Estado da Arte

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Estado da Arte episodes

  • OrderedDict([('small', '– Alexandre Leone – Fábio Bertato – João Cortese'), ('#text', 'O Infinito')])
    Entrevista com A. Leone, J. Cortese e F. Bertato - “Há um conceito que corrompe e altera todos os outros. Não falo do Mal, cujo limitado império é a Ética; falo do Infinito”, assim Jorge Luis Borges iniciava sua biografia do Infinito em Otras Inquisiciones. Oscilando entre os dois extremos do caos e da indefinição, por um lado, e da plenitude e da perfeição, por outro, a visão do infinito desperta o terror e o fascínio do coração humano desde as origens. Segundo o matemático David Hilbert, “nenhuma outra questão jamais moveu tão profundamente o espírito do homem; nenhuma ideia estimulou tão frutuosamente seu intelecto; ainda assim, nenhum conceito permanece tão necessitado de esclarecimento”. . . .
    48 min
  • Existencialismo
    “A partir de hoje e daqui por diante um novo épico começou na história mundial, e pode-se dizer que no momento estamos em seu início”. O psicólogo e filósofo O.F. Bollnow falava por muitos ao aplicar essas célebres palavras de Goethe sobre a batalha de Valmy a Ser e Tempo de Martin Heidegger. Com seu vocabulário singular e um estilo que oscila entre o êxtase e a exasperação, o livro mesmerizaria o pavilhão acadêmico no período entre-guerras, ao denunciar toda a metafísica ocidental, de Platão em diante, como um “grande esquecimento”, articulando pela primeira vez os temas de fundo do movimento filosófico que estava destinado a ser o mais impactante de todos no imaginário cultural do século XX. Catalisado pelos instintos publicistas de intelectuais franceses como Gabriel Marcel, Merleau-Ponty e sobretudo Jean-Paul Sartre, em pouquíssimo tempo o existencialismo extrapolaria o universo filosófico, tanto no campo teórico, quanto no prático e no estético, provocando reverberações decisivas para a psicoterapia, a teologia, as ciências sociais e as artes e letras em geral; e, hoje, não há pessoa no mundo que não tenha, ao menos uma vez na vida, enfrentado “angústias existenciais”.
    Como definir um fenômeno tão difuso e dinâmico? De fato, pode-se mesmo dar um passo atrás e questionar: teria realmente existido algo como uma “escola existencialista”? O próprio Heidegger recusava explicitamente a denominação, bem como Albert Camus, Karl Jaspers e tantos outros tradicionalmente indexados como existencialistas. Para o crítico literário Otto Maria Carpeaux, o existencialismo foi, a um só tempo, “uma filosofia, uma literatura, e um clima de opinião”. Seria então possível distinguir, paradoxalmente, a “essência” do existencialismo?
    Convidados

    * Juliano Garcia Pessanha: escritor, ensaísta, autor da trilogia Sabedoria do Nunca, Ignorância do Sempre e Certeza do Agora e de Instabilidade Perpétua, e doutorando em filosofia pela Universidade de São Paulo com tese sobre Peter Sloterdijk e Martin Heidegger.


    * Vicente de Arruda Sampaio:  tradutor, editor e professor de filosofia, e doutorando pela Universidade Estadual de Campinas, com tese sobre Martin Heidegger e o pensamento pré-platônico.


    * Valter José Maria Filho:  professor e doutor em filosofia pela Universidade de São Paulo, com a tese O Conceito de Razão na Época de sua Efetuação.

    Fontes em O Grande Teatro do Mundo
    Referências

    * As Filosofias da Existência (La Philosophie de l’Existence) de Jean Wahl (Europa-América).
    * O Existencialismo e Outros Mitos de Nosso Tempo de Alceu de Amoroso Lima (Agir).
    * Introdução ao Existencialismo (Introduzione all’Esistenzialismo) de Nicola Abbagnano (Martins Editora).
    * “Existentialism” em In our time – BBC 4.
    * “Esistenzialismo”, “Heidegger”, “Sartre”, “Camus” e outros na Enciclopedia Filosofica Bompiani.
    * Studi sull’esistenzialismo de Luigi Pareyson (Ugo Mursia).
    * “Existentialism” e outros na Stanford Encyclopedia of Philosophy.
    * Existentialism de D. Cooper (Blackwell).
    * Existentialism from Dostoevsky to Sartre de Walter Kaufmann (Meridian Books).
    * Introduction aux Existentialismes de Emmanuel Mounier.

     
    Produção e apresentação
    Marcelo Consentino
    Produção técnica
    Ariel Henrique e Julian Ludwig
    4 de novembro de 2014
    47 min
  • OrderedDict([('small', '– Juliano Pessanha - Vicente Sampaio - Valter José Maria Filho'), ('#text', 'Existencialismo')])
    Entrevista com Juliano Pessanha, Vicente Sampaio e Valter Maria Filho - “A partir de hoje e daqui por diante um novo épico começou na história mundial, e pode-se dizer que no momento estamos em seu início”. O psicólogo e filósofo O.F. Bollnow falava por muitos ao aplicar essas célebres palavras de Goethe sobre a batalha de Valmy a Ser e Tempo de Martin Heidegger. Com seu vocabulário singular e um estilo que oscila entre o êxtase e a exasperação, o livro mesmerizaria o pavilhão acadêmico no período entre-guerras, ao denunciar toda a metafísica ocidental, de Platão em diante, como um “grande esquecimento”, articulando pela primeira vez os temas de fundo do movimento filosófico que estava destinado a ser o mais impactante de todos no imaginário cultural do século XX. . . .
    47 min
  • A Magna Carta
    Durante a Guerra Civil inglesa, o panfleteiro ultrademocrata Richard Overton se lembraria comovido de uma das incontáveis vezes em que foi preso pelos oficiais da Coroa: enquanto arrancavam “de mim a Grande Carta das Liberdades e Direitos da Inglaterra”, gritava “assassino, assassino, assassino!” Uma geração antes, Sir Henry Spelman, membro da ala conservadora do Parlamento, descreveria a Carta como “a mais majestosa e sacrossanta âncora das liberdades inglesas”.
    Em seu seu oitavo centenário a Magna Carta é prestigiada mundialmente não só como a pedra fundamental do direito anglo-saxão, mas também, nas palavras do jurista britânico Lord Denning, “como o maior documento constitucional de todos os tempos – o fundamento da liberdade individual contra a autoridade arbitrária do déspota”.
    Todavia, de suas 63 cláusulas, só 3 não caducaram ou foram revogadas, permanecendo vigentes na Constituição do Reino Unido. E nos últimos dois séculos não faltaram historiadores que denunciassem a Grande Carta como um “mito” elaborado ideologicamente sobre uma colcha de retalhos de exigências incôngruas e mal costuradas em nome dos interesses privados da elite feudal do século XIII. O próprio Overton diria em outra ocasião, numa chave bem menos romântica, que a Carta é “uma coisa miserável contendo muitas marcas de opressão intolerável”.
    Convidados
    Eduardo Tomasevicius Filho: mestre em História Social e professor doutor do departamento de Direito Civil da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
    Maria Cristina Carmignani: professora doutora de História do Direito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
    Tomás Olcese: professor de Direito das Faculdades Metropolitanas Unidas e membro do grupo de pesquisa “Direito Privado Comparado Contemporâneo” da Universidade de São Paulo.
    Fontes em O Grande Teatro do Mundo
     
    Referências

    * Origem dos Direitos dos Povos de Jayme de Altavila (Ícone editora).
    * Magna Carta de James C. Holt (Cambridge University Press).
    * Magna Carta – Its Role In The Making Of The English Constitution 1300–1629 de Faith Thompson (University of Minnesota Press).
    * Select Charters and Other Illustrations of English Constitutional History organizado por William Stubbs (Oxford, Clarendon).
    * A History and Defense of Magna Charta de Samuel Johnson (1769).
    * “The Magna Carta” em In Our Time, Radio BBC 4.
    * Magna Carta: Manuscripts and Myths de Claire Breay (The British Library).
    * Struggle for Mastery: The Penguin History of Britain 1066–1284 de David A. Carpenter (Penguin).
    * Magna Carta: Through the Ages de Ralph Turner (Routledge).
    * A History of The English People de Paul Johnson (Littlehampton).
    * Roots of Liberty: Magna Carta, Ancient Constitution and the Anglo-American Tradition of Rule of Law de Ellis Sandoz (Liberty Fund).
    * Magna Carta. A commentary on the Great Charter of King John de William Sharp McKechnie.
    * A Short History of England: The Glorious Story of a Rowdy Nation de Simon Jenkins (Public Affairs).
    * An Introduction to English History de J.H. Baker (Oxford University Press).
    * Historical Foundations Of The Common Law de S.F.C Milson (Oxford University Press).
    * Les Grands Systèmes de Droit Contemporains de René David (Dalloz).
    * “The Meaning of Magna Carta since 2015” de Ralph V. Turner em History Today Magazine.

    50 min
  • OrderedDict([('small', '– Eduardo Tomasevicius Filho – Maria Cristina Carmignani – Tomás Olcese'), ('#text', 'A Magna Carta')])
    Entrevista com Eduardo Tomasevicius Filho, Maria Cristina Carmignani e Tomás Olcese para a Rádio Estado da Arte - "Durante a Guerra Civil inglesa, o panfleteiro ultrademocrata Richard Overton se lembraria comovido de uma das incontáveis vezes em que foi preso pelos oficiais da Coroa: enquanto arrancavam “de mim a Grande Carta das Liberdades e Direitos da Inglaterra”, gritava “assassino, assassino, assassino!” Uma geração antes, Sir Henry Spelman, membro da ala conservadora do Parlamento, descreveria a Carta como “a mais majestosa e sacrossanta âncora das liberdades inglesas”. . . .
    50 min
  • OrderedDict([('small', '– Mário Videira – Leandro Oliveira – Monica Lucas'), ('#text', 'Música no Século das Luzes')])
    Entrevista com Mario Videira, Leandro Oliveira e Monica Lucas para a Rádio Estado da Arte - O século XVIII se notabilizou como um período de intensa agitação intelectual e social, fruto da confiança ilimitada no poder da razão humana celebrada pelo chamado Iluminismo. Da física newtoniana à máquina a vapor, a cada dia uma nova descoberta científica prometia ampliar virtualmente ao infinito nosso conhecimento e domínio sobre a natureza. E enquanto a vida aristocrática atingia um zênite de requinte e sofisticação nas cortes absolutistas, nos burgos filósofos e reformadores sociais disseminavam as ideias igualitárias que iriam implodir o Antigo Regime durante a Revolução Francesa e a Independência Norte-americana. Mas do fundo de toda essa fúria a cultura da época extrairia uma sonoridade singularmente harmônica, e, sendo ou não adequado o título habitual de a Era da Razão, é também plausível denominar esse período, talvez como nenhum outro antes ou depois, o Século da Música. . . .
    46 min
  • “Uma Teoria da Justiça” de John Rawls
    A obra prima de John Rawls, Uma Teoria da Justiça, é comumente celebrada como o mais importante livro de filosofia política do Século XX. Mesmo seus críticos mais ácidos o admitem. Para o herdeiro da Escola de Frankfurt Jürgen Habermas “é o mais ambicioso projeto político de um membro da escola correntemente dominante na filosofia acadêmica; e oferece não somente uma defesa de, mas também uma nova fundação para, uma interpretação igualitária radical da democracia liberal.” Segundo o seu colega de Harvard Robert Nozick depois de Rawls todos os filósofos deverão se confrontar com sua Teoria.
    Publicada em 1971, em dez anos já fora traduzida em 27 línguas e contava com mais de 2.500 citações em livros e artigos acadêmicos. Sua popularidade chegou a tal ponto que em 2013 estrearia em Oxford o espetáculo A Theory of Justice: The Musical! onde o herói John Rawls combate os “vilões” libertários Ayn Rand e Robert Nozick, percorrendo 2.500 anos de pensamento político para justificar seu ideal da “Justiça enquanto Equidade”. O sucesso literalmente espetacular do livro é ainda mais impressionante para quem já percorreu suas mais de 500 páginas de sóbria especulação analítica sobre princípios e ideias abstratas como “o conceito de liberdade” ou de “justiça em política econômica”. Ao mesmo tempo, vários capítulos sugerem dilemas cotidianos como “o dever de obedecer uma lei injusta”, “o problema de justiça entre gerações” ou “o problema da inveja.”
    Quais as principais ideias por trás da Teoria de Rawls? Ainda serão atuais após o fim da guerra-fria e da crise econômica de 2008? E será possível derivar dela ações práticas para a construção de uma sociedade mais justa e equânime no Século XXI?
    Convidados
    Eduardo Wolf: doutorando em filosofia moral pela Universidade de São Paulo, jornalista e professor de literatura comparada.
    Fernando Schüler: doutor em filosofia com tese sobre o Princípio da Diferença de John Rawls, ex Secretário de Justiça e Desenvolvimento Social do Rio Grande do Sul e professor de história e filosofia política do Insper.
    José Reinaldo de Lima Lopes: professor titular de História e Filosofia do Direito da Universidade de São Paulo, autor de O Direito na História.
    Fontes em O Grande Teatro do Mundo
    Referências

    * O Princípio da Diferença e uma Alternativa de Fernando Schüler.
    * Reading Rawls: Critical Studies of J. Rawls ‘A Theory of Justice’, vários autores, editado por N. Daniels, Stanford.
    * Critique of John Rawls de Jürgen Habermas.
    * Rawls e o Enigma da Justiça de Luiz Paulo Rouanet, Unimarco.
    * The Cambridge Companion to Rawls, vários autores, editado por Samuel Freeman, Cambridge University Press.
    * The Philosophy of Rawls (5 vols.) editado por Henry S. Richardson and Paul J. Weithman, Garland.
    * “Rawls” de S. Maffettone na Enciclopedia Filosofica Bompiani.
    * “The Unity of Rawls’s Work” de Leif Wenar no Journal of Moral Philosophy, 2004, 1: 265-275.
    * After Virtue de Alasdair MacIntyre, University of Notre Dame Press.
    * Anarchy, State, and Utopia de Robert Nozick, Basic Books.
    * Frontiers of Justice: Disability, Nationality, Species Membership de Martha Nussbaum, Harvard University Press.
    * Liberalism and the Limits of Justice de Michael Sandel, Cambridge University Press.
    * “Rawlsian Social Contract Theory and the Severely Disabled” de Henry S. Richardson no Journal of Ethics, 2006, 10: 419-462.
    * “Justice: John Rawls Vs. The Tradition of Political Philosophy” de Allan Bloom em The American Political Science Review, Vol. 69, No. 2.,
    56 min
  • OrderedDict([('small', '– Eduardo Wolf – Fernando Schüler – José Reinaldo Lima Lopes'), ('#text', '“Uma Teoria da Justiça” de John Rawls')])
    Entrevista com Eduardo Wolf, Fernando Schüler e José Reinaldo de Lima Lopes para a Rádio Estado da Arte - A obra prima de John Rawls, Uma Teoria da Justiça, é comumente celebrada como o mais importante livro de filosofia política do Século XX. Mesmo seus críticos mais ácidos o admitem. Para o herdeiro da Escola de Frankfurt Jürgen Habermas “é o mais ambicioso projeto político de um membro da escola correntemente dominante na filosofia acadêmica; e oferece não somente uma defesa de, mas também uma nova fundação para, uma interpretação igualitária radical da democracia liberal.” Segundo o seu colega de Harvard Robert Nozick depois de Rawls todos os filósofos deverão se confrontar com sua Teoria. . . .
    56 min
  • Mecânica Quântica
    Ao fim do século XIX um jovem alemão, contemplando a carreira acadêmica, foi desaconselhado a se empenhar na física. À época o edifício da mecânica clássica erguido por Newton, Maxwell e outros parecia tão bem acabado, que cientistas como Lord Kelvin acreditaram que todas as grandes ideias da física já haviam sido descobertas, só restando trabalhar adornos e pormenores. Por sorte o estudante recusou o conselho e em 1900, já professor de física em Berlim, diria a seu filho que fez uma descoberta tão importante quanto as de Newton. Por mais que soasse grandiloquente, Max Planck falava a pura verdade. Buscando sair de um dilema em relação ao fenômeno da radiação, ele sugeriria que a emissão ou absorção subatômica se dá na forma de quantidades discretas de energia ou quanta.
    A mecânica quântica descreve um mundo fantástico e desconcertante, onde uma partícula elementar parece ora se propagar como uma onda, ora surgir em dois lugares ao mesmo tempo, ora desaparecer em um e reaparecer em outro, ou mesmo interagir com uma outra partícula à distância, um fenômeno que o próprio Einstein – autor de um passo decisivo na teoria quântica ao demonstrar que também a luz é composta por quanta, ou fótons – previu em hipótese, mas que preferiu rejeitar como “assustador demais” para ser validado por um físico. As teorias sobre porque as coisas são assim variam das mais extravagantes, como a de uma pluralidade de mundos simultâneos, às mais prosaicas, como uma falha nos nossos cálculos, e não surpreende que o físico teórico Richard Feynman dissesse: “creio que posso afirmar com segurança que ninguém entende a mecânica quântica”.
    Apesar disso, o aparato matemático quântico ainda é incomparável na sua capacidade de previsão, cada dia mais precisa, do comportamento das partículas elementares. E malgrado todos os desafios à nossa lógica ordinária e todas as controvérsias sobre porque o universo microscópico é assim, os resultados de laboratório só fazem confirmar: ele é assim – até que se prove o contrário, a matéria da qual todas as coisas são feitas é assim: fantástica e desconcertante.
    Convidados
    – Maria Cristina Batoni Abdalla: professora de Teoria Geral das Partículas e Campos da Universidade Estadual Paulista e autora de O Discreto Charme das Partículas Elementares.
    – Osvaldo Pessoa: professor de História e Filosofia da Ciência da Universidade de São Paulo e autor de Conceitos de Física Quântica.
    – Walter Pedra: professor do Departamento de Física Matemática da Universidade de São Paulo e coordenador do grupo de pesquisa de “Termodinâmica de Sistemas Quânticos de Corpos Não-Simétricos”.
    Referências

    * Teoria Quântica (Quantum Theory – A Very Short Introduction) de John Polkinghorne (L&PM Pocket).
    * A Realidade Quântica (Quantum Reality – Beyond the New Physics) de Nick Herbert (Ed. Francisco Alves).
    * Dance of the Photons – From Einstein to Quantum Teleportation de Anton Zeilinger (Farrar, Straus and Giroux).
    * Teoria Quântica – Estudos Históricos e Implicações Culturais organizado por O. Freire Jr., O. Pessoa Jr. e J.L. Bromberg (Eduebp).
    * O Discreto Charme das Partículas Elementares de Maria Cristina Abdalla (Unesp).
    * Sources of Quantum Mechanics, editado por B.L. van der Waarden (New Hollanda).
    * “Fisica Quantistica” na Enciclopedia Filosofica Bompiani.
    * “Quantum Mechanics” na Stanford Encyclopedia of Philosophy.
    * Les indispensables de la mécanique quantique de Roland Omnés (Odile Jacob).
    * Foundation of Quantum Mechanics organizado por B. D’Espagnat (Academic Pr.).
    * Quantum Theory and Measurement de A. Wheeler e W.H. Zurek (Princenton University Press).
    * The Conceptual Development of Quantum Mechanics de Max Jammer (McGraw Hill)
    * Mysteris, Puzzles and Paradoxes in Quantum Mechanics org...
    52 min
  • OrderedDict([('small', '– Maria Cristina Batoni Abdalla – Osvaldo Pessoa – Walter Pedra'), ('#text', 'Mecânica Quântica')])
    Ao fim do século XIX um jovem alemão, contemplando a carreira acadêmica, foi desaconselhado a se empenhar na física. À época o edifício da mecânica clássica erguido por Newton, Maxwell e outros parecia tão bem acabado, que cientistas como Lord Kelvin acreditaram que todas as grandes ideias da física já haviam sido descobertas, só restando trabalhar adornos e pormenores. Por sorte o estudante recusou o conselho e em 1900, já professor de física em Berlim, diria a seu filho que fez uma descoberta tão importante quanto as de Newton. Por mais que soasse grandiloquente, Max Planck falava a pura verdade. Buscando sair de um dilema em relação ao fenômeno da radiação, ele sugeriria que a emissão ou absorção subatômica se dá na forma de quantidades discretas de energia ou quanta.
    A mecânica quântica descreve um mundo fantástico e desconcertante, onde uma
    52 min

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