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Sumário executivo
Relatório completo
Lançamento da pesquisa
No dia 30 de julho, aconteceu o lançamento da pesquisa "Percepções e narrativas da população brasileira sobre os judeus, o Estado de Israel e o conflito entre Israel e Hamas", no Museu Judaico de São Paulo. Esse estudo inédito é um retrato de como os brasileiros veem a situação no Oriente Médio e também os judeus.
A pesquisa foi realizada em parceria com o Instituto de pesquisa Ideia, com amostra quantitativa em todo o país e monitoramento das redes sociais.
Para falar um pouco sobre as principais descobertas e conclusões a partir dessa pesquisa, convidamos o Karl Schurster, que é doutor em história comparada pela UFRJ e pós-doutor em história pela Universidade Livre de Berlim. Professor livre docente em história contemporânea da Universidade de Pernambuco e investigador Maria Zambrano da Universidade de Vigo/Espanha. Autor de diversos artigos e livros sobre o Holocausto e os Fascismos, tendo vencido o prêmio Jabuti de ciências humanas em 2014.
No último dia 1º de julho, pela primeira vez desde o início da guerra, um jornalista em língua portuguesa cruzou a fronteira e entrou na Faixa de Gaza. Hoje, ele está aqui para contar sobre essa experiência.
Convidamos o jornalista Henry Galsky, editor do portal Israel de Fato, que é brasileiro e vive em Israel, para contar o que viu em Gaza, após um ano de insistência para que isso acontecesse.
O que você sabe sobre os drusos? Sabia que essa é uma das minorias que vivem em Israel? Mas não só. Os drusos são uma minoria árabe e vivem em uma região que abrange o Líbano, a Síria, Israel e as Colinas de Golã. Recentemente, os drusos entraram em pauta por serem alvo de perseguição pelo novo regime da Síria. Israel mantém laços estreitos com os seus 150 mil cidadãos drusos. Historicamente, os homens drusos servem nas Forças de Defesa de Israel, e esse é um dos motivos do crescente envolvimento israelense na Síria. Isso faz deles cidadãos israelenses como qualquer outro? Qual a situação dos drusos em Israel? Para compreender melhor o tema, convidamos Danny Zahreddine, bacharel em Relações Internacionais e doutor em Geografia pela PUC Minas, atua no Departamento de Relações Internacionais e na Academia da Polícia Militar de Minas Gerais. Como professor do Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais da PUC Minas dedica-se ao estudo dos conflitos internacionais, geopolítica, política externa brasileira e o Oriente Médio. Atualmente, é Diretor do Instituto de Ciências Sociais da PUC Minas e também coordena o grupo de estudos do Oriente Médio e Maghreb.
O que acontece quando a gente olha para identidades que não costumam ser pensadas juntas? Como isso se transforma quando essa experiência é atravessada também pela negritude? Existe espaço, no debate público brasileiro, para pensar a judeidade e a negritude como experiências que se cruzam? A identidade judaica, muitas vezes associada a uma branquitude europeia, consegue abarcar histórias que também passam pela diáspora africana?
Quando falamos sobre interseccionalidade, estamos mesmo dispostos a enfrentar os desconfortos que surgem? Ou seguimos reforçando visões limitadas sobre o que é ser judeu, o que é ser negro, e quem pode ocupar determinados espaços?
No episódio de hoje, a gente abre espaço para pensar como essas duas experiências, ser judeu e ser negro, podem coexistir, se confrontar e se reforçar mutuamente, tanto no plano individual quanto no coletivo. Pra isso, a gente conversa com o professor Edilmar Alcantara dos S. Junior. Licenciado em Ciências Sociais (UFRJ). Bibliotecário e Mestre em Biblioteconomia (UNIRIO). Bibliotecário no Instituto Benjamin Constant. Membro do Grupo de Pesquisa Tecnologia Educacional e Deficiência Visual (GPTec). Pesquisa sobre relações sociais, religião, competência informacional, empoderamento do indivíduo, gênero e minorias e também coordenador do laboratório judeidade e negritude do IBI.
Nos últimos meses, o mundo viu Israel no centro de um dos conflitos mais traumáticos de sua história recente. Ao mesmo tempo, dentro e fora do país, vozes críticas se multiplicaram, não necessariamente contra a existência do Estado judeu, mas contra os rumos tomados pelo governo, o prolongamento da guerra e o esvaziamento de valores democráticos que deveriam sustentar a sociedade israelense.
É nesse contexto que o Instituto Brasil-Israel inicia um novo ciclo. Um ciclo que quer reafirmar que defender Israel não é repetir slogans, mas enfrentar dilemas. Que ser sionista, hoje, é mais do que uma identidade, é um compromisso ético. E que o pluralismo, mesmo quando incômodo, é a única base sólida para uma comunidade democrática. Nosso convidado de hoje é o Pedro Kelson, o novo diretor-executivo do IBI. E essa entrevista não é só uma apresentação: é uma conversa sobre o que está em jogo quando se decide, conscientemente, ocupar esse lugar, com responsabilidade, escuta e coragem política.
A gente perguntou pro ChatGPT o que é o conceito de assimilação dentro do judaísmo. E a resposta dele foi a seguinte: Assimilação é o processo pelo qual judeus abandonam práticas religiosas, culturais, tradições e identidade judaica, adotando os costumes, valores e modo de vida da sociedade majoritária (geralmente não judaica). É um assunto delicado, sem respostas certas ou erradas.
Nós somos três pessoas que tinham tudo pra estar fora da comunidade judaica, mas estamos dentro. Bastante dentro. Essa conversa vai ser divida em três perguntas: Por que ficamos? E o que nos faz pensar em sair? E o que projetamos para o futuro?
Nos últimos anos, o papel dos Estados Unidos nos conflitos no Oriente Médio tem sido cada vez mais questionado. Seja em Gaza, onde Israel mantém uma ofensiva militar desde outubro de 2023, seja nas tensões mais recentes com o Irã, os EUA continuam sendo peça-chave, seja por apoio logístico, por pressão diplomática ou até por envolvimento militar direto. Mas afinal, o que os EUA ganham com isso? E o que essa atuação diz sobre sua política externa, seus limites e seus interesses estratégicos?
Pra entender o papel dos Estados Unidos no atual cenário geopolítico do Oriente Médio, a gente conversa hoje com Karina Stange Calandrin, assessora do IBI, professora de Relações Internacionais, pesquisadora do Instituto de Relações Internacionais da USP e colunista da Revista Interesse Nacional.
No último feriado prolongado, aconteceu em São Paulo a Marcha para Jesus. O evento tem como foco o público evangélico - mas, quem via de longe, poderia pensar que se tratava de uma manifestação pró-Israel. E de certa forma, podemos até dizer que era. Por que essas bandeiras estavam ali e qual a relevância dessa associação feita entre Israel e evangélicos?
Daniel Douek, assessor do IBI e cientista social, esteve na Marcha para Jesus e traz hoje pra gente um pouco das percepções que ele teve do evento e de toda essa conjuntura que associa o conservadorismo com o Estado judeu.
Falar sobre a escalada de tensão entre Israel e Irã é mergulhar em uma das histórias mais complexas e estratégicas do Oriente Médio contemporâneo. Por trás das manchetes sobre ataques aéreos, mísseis e drones, existe um histórico de alianças, rupturas e rivalidades que moldam a geopolítica da região há décadas. A relação entre os dois países, que hoje parece marcada apenas pela hostilidade, já foi de intensa cooperação. E entender como esse cenário mudou, e o que está em jogo agora é fundamental para interpretar os riscos de uma guerra regional.
A diferença entre olhar esse conflito à distância e acompanhar de perto, com fontes dentro de Israel, é gigantesca. A leitura dos fatos passa a ganhar nuances que nem sempre aparecem no noticiário internacional. Para isso, o podcast "E eu com isso?" desta semana recebe Henrique Cymerman, jornalista, correspondente internacional há mais de 30 anos.
Com a viralização de ódio nas redes e o impacto da guerra desde 7 de outubro, o antissemitismo tem se normalizado em memes, debates e narrativas. Hoje, mais do que nunca, dá para dizer que se tornou aceitável, e até requisito em algumas bolhas, disseminar ódio contra judeus mesmo que na forma de “piada”. Será que agora o antissemitismo é pop? Para falar com a gente sobre o tema, convidamos a Gabriela Franco, que é jornalista especializada em cultura pop, cineasta, graduanda em Filosofia e Relações Públicas da StandWithUs Brasil.
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