Hora Americana - Podcast de História das Américas

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Hora Americana - Podcast de História das Américas episodes

  • #111 - Narrativas de Ex-escravizados nas Américas

    Como a voz de pessoas escravizadas conseguiu romper o silêncio de uma sociedade brutal para transformar a luta pela liberdade nas Américas? Imagine ser sequestrado e acorrentado a poucas quadras do Capitólio, o próprio centro do poder político em Washington, como viveu Solomon Northup, ou ser um poeta amordaçado e duramente punido por recitar versos antes mesmo de aprender a ler e a escrever, feito que alcançou de forma autodidata, copiando clandestinamente letras descartadas no lixo pelo seu senhor como no raro e impressionante relato do cubano Juan Francisco Manzano. No novo episódio do podcast Hora Americana, nossos ouvintes são convidados a mergulhar no fascinante universo dos relatos e autobiografias de ex-escravizados ao lado do historiador Rafael Domingos Oliveira, autor do livro “Vozes Afro-Atlânticas”. A conversa desbrava histórias impactantes de resistência, desde a trajetória atlântica de Mahommah Gardo Baquaqua, o único ex-escravizado no Brasil a publicar uma autobiografia, até o testemunho visceral de autoras negras como Harriet Jacobs, que viveu quase sete anos escondida no sótão diminuto de uma casa para escapar da violência sexual de seu perseguidor e manter-se perto de seus filhos.

    Ao longo da entrevista, o episódio incita a reflexão sobre mistérios e contradições do mercado editorial do século XIX: por que o mundo anglófono produziu centenas de livros do gênero enquanto na América Ibérica essas vozes ficaram frequentemente restritas a cartas e processos judiciais? O debate explora também o paradoxo das disputas de autoria, em que narradores negros precisavam de prefácios assinados por homens brancos como "certificados de autenticidade" para que suas vivências fossem aceitas por uma sociedade racista. Para enriquecer ainda mais a jornada, o programa traz uma dica imperdível da HQ Mukanda Teodora, de Marcelo D'Salete, inspirada nas cartas reais de uma mulher escravizada em busca de sua alforria e de sua família em São Paulo. Prepare os fones de ouvido para uma reflexão transformadora sobre escrita, memória e os significados da liberdade. Dê o play no Hora Americana e descubra como esses relatos continuam disputando a história e o nosso presente!


    1 hr 28 min
  • #108 - A Presença Negra na Argentina

    Será que a Argentina é realmente um país exclusivamente branco e de herança puramente europeia, como o senso comum e discursos políticos frequentemente tentam fazer parecer? No novo episódio do podcast Hora Americana, mergulhamos de cabeça na instigante e silenciada história da presença negra no país portenho, desmistificando a famosa e polêmica ideia de que os argentinos "desceram dos barcos". Conduzidos por uma conversa fascinante com a professora Maria Verônica Secreto, da Universidade Federal Fluminense, somos instigados a questionar as narrativas tradicionais que tentaram apagar as populações de origem africana e indígena da construção da identidade nacional argentina. Ao longo do episódio, você descobrirá como a capital Buenos Aires foi um porto pulsante de chegada de milhares de africanos escravizados e de que forma esses homens e mulheres não apenas trabalharam, mas lutaram ativamente na linha de frente das guerras de independência, como os heroicos e politizados "Negros de la Pátria". 

    Mas se eles eram uma parcela tão significativa da sociedade, para onde foram? A versão tradicional de que todos morreram nos campos de batalha ou pelas epidemias de febre amarela cai por terra diante de pesquisas históricas recentes, que revelam como esse suposto sumiço foi, na verdade, um planejado artifício de apagamento demográfico e político. A nossa convidada nos leva a explorar a vibrante resistência negra que pulsava na imprensa própria de Buenos Aires no século XIX, com jornais combativos que denunciavam o racismo das elites, além de resgatar a trajetória extraordinária de María Remedios del Valle, uma mulher negra que atuou nos exércitos patriotas e teve seu heroísmo reconhecido por grandes generais da pátria. E se você acha que essa história ficou presa no passado colonial, prepare-se para se surpreender com as revelações sobre a própria ancestralidade afro-indígena de um dos maiores ídolos mundiais do futebol, Diego Maradona, e com a forma como as polêmicas recentes na Copa do Mundo e o surgimento do movimento contemporâneo Identidad Marrón continuam a sacudir as estruturas do racismo e da identidade na Argentina de hoje. Ficou curioso para entender como o mito da Argentina branca foi construído e como ele vem sendo contestado? Dê o play neste episódio imperdível do Hora Americana e descubra a verdadeira cor dessa história!


    1 hr 3 min
  • #107 - História do Antifeminismo na América Latina

    Você acha que os ataques aos direitos das mulheres e o antifeminismo são fenômenos da era dos algoritmos? O novo episódio do podcast Hora Americana convida a olhar para essa história de outro modo.  Para investigar as raízes históricas dessa reação conservadora, nosso podcast recebe a historiadora Thais Batista Rosa Moreira, mestre e doutoranda pela USP.  

    Ao longo da conversa, você vai descobrir como o humor e a sátira gráfica das primeiras décadas do século XX foram usados para ridicularizar e deslegitimar as lutas das pioneiras da luta sufragista na América Latina. A convidada apresenta a histórica metáfora do “mundo às avessas”: uma fantasia caricata em que homens seriam transformados em donos de casa submissos enquanto mulheres gigantes dominariam o espaço público. A imagem revela como o pânico moral de ontem guarda semelhanças surpreendentes com os debates de hoje.  

    O episódio também explora as diferenças entre os antifeminismos na América Latina. Na Argentina, o chamado “antifeminismo inquieto” estava associado à preocupação com a preservação da ordem social. No Brasil, o “antifeminismo depreciativo” recorria com mais frequência à zombaria e à ridicularização visual para desqualificar as reivindicações das mulheres. 

    A conversa aborda ainda algumas contradições incômodas: a participação de mulheres na reprodução desses discursos e a presença histórica do rechaço ao feminismo em setores da esquerda - percurso que passa pelos revolucionários anticlericais mexicanos e chega a Betty Friedan, autora de Mística Feminina, e ao conhecido embate com a equipe do jornal O Pasquim durante a ditadura militar brasileira. 

    Mais do que simplesmente explicar de onde vem o antifeminismo, o episódio ajuda a compreender sua configuração no presente, colocando em perspectiva aquilo que permanece e aquilo que mudou ao longo do tempo. Ao colocar diferentes momentos históricos em diálogo, a conversa revela tanto a permanência de certos argumentos e estratégias de oposição às reivindicações das mulheres quanto as transformações provocadas por novos contextos e formas de mobilização. Essa perspectiva permite compreender as idas e vindas dessas lutas e perceber como as reações a elas também contribuíram para definir os caminhos e a temporalidade das duras conquistas obtidas. Prepare os fones de ouvido e venha compreender as disputas do presente através das lentes afiadas da história.


    1 hr 16 min
  • #110 - Do Istmo ao Canal: A História do Panamá

    Você sabia que o verso de uma conhecida canção de Caetano Veloso tem a ver com uma batalha naval ocorrida no Panamá em 1739? Ou que o famoso Canal do Panamá só passou a pertencer integralmente ao país no último dia do século XX? No novo episódio do podcast Hora Americana, recebemos o professor Fabio Luiz Barbosa dos Santos, da UNIFESP, para desvendar as fascinantes contradições e os episódios marcantes da história panamenha.

    Indo além dos imponentes prédios espelhados e da obra monumental de engenharia interoceânica, a conversa revela uma trajetória rica e turbulenta que começa muito antes da chegada dos europeus. Você é convidado a descobrir como esse estreito pedaço de terra serviu de ponte entre as Américas e abrigou povos originários como os Guna, pioneiros ao conquistar autonomia política em 1925 com a Revolução Tule e responsáveis por difundir a denominação Abya Yala para o nosso continente. A entrevista percorre o período colonial da chamada Tierra Firme, marcado pela expedição de Vasco Núñez de Balboa ao avistar o Oceano Pacífico em 1513, bem como as feiras comerciais de Porto Belo e os saques de corsários lendários como Francis Drake e Henry Morgan.

    Ao abordar o singular processo de independência, o episódio detalha como o Panamá se libertou da Espanha em 1821 para se integrar à Grã-Colômbia, até romper com o governo colombiano em 1903 sob uma decisiva intervenção naval e política dos Estados Unidos. A discussão explora desde o colapso da tentativa francesa de Ferdinand de Lesseps em construir o canal em meio a doenças tropicais, até a inauguração da via sob o domínio norte-americano em 1914, o qual impôs um regime de segregação na Zona do Canal e abrigou a controversa Escola das Américas.

    Esse episódio também se aprofunda em momentos cruciais do século XX, incluindo a assinatura dos Tratados Torrijos-Carter em 1977 e a dramática invasão militar norte-americana em dezembro de 1989, a chamada Operação Causa Justa, quando tropas desembarcaram no país para capturar o general Manuel Noriega, ex-colaborador da CIA tornado desafeto de Washington. Por fim, nosso convidado debate os dilemas contemporâneos de uma economia calcada no trânsito global de mercadorias, analisando o contraste marcante entre o intenso tráfego do canal e a selva quase intransponível do Tampão de Darién, além de refletir sobre as ameaças geopolíticas de retomada da via oceânica e os desafios ecológicos do uso da água em tempos de crise climática.

    Prepare o seu fone de ouvido, acesse o Hora Americana pelo YouTube ou Spotify e venha mergulhar nessa aula imperdível sobre história, soberania e poder nas Américas!


    1 hr 11 min
  • #109 - A Extrema Direita nas Américas

    A democracia está em crise ou a ascensão de novas correntes políticas é a causa dessa instabilidade em escala global? O novo episódio do podcast Hora Americana traz uma reflexão sobre as intensas transformações geopolíticas e ideológicas que atravessam o continente americano. Este programa recebe o historiador e professor Odilon Caldeira Neto, da Universidade Federal de Juiz de Fora, para desvendar as ideias, as estratégias e as contradições dos movimentos que vêm reconfigurando a política contemporânea, do Norte ao Sul das Américas.

    Ao longo de uma conversa esclarecedora, o episódio mergulha na definição do que configura a extrema-direita e de que maneira ela se diferencia do conservadorismo tradicional. Enquanto as experiências fascistas da primeira metade do século XX apostavam prioritariamente no paramilitarismo e na ruptura explícita, as novas extremas-direitas aprenderam a atuar dentro das regras do jogo democrático-eleitoral para tentar transformar as estruturas por dentro. Cruzando fronteiras, o debate estabelece paralelos entre a história recente da América Latina e episódios marcantes da política europeia, como o avanço do Partido da Liberdade na Áustria, a condenação do grupo neonazista Aurora Dourada na Grécia e os debates judiciais em torno da Alternativa para a Alemanha (AfD), evidenciando que a fragilização das instituições democráticas é um fenômeno transnacional.

    O episódio investiga também os mecanismos de mobilização popular e a disputa por valores na América Latina, abordando a ressignificação de lemas históricos como “Deus, pátria e família”, o impacto do neoconservadorismo e do nacionalismo cristão vindos dos Estados Unidos, além da articulação de redes transnacionais como o Foro de Madrid e a Fundação Disenso. O professor Odilon detalha como a disputa pela identidade nacional se manifesta no cotidiano, da apropriação de bandeiras e camisas de seleções de futebol à construção da figura do "cidadão de bem", bem como o papel de frentes jurídicas e religiosas que atuam na pressão sobre a pauta de direitos humanos e reprodutivos.

    Como a lógica dos algoritmos, a "economia da atenção" e o impulso pelo clique motivado pelo ódio inflamam o extremismo nas redes sociais e colocam o Brasil e o mundo no centro das discussões sobre a regulação das plataformas digitais? Este é um programa indispensável para quem deseja ir além dos slogans e compreender as forças que moldam o presente e o futuro das sociedades contemporâneas.


    1 hr 12 min
  • #108 - A Presença Negra na Argentina

    Será que a Argentina é realmente um país exclusivamente branco e de herança puramente europeia, como o senso comum e discursos políticos frequentemente tentam fazer parecer? No novo episódio do podcast Hora Americana, mergulhamos de cabeça na instigante e silenciada história da presença negra no país portenho, desmistificando a famosa e polêmica ideia de que os argentinos "desceram dos barcos". Conduzidos por uma conversa fascinante com a professora Maria Verônica Secreto, da Universidade Federal Fluminense, somos instigados a questionar as narrativas tradicionais que tentaram apagar as populações de origem africana e indígena da construção da identidade nacional argentina. Ao longo do episódio, você descobrirá como a capital Buenos Aires foi um porto pulsante de chegada de milhares de africanos escravizados e de que forma esses homens e mulheres não apenas trabalharam, mas lutaram ativamente na linha de frente das guerras de independência, como os heroicos e politizados "Negros de la Pátria".

    Mas se eles eram uma parcela tão significativa da sociedade, para onde foram? A versão tradicional de que todos morreram nos campos de batalha ou pelas epidemias de febre amarela cai por terra diante de pesquisas históricas recentes, que revelam como esse suposto sumiço foi, na verdade, um planejado artifício de apagamento demográfico e político. A nossa convidada nos leva a explorar a vibrante resistência negra que pulsava na imprensa própria de Buenos Aires no século XIX, com jornais combativos que denunciavam o racismo das elites, além de resgatar a trajetória extraordinária de María Remedios del Valle, uma mulher negra que atuou nos exércitos patriotas e teve seu heroísmo reconhecido por grandes generais da pátria. E se você acha que essa história ficou presa no passado colonial, prepare-se para se surpreender com as revelações sobre a própria ancestralidade afro-indígena de um dos maiores ídolos mundiais do futebol, Diego Maradona, e com a forma como as polêmicas recentes na Copa do Mundo e o surgimento do movimento contemporâneo Identidad Marrón continuam a sacudir as estruturas do racismo e da identidade na Argentina de hoje. Ficou curioso para entender como o mito da Argentina branca foi construído e como ele vem sendo contestado? Dê o play neste episódio imperdível do Hora Americana e descubra a verdadeira cor dessa história!

    1 hr 3 min
  • #107 - História do Antifeminismo na América Latina

    Você acha que os ataques aos direitos das mulheres e o antifeminismo são fenômenos da era dos algoritmos? O novo episódio do podcast Hora Americana convida a olhar para essa história de outro modo. Para investigar as raízes históricas dessa reação conservadora, nosso podcast recebe a historiadora Thais Batista Rosa Moreira, mestre e doutoranda pela USP.

    Ao longo da conversa, você vai descobrir como o humor e a sátira gráfica das primeiras décadas do século XX foram usados para ridicularizar e deslegitimar as lutas das pioneiras da luta sufragista na América Latina. A convidada apresenta a histórica metáfora do “mundo às avessas”: uma fantasia caricata em que homens seriam transformados em donos de casa submissos enquanto mulheres gigantes dominariam o espaço público. A imagem revela como o pânico moral de ontem guarda semelhanças surpreendentes com os debates de hoje.

    O episódio também explora as diferenças entre os antifeminismos na América Latina. Na Argentina, o chamado “antifeminismo inquieto” estava associado à preocupação com a preservação da ordem social. No Brasil, o “antifeminismo depreciativo” recorria com mais frequência à zombaria e à ridicularização visual para desqualificar as reivindicações das mulheres.

    A conversa aborda ainda algumas contradições incômodas: a participação de mulheres na reprodução desses discursos e a presença histórica do rechaço ao feminismo em setores da esquerda - percurso que passa pelos revolucionários anticlericais mexicanos e chega a Betty Friedan, autora de Mística Feminina, e ao conhecido embate com a equipe do jornal O Pasquim durante a ditadura militar brasileira.

    Mais do que simplesmente explicar de onde vem o antifeminismo, o episódio ajuda a compreender sua configuração no presente, colocando em perspectiva aquilo que permanece e aquilo que mudou ao longo do tempo. Ao colocar diferentes momentos históricos em diálogo, a conversa revela tanto a permanência de certos argumentos e estratégias de oposição às reivindicações das mulheres quanto as transformações provocadas por novos contextos e formas de mobilização. Essa perspectiva permite compreender as idas e vindas dessas lutas e perceber como as reações a elas também contribuíram para definir os caminhos e a temporalidade das duras conquistas obtidas. Prepare os fones de ouvido e venha compreender as disputas do presente através das lentes afiadas da história.

    1 hr 16 min
  • #38 - Argentina: unitários e federalistas na construção da nação

    No episódio #38 do Hora Americana conversaremos com José Alves de Freitas Neto, professor Livre Docente do Departamento de História da Unicamp, sobre  as disputas entre os unitários e federalistas no processo de construção da nação argentina.

    Imagem do Episódio:

    La montonera | Pintura de Charles Henri Pellegrini (1800-1875) | https://cutt.ly/uGBgAjO

    58 min
  • #80 - História da Jamaica

    Neste episódio do Hora Americana, te convidamos a explorar um pouco da rica e complexa história da Jamaica, a terceira maior ilha do Caribe. A ilha, que era ocupada pelos povos Aruaque, passou pela colonização espanhola no século XVI e a subsequente dominação inglesa. Atualmente, a Jamaica é uma democracia parlamentar e monarquia constitucional, sendo o rei inglês Carlos III o Chefe de Estado e a mais alta figura cerimonial. Vale dizer, o rompimento com a Inglaterra passou a ser recentemente discutido, já que a tradição reforça vínculos com o passado colonial e escravista.

    A introdução massiva de africanos escravizados criou um desbalanço demográfico tenso e produziu revoltas como a Guerra Batista, até que a abolição da escravidão se fez em 1833. Em se tratando do empoderamento e união entre africanos e afrodescendentes, a Jamaica foi o berço de Marcus Garvey, idealizador de uma corrente de pensamento que influenciou figuras como Malcolm X e Nelson Mandela, inspirou o movimento pelos direitos civis nos EUA e contribuiu para o surgimento do rastafarianismo.

    A independência da Jamaica, em 1962, foi seguida por um período turbulento de rivalidade entre o Partido Trabalhista e o Partido Popular Nacional, exacerbado por conflitos entre facções armadas nas ruas do país. Em 1978, Bob Marley, que havia sido vítima de um atentado dois anos antes, participou de um histórico concerto pela paz, onde fez os líderes políticos rivais darem as mãos no palco, gerando uma imagem emblemática que escolhemos para ilustrar o episódio.

    Durante a entrevista, buscamos conhecer o período colonial da Jamaica, disputada por espanhois e ingleses, o funcionamento do sistema escravista e as rebeliões de escravizados. Discutimos também como foi a abolição e como se relacionavam os diferentes estratos da população. A conversa passou pelo surgimento do movimento rastafari, suas raízes religiosas e como ele se transformou em um grande símbolo de resistência. Por fim, debatemos o processo de Independência da Jamaica, suas origens e os impactos de determinadas ideias dentro e fora do próprio país, as fortes disputas políticas pós-independência e o possível rompimento com a Inglaterra.

    Nosso convidado foi Danilo Rabelo, professor Associado da Universidade Federal de Goiás e pesquisador, entre outros temas, de História da Jamaica Pós-Colonial.

    Imagem do Episódio: Bob Marley unindo as mãos de Michael Manley e Edward Seaga no One Love Peace Concert em Kingston, Jamaica, em 1978 | Disponível em: https://cutt.ly/PeDdAyl1

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    1 hr
  • #63 - Chile: do golpe à redemocratização

    Neste episódio temos como convidada a professora da UEL e doutora em História Social, Carolina Amaral de Aguiar. O tema da entrevista é a ditadura Chilena, cujo início foi marcado pelo golpe de estado efetivado há 50 anos, no dia 11 de setembro de 1973.

    Imagem do episódio: Calle Alameda, Santiago, Chile | 1983 | Fotografia de Álvaro Hoppe | Disponível em: https://cutt.ly/wwQvLJ2X

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    1 hr 25 min

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