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João Soares foi uma das vozes mais duras contra a justiça na sequência das buscas feitas na sede do Partido Socialista na quinta-feira. Agora, em entrevista ao Facto Político lamenta o “mau gosto” de se fazer “uma operação deste género no 28 de maio” e diz que é possível “pensar que houve motivações políticas”.
Sobre José Luís Carneiro, elogia-lhe o percurso político, garantido que as boas sondagens não o farão derrubar o Governo de Montenegro: “O PS não cria crises políticas”.
Questionado sobre o alinhamento de PS e Chega em várias votações na Assembleia da República, diz que “é natural o PS votar ao lado do Chega. Estamos ambos na oposição, mas não há afinidades”.
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Com o governo a avançar para uma mudança na lei que regula a atuação do Tribunal de Contas, Pedro Siza Vieira é o segundo ex-ministro socialista a defender o alargamento do visto prévio a que muitos contratos públicos estão sujeitos.
Em entrevista ao Facto Político, o antigo ministro de António Costa olha para esta decisão do governo de Montenegro como uma “peça essencial” sem a qual é “muito difícil fazer mudanças”.
Lembrando que o visto prévio é “um resquício salazarista”, Pedro Siza Vieira acusa o Tribunal de Contas de, muitas vezes, “transformar a fiscalização da legalidade em decisão sobre bondade” dos contratos em avaliação.
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Depois de ter visto a lei laboral esbarrar na Concertação Social, o maior partido da coligação que suporta o governo ainda acredita que é possível por o projeto a andar, mas pede aos socialistas que não se comportem “como uma lapa presa a uma rocha” e ao Chega que não se comporte como uma “enguia política”.
Depois de o Constitucional ter mandado para trás a norma que previa a alteração do Código Penal para que passasse a contemplar a perda de nacionalidade para quem comete crimes graves, o vice-presidente do PSD, Alexandre Poço, garante que esta não foi uma forma de ludibriar André Ventura: “Sabendo, o PSD não aprova leis inconstitucionais”.
Sem confirmar se o partido vai voltar a insistir nesta lei, nesta entrevista ao Facto Político da SIC Notícias, diz apenas que os juízes do Palácio Ratton deixaram a “porta aberta a que alguns crimes permitam perda de nacionalidade”.
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Agora que a reforma laboral do governo está na Assembleia da República, o Partido Socialista quer esperar para perceber que versão das negociações vai chegar, mas não se exclui do processo negocial. Em entrevista ao Facto Político, o deputado do PS Francisco César diz que “é normal que o PS faça propostas de alteração”, mas a “reforma laboral está condenada à partida”.
Nesta entrevista na SIC Notícias, o socialista olhou ainda para o desempenho do Presidente da República, sem apontar grandes reparos, mas assumindo uma divergência quanto à promulgação da Lei da Nacionalidade. Vincando que “é uma má lei”, associa António José Seguro a eventuais consequências negativas: “Presidente terá quota de responsabilidade”.
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Há quase 20 anos, Manuel Monteiro fez uma declaração que haveria de lhe ficar colada à pele: “A maioria da classe política está à cabeça de um imenso polvo que faz leis anticorrupção para esconder a origem do património acumulado”, acusou para logo a seguir usar a palavra “sanguessugas” caracterizando os deputados da Assembleia da República.
A entrevista ao Facto Político surge numa semana que acabaria por ficar marcada pelos ecos do discurso do Presidente da Assembleia da República no 25 de Abril onde lamentou o “reality show” em que se transformou a vida política portuguesa. Manuel Monteiro contextualiza as declarações de 2008, mas não recua na ideia de que “um país que necessita permanentemente de leis e de regulamentos para decretar a ética, é um país doente. A ética, a seriedade e a honra não se decretam. Ou se têm ou não se têm”.
Manuel Monteiro já tinha revelado que o Chega o tinha sondado para a possibilidade de vir a ser candidato com o apoio do partido às eleições presidenciais. A ideia não se concretizou e, apesar de dizer abertamente que votou AD nas Legislativas, não responde quando a pergunta é sobre qual foi o quadradinho em que pôs a cruz na segunda volta das presidenciais. Mas fica a análise: “O Chega não é um partido de direita. Só tem uma pessoa de direita: Diogo Pacheco Amorim”
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Pedro Pinto chega à entrevista no Facto Político com a polémica em torno da lei de financiamento dos partidos a fazer manchetes. O líder parlamentar do Chega garante que quer que “o processo seja mais transparente e evitar sanções aos partidos”, mas também deixa fugir um desabafo: “Não podemos perseguir pessoas por serem doadores do Chega”. Com uma semana sem que o governo consiga encontrar uma luz ao fundo do túnel para o pacote laboral, o Chega coloca-se já na posição da frente para dar a mão a Luís Montenegro. Avisa que “o governo ou fala com o PS ou fala com o Chega” para logo acrescentar que está “disponível para viabilizar o pacote laboral. Certamente que, como fizemos na Lei da Nacionalidade, iremos chegar a um consenso”. Na atualidade nacional, o Chega começa a marcar diferenças para os seus aliados. Primeiro, o derrotado Viktor Orbán: “As decisões de Orbán são decisões de Orbán, não são de André Ventura. O importante das eleições húngaras é que a esquerda desapareceu do Parlamento”. Segundo, o presidente americano: “Reconhecemos que Trump tem cometido erros”.
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Foi Ministro do Trabalho num dos períodos mais conturbados do país, com uma intervenção externa que justificou medidas de austeridade. Agora, em entrevista ao Facto Político, defende as reformas que foram feitas na vigência da governação de Passos Coelho, mas explica que prefere fazê-las quando os ciclos económicos são positivos.
Apesar do chumbo da UGT, Pedro Mota Soares mantém-se confiante na viabilização do acordo laboral desenhado por Maria do Rosário Palma Ramalho e até elogia António José Seguro: “Estou confiante de que pode haver um acordo. Quero elogiar o Presidente da República: Já uma vez conseguiu, pelo poder da sua palavra, sentar os parceiros sociais à mesa”.
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Apesar de ser um congresso socialista sem grandes sobressaltos para o Secretário-geral, continuam na sombra os rostos de alguns camaradas que têm feito reparos ao caminho seguido. Francisco Assis só não gostou da viagem à Venezuela, diz que “foi um erro”, mas desvaloriza eventuais consequências negativas para o partido. Em quase tudo o resto está alinhado com a atual liderança. Sobre a polémica escolha de Juízes do Tribunal Constitucional, não vê vantagem em estar-se a associar este tema ao chumbo do orçamento do estado e vai mais longe: “Neste contexto Seria de uma irresponsabilidade criminosa os dois partidos centrais da política portuguesa cortarem relações entre si”.
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Rui Gomes da Silva é o ministro-sombra do Chega para a Justiça e vem ao Facto Político numa altura em que se mantém o impasse para a escolha dos juízes designados pela Assembleia da República para o Tribunal Constitucional. O antigo ministro de Santana Lopes sugere que “em todos os órgãos devia ser seguido o método de Hondt”, para evitar bloqueios. O Facto Político foi emitido na SIC Notícias, a 21 de março.
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Rui Rocha abandonou a liderança da Iniciativa Liberal depois de umas eleições legislativas em que reforçou a presença do partido na Assembleia da República. Agora, poucos meses depois de ter largado o cargo, volta a fazer-se notar nas redes sociais com publicações em que critica os adversários. O regresso ao palco, garante, não serve para se lançar numa candidatura que lhe permita voltar a controlar o partido de que foi líder até julho: “Não estou na posição de Passos Coelho. Não estou a fazer uma OPA hostil” à liderança da Iniciativa Liberal.
Nesta entrevista ao Facto Político, revela que não se inscreveu no movimento político criado por Cotrim Figueiredo depois do terceiro lugar nas presidenciais, mas garante que a iniciativa “soma aos reformistas e não tem ambição de sobreposição com a Iniciativa Liberal”. E até deixa um conselho a Mariana Leitão: “Não tem que ter receio, tem que aproveitar as oportunidades”.
Sobre o pacote laboral, critica o novo presidente da República por ter criado um “consenso anti-reforma laboral” e pede a Montenegro que siga o conselho de Passos Coelho e avance com a lei para o Parlamento mesmo sem aprovação na Concertação Social.
Esta emissão aconteceu na SIC Notícias a 14 de março, ouça aqui o programa do jornalista Diogo Teixeira Pereira em podcast.
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