Os produtos ficarão mais baratos? A medida, tomada de forma unilateral, vale até 31 de dezembro de 2022 e abrange 87% do universo tarifário do país, segundo nota conjunta dos Ministérios da Economia e Relações Exteriores.
O Brasil é reconhecidamente um dos países mais fechados ao comércio internacional, protegendo sua indústria há décadas. Muitos produtos brasileiros são ineficientes e caros, pois não têm uma concorrência direta com produtos similares importados, por conta do forte protecionismo.
O MERCOSUL foi criado como uma forma de dar acesso aos mercados dos países vizinhos para os produtos brasileiros, mas pouco avançou, pois, a Argentina, principalmente, tem diversas barreiras contra o Brasil. O acordo ainda dificulta uma maior abertura bilateral do Brasil.
Com a pandemia, os produtos ficaram mais caros, resultando em inflação para o Brasil e outros países. Ao invés de querer restringir as compras ou controlar os preços, como a Argentina tem tentado erradamente fazer, a medida correta é abrir o mercado, baixando as tarifas.
Usando um dispositivo no Mercosul que permite contar, de forma imediata, com instrumento que possa contribuir para aliviar seus efeitos negativos sobre a vida e a saúde da população brasileira, o Brasil não desrespeitou a Tarifa Externa Comum, mas diminuiu suas tarifas.
Talvez o impacto sobre os preços não seja significativo, já que o Dólar está tão valorizado, mas é importante seguir nesse caminho de maior abertura comercial para combater a inflação, mas também para incentivar uma maior concorrência doméstica em benefício dos consumidores.
É claro que uma maior abertura e o acordo Mercosul x União Europeia precisam avançar em paralelo com algo muito importante para as indústrias nacionais: a Reforma Tributária, que deixará os produtos brasileiros mais competitivos em relação aos concorrentes externos.