulheres. Eu pensava às cotas, não havia necessidade, não é Porque acho que as mulheres não devem ir para os lugares porque faltam, porque devem ser três, três ou quatro. Quatro devem ir porque são competentes. Mas portanto eu nunca senti, nunca senti propriamente, mas se calhar enfim, tenho uma visão diferente de tudo isto. Acho que atualmente as raparicas são mais competitivas e eu acho que vai chegar. Eu acho que, como tudo, há aqui um desequilíbrio tão grande ainda entre liderança feminina e masculina, entre homens e mulheres, que realmente as raparicas estão crescendo. E agora, no grupo das doenças raras tive que fazer um grupo cor mais pequeno e de repente para mim só tinha mulheres, não tinham homens. Pensei assim posso fazer isto, Eu tenho que ter aqui homens. Eu não encontrava pessoas que eu achasse não sabem disto e quero trabalhar com elas, só encontrava mulheres. E portanto há de chegar a fase em que temos que fazer ao contrário e virem um bocadinho e que veem um equilíbrio entre homens e mulheres. E ainda não chegamos aí.
0:54:09 – JORGE CORREIA

11 Listeners

14 Listeners

9 Listeners

14 Listeners

6 Listeners

1 Listeners
![Fundação (FFMS) - [IN] Pertinente by Fundação Francisco Manuel dos Santos](https://podcast-api-images.s3.amazonaws.com/corona/show/2108484/logo_300x300.jpeg)
1 Listeners

6 Listeners

9 Listeners

1 Listeners

1 Listeners

1 Listeners

5 Listeners

0 Listeners

1 Listeners