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Catarina Vasconcelos nasceu em Lisboa em 1986.
Estudou muitas coisas antes de perceber que o cinema seria, efetivamente, a sua maior arte.
Viveu em Londres e regressou a Portugal porque escolheu o amor, na altura em que realizou a sua primeira curta metragem: “Metáfora ou a tristeza virada do avesso”. Nos cinemas, agora, aplaudimos “A Metamorfose dos Pássaros” – uma obra maravilhosa, sensível e generosa, que nos faz questionar e aceitar o inexplicável, naquele que é o maior mistério de todos: a morte.
Se fosse uma palavra, Catarina seria duas: inquietação e intensidade. Tal como a natureza, assim é a Catarina.
Catarina Vasconcelos lê um excerto do texto “Mulheres e Revolução” de Maria Velho da Costa. Sugere os livros “Teoria Feminista” de Bell Hooks; “A axila de Egon Schiele” de André Tecedeiro e “Poesia” de Daniel Faria. Recomenda o espectáculo “Pais e Filhos” com encenação de Pedro Penin e o disco “100% Carisma” de Vaiapraia.
Mag Rodrigues comunica através da fotografia. A sua arte é captar, também, a arte que vê nos outros e o seu olhar é o sentido que escolheu para que todos possamos estar, assim, mais perto da sua realidade. É uma mulher atenta ao mundo, com sensibilidade, com a urgência de olhar, de registar, de refletir e de criar – sendo sempre fiel aos seus valores.
Liberdade é a palavra que a define. E ainda bem.
Raquel Freire é cineasta, produtora, argumentista, realizadora.
Recentemente, assinou um filme, mais tarde transformado numa mini-série, chamado “Mulheres do Meu País”. É uma voz indispensável na cultura nacional e uma artista que viveu na pele as consequências da misoginia, preconceito e desigualdade de género.
Numa conversa vulnerável e intimist, Raquel Freire partilha as suas histórias e sugere o trabalho musical e artístico de Joanadágua; a obra de Tainá Maneschy; o teatro de Zia Soares (Teatro Griot) e a instalação-performance de Grada Kilomba no MAAT. Lê ainda um texto com autoria de Paul B Preciado.
Cresceu apaixonada pelas palavras; pelas letras, até pelo som delas. Mas a música enquanto carreira foi uma vitória que alcançou já em adulta, depois de se experimentar em vários caminhos que só alimentaram (ainda) mais as suas certezas. A sua história é de conquista, e o seu caminho é feito de liberdade, de triunfos, ideias e muita estrada. Conhecemo-la há muito – é a voz dos Deolinda: uma mulher que traz fogo no corpo ao palco da música portuguesa. Sem medo de ser, em 2017 editou “Nome Próprio”, o primeiro disco a solo.
Ana Bacalhau cita as palavras de Eduardo Galeano e sugere o livro “Mulheres” do autor, bem como “Sono” de Haruki Murakami. Recomenda os discos “Manga” de Mayra Andrade, o concerto de Gisela João (Digressão “AuRora”) e as músicas “Essa Mulher” por Elis Regina e “I Won’t Back Down” de Tom Petty.
Rita Vian é cantora e compositora. É, também, muito mais que isso. Editou a 25 de Junho (no dia em que gravámos esta conversa) o disco “CAOS’A”.
A melhor decisão que já tomou foi largar tudo o que a impedia de pensar livremente.
No FEMINA, Rita Vian sugere o spoken word “Hold Your Own” de Kate Tempest do disco “The Book Of Traps And Lessons”; o livro “Os meus 30 anos com Amália”, por Estrela Carvas e o documentário “Pretend It’s a City” (Netflix) de Martin Scorsese com Fran Lebowitz.
Joana Alegre sempre quis a música por perto. Começou pelo jazz, mas rapidamente percebeu que a elasticidade de uma artista também se mede pela sua capacidade de se multiplicar nas experiências. Participou no The Voice e, recentemente, no Festival da Canção 2021 com o tema “Joana do Mar”.
Joana Alegre lê uma estrofe do “Poemarma” de Manuel Alegre e sugere os livros “366 poemas que falam de Amor”, de Vasco Graça Moura e “Onde o Nada Existe” de W.B. Yeats.
Cátia Vieira é escritora – um desafio novo que abraçou recentemente e que vem da sua paixão imensa pelas palavras, pelos livros, pelas histórias que fazem parte das nossas vidas. Editou “Lola”, o seu primeiro romance, um trabalho necessário e sensível, onde a superação da ansiedade é um dos temas principais.
É uma mulher de pensamento, consciente de si mesma, empoderada pelas suas conquistas e amante do conhecimento. Cátia Vieira lê um excerto do livro “O Ano do Pensamento Mágico” de Joan Didion. Sugere os livros “Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres” de Clarice Lispector e ainda “Rita Lee: Uma Autobiografia”, de Rita Lee. Na música, sugere o disco “I’m Your Man” de Leonard Cohen e o filme “O Desprezo” de Jean-Luc Godard.
Jéssica Pina é trompetista. Nasceu em Alcácer do Sal, já esteve pelo mundo inteiro.
Foi uma das artistas que acompanhou Madonna na digressão mundial MADAME X, desafio esse que a mudou e empoderou definitivamente. Não tem medo de ser uma artista diferente – acima de tudo, não quer ter medo de ser uma mulher diferente.
Jéssica Pina cita James Baldwin, sugere o livro “Musicofilia” de Oliver Sacks; o disco “The Divine Feminine” de Mac Miller e o documentário “Miles Davis: Birth of the Cool”.
Deixa uma reflexão final, também com autoria de James Baldwin: “Talent is insignificant. I know a lot of talented ruins. Beyond talent lie all the usual words: discipline, love, luck, but, most of all, endurance”.
Independente e espiritualizada. Forte e sensível. São apenas alguns adjetivos de uma mulher de muitos mais, que se encontrou e que descobriu a sua missão. Fábia Maia participou no Festival da Canção 2021 com o tema “Dia Lindo”, mas sabe há muito que um dia seria artista. Começou pelo hip-hop, hoje não tem limites.
Fábia Maia cita um excerto de Michelle Obama; sugere o livro “A Flor do Deserto” de Waris Dirie, o disco “El Mal Querer” de Rosalía, o filme “Love Without Borders” e um concerto de Lisa Hannigan.
Raquel André é colecionadora, performer, criadora. Atualmente doutoranda bolseira no Centro de Estudos de Teatro na Faculdade de Letras – Universidade de Lisboa.
Numa conversa de vulnerabilidade com Vanessa Augusto, Raquel André partilha o seu crescimento emocional enquanto mulher e artista, as suas dores e conquistas.
Raquel André lê um excerto da obra “Teoria King Kong” da Virginie Despentes e sugere a canção “La Capacidad” de Lido Pimienta. Sugere ainda a TED Talk “O perigo da história única”, de Chimamanda Adichie e a série “Exterminate All the Brutes” (HBO).
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