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Os heróis brasileiros! Esse era o tema da conversa com um amigo outro dia. Não temos muitos no Brasil. Estamos falidos de cultura, de história e de memória. O pouco que conseguiu sobreviver até aqui é destruído pelo identitarismo.
Mas um "herói" se destacou nessa conversa: Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Foi o símbolo da Inconfidência Mineira e acabou sendo enforcado e desmembrado. Suas partes foram exibidas em várias cidades como forma de mostrar ao povo o que acontecia com quem desafiava a Coroa. A cabeça dele foi exibida na então importante cidade de Vila Rica (hoje Ouro Preto), em Minas. No local onde ela foi colocada, hoje se encontra uma estátua em homenagem ao "herói".
Estátua de Tiradentes em Ouro Preto © C. GurtnerÉ interessante notar não só que a estátua está no mesmo lugar onde antes foi exibida sua cabeça, mas também que representa um Tiradentes acorrentado, com a corda no pescoço, prestes a sofrer seu terrível destino.
O mesmo se repete com boa parte das representações do herói em exibição. Veja esta no meio da capital mineira, com seus seis metros de altura e uma tonelada e meia de pura condenação à morte:
E lá está a corda no pescoço e as mãos acorrentadas, pronto para receber o destino daqueles que desafiam a Coroa.
Entendeu o recado? Por que representar um herói em seu momento de derrota? Pode-se pensar na relação com a mitologia cristã, mas, ironicamente, pode-se dizer que essas estátuas parecem ter o mesmo objetivo das partes do corpo do herói espalhadas pelas cidades: Vejam o que acontece com quem desafia a Coroa.
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Nesse episódio exploramos, numa conversa despretensiosa, a relação entre a filosofia do cinismo, a vida social e a dependência do trabalho, passando pela crítica ao trabalho na sociedade moderna e a busca pela autossuficiência, culminando em reflexões sobre a interdependência humana e a necessidade de viver em sociedade.
Index00:00 A Lenda do Chaves e Diógenes
02:49 Cinismo e Suas Implicações Filosóficas
05:44 O Trabalho e a Vida Moderna
08:06 A Busca pela Autossuficiência
10:59 Reflexões sobre a Sociedade e a Dependência Coletiva
Walden, ou A vida nos bosques, livro de Henry David Thoreau
Desobediência Civil, de Henry David Thoreau
Esse episódio foi excepcionalmente aberto para todos (e por tempo limitado). No entanto, o podcast Hall faz parte do conteúdo exclusivo para assinantes premium. O Escriba Cafe é um projeto que vive do apoio dos ouvintes e leitores. Se você ainda não é, torne-se assinante premium e tenha acesso a conteúdo exclusivo e apoie o projeto:
Num dia chuvoso, em uma pequena cidade do oeste do Paraná, entrei em uma aconchegante cafeteria chamada Yarn Barn para comer algo. Devo abrir um parêntese aqui: foi o melhor sanduíche com ovos que comi na vida!
Fui atendido por um barista cujo sotaque me pareceu peculiar, sendo eu, um mineiro. Era uma mistura de espanhol com o sotaque paranaense, que resultava quase em um matuto gaudério.
Trocando algumas palavras, ele acabou contando um pouco de sua história, avisando de antemão que era barista autodidata. Na verdade, ele não gostava do assunto "café" até se deparar com a necessidade de estudá-lo por conta própria.
A conversa começou com o curioso fato de que um lugar que servia café e sanduíches fechava para o almoço. "Não tem funcionários. Antigamente não fechava, mas depois que saiu um funcionário, não encontramos mais ninguém para substituir", explicou.
Ele é venezuelano. Anderson Flores é o seu nome. Contou como chegou ao Brasil: havia entrado de forma ilegal. Surpreendi-me com o fato de que, na época, havia "guias" especializados em cruzar venezuelanos para o Brasil.
Após estudar engenharia petrolífera e engenharia civil, Anderson abandonou os cursos pela falta de perspectiva e pelos perigos que enfrentava. Não entendi muito bem o que eram esses perigos e não quis perguntar, mas parecia que a faculdade lá não era um dos lugares mais seguros.
A decisão de vir para o Brasil veio da noite para o dia. "Vamos? Tem que ser amanhã!", exclamou um amigo. Venderam tudo o que tinham, pagaram o "guia" e cruzaram a fronteira, sendo perseguidos e até caçados.
Anderson veio com um objetivo em mente: uma vida melhor. Logo se estabeleceu, buscou empregos e, hoje, diz estar investindo em seu futuro.
A vida na Venezuela era muito ruim; não havia muita perspectiva de vida.
— E hoje?
"Hoje estou no paraíso", disse ele com um grande sorriso no rosto.
O Brasil está longe de ser uma Suécia ou Alemanha. Nós, que vivemos aqui, fazemos a comparação com países de primeiro mundo e não conseguimos ter uma visão de paraíso. Mas, para quem saiu do inferno, certamente o purgatório é paradisíaco.
"Você tem ideia como aqui tudo é perfeito?", continuou. "Se você está fazendo um ovo mexido no café da manhã e seu gás acaba, você manda uma mensagem no celular e, em 20 minutos, tem alguém dentro da sua casa trocando seu gás”.
“Lá na Venezuela, você só conseguia um gás em menos de dois dias se pagasse propina para alguém. E mesmo assim, poderia vir um botijão cheio de água."
Vemos muitos venezuelanos hoje — e também brasileiros — que estão somente aproveitando a "mordomia" assistencialista dos governos populistas. Fogem de empregos e vivem às custas do Estado e pedindo esmola nos semáforos. Fico feliz e esperançoso ao encontrar alguém como Anderson, que decidiu buscar uma vida melhor e dá o seu melhor para crescer.
Anderson, hoje, está no paraíso.
Neste episódio do Hall, gravado ao vivo, exploro um pouco mais a revolução tecnológica que estamos vivendo, especialmente em relação à inteligência artificial. Essa tecnologia tem mudado nossas vidas de maneiras que antes eram consideradas impossíveis, e isso pode estar nos tornando cada vez mais dependentes das máquinas. Também abordo a questão da igno…
Hoje, vi um anúncio no Instagram em que, desde a imagem até o texto e a narração, foram feitos por IA. E, mesmo assim, é ruim.
O Instagram mostra o quanto o produtor de conteúdo brasileiro hoje é ruim e o quanto a audiência tem mau gosto. É a perpetuação da mediocridade.
Mesmo com a capacidade de dirigir uma IA para fazer algo bom, esses “produtores” conseguem — ou optam — por fazer algo ruim. E hoje, além de ruim, é falso. Não é mais um idiota falando como idiota, filmando como idiota, apresentando algo — que pode até ser bom — mas de forma tão idiota que eu desisto de consumir ou visitar (quando é anúncio de lugares).
Hoje, o produtor de conteúdo brasileiro, inspirado ou não em idiotas internacionais, está transformando a IA em idiota também. Percebe? Indiota Artificial (com 'N' mesmo).
Uma gelada gota de orvalho se soltava de uma folha, lá fora, enquanto alguns primeiros tons alaranjados surgiam no céu.
Ela olhava aquela bela pintura celeste pela janela e sabia que duraria poucos minutos até que se amarelasse e, então, fosse tomada pelo pálido azul do raiar do dia. Não era o azul que ela mais gostava; preferia aquele do meio da tarde, com o sol numa inclinação que promovia um magnífico contraste de luz e sombra, deixando o verde dos bosques e montanhas mais verde, e o azul do céu num tom mais bonito.
Ela havia preparado um chá de camomila, que bebera em seu sofá, enrolada em uma manta. Mas agora, como quem decide que o dia estava, de fato, começando, em suas mãos estava uma bem servida caneca de café.
Comecei a pesquisa do próximo episódio do podcast Escriba Cafe. Creio que o tempo dessa atividade será drasticamente reduzido devido ao uso da IA para ajudar na busca de informações dentro das fontes selecionadas.
Se você ainda não ouviu o episódio do Hall Um Pouco Mais de Inteligência e Ciência, lá conto brevemente como estou utilizando a I.A. para organizar a bibliografia e agilizar a pesquisa dentro das fontes selecionadas.
E, dessa vez, vamos começar um experimento diferente e inédito – e exclusivo para os assinantes premium –: vocês poderão não só acompanhar a produção do episódio, como também participar da produção com seus pitacos, sugestões e críticas. Algo que creio ser muito interessante tanto para todos que têm curiosidade sobre a produção do Escriba Cafe, como para aqueles que produzem ou querem produzir podcasts e buscam inspiração. Espero que tenhamos momentos únicos!
Espero que tenhamos momentos únicos!
Vamos começarAntes de mais nada, vamos fazer algo incrivelmente inédito e que sempre foi pedido pelos ouvintes, mas, tradicionalmente, nunca foi revelado: vamos conhecer o tema do próximo episódio do Escriba Cafe.
Somos animais.
Talvez tenhamos uma inteligência superior à dos demais animais (menos à dos golfinhos), mas, ainda assim, animais.
No âmago de nosso ser, temos o exato mesmo mecanismo de funcionamento dos outros animais de nossa classe: instintos, memória, hormônios, emoções básicas e sociabilidade1.
No entanto, nossa capacidade cognitiva, autoconsciência e diversos outros fatores mais avançados que desenvolvemos em nossa evolução nos tornam seres com intelecto e comportamento mais complexos que os dos demais animais.
Mas, ainda assim, somos animais.
Neste episódio especial e longo do Hall (uma hora!), eu e Leandro Lopes, da L3, numa gravação ao vivo com assinantes premium, discutimos a evolução da inteligência artificial, desde suas origens até a era atual da AI generativa e dos agentes de AI. Passeamos pelo impacto da IA no mercado de trabalho, as visões distópicas e utópicas sobre o futuro da tecnologia, e a conexão entre homem e máquina através de inovações como o Neuralink. Abordamos também, com uma breve participação da neurologista Cintia Hatasa, as diferenças entre o cérebro biológico e artificial, a computação quântica e as novas ferramentas que estão transformando a forma como trabalhamos - e vivemos.
Subtópicos tratados00:00 Introdução ao Tema da Inteligência Artificial
01:55 Evolução da Inteligência Artificial e Previsões Futuras
07:00 Impacto da Inteligência Artificial no Mercado de Trabalho
10:08 A Comparação entre Criatividade Humana e Inteligência Artificial
12:19 A Era dos Agentes e a Evolução da IA
15:48 O Teste de Turing e a Conscientização da IA
19:01 Visões Distópicas e Utópicas da Inteligência Artificial
22:14 Robôs e a Automação de Tarefas Domésticas
25:32 Neuralink e a Conexão entre Cérebro e Máquina
29:28 Diferenças entre Cérebro Biológico e Artificial
32:58 Desenvolvimento Cerebral e Estímulos
34:11 Funções Cognitivas e Alfabetização
36:01 Inteligência Artificial vs. Inteligência Humana
39:50 Computação Quântica e Processamento de Dados
45:24 A Complexidade do Cérebro Humano
50:59 O Futuro da Produção de Conteúdo com IA
Livro citado: Variedades da experiência científica: Uma visão pessoal da busca por Deus, de Carl Sagan
Sobre a geração de podcasts pela inteligência artificial, aqui está um exemplo:
Precisamos de alguém? Precisamos de quem?
A segunda pergunta pressupõe que a primeira tem uma resposta positiva.
Quem nunca romantizou, ao som de “Strangers in the night”, o romântico encontro com o(a) estranho(a) numa festa à moda antiga?
Eu sei quem: os novatos. Nem chamo mais de “jovens”, a juventude é relativa; são os novatos na vida, no amor, no mun…
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