Nos 400 anos do nascimento de Molière, quisemos perceber porque é que o dramaturgo francês continua a inspirar os criadores contemporâneos. Fomos conversar com o encenador Nuno Carinhas que estreou, este ano, “O Misantropo” do contemporâneo Martin Crimp, inspirado no clássico de Molière. Nuno Carinhas preferiu a versão de Crimp e aí viu a “transposição para o nosso tempo” e a“dilaceração muito bem-disposta” no mundo das artes do espectáculo.
Os clássicos não envelhecem e 400 anos depois do nascimento de Molière, o “sítio inventado” pelo dramaturgo francês continua de portas abertas e “é um edifício que se manterá até ao fim dos tempos”. As palavras são de Miguel Loureiro, actor e encenador português que levou a palco, em 2016, o “Impromptu de Versalhes”, “um improviso sobre a própria condição de estar em cena” num assumido jogo de espelhos.
Paulina Chiziane esteve em Portugal para uma digressão literária de vários dias. Encontros com os leitores em livrarias, bibliotecas, fundações e estabelecimentos de ensino fizeram parte do périplo português da escritora moçambicana.
A promessa da introdução da língua cabo-verdiana a partir do 10º ano, como disciplina opcional, no próximo ano lectivo, continua a suscitar algumas questões em Cabo Verde. O linguista e professor universitário João Delgado da Cruz considera necessária a oficialização da língua cabo-verdiana, mas avisa que primeiro se tem de fazer a padronização e isso precisa de tempo e estudos sobre todas as variantes.
Esta é uma história de amizade e amor pela música. O bar Jazzy Bird tem 25 anos e espelha o espírito do Mindelo, na ilha de São Vicente, em Cabo Verde. Aqui ouve-se simplesmente música e convive-se. Vou Monteiro, sócio-gerente do espaço, contou-nos essa história, momentos antes de mais um concerto ao vivo.
O projecto "Música gera Cultura - Música gera Economia" quer dinamizar a economia da cultura em São Vicente, Cabo Verde, através da realização de “concertos com história”, do enriquecimento de rotas turísticas com marcos culturais e de oficinas de capacitação para agentes turísticos e socioculturais. O projecto vai também permitir a gravação do novo disco de Gabriela Mendes.
A cantora cabo-verdiana Gabriela Mendes está a preparar novo disco e promete manter-se fiel à essência da música tradicional do seu país. Gabriela Mendes defende que é a sua “missão” proteger e transmitir esse legado que aponta como “a riqueza” de Cabo Verde. A RFI conversou com a cantora no Mindelo, a sua terra, de onde nunca quis sair para ficar mais perto das raízes e da inspiração.
Desenhar, cortar, colar, criar. Poderiam ser gestos mecânicos, mas não para um artesão cabo-verdiano. Beto Diogo diz que não faz sandálias, faz poesia. Cada sandália é um modelo único e deve ser tratado como tal. É a tal “alma da coisa”. A RFI esteve à conversa com este artesão no Mindelo, na ilha de São Vicente, em Cabo Verde.
Yuran Henrique é uma das vozes da nova geração de artistas plásticos cabo-verdianos. O pintor e escultor tem patente uma exposição no Centro Cultural do Mindelo, na ilha de São Vicente, intitulada “Estação das Águas”, pouco depois de ter estado no mesmo espaço ao lado de Tchalê Figueira e de Bento Oliveira.
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