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Mariana Duarte Silva trabalha há mais de 20 anos na indústria da música em Portugal, promovendo novos talentos e assegurando desde sempre uma forte ligação à música electrónica.
Considera os anos que viveu em Londres como uma das suas melhores decisões da sua vida e foi lá que se inspirou para criar, mais tarde, em Lisboa, o Village Underground: um espaço onde transformou antigos autocarros e contentores em escritórios, fazendo nascer um centro de difusão cultural e de criação, com vários projetos ligados a diversas áreas da cultura, criando assim um dos espaços mais emblemáticos e alternativos da capital.
Mariana é uma mulher da cultura, uma referência na área do empreendedorismo, na comunicação e promoção de novos artistas. É ainda uma das mulheres por trás da comunidade global de mulheres artistas shesaid.so em Portugal e mentora de um dos projetos mais especiais de sempre: a Skoola – uma academia de música urbana para crianças e jovens, onde a aprendizagem com experiência e em comunidade é a prioridade.
Mariana Duarte Silva lê palavras de Christine Lagarde; sugere o livro “O Filho de Mil Homens” de Valter Hugo Mãe; o disco “The Score” dos Fugees e “Music for Psychedelic Therapy” de Jon Hopkins. Ainda o documentário “Dick Johnson Is Dead” de Kirsten Johnson (Netflix) e a canção “Grace” de Kae Tempest.
Marta Bateira nasceu em Vila Nova de Gaia, em 1982. Foi Exploradora da Patrulha Lobo no Agrupamento 465 dos Escuteiros de Santo Ovídeo, cumprindo-se enquanto aluna aplicada, fazendo a catequese com os seus sapatinhos de pala azul marinho de berloque e uma linda saia-calção. Na adolescência, mudou-se para o Porto e descobriu a boémia e os rapazes, contrariando assim uma educação conservadora. Descobriu a sua liberdade e a partir daí, o seu poder enquanto mulher e enquanto comunicadora.
Decidiu, em 2015, reunir as suas melhores histórias e contá-las sem medos nem vergonhas ao mundo, para que todas as mulheres se sintam menos sós e mais orgulhosas da sua liberdade. Nascia assim a Beatriz Gosta, uma personagem que rapidamente teve destaque no meio digital, tendo dado o salto para a rádio e televisão nos anos seguintes, onde alcançou maior notoriedade junto do grande público. Em 2019 chegou ao palco, em formato de Stand Up, com o sucesso imediato Quem Acredita Vai.
No FEMINA, num momento muito especial gravado ao vivo no Maus Hábitos (Porto) no dia 23 de Maio de 2022, Marta Bateira explora os limites entre si mesma, a mulher – e a personagem que criou e que conquistou o país inteiro. Sugere a canção “Como Nosso Pais”, de Elis Regina.
Nota: este episódio contém conteúdos e linguagem explícitos.
Rita Sampaio nasceu em Famalicão, vive em Braga e é música, compositora e produtora.
No culminar dos seus 10 anos de carreira, Rita, autora de um percurso que começou cedo na música, procura agora experimentar-se levar-se mais longe, abraçando a necessidade de explorar novas sonoridades e novas formas de criar.
Mais empoderada e com mais autonomia, conhecemos, neste episódio, uma mulher que assume a sua verdade e vulnerabilidade. Assinando a sua nova pele artística com o nome Isa leen, conhecemos o testemunho de uma mulher que vive pelo seu ritmo, no seu tempo, procurando o eterno equilíbrio que todos desejamos.
Rita Sampaio lê palavras de Virginia Woolf (do livro “Um Quarto Só Seu”); sugere o livro “A Confissão da Leoa” de Mia Couto; o disco “Salvador” de Sega Bodega; o concerto de St. James Park no gnration no próximo dia 3 de Junho; e a canção “Is It Cold In The Water?” de SOPHIE.
Este episódio foi gravado ao vivo, no Maus Hábitos, no Porto, a 18 de Abril de 2022.
É coreógrafa, programadora de artes performativas e professora.
Cristina Planas Leitão nasceu em 1983 e é uma das vozes que faz parte da programação do Festival DDD (Dias da Dança) que acontece no Porto, Gaia e Matosinhos até dia 1 de Maio.
Licenciou-se em Dança Contemporânea na ArtEZ, nos Países Baixos (Holanda) e aborda o seu trabalho coreográfico como um ato de resistência e afeto. Nos últimos anos tem estado ligada ao Teatro Municipal do Porto, lugar onde a insistência, presença, contaminação e afeto são palavras-chave da sua inspiração e trabalho. Mas até aqui chegar, Cristina foi autora de uma história marcada por dois grandes momentos de empoderamento pessoal.
Procura a criação sustentável, a reciprocidade e simplicidade das relações, bem como ser voz de uma maior consciência artística e social. Pratica Hatha Yoga (CYT 200), estuda Vedanta e Astrologia Védica. Ao FEMINA, trouxe com ela a liberdade para não trazer palavras ou citações dos outros. Cristina Planas Leitão deixa a sugestão do livro “A Dominação e a Arte da Resistência: Discursos Ocultos” de James C. Scott; a programção do Festival DDD (com atenção para o espectáculo “Cascade” de Meg Stuart) e ainda a canção “Monument” de Robyn e Röyksopp.
Joana Gama é pianista e desdobra-se em múltiplos projectos: quer a solo quer em colaborações nas áreas do cinema, da dança, do teatro, da fotografia e da música. O talento, a experimentação, a dúvida e leveza fazem parte da sua essência – sempre inteligente, sempre sincera.
Começou por estudar música em Braga, cidade onde nasceu, passou pela Royal Academy of Music, em Londres, formou-se em Lisboa e doutorou-se pela Universidade de Évora. Neste momento dedica-se às apresentações do projeto para crianças “As árvores não têm pernas para andar” e os eventos que compõem o Festival Hans Otte : Sound of Sounds, que acontece até Abril deste ano.
Em Janeiro deste ano assinalou o lançamento do quinto álbum do duo de piano e electrónica que mantém com Luís Fernandes desde 2014. “There’s no knowing” veio no seguimento do convite lançado por Nuno M. Cardoso para a criação da série televisiva “Cassandra”.
No FEMINA, gravado ao vivo no Maus Hábitos, no Porto, no passado dia 21 de Março, Joana Gama lê um excerto de Alexandra Lucas Coelho; sugere o livro “Where The Heart Beats” de Kay Larson; os filmes “A Filha Perdida” de Maggie Gyllenhaal e “Um Herói” de Asghar Farhadi; o disco “Play” de Joanna MacGregor e a canção “I Follow Rivers” de Lykke Li.
Faz ilustração, é baixista na banda Linda Martini e ainda artista visual no projeto “A Azenha” que criou com Filho da Mãe. Diz-se orgulhosa do seu queixume exuberante – que é, também, motor da sua criação, de crescimento e de satisfação.
Cláudia Guerreiro sempre foi uma mulher numa banda de homens, mas também nunca se importou com isso. À sua volta faltavam mulheres que pudessem ser referências como ela hoje é, e mesmo que não tenha sido sempre fácil, Cláudia procurou os encontros mais do que os desencontros. Diz-se uma pessoa honesta e complicada (até porque haverá outra forma de olharmos para a honestidade?), empoderada pela sua liberdade em palco, consciente da sua verdade (mas também das suas dúvidas), e capaz de não se deixar pisar.
É força da natureza, exemplo e inspiração para quem um dia sonha criar com tamanha vontade. Ao FEMINA, Cláudia Guerreiro traz uma citação de Rui Chafes (do livro “O Silêncio de…”); sugere os discos “Errôr” de Linda Martini e “Terra Dormente” de Filho da Mãe. Ainda a canção “Quadro Branco” de Filho da Mãe.
Pela primeira vez, o FEMINA abre os microfones não apenas a uma mulher da nossa cultura – mas a cinco mulheres, que se juntam numa conversa honesta sobre o que é ser mulher, hoje, na indústria musical e cultural portuguesa.
Tânia Monteiro, Sandra Cardoso, Sara Espírito Santo, Joana Andrade e Sara Couto são as mulheres que se juntam a Vanessa Augusto numa conversa que acontece a propósito da 1ª edição do Festival Batom, que vai acontecer esta semana, em Coimbra (24 a 26 de Março).
Este é um festival feito por mulheres e para mulheres, que pretende marcar pela diferença dos seus conteúdos.
Neste episódio do FEMINA, as mulheres que seguram os bastidores deste festival dão a voz e contam as experiências, os desafios e os contextos machistas dos seus caminhos e ambientes profissionais. Um episódio complexo e forte, capaz de fazer qualquer mulher, de qualquer área profissional, identificar-se.
Nas sugestões culturais, esta equipa de mulheres deixa referências que as empoderam:
Os livros “As Travessuras da Menina Má”, de Vargas Llosa e “Auto Biografia Precoce”, de Patrícia Galvão; a exposição “Mulheres que Fazem Barulho!” em exibição no Auditório da Casa Comum da Universidade do Porto; a canção “Que Mulher é Essa” de A Garota Não ou ainda o filme “Dancer in the dark”, de Lars Von Tier (2000) – protagonizado por Bjork: um musical dramático que retrata as dificuldades de uma mãe solteira emigrante, cuja única salvação é a música.
Nasceu em Luanda em 1988 e por lá cresceu até se estabelecer em Portugal no início da vida adulta. Uma forte ligação às ciências, à filosofia e ao pensamento conduziram Aline Frazão por diferentes caminhos, até a música a escolher.
Quis ser engenheira civil em Angola, também jornalista, mas foi a sua intuição e sensibilidade que a levaram a uma relação a longo prazo com a composição musical, depois de viver em Barcelona e de começar, lá, a entender-se como autora mas também a recuperar a sua curiosidade enquanto cantora, guitarrista e produtora musical.
O amor às artes e à palavra são o que a distinguem, mas desenganem-se se pensam que a podem colocar num conceito: Aline quer continuar a escrever a sua história, em vez de cumprir uma narrativa que alguém escolheu para si. É uma decisão de coragem, mas é também o necessário para viver na fluidez que procura e que a caracteriza.
No FEMINA, Aline Frazão recomenda os livros “A Vida Mentirosa dos Adultos” de Elena Ferrante; “Becos da Memória” de Conceição Evaristo e “Vista Chinesa” de Tatiana Salem Levy.
Ainda o disco “Navega” de Mayra Andrade; o filme “C’mon C’mon” de Mike Mills e a sua canção “Luísa” (do novo disco “Uma Música Angolana”): uma canção de empoderamento feminino.
Joana de Abreu é artista e designer residente no Porto.
Tem uma paixão enorme pelos pequenos detalhes que diariamente cativam o seu olhar e gosta de partilhar com os outros os momentos efémeros da arte. É autora de um dos projetos mais evidentes da cidade do Porto: o Preencher Vazios.
Este projeto artístico nasceu pelas mãos de Joana de Abreu com o intuito de completar os espaços vazios das fachadas das casas e edifícios das cidades. Com instalações já em várias cidades portuguesas, este é um projeto que vive também da surpresa que causa a quem passa pelas cidades e se depara com algo diferente no seu percurso.
Atribuindo pequenas mensagens de poetas portugueses, o Preencher Vazios assume-se assim como muito mais que uma intervenção artística. O seu objetivo prende-se também com a necessidade de preservar o património azulejar português, que se tem deteriorado nos últimos anos.
Num episódio gravado ao vivo no Maus Hábitos, no Porto, no dia 21 de fevereiro, conhecemos Joana de Abreu, a mulher artista que dá a voz pelo Preencher Vazios. Como inspiração, Joana trouxe uma frase inspiradora de Adelina Barradas de Oliveira (erradamente atribuída a Sophia de Mello Breyner Andresen; sugere o livro “Flores” de Afonso; o disco Madrepérola de Capicua e a canção “Casa no Campo” (também na versão de Capicua).
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