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Em março, quando a pandemia impediu as aulas presenciais, os professores Bruno Nascimento e Jaqueline da Silva Reis tiveram que recorrer ao WhatsApp para garantir a entrega e correção das tarefas a seus alunos. As aulas online começariam somente em setembro.
No dia 3 de novembro, o trabalho deles mudaria radicalmente mais uma vez. Um incêndio em uma subestação de energia deixou o estado todo sem luz.
Sem comunicação com colegas ou alunos, no meio da pandemia, precisaram enfrentar um apagão que durou mais de vinte dias e paralisou a escola mais uma vez.
Esse episódio é parte de uma série especial que ouve os relatos de professores sobre como está sendo ensinar durante a pandemia.
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Episódio conta a trajetória da escola pública no país, de uma instituição reservada a famílias ricas, que tinham condições de manter as crianças longe do trabalho e prover material e uniforme, a uma entidade acessível a todos, sem distinção de raça, gênero ou religião.
No Pará, três gerações de uma família na zona rural ilustram a saga da inclusão na escola pública brasileira. Com avós analfabetos e a mãe que só estudou até a oitava série, João Carlos tenta ir mais longe.
Especialistas explicam que o progresso da democratização da escola acompanhou o desenvolvimento do país, que se tornou mais rico e industrializado, demandando trabalhadores mais qualificados a partir dos anos 1970.
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Danielle Koza, professora de química do ensino médio em duas escolas particulares —uma em Osasco, na grande São Paulo e outra na capital paulista—, conta como está seu novo cotidiano, agora que está de volta às salas de aula.
Entre a dificuldade com os equipamentos de segurança e o medo de contaminação, a professora precisa lidar com outros desafios, como a postura da voz, a presença simultânea em sala e no online, além da readaptação dos alunos.
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Primeiro episódio da temporada sobre desigualdade educacional discute o papel da escola no combate à diferença no acesso, permanência e aprendizado dos alunos.
Especialistas afirmam que a escola reproduz as desigualdades sociais e apontam para uma solução que contemple não só o ensino, mas toda a rede de proteção social.
Em São Paulo, três alunos de escolas públicas e privada representam a diferença entre os sistemas, principalmente no aprendizado durante a interrupção das aulas presenciais pela pandemia.
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Assunto que veio à tona durante a pandemia, quando as aulas remotas exigiram dos alunos acesso a computadores e celulares, a desigualdade no acesso ao ensino é uma marca na educação brasileira.
O Folha na Sala discute, a cada quinze dias, às terças, as origens de um sistema público de ensino que não acolhe a todos no Brasil, quem são os mais afetados, qual o tamanho do fosso da desigualdade e, claro, soluções possíveis. A estreia é na próxima terça (10).
O Folha na Sala é produzido e apresentado pelos jornalistas Juliana Deodoro e Ricardo Ampudia. Fábio Takahashi e Magê Flores são responsáveis pela coordenação geral do podcast. A edição de som é de Stefano Macarini.
O Itaú Social apoia financeiramente o Folha na Sala —as decisões editoriais cabem exclusivamente à Folha.
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Às vésperas da reabertura das escolas anunciadas por governos de estados e municípios, o último episódio da segunda temporada ouve personagens dos primeiros programas para saber o que aprenderam com a paralisação das aulas presenciais, o que vai ficar para o futuro e o que definitivamente não deu certo nesse período.
Na Nova Zelândia e Holanda, como se estivessem no futuro, pais descrevem um cenário de normalidade nas escolas e nas suas rotina. Países investiram em medidas de contenção eficientes e já controlaram a pandemia.
A colunista da Folha Claudia Costin comenta que educação do futuro deve mesclar ensino remoto e presencial e que Brasil precisa superar a desigualdade educacional, exposta mais ainda durante a crise.
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Episódio ouve infectologistas de hospitais referência no tratamento da Covid-19 para entender qual o papel das crianças na disseminação da doença e quais os riscos de se voltar às salas antes de a pandemia começar a regredir no país.
Uma pesquisa da Fiocruz mostra que 9 milhões de pessoas em grupos de risco convivem com crianças e jovens entre 3 e 17 anos. Especialistas ponderam, no entanto, que é preciso organizar uma volta segura às escolas para não comprometer ainda mais o aprendizado e sociabilização das crianças.
Lá fora, a Dinamarca, um dos primeiros países a voltar às salas, mostra que é possível reabrir as escolas e manter os números de contágios em queda, ao passo que Israel, ao fazer uma abertura considerada precipitada, transformou as escolas em focos de contágio e agora avalia um lockdown.
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Episódio da série especial sobre história da educação conta a trajetória de Paulo Freire, o patrono da educação brasileira, professor que revolucionou a alfabetização de adultos, levou sua metodologia a todos os cantos do mundo e se tornou uma referência do Brasil no exterior.
Natural de Recife, Pernambuco, Paulo Freire trabalhou por uma década no Sesi, ensinando jovens e adultos. Ele também criou o serviço de extensão cultural da Universidade do Recife, participou dos movimentos de cultura popular, e assessorou campanhas de alfabetização em várias cidades do Nordeste. Em 1963, ele realizou a maior delas, em Angicos, no Rio Grande do Norte, onde ao todo, foram 300 adultos alfabetizados em 40 dias.
Paulo Freire passou 16 anos no exílio e se tornou um dos principais nomes da educação brasileira no exterior. De volta ao Brasil, foi secretário de educação da cidade de São Paulo e professor da Unicamp e da PUC-SP. Quem ajuda a contar essa história são os professores Moacir Gadotti (USP), Sérgio Haddad (UCS), Maurilane Biccas (USP), Mário Sérgio Cortella (PUC-SP), além da viúva de Paulo Freire, Ana Maria Araújo Freire.
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Episódio explica o que é o burnout, o esgotamento mental pelo qual muito professores têm passado durante a pandemia e ensina técnicas para evitá-lo.
Especialistas descrevem os sintomas e apontam a ansiedade e o acúmulo de funções pelos professores como as principais causas. Uma rotina com um bom equilíbrio entre tarefas cansativas e atividades prazerosas pode, segundo eles, impedir a exaustão.
A instrutora de mindfulness Mariana Matias, do Educadores Presentes, ensina um exercício de três minutos para os professores observarem seus sentimentos e emoções e tomarem decisões mais racionais sobre como reagir a elas.
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Episódio da série especial sobre história da educação conta a trajetória de Anísio Teixeira, um dos educadores mais conhecidos do país, filósofo e grande defensor da escola pública gratuita, obrigatória, universal e laica.
Natural de Caetité, no sertão da Bahia, Anísio Teixeira foi um dos articuladores do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932. Nas décadas de 1920, 1930 e 1940 atuou como secretário de educação na Bahia e no Rio de Janeiro. Entre 1950 e 1964 dirigiu o Inep e a Capes, e em 1960 fundou a Universidade de Brasília, ao lado de Darcy Ribeiro.
Ao longo da vida, Anísio Teixeira enfrentou oposição de diversos setores, mas apesar dos percalços sempre voltou para a educação. Quem ajuda a contar essa história são as professoras Clarice Nunes (UFF), Diana Vidal (USP) e Libânia Nacif Xavier (UFRJ), além do filho de Anísio, Carlos Teixeira.
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Um podcast da Folha voltado a estudantes, pais, professores e a todos que se interessam por educação

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