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"Vivemos novos normais experimentais". A opinião é de Silvio Meira, Chief scientist da Digital Strategy Company e professor da Cesar School, que conversou com Mona Dorf, diretora-adjunta de Comunicação da Febraban, em live na noomis. "Existe um conjunto de novos normais experimentais; a gente vai ter que descobrir como viver nesse novo mundo em que a única certeza que temos sobre ele é de que eu não sabemos como vai ser."
Meira falou também da estratégica das recentes aquisições do Magazine Luiza, como Canaltech, conteúdo de tecnologia, e a Inloco Mídia, que vão compor a MagaluAds. “Pra ter anúncio é preciso ter contexto”, lembrou.
Meira também destacou a revolução que a nova plataforma de pagamentos instantâneos PIX deve trazer ao país, o novo papel das lideranças nesse cenário digital, a transformação dos bancos e das agências físicas, bem como as perspectivas do open banking.
Uma mudança de cultura no mercado de crédito brasileiro está em curso. Quem garante é Luis Eduardo da Costa Carvalho, presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento). Em live mediada pelos jornalistas João Borges e Gustavo Paul, o executivo afirmou que empresas tradicionalmente acostumadas a considerar o Cadastro Negativo como principal fonte de informação já começam a ter novos olhos para o Cadastro Positivo.
Na prática, isso se traduz em benefícios para os bons pagadores, que devem encontrar condições mais favoráveis ao tomar crédito. Luis falou também sobre expectativas para a economia – segundo ele, o país pode crescer 3,5% ano que vem –, reforma tributária e a modernização dos métodos de pagamento. “Estamos vivendo uma revolução”, afirma.
A resiliência também entrou no debate. Tanto a do mercado financeiro que, de acordo com Luis, “já deu inúmeras provas da sua capacidade de adaptação”, quanto a de pessoas e companhias em relação às novas formas de trabalho impostas pela pandemia. “Se me perguntassem em fevereiro quanto tempo eu levaria para colocar minha empresa inteira em home office, diria uns 30 dias. Mas fizemos isso em 48 horas”.
Os mercados do mundo inteiro estão se recuperando da crise do coronavírus mais rápido do que se previa, e parte disso se deve à injeção de liquidez coordenada pelos bancos centrais. A afirmação é de Gilson Finkelsztain, CEO da B3, e foi feita durante live da Febraban mediada pelos jornalistas João Borges, Mona Dorf e Gustavo Paul.
O executivo também falou sobre a retomada de IPOs e follow ons – esperados para o início do ano e frustrados pela pandemia. Segundo ele, alguns já aconteceram de fato e, mesmo os que ainda não saíram do papel, já reestabeleceram o processo necessário para que a abertura ou nova atração de capital se concretize.
Finkelsztain analisou ainda a mudança de perfil do investidor. Para ele, uma nova geração com menos preconceito em relação à renda variável e mais intimidade com a tecnologia tem ajudado a engrossar o número de pessoas físicas investindo na bolsa. As estatísticas da B3 confirmam o fenômeno: hoje, 50% dos novos investidores têm entre 25 e 39 anos. E a transformação digital pela qual o setor de distribuição (bancos e corretoras) vem passando é essencial nessa democratização. “Ficou mais fácil ter acesso ao mercado de renda variável e outros ativos”, afirma o CEO.
Cultura da doação, redescoberta do Brasil e apoio à pequena empresa devem ser os maiores legados da pandemia. A opinião é da empresária Luiza Helena Trajano, presidente do conselho do Magazine Luiza e do grupo Mulheres do Brasil. Em live da Febraban mediada pelos jornalistas João Borges e Mona Dorf, ela disse que a crise provocada pelo coronavírus fez empresas e pessoas despertarem para a importância da doação – hábito que deve permanecer mesmo após a pandemia.
Luiza também falou da interação entre lojas físicas e virtuais e do Parceiro Magalu, iniciativa que levou para o marketplace do Magazine Luiza mais de 400 mil pequenos e médios vendedores. Segundo ela, a parceria ajudou a garantir o faturamento 46% maior nas vendas online em maio (em comparação com mesmo mês do ano passado).
Voz importante quando o assunto é liderança feminina, a empresária abordou ainda temas como políticas de igualdade no mundo empresarial e o papel das mulheres no processo de decisão de compra das famílias brasileiras. “A mulher de periferia é um ministro da economia”, afirma.
Empresas que desejam entregar produtos e serviços para todos os cidadãos precisam ter, dentro de casa, a representação de todos os cidadãos. A afirmação é do presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, e foi feita durante live da Febraban mediada pelos jornalistas João Borges, Mona Dorf e Gustavo Paul.
“Acreditamos que pessoas diferentes constroem uma cultura mais rica. E há uma reparação histórica que precisamos fazer com aquelas que tiveram menos oportunidades”, diz o executivo, que falou também sobre liderança com humanidade, trabalho à distância e inclusão digital.
À frente do Google Brasil desde 2011, Fábio fez ainda uma análise da evolução dos termos mais buscados pelos brasileiros na plataforma desde o início da pandemia. Do interesse por álcool gel à procura por dicas de como fazer pão caseiro (que cresceu 90% no período), o executivo traçou um panorama do comportamento do consumidor ao longo dos últimos meses.
Estratégias de inclusão efetivas precisam começar no momento do recrutamento e permear todas as ações da empresa. A opinião é da presidente da Procter & Gamble, Juliana Azevedo, que, durante a conversa com os jornalistas Mona Dorf e João Borges, ressaltou a importância da diversidade nos ambientes corporativos.
“A verdadeira inclusão é a que traz diferentes formas de pensar, construindo um ponto de vista mais completo e sem preconceitos”, afirma a executiva. “Por isso é tão importante garantir o acesso de homens e mulheres, em condições competitivas, a todas as posições da companhia”.
Durante a conversa, Juliana falou também sobre mudanças nos hábitos de consumo impulsionadas pela pandemia e sobre novas formas de trabalho. Para ela, um modelo híbrido, que misture o presencial e o home office, deve ser tendência nas empresas. Por esse motivo, a P&G já começou um processo de remodelação de seu escritório corporativo.
O ser humano é resistente a mudanças. Ele gosta de ficar em sua zona de conforto, mantendo o comportamento de sempre. No entanto, a pandemia da Covid-19 alterou essa tendência, trazendo adaptações obrigatórias que podem ser o combustível para acelerar a inovação. Essa é a análise de Cristiano Kruel, head de inovação da Startse, uma startup ligada ao ensino e ao empreendedorismo.
Em entrevista à jornalista Mona Dorf, da Febraban News, Kruel – que deixou a carreira de consultor, foi morar nos EUA para estudar a nova economia e voltou como um dos maiores especialistas em inovação do Brasil - vê uma tendência de transformação veloz na forma como se vive e se trabalha. "A tecnologia traz abundância de informação, empodera consumidores, muda a lógica de consumo e promove crescimento no número de novos negócios, além de provocar novos conceitos de gestão – que é a maior de todas as tecnologias”, diz. A pandemia, segundo Kruel, abreviou todo esse processo. “Estamos viajando no tempo em termos de transformação de mercado”, compara.
Para enfrentar o novo cenário, Kruel afirma que as empresas precisam resgatar seu propósito. Mais do que dizer o que fazem, é necessário explicar por que fazem – e de forma transparente, sem hipocrisia. Companhias que não deixarem claros esses pontos para seus clientes podem ter vida curta. Também é necessário valorizar novas habilidades em líderes e equipes, como a empatia, a capacidade de aprender a aprender e a de aprender a empreender. Enfim, é a nova forma de encarar o mundo, moderna e adequada para um período de transformações.
A economia brasileira começa a emitir sinais animadores, apontando para uma recuperação sustentável. Essa é a visão de Ricardo Gelbaum, presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e diretor de RI/Institucional do Banco Daycoval, em entrevista aos jornalistas João Borges e Mona Dorf, durante live da Febraban News.
De acordo com o executivo, uma das sinalizações mais importantes vem da inadimplência: segundo ele, a tendência é que ela fique em patamares inferiores aos de crises anteriores, como a turbulência financeira de 2008.
Durante a entrevista, Gelbaum ressalta que o tema ambiental ganhou relevância com a pandemia da Covid-19: “o meio ambiente gritou”, afirma. Para ele, fundos de investimento cobram cada vez mais governança socioambiental e as empresas que não prestarem atenção a esse item podem acabar ficando para trás na retomada.
“Nem nos tempos do apartheid na África do Sul a presença negra era tão ínfima quanto na nossa sociedade”, diz José Vicente, reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, em podcast com a jornalista Mona Dorf, da Febraban. “O reconhecimento do sistema financeiro de que ele tem um papel social nesse tema traz impacto para a toda a sociedade, é uma mensagem muito poderosa”, afirma. A Febraban está apoiando o Movimento AR: Nós Queremos Respirar, Vidas Negras Importam, lançado pela Universidade e pela ONG Afrobras, a fim de gerar mudança e transformação social por meio de ações práticas e objetivas de combate ao racismo,o através da educação, de oportunidades no mercado de trabalho.
Um dos destaques da parceria entre a Febraban e o Movimento AR será capacitar jovens negros de 18 a 30 anos, com ensino médio completo ou no primeiro ano do ensino superior ou técnico, para melhorar sua formação e ampliar as oportunidades no mercado de trabalho, especialmente no setor financeiro. O movimento vai construir dez ações estratégicas, como mudanças nos protocolos policiais, novas bolsas de estudo, mais vagas para estágios e empregos, além da criação de fundos para financiamento educacional, empreendedor, tecnológico e de economia criativa, entre outras medidas. Confira o podcast e entre nesse movimento! www.movimentoar.com.br.
Milhões de brasileiros devem intensificar seu consumo após o fim da epidemia de Covid-19. Essa é a visão do cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, em entrevista aos jornalistas João Borges e Mona Dorf, ao comentar sobre os resultados da nova pesquisa Observatório Febraban. Lavareda diz que, apesar dos números do estudo mostrarem intenções de consumo percentualmente baixas – 14% dos entrevistados dizem que irão comprar automóveis, enquanto 16% planejam adquirir planos de saúde –, eles revelam um panorama de mercado formidável.
“Nossa pesquisa diz respeito a um universo de 100 milhões de brasileiros bancarizados. Se temos 14 milhões de pessoas querendo comprar carros e outras 16 milhões interessadas em plano de saúde, vamos multiplicar as vendas”, diz. Segundo o sociólogo, em 2019, por exemplo, foram vendidos 3 milhões de automóveis no País.
Lavareda também acredita que diversas mudanças sociais trazidas pela Covid-19 vieram para ficar, como a valorização do tempo com a família e o home office. Em países como a Índia, que já iniciaram a abertura, ele diz que essas tendências estão provocando aumento nas vendas de eletrodomésticos das linhas branca e marrom, como fogões, geladeiras, TVs e notebooks – um quadro com potencial para se reproduzir no Brasil.
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