As buscas por desaparecidos em Muçum, uma das mais atingidas pela passagem de um ciclone extratropical pelo Rio Grande do Sul, são retomadas nesta sexta (08) apesar da chuva que voltou à região desde ontem. “Temos chuvas desde a madrugada, estamos em sinal de alerta e já entramos em contato com Defesa Civil para possibilidade de novas enchentes. Mas as buscas vão continuar e as equipes já estão escaladas”, informa o prefeito Mateus Trojan (MDB)
Em entrevista à Rádio Eldorado, Trojan confirma que são 15 mortes. A lista com cerca de 20 pessoas desaparecidas será atualizada nas próximas horas. No entanto, o gestor prevê que o número caia para menos de 10. Aproximadamente 2 mil voluntários trabalham desde o início da semana no município de 5 mil habitantes. “O cenário ainda é de guerra, situação caótica mesmo”, afirma.
As autoridades temem pela piora no tempo porque o solo está encharcado e o leito do rio Taquari ainda não voltou ao normal. Segundo o prefeito de Muçum, a prioridade de resposta é a humanitária, no atendimento às famílias. No médio prazo, Mateus Trojan espera ajuda dos governos estadual e federal para apoiar a economia local. “A maior empresa da cidade, que é um curtume, de couros, foi atingida totalmente pelas chuvas. Ela tem quase 500 funcionários, então o risco de impacto social e econômico por conta da possibilidade de perda desses empregos nos angustia muito”.
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