Jazz Poética

Jazz Poética

By Jazi RodriguesArtsBooks
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Jazz Poética episodes

  • Tus Pies - Pablo Neruda
    Cuando no puedo mirar tu cara,
    miro tus pies.
    Tus pies de hueso arqueado,
    tus pequeños pies duros.
    Yo sé que te sostienen
    y que tu dulce peso sobre ellos se levanta.
    Tu cintura y tus pechos,
    la duplicada púrpura de tus pezones.
    la caja de tus ojos que recién han volado.
    Tu ancha boca de fruta,
    tu cabellera roja, pequeña torre mía.
    Pero no amo tus pies
    sino porque anduvieron sobre la tierra
    y sobre el viento
    y sobre el agua,
    hasta que me econtraron.
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    2 min
  • Balada de Alzira - Hilda Hilst
    “O que vemos das coisas são as coisas.”
    As coisas não existem.
    O que existe é a ideia
    melancólica e suave
    que fazemos das coisas.
    A mesa de escrever é feita de amor
    e de submissão.
    No entanto
    ninguém a vê
    como eu a vejo.
    Para os homens
    é feita de madeira
    e coberta de tinta.
    Para mim também
    mas a madeira
    somente lhe protege o interior
    e o interior é humano.
    Os livros são criaturas.
    Cada página um ano de vida,
    cada leitura um pouco de alegria
    e esta alegria
    é igual ao consolo dos homens
    quando permanecemos inquietos
    em resposta às suas inquietudes.
    As coisas não existem.
    A ideia, sim.
    A ideia é infinita
    igual ao sonho das crianças.
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    2 min
  • Amor – pois que é palavra essencial - Carlos Drummond de Andrade
    Amor – pois que é palavra essencial
comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,
reúna alma e desejo, membro e vulva.
Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma expandir-se
até desabrochar em puro grito
de orgasmo, num instante de infinito?
O corpo noutro corpo entrelaçado,
fundido, dissolvido, volta à origem
dos seres, que Platão viu contemplados:
é um, perfeito em dois; são dois em um.
Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transporta
a essa extrema região, etérea, eterna?
Ao delicioso toque do clitóris,
já tudo se transforma, num relâmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,
a fonte, o fogo, o mel se concentram.
Vai a penetração rompendo nuvens
e devassando sóis tão fulgurantes
que nunca a vista humana os suportará
mas, varado de luz, o coito segue.
E prossegue e se espraia de tal sorte
que, além de nós, além da própria vida,
como ativa abstração que se faz carne,
a idéia de gozar está gozando.
E num sofrer de gozo entre palavras,
menos que isto, sons, arquejos, ais,
um só espasmo em nós atinge o climax:
é quando o amor morre de amor, divino.
Quantas vezes morremos um no outro,
no úmido subterrâneo da vagina,
nessa morte mais suave do que o sono:
a pausa dos sentidos, satisfeita.
Então a paz se instaura. A paz dos deuses,
estendidos na cama, qual estátuas
vestidos de suor, agradecendo
o que a um deus acrescenta o amor terrestre. https://instagram.com/jazi_rodri?r=nametag
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    9 min
  • Ainda te Necessito - Pablo Neruda
    Ainda não estou preparado para perder-te
    Não estou preparado para que me deixes só.
    Ainda não estou preparado pra crescer
    e aceitar que é natural,
    para reconhecer que tudo
    tem um princípio e tem um final.
    Ainda não estou preparado para não te ter
    e apenas te recordar
    Ainda não estou preparado para não poder te olhar
    ou não poder te falar.
    Não estou preparado para que não me abraces
    e para não poder te abraçar.
    Ainda te necessito.
    E ainda não estou preparado para caminhar
    por este mundo perguntando-me: Por quê?
    Não estou preparado hoje nem nunca o estarei.
    Ainda te Necessito.
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    3 min
  • Tus Hijos - Khalil Gibran
    Gibran Khalil Gibran, también conocido como Khalil Gibran fue un ensayista, prosista, poeta, conferencista y pintor de origen libanés, también considerado filósofo, aunque él mismo rechazó ese título, y algunos lo calificaron de liberal.
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    3 min
  • Teus Filhos - Khalil Gibran
    Gibran Khalil Gibran, também conhecido como Khalil Gibran foi um ensaísta, prosador, poeta, conferencista e pintor de origem libanesa, também considerado um filósofo, embora ele mesmo rejeitou esse título, e alguns tendo-lhe descrito como liberal.
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    3 min
  • Perplejidades - Ferreira Gullar
    la parte más efímera
    de mí
    es esta consciencia de que existo
    y que todo el existir consiste en esto.
    ¡resulta extraño!
    y más extraño
    todavía
    es saberlo
    y comprender que esta consciencia dura menos
    que un pelo de mi cabeza
    pero más extraño aún
    que saberlo
    es que
    mientras ella dure me ha sido dado
    el universo infinito constelado
    de cuatrillones y cuatrillones de estrellas
    aunque sólo unas pocas de ellas
    puedo ver
    fulgurando en el presente desde el pasado
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    2 min
  • Çıplaklık - Ubilam Adnan
    Vendo o deserto como lugar vazio,
    Quente de dia
    De noite frio
    Vejo o deserto como um lugar ou tempo?
    Como lugar me canso
    Suo, tropeço e caio;
    Gélida, paraliso e saio
    Saio, saio em busca
    De resposta para esta quimera,
    Lugar ou tempo?
    Pois se for lugar, eu esmoreço e falho
    Mas como tempo, eu me entrego e renasço,
    Pois o deserto me leva ao começo
    Como feto nu em desenvolvimento,
    Nu quero estar na minha evolução.
    Aprendo que o deserto é tempo de transformação,
    De silêncio, recolhimento, dor e amor,
    A solidão faz parte da minha nudez e, vigor
    Pois a minha companhia é bem melhor que o furor.
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    2 min
  • Yεννημένος ξανά - Ubilam Atarip
    É como renascer de um sono
    Em solo natural, fértil
    Nua, entrelaçada em galhos;
    Folhas e flores,
    Começa a caminhar descalça
    Uma brisa a envolve
    O ar entra puro em seus labirintos
    Os pássaros voam em torno
    Raios de sol invadem seu crepúsculo
    Ninfas e insetos flutuam
    Como exército a lhe acompanhar
    Uma marcha triunfal anímica
    Onde ao cair do sol, Pã põe-se à tocar
    Enquanto o Cortejo auspicioso vibra
    Seu séquito, uníssono alça à cantar:
    - Vai… olhas sempre à frente
    Pois para trás não podes voltar.
    Decidida qual Afrodite
    Envolta no seu mágico cinturão
    Espalha do seu buquê erotismo
    Cujas flores fecundam o mundo da paixão.
    Metamorfose ambulante
    Invisível está em todo lugar
    Uma fênix renascendo das cinzas…
    Pra na poesia te encontrar.
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    2 min
  • Canción de Otoño - Cecília Meireles
    Perdóname, hoja seca,
    no puedo cuidar de ti.
    Vine a amar en este mundo,
    y hasta el amor perdí.
    ¿De qué sirvió tejer flores
    en las arenas del suelo
    si había gente durmiendo
    sobre el propio corazón?
    ¡Y no pude levantarla!
    Lloro por lo que no hice
    y por esta flaqueza
    es que soy triste e infeliz.
    ¡Perdóname, hoja seca!
    Mis ojos sin fuerza están
    velando y rogando por aquéllos
    que no se levantarán...
    Tú eres hoja de otoño
    que vuela por el jardín.
    Te dejo mi nostalgia
    -la mejor parte de mí.
    Y voy por este camino,
    segura de lo inútil que es todo.
    Que todo es menos que el viento,
    menos que las hojas del suelo...
    ---
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    3 min

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