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Desde o aparecimento da COVID-19, a humanidade tem enfrentado desafios severos no que tange à readaptação e a manutenção dos serviços básicos. Em meio a maior crise humanitária e econômica do século, as consequências do novo coronavírus evidenciaram ainda mais a importância de algumas empresas para o enfrentamento da pandemia. Enquanto algumas indústrias fecham as portas temporariamente para evitar o avanço da doença, o setor de alimentos e as indústrias de suprimento, por se caracterizarem como atividades essenciais, têm tentado manter a produção e distribuição de seus produtos em todo o mundo. Além disso, para evitar a contaminação, a Organização Mundial da Saúde tem recomendado o uso de recipientes descartáveis e embalagens que evitem a necessidade de limpeza antes do consumo dos alimentos, minimizando os riscos de infecção pelo manuseio dos recipientes utilizados. Por estes motivos, grande parte do setor alimentício está trabalhando em sistema de entrega, o famoso “delivery”, o que tem proporcionado aumento na demanda e produção de embalagens e outros itens destinados ao segmento. Desde o final de março de 2020, vários estabelecimentos de alimentos tem se adaptado para distribuir seus produtos na forma de entrega ou retirada. Por isso, o uso de materiais descartáveis tem aumentado, conforme a previsão de várias pesquisas realizadas em todo o mundo no início da pandemia. Os referidos experimentos demonstraram o otimismo do setor de embalagens com o impulsionamento da demanda por seus produtos no período de isolamento social. Segundo dados da Information Resources Incorporation, em meio à crise, houve aumento considerável dos gastos dos consumidores com alimentos embalados na Itália, França e Reino Unido. No Brasil, os sindicatos das empresas de embalagens plásticas orientam os empresários a ficarem atentos às oportunidades para manter a competitividade. Muitas empresas de plásticos no Brasil reportam aumento da produção, inclusive se adaptando à elaboração de embalagens para álcool em gel, protetores faciais, e outros produtos nesta linha. Este aumento na demanda e na produção chegou em um momento em que as empresas de alimentos e bebidas enfrentavam críticas sobre o impacto ambiental das embalagens descartáveis. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, um terço do lixo doméstico é composto por embalagens e 80% destas são utilizadas apenas uma vez, sendo descartadas muitas vezes de forma incorreta. Entretanto, o surgimento do coronavírus fez mudar o cenário em relação às legislações que proíbem o uso de plástico e outros materiais descartáveis com elevado potencial poluente. Agora, o uso de produtos descartáveis torna-se um aliado importante na prevenção da COVID-19. Em São Paulo, por exemplo, o Tribunal de Justiça suspendeu uma lei municipal que proibiria o uso de copos, pratos e talheres de plástico na capital a partir de janeiro de 2021. Algumas redes de fast food e varejo, incluindo duas grandes cadeias de café dos Estados Unidos, a Starbucks e a Dunkin’ Donuts, proibiram o uso de copos e recipientes reutilizáveis. Supermercados americanos estão pedindo que as pessoas não levem suas sacolas retornáveis para evitar a contaminação. Alguns governantes já estão solicitando doações para empresas do setor de plásticos visando garantir que a sociedade tenha o acesso aos itens essenciais durante o combate ao novo coronavírus.
* O FoodCast Brasil é apresentador por Fábio Silva e Íris Braz. Coordenação geral: Fábio Silva, Íris Braz e Valquíria Cardoso. Produção: Fábio Silva, Íris Braz e Valquíria Cardoso. Edição: Fábio Silva. Coordenação digital: Fábio Silva e Íris Braz. Arte: Lara Patrício, Pedro e Fábio Silva. Trilha: bensound, YouTube, free music archive, trecho do programa Além da conta da GNT disponível no YouTube. **CONTATOS: [email protected] e @foodcastbr no Instagram.
Sejam bem-vindos a mais um capítulo da nova série “Alimentos e imunidade: orientações à luz da ciência”, uma parceria do FoodCastBrasil com o Departamento de Gastronomia da Universidade Federal da Paraíba. Em 10 episódios, iremos falar sobre como a alimentação pode auxiliar na promoção da saúde e no fortalecimento do nosso sistema imunológico, auxiliando nos mecanismos de defesa do nosso organismo. No primeiro episódio, a professora Estefânia Garcia apresentou as principais nuances dos conteúdos que serão abordados ao longo da série. Hoje, estamos no segundo episódio, mais uma vez conduzido pela professora e pesquisadora Estefânia Fernandes Garcia, da Universidade Federal da Paraíba. No episódio de hoje, a professora Estefânia vai falar sobre os Fatores associados a modulação do sistema imunológico humano. Nunca o nosso sistema imunológico foi tão falado. Em um contexto pandêmico que estamos atualmente inseridos, de um vírus que ainda não se tem um controle efetivo de transmissão, as únicas formas de proteção consistem no distanciamento social, aliado às medidas de higiene e a manutenção do equilíbrio do sistema imunológico, que é diretamente afetado pela COVID-19, podendo desencadear uma série de complicações ao indivíduo infectado. A literatura afirma que o consumo de dietas ricas em calorias combinadas com supernutrição crônica e um estilo de vida sedentário nas sociedades ocidentais evocam um estado de inflamação metabólica crônica, denominada meta-inflamação. Este fenômeno contribui para o desenvolvimento de muitas doenças não transmissíveis prevalecentes (DNTs), e essas patologias associadas ao estilo de vida representam um crescente problema de saúde pública com dimensões epidêmicas globais. Outro fator interessante é que o estilo de vida pode determinar a idade do seu sistema imunológico. Sabemos que esse sistema se enfraquece à medida que envelhecemos - o que é uma das principais razões pelas quais aqueles com mais de 70 anos correm maior risco de contrair a doença. Mas o que está se tornando claro é que, quando se trata de saúde imunológica, a idade é apenas um número. Algumas pessoas têm um sistema imunológico significativamente mais velho ou mais novo do que é. Alguns indivíduos de 60 anos têm o sistema imunológico de um indivíduo de 40 anos, outras têm uma idade imunológica de mais de 80 anos. A boa notícia é que existem algumas maneiras simples de voltar o relógio imunológico. Porque mesmo depois que a ameaça desse vírus passar, mais cedo ou mais tarde, outro surgirá, e nenhum de nós está ficando mais jovem.
*O FoodCast Brasil é apresentado por Fábio Silva e Íris Braz. Coordenação geral: Fábio Silva e Íris Braz. Produção: Fábio Silva, Íris Braz, Valquíria Cardoso, Estefânia Garcia, Lara Patrício e Pedro. Produção digital: Lara Patrício, Pedro e Fábio Silva. Trilha sonora: bensound, youtube, free music archive. CONTATOS: [email protected] e @foodcastbr no instagram.
O Semiárido brasileiro é uma região que ocupa uma área de 110 milhões de hectares e inclui os Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, a maior parte da Paraíba e Pernambuco, Sudeste do Piauí, Oeste de Alagoas e Sergipe, região central da Bahia e uma faixa que se estende até o estado de Minas Gerais.
É uma região caracterizada pelo clima seco, com poucas chuvas e elevada evapotranspiração. Atualmente, congrega uma população de 27,9 milhões de pessoas (aproximadamente 13% da população brasileira) vivendo em 1.262 municípios de dez Estados da Federação. Em novembro de 2017, mais 73 municípios foram incluídos na região do semiárido em decorrência da seca prolongada.
A expressão “Semiárido” indica que se trata de uma região com características que se aproximam da aridez. As razões para isso são várias, especialmente os modos humanos de exploração da terra, que a tornaram semiárida, aliados à escassez de chuva e ao limitado sistema de armazenamento de água da chuva.
Apesar de muitas vezes ser rotulada como uma região estéril, no semiárido existe uma diversidade de ecossistemas com variados microclimas e cerca de doze tipos diferentes de caatinga, o que configura diversas possibilidades econômicas, como a pecuária, a exemplo de caprinos, ovinos e bovinos de leite, as lavouras de sequeiro, áreas irrigadas, produção mineral, turismo e geração de energia renovável. Além disso, a região semiárida brasileira tem se apresentado propícia também para a produção de peixes e flores. A maior parte da agricultura familiar brasileira é desenvolvida no semiárido.
Com a missão de viabilizar ações de pesquisa, formação e difusão de políticas para a convivência sustentável do Semiárido brasileiro, a partir de suas potencialidades socioeconômicas, em 14 de abril de 2004, através da Lei nº 10.860, foi criado o Instituto Nacional do Semiárido, o INSA, uma unidade de pesquisa integrante do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com enfoque no Semiárido brasileiro.
Atualmente, o INSA está sob a direção da professora Mônica Tejo Cavalcanti, natural de Campina Grande (PB), graduada em Farmácia pela Universidade Federal da Paraíba (2004), mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal da Paraíba (2007), doutora em Engenharia de Processos pela Universidade Federal de Campina Grande (2011) e MBA em Empreendedorismo de Alto Impacto e Inovação (2017).
Como professora Associada I no Curso de Graduação em Engenharia de Alimentos (CCTA), da Universidade Federal de Campina Grande, Mônica assumiu em 2017 o cargo de Assessora de Transferência de Tecnologia no NIT/UFCG, e desde 2014 integra a Coordenadoria da IACOC/PaqTcPB/UFCG - Incubadora de Agronegócios das Cooperativas, Organizações comunitárias, Associações e Assentamentos rurais do Semiárido da Paraíba.
O FoodCastBrasil é apresentador por Fábio Silva e Íris Braz.
Coordenação geral: Fábio Silva e Íris Braz
Produção: Fábio Silva, Íris Braz e Valquíria Cardoso
Apoio à pauta e pesquisa: Valquíria Cardoso
Edição: Fábio Silva
Coordenação digital: Fábio Silva e Íris Braz
Trilha: bensound, youtube, free music archive
CONTATOS: [email protected] e @foodcastbr no instagram
Olá amantes da ciência e tecnologia de alimentos. Estamos de volta com a segunda parte da nossa conversa sobre alimentação do futuro. Nesta parte da conversa, abordamos alimentos para vegetarianos ou veganos, entomofagia, análogos de carne, carne de laboratório, e muito mais. Venham conferir.
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