Estado da Arte

Estado da Arte

Download on the App Store

Estado da Arte episodes

  • OrderedDict([('small', '– Celia Kerstenetzky - Eduardo Giannetti - Ligia Bahia'), ('#text', 'O Estado de Bem-Estar Social')])
    Entrevista com Celia Kerstenetzky, Eduardo Giannetti e Ligia Bahia para a Rádio Estado da Arte - Em meados do século XIX cerca de 25% do orçamento dos Estados nacionais era destinado a gastos militares e 5% a programas sociais. Hoje estes programas ultrapassaram 50% das despesas e um resíduo sobra às forças armadas. O Estado “militar” se transformou num Estado de “bem-estar”, e nos habituamos a pensar na seguridade social como uma conquista irreversível e cumulativa da civilização. Desde que Bismarck projetou nos anos 1880 seus programas de seguridade compulsória, até William Beveridge implementar no Reino Unido da década de 40 a proteção universal do “berço ao túmulo” contra os cinco “Males Gigantes” – “doença, ignorância, dependência, miséria e ociosidade” –, o consenso se cristalizou em torno ao Estado do Bem-estar como um mecanismo eficaz na cobertura dos riscos da vida e na promoção da justiça distributiva. . . .
    1 hr
  • Hannah Arendt
    Ante categorias políticas tradicionais como “conservadorismo”, “liberalismo” ou “socialismo”, o pensamento de Hannah Arendt é elusivo, mesmo desorientador. Mas o que sugere uma mente paradoxal, talvez seja mera coerência, já que para Arendt o pensamento deve nascer dos “incidentes da experiência viva”, e a sua foi atravessada pelos incidentes mais dramáticos de seu tempo: por quase 20 anos, desde que a ascensão nazista deu início à sua diáspora pessoal, foi apátrida, refugiando-se em Genebra e Paris, até receber a cidadania norte-americana. Da Primeira Guerra à Guerra Fria, ela viveu e pensou no coração das piores catástrofes do século XX, como testemunham os títulos de suas obras: As Origens dos Totalitarismo, Da Revolução, Da Violência.
    Mas após expor o mal em sua face mais monstruosa, Arendt também se inquietou com o seu caráter paradoxal em nosso tempo. Um de seus principais objetivos durante o pós-Guerra foi, nas suas palavras, “destruir a lenda da grandiosidade do mal, da força demoníaca; retirar das pessoas a grande admiração que têm por grandes malfeitores”. De fato, dizia ela, “o súdito ideal do governo totalitário não é o nazi convicto ou o comunista convicto, mas pessoas para quem a distinção entre fato e ficção (isto é, a realidade da experiência) e a distinção entre o verdadeiro e o falso (isto é, os padrões de pensamento) já não existem mais.” Personificado no medíocre mas consciencioso funcionário nazista Adolf Eichmann, esse diagnóstico deu origem à sua fórmula mais célebre e controversa: a “banalidade do mal.” Longe porém de estar restrita aos despotismos genocidas, algo dessa banalidade está impregnada no modo como concebemos a atividade humana na era da sociedade de massas. Para Arendt a vida ativa deve ser uma cooperação entre o nosso trabalho, pelo qual garantimos nossa subsistência material, as nossas obras, pelas quais criamos os objetos do mundo da cultura, e a nossa ação, pela qual, através do relacionamento e do diálogo interpessoal, construímos uma sociedade plural e solidária. Mas Arendt lamentava que a pressão da economia de mercado tenha invertido a hierarquia, impondo o predomínio da dimensão mais baixa: a do trabalho. Ante suas reflexões, somos tentados a parafrasear os versos de T.S. Eliot:  Onde está a ação que perdemos em nossa obra? Onde está a obra que perdemos em nosso trabalho?
    Convidados
    Celso Lafer: professor de Filosofia e Teoria Geral do Direito na Universidade de São Paulo e autor de A Reconstrução dos Direitos Humanos: um diálogo com o pensamento de Hannah Arendt.
    Cláudia Perrone-Moisés: professora de Direito Internacional da Universidade de São Paulo e coordenadora do Centro de Estudos Hannah Arendt.
    Eduardo Jardim: professor de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e autor de Hannah Arendt – pensadora da crise e de um novo início.
    Oferecimento

    Fontes em O Grande Teatro do Mundo
    Confira no acervo do Café Filosófico do Instituto CPFL




    Veja também: 

    * As transformações do mundo contemporâneo – Palestra de Luc Ferry com mediação de Jorge Forbes.
    * As razões do ódio – Ciclo com a participação de Luiz Felipe Pondé, Dante Gallian, Leandro Karnal e Igor Gielow.   
    * Um mundo em crise: Reinventar os alicerces da modernidade – Ciclo com Leandro Chevitarese, Homero Santiago, João Constâncio e André Martins. 

    Referências

    * A Reconstrução dos Direitos Humanos: a contribuição de Hannah Arendt e Hannah Arendt – Pensamento,
    0 min
  • OrderedDict([('small', '– Celso Lafer - Cláudia Perrone-Moisés - Eduardo Jardim'), ('#text', 'Hannah Arendt')])
    Entrevista com Celso Lafer, Cláudia Perrone-Moisés e Eduardo Jardim na rádio Estado da Arte - Ante categorias políticas tradicionais como “conservadorismo”, “liberalismo” ou “socialismo”, o pensamento de Hannah Arendt é elusivo, mesmo desorientador. Mas o que sugere uma mente paradoxal, talvez seja mera coerência, já que para Arendt o pensamento deve nascer dos “incidentes da experiência viva”, e a sua foi atravessada pelos incidentes mais dramáticos de seu tempo. . . .
    55 min
  • Os Incas
    Por um automatismo compreensível porém vicioso, nosso senso comum costuma associar o povo inca aos antigos impérios eurasianos, ao Egito ou à Babilônia, na categoria das civilizações fossilizadas, imensas e milenares. Mas essa é só uma meia verdade. O império inca foi, sim, imenso; na verdade, o maior de toda a América pré-Colombiana, espalhando-se por partes do que hoje formam o Peru, Equador, Bolívia, Argentina e Chile. Quando, em 1532, 40 anos após a chegada de Colombo ao continente, os espanhóis aportaram ao Peru, o imperador Inca governava, segundo estimativas conservadoras, cerca de 12.000.000 de pessoas, que falavam 20 línguas diferentes, num território que variava das costas desérticas aos altiplanos andinos às florestas tropicais. Contudo, o Estado Inca, ou “O Reino das Quatro Partes” (Tawantinsuyu), não foi milenar. Por pouco não foi sequer secular, pois cem anos antes de sua queda, ele controlava pouco mais do que uns vilarejos no vale de Cuzco; e desde Manco Capac, o legendário patriarca inca, até Atahuallpa, sequestrado e morto por Pizarro, não mais do que 12 reis incas subiram ao trono. Apesar disso, a civilização inca está longe de ser fossilizada: ainda hoje, cerca de 10.000.000 de pessoas do norte do Equador ao norte da Argentina falam a língua Quechua.
    Atualmente, quanto mais a arqueologia penetra no passado, mais reconhecemos que os incas não foram senão a última camada de uma sucessão de civilizações andinas que remontam a pelo menos 5.000 anos atrás. Como o pequeno povo de Cuzco se apropriou desse legado para dominar um território que se estenderia por uma distância equivalente à que corre entre Nova York e o Canal do Panamá? Como puderam ser subjugados por uma expedição de menos de 200 mercenários espanhóis? Como se deu o encontro com a Europa e finalmente com o resto do mundo? E como as civilizações indígenas permanecem vivas na cultura e nos costumes dos povos andinos?
    Convidados
    Daniela La Chioma: Mestre em Arqueologia Pré-Colombiana pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo.
    Eduardo Natalino: Professor de História da América Pré-Hispânica na Universidade de São Paulo.
    Márcia Arcuri: Professora do programa de pós-graduação do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo.
    Fontes em O Grande Teatro do Mundo
    Referências

    * História da América Latina (The Cambridge History of Latin America), V. 1, organizado por Leslie Bethell (Edusp).
    * The Conquest of The Incas de John Hemming (Harvest Press).
    * Historia del Tawantinsuyu de María Rostworowski (Estudios Peruanos).
    * The Last Days of the Incas de Kim MacQuarrie (Simon & Schuster).
    * “The Andean Civilization” na Britannica Encyclopedia
    * “Religiones Andinas” de Manuel Marzal na Enciclopedia Iberoamericana de Religiones (Editorial Trotta).
    * “Colonización interna, cultura material y poder en el imperio inca” de Elizabeth DeMarrais (Sociedad Argentina de Antropologia).
    * “Inca Culture at the Time of the Spanish Conquest” de John Rowe (Bureau of South American Ethnology. Bulletin 143, V. 2).
    * 1491: New Revelations of the Americas Before Columbus de Charles C. (Knopf).
    * The Incas: New Perspectives de Gordon Francis McEwan (W. W. Norton & Co.).
    * The Handbook of South American Indians, No. 143, V. 2: The Andean Civilizations, editado por Julian H. Steward (Smithsonian Institution).
    * Ancient Peruvian Art – Contributions to the Archaelogy of the Empire of the Incas de Arthur Baessler.
    *
    0 min
  • OrderedDict([('small', '– Daniela La Chioma – Eduardo Natalino – Márcia Arcuri'), ('#text', 'Os Incas')])
    Entrevista com Daniela La Chioma, Eduardo Natalino, Márcia Arcuri para a rádio Estado da Arte - Por um automatismo compreensível porém vicioso, nosso senso comum costuma associar o povo inca aos antigos impérios eurasianos, ao Egito ou à Babilônia, na categoria das civilizações fossilizadas, imensas e milenares. Mas essa é só uma meia verdade. O império inca foi, sim, imenso; na verdade, o maior de toda a América pré-Colombiana, espalhando-se por partes do que hoje formam o Peru, Equador, Bolívia, Argentina e Chile. Quando, em 1532. . . .
    52 min
  • A Capela Sistina
    Jesus Cristo é o indivíduo mais influente de toda história e a Bíblia, o livro mais lido, difundido e comentado. Estes são fatos mensuráveis quantitativa e qualitativamente pelos critérios das ciências ou quaisquer outros. A profecia feita na Mesopotâmia há 4.000 anos se realizou e hoje a descendência de Abraão é mais numerosa que as estrelas do céu nos bilhões de cristãos, muçulmanos e judeus que professam a fé no Deus de Israel. Mas ainda que a aliança de Moisés com o Povo Eleito pela Lei e a de Jesus com a humanidade pela Cruz sejam capítulos da história mais cativante de todos os tempos, seus eventos se passam em locais remotos; seus protagonistas, venham eles de um passado mítico, como Adão, ou de um futuro fantástico, como o Cristo apocalíptico, parecem intangíveis, difíceis de se visualizar, quase tão invisíveis quanto o próprio Deus do monoteísmo. E é possível que em nenhum outro lugar eles se aproximem tanto de nossos olhos, em cores tão vivas e contornos tão nítidos – e todos ao mesmo tempo! –, quanto na Capela Sistina.
    Se o cristianismo é, como dizem alguns, o matrimônio de Atenas e Jerusalém, ou, como dizem outros, do Céu e da Terra, foi em Roma, no solo irrigado pelo sangue de Pedro e Paulo, que brotaram, senão seus melhores frutos, ao menos os mais visíveis. As mãos humanas talvez já tivessem tocado a perfeição do corpo nos deuses de mármore gregos, mas na pintura, desde as cavernas paleolíticas até então, jamais os olhos conheceram um homem tão olímpico, nem um Deus tão humano, nem uma humanidade tão titânica quanto nas telas e paredes da Itália renascentista. Rafael, Ghirlandaio, Perugino, Botticelli e, literalmente acima e à frente de todos, Michelangelo, dão àquele pedaço de chão romano um valor incalculável em todos os aspectos, a começar pelo monetário. E se o fim da arte parece ser materializar visões imortais e eternizar a matéria deste mundo, poucas vezes ela foi tão bem sucedida quanto no interior destas quatro paredes. Prova disso é o contingente não só artístico, mas financeiro e tecnológico mobilizado na conservação de seus afrescos; e, passado meio milênio, não é difícil profetizar que enquanto houver seres humanos, céus e terras passarão, mas os turistas continuarão circulando aos milhões sob aquele mesmo teto, multiplicando até o infinito as réplicas em foto ou vídeo das mesmas figuras que, como se encarnassem o Deus de Aristóteles, movem todas as coisas sem se mover, revelando assim o tão cobiçado segredo do moto perpetuo.
    Nesta capela de onde continuam a nascer os papas, os raros eleitos com suficiente sorte, influência ou dinheiro, ainda podem, na clandestinidade das primeiras horas da manhã ou da noite, como no tempo das catacumbas, testemunhar os sacerdotes repetindo seus ofícios qual uma velha cantilena. Durante a missa, muitos estarão tão absortos com o Pai Criador acima de suas cabeças, ou com Jesus e sua Mãe suspensos de corpo presente entre o Céu e o Inferno, que sequer notarão a genuflexão litúrgica quando o corpo de Cristo se fizer realmente presente na consagração eucarística. Vários comerão deste pão e deste vinho; poucos acreditarão que agora a carne e o sangue do Senhor pulsam em seu próprio corpo; mas todos, esperemos, hão de retornar à Cidade Eterna inspirados por seu Espírito.
    Convidados
    Gabriel Frade: Professor de Filosofia e Teologia da Faculdade São Bento e doutorando em arquitetura na Universidade de São Paulo com a tese Entre Renascimento e Barroco: Os Fundamentos da Arquitetura Religiosa e a Contrarreforma.
    Luciano Migliaccio: Professor de Teoria e História da Arte na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e coordenador  do grupo de pesquisa “Arte, Design, Moda”.
    Luiz Marques: Professor de História da Arte do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Campinas e autor de A Vida de Michelangelo Buonarroti de Giorgio Vasari.
    Fontes em 
    0 min
  • OrderedDict([('small', '– Gabriel Frade – Luciano Migliaccio – Luiz Marques'), ('#text', 'A Capela Sistina')])
    Entrevista com Gabriel Frade, Luciano Migliaccio e Luiz Marques para a Rádio Estado da Arte - Jesus Cristo é o indivíduo mais influente de toda história e a Bíblia, o livro mais lido, difundido e comentado. Estes são fatos mensuráveis quantitativa e qualitativamente pelos critérios das ciências ou quaisquer outros. A profecia feita na Mesopotâmia há 4.000 anos se realizou e hoje a descendência de Abraão é mais numerosa que as estrelas do céu nos bilhões de cristãos, muçulmanos e judeus que professam a fé no Deus de Israel. Mas ainda que a aliança de Moisés com o Povo Eleito pela Lei e a de Jesus com a humanidade pela Cruz sejam capítulos da história mais cativante de todos os tempos, seus eventos se passam em locais remotos; seus protagonistas, venham de um passado mítico, como Adão, ou de um futuro fantástico, como o Cristo apocalíptico, parecem intangíveis, difíceis de se visualizar, quase tão invisíveis quanto o próprio Deus do monoteísmo. E é possível que em nenhum outro lugar eles se aproximem tanto de nossos olhos, em cores tão vivas e contornos tão nítidos – e todos ao mesmo tempo tempo! –, quanto na Capela Sistina. . . .
    54 min
  • Thomas Mann
    Pouco antes da Primeira Grande Guerra, um jovem alemão perdido numa nevasca a ponto de morrer congelado esvaía-se em delírios quando se percebeu acolhido numa comunidade idílica, até notar atrás de si um templo e dentro dele duas megeras seminuas devorando um bebê vivo. Despertando de sua alucinação o protagonista do romance A Montanha Mágica formulou esta máxima: “Em nome do bem e do amor, o homem jamais deveria permitir que a morte domine seus pensamentos.”
    Aos 25 anos Thomas Mann publicou seu romance de estreia sobre a decadência de uma família mercantil como a sua. Os Buddenbrook, até hoje o maior best-seller da ficção alemã, lhe renderia o Nobel de Literatura, já revelando sua singular “consciência sismográfica”, o “alinhamento secreto” entre o “pessoal e o fatual” que lhe permitia, através de jogos irônicos, contrastes e alusões, transformar a matéria da vida ordinária em forma espiritual. Suas tapeçarias monumentais urdidas por tramas autobiográficas e fictícias justapõem em progressões sinfônicas símbolos e fatos, reflexões filosóficas e intuições psicológicas, trivialidades domésticas e panoramas históricos. Assim, um sanatório nos Alpes se transforma, na Montanha Mágica, em um palco para a dramatização do destino europeu, o “épico de um desenvolvimento cultural” capaz de “abraçar toda a dialética política e moral ocidental”. Um relato lacônico, como o da tribo de Jacó na Bíblia, se torna, nas duas mil páginas de José e seus irmãos, o exercício de “uma viva curiosidade sobre o que é mais remoto e antigo nas coisas humanas: o mítico, o lendário, o tempo antes do alvorecer da razão”. Uma lenda medieval, como a do pacto entre um alquimista e o diabo, serve no Doutor Fausto à mais fina psicografia da consciência alemã em meio à catástrofe nazista. Já consagrado como o romancista de maior apelo da literatura alemã, Mann foi ainda o principal porta-voz da resistência a Hitler. Suas locuções radiofônicas difundidas do exílio pela rádio BBC no território do Terceiro Reich foram um bombardeio moral.
    Ao traçar os primeiros esboços para a Montanha Mágica, Mann anunciava a um amigo: “O espírito geral é o de um niilismo humorado, e a balança é, se for, levemente empurrada para o lado da simpatia pela morte.” O mesmo poderia ser dito de praticamente todas as suas obras. Exceto que, muitas vezes, a balança é empurrada para o outro lado.
    Convidados
    Cláudia Dornbusch: professora de língua e literatura alemã da Universidade de São Paulo e autora de A literatura alemã nos trópicos.
    Marcus Mazzari: professor de literatura comparada da Universidade de São Paulo e coordenador da coleção Thomas Mann da Companhia das Letras.
    Paulo Soethe: professor de língua e literatura alemã da Universidade Federal do Paraná e membro da Associação Internacional de Germanística.
    Oferecimento

    Fontes em O Grande Teatro do Mundo
    Referências

    * Conhecer Thomas Mann e sua Obra de Eugenio Trias.
    * Modern Novelists – Thomas Mann de M. Travers.
    * Der Zauberer. Das Leben des deutschen Schriftstellers Thomas Mann de Peter de Mendelsssohn.
    * A Companion to the Works of Thomas Mann, editado por H. Lehnert e E. Wessel.
    * The Cambridge Companion to Thomas Mann, editado por R. Robertson.
    * Thomas Mann. Das Leben als Kunstwerk de Hermann Kurze.
    * Terra Mátria – a Família de Thomas Mann e o Brasil de Paulo Soethe, K-J Kuschel e outros.  
    * Cahier Thomas Mann, Éditions de l’Herne, editado por F. Tristan.
    * Thomas Mann, o Artista Mestiço de R. Miskolci.
    * Understanding Thomas Mann de H. Mundt.
    * Os irmãos Mann de Nigel Hamilton.
    * Thomas Mann. Lifes as a Work of Art. A biography de H. Kurtze.
    *
    54 min
  • OrderedDict([('small', '– Claudia Dornbusch - Marcus Mazzari - Paulo Soethe'), ('#text', 'Thomas Mann')])
    Entrevista com Cláudia Dornbusch, Marcus Mazzari e Paulo Soethe - Pouco antes da Primeira Grande Guerra, um jovem alemão perdido numa nevasca a ponto de morrer congelado esvaía-se em delírios quando se percebeu acolhido numa comunidade idílica, até notar atrás de si um templo e dentro dele duas megeras seminuas devorando um bebê vivo. Despertando de sua alucinação o protagonista do romance A Montanha Mágica formulou esta máxima: “Em nome do bem e do amor, o homem jamais deveria permitir que a morte domine seus pensamentos”. . . .
    54 min
  • O Infinito
    “Há um conceito que corrompe e altera todos os outros. Não falo do Mal, cujo limitado império é a Ética; falo do Infinito”, assim Jorge Luis Borges iniciava sua biografia do Infinito em Otras Inquisiciones. Oscilando entre os dois extremos do caos e da indefinição, por um lado, e da plenitude e da perfeição, por outro, a visão do infinito desperta o terror e o fascínio do coração humano desde as origens. Segundo o matemático David Hilbert, “nenhuma outra questão jamais moveu tão profundamente o espírito do homem; nenhuma ideia estimulou tão frutuosamente seu intelecto; ainda assim, nenhum conceito permanece tão necessitado de esclarecimento”. Por isso mesmo, o próprio Hilbert, referindo-se às especulações de seu colega Georg Cantor sobre o infinito, diria que “ninguém nos expulsará do paraíso que ele criou para nós”. Immanuel Kant, por sua vez, acreditava ter demonstrado por a + b que pela estrutura mesma da razão humana estamos condenados a sempre indagar e a jamais saber se o mundo é finito ou infinito. Já o poeta Giacomo Leopardi era taxativo: o infinito “é um parto da nossa imaginação, ao mesmo tempo da nossa pequeneza e da nossa soberba… um sonho, não uma realidade”, porque “não temos nenhuma prova da sua existência, sequer por analogia”. Para Descartes, contudo, era um fato insofismável que a ideia da perfeição infinita está inserida no mais íntimo do nosso ser, e por isso, deduziria Fichte, “o infinito aproximar-se do ‘sumo bem’ constitui o verdadeiro destino do homem”, “o sinal da nossa vocação à eternidade”. Não obstante, o senso comum continua a afirmar dia e noite que “tudo que é bom dura pouco”, e as ciências parecem comprovar que todas as coisas nesse mundo e nessa vida têm um fim – a começar por essa vida e por esse mundo… ou será que não?
    Fontes em O Grande Teatro do Mundo
    Convidados
    Alexandre Leone, rabino e professor do programa de pós-graduação de estudos judaicos e árabes da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo.
    Fábio Bertato, pesquisador do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência da Universidade Estadual de Campinas e membro da Sociedade Brasileira de História da Matemática e da Sociedade Brasileira de Lógica.
    João Cortese, mestre em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Paris 7 e pesquisador de filosofia da matemática na Universidade de São Paulo.
    Referências

    * Uma Breve História do Infinito (Achilles in the Quantum Universe: The Definitive History of Infinity) de Richard Morris (Zahar).
    * Infinity. New Research Frontiers, editado por M. Heller e W.H. Woodin (Cambridge University Press).
    * “Infinito”, “Infinito categorematico e sincategorematico”, “Infinito matematico”, “Analise infinitesimal” e outros na Enciclopedia Filosofica Bompiani.
    * Breve storia dell’infinito de Paolo Zellini (Adelphi).
    * O Infinito no Pensamento da Antiguidade Clássica (L’infinito nel pensiero dell’antichità clássica) de Rodolfo Mondolfo (Editora Mestre Jou).
    * Everything and More: A Compact History of the Infinity de David Foster Wallace (W.W. Norton)
    * L’infinito: un equivoco millenario. Le antiche civilità del Vicino Oriente e le origini del pensiero greco de Giovanni Semerano (Mondadori).
    * To Infinity and Beyond: a Cultural History of the Infinity (Princenton University). 
    * Infinito, transfinito, finito de J.D. Garcia Bacca (Anthropos).
    * Do mundo fechado ao universo infinito (Du monde clos à l’Univers infini) de Alexandre Koyré (Forense Universitária).
    * Figures de l’infini. Les mathématiques au miroir des cultures de Tony Levy (Seuil).
    * Unendlich: eine Untersuchung zur metaphysischen Wesenheit auf Grund der Mathematik, Philosophie, Theologie de Anton Antweiler (Herder).
    * Totalidade e Infinito (Totalité et infini: essai sur l’extériorité) de Emmanuel Levinas (Edições 70).

     
    48 min

About Estado da Arte

From the publisher's feed

O Estado da Arte traz à pauta temas consagrados pela tradição humanista.