Jazz Poética

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By Jazi RodriguesArtsBooks
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Jazz Poética episodes

  • Canção de Outono - Cecília Meireles
    Perdoa-me, folha seca,
    não posso cuidar de ti.
    Vim para amor neste mundo,
    e até do amor me perdi.
    De que serviu tecer flores
    pelas areias do chão,
    se havia gente dormindo
    sobre o própro coração?
    E não pude levantá-la!
    Choro pelo que não fiz.
    E pela minha fraqueza
    é que sou triste e infeliz.
    Perdoa-me, folha seca!
    Meus olhos sem força estão
    velando e rogando áqueles
    que não se levantarão...
    Tu és a folha de outono
    voante pelo jardim.
    Deixo-te a minha saudade
    – a melhor parte de mim.
    Certa de que tudo é vão.
    Que tudo é menos que o vento,
    menos que as folhas no chão...
    ---
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    3 min
  • A Rua dos Cataventos - Mário Quintana
    Da vez primeira em que me assassinaram,
    Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
    Depois, a cada vez que me mataram,
    Foram levando qualquer coisa minha.
    Hoje, dos meu cadáveres eu sou
    O mais desnudo, o que não tem mais nada.
    Arde um toco de Vela amarelada,
    Como único bem que me ficou.
    Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
    Pois dessa mão avaramente adunca
    Não haverão de arrancar a luz sagrada!
    Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
    Que a luz trêmula e triste como um ai,
    A luz de um morto não se apaga nunca!
    ---
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    2 min
  • Retrato - Español ( Cecília Meireles)
    No tenía este rostro de hoy,
    Así que, tan triste, tan delgado,
    Ni estos ojos tan vacíos,
    Ni el labio amargo.
    No tenía estas manos sin fuerza,
    Tan paradas y frías y muertas;
    No tenía este corazón
    Que no se muestra.
    No he dado por este cambio,
    Tan simple, tan seguro, tan fácil:
    - En qué espejo se perdió
    Mi cara?
    ---
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    2 min
  • Retrato - Cecília Meireles
    Eu não tinha este rosto de hoje,
    Assim calmo, assim triste, assim magro,
    Nem estes olhos tão vazios,
    Nem o lábio amargo.
    Eu não tinha estas mãos sem força,
    Tão paradas e frias e mortas;
    Eu não tinha este coração
    Que nem se mostra.
    Eu não dei por esta mudança,
    Tão simples, tão certa, tão fácil:
    - Em que espelho ficou perdida
    A minha face?
    ---
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    2 min
  • El Corazón que Ríe - Charles Bukowski
    tu vida es tu vida
    no dejes que sea golpeada contra la húmeda submisión
    mantente alerta
    hay salidas
    hay una luz en algún lugar
    puede que no sea mucha luz pero
    vence a la oscuridad
    mantente alerta
    los dioses te ofrecerán oportunidades
    conócelas
    tómalas
    no puedes vencer a la muerte pero
    puedes vencer a la muerte en la vida, a veces
    y mientras más a menudo aprendas a hacerlo
    más luz habrá
    tu vida es tu vida
    conócela mientras la tengas
    tú eres maravilloso
    los dioses esperan para deleitarse
    en tí.
    ---
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    4 min
  • O Coração Risonho - Charles Bukowski
    Sua vida é a sua vida
    Não a deixes ser esmagada
    numa fria submissão.
    Esteja atento
    Existem outros caminhos,
    E em algum lugar ainda existe luz.
    Pode não ser muita luz mas
    Ela vence a escuridão.
    Esteja atento.
    Os deuses vão te oferecer oportunidades.
    Reconheça-as
    Agarre-as
    Voce não podes vencer a morte mas
    Voce podes vencer a morte durante a vida, as vezes.
    E quanto mais você aprendes a fazer isso mais luz haverá de existir.
    Sua vida é a sua vida.
    Conheça enquanto ela ainda é sua.
    Voce é maravilhosooo.
    Os deuses esperam para se deliciar
    em você.
    ---
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    4 min
  • Nosotros, latino-americanos - Ferreira Gullar
    Somos todos hermanos
    pero no porque tengamos
    la misma madre y el mismo padre:
    tenemos el mismo parecido
    que nos traiciona.
    Somos todos hermanos
    no porque compartamos
    el mismo techo y la misma mesa:
    compartimos la misma espada
    sobre nuestra cabeza.
    Somos todos hermanos
    no porque tengamos
    el mismo brazo, el mismo apellido:
    tenemos un mismo trayecto
    de rabia y hambre.
    Somos todos hermanos
    no porque portemos la misma sangre:
    que en el cuerpo llevamos:
    Lo que nos une es el modo
    como la derramamos.
    ---
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    3 min
  • Ausência - Jorge Luiz Borges
    Eu haverei de erguer a vasta vida
    que ainda é o teu espelho:
    cada manhã hei-de reconstruí-la.
    Desde que te afastaste,
    quantos lugares se tornam vãos
    e sem sentido, iguais
    a luzes acesas de dia.
    Tardes que te abrigaram a imagem,
    música em que sempre me esperavas,
    palavras desse tempo,
    terei de as destruir com as minhas mãos.
    Em que profundezas esconderei a alma
    pra que não veja a tua ausência,
    que como um sol terrível, sem ocaso,
    brilha definitiva e sem piedade?
    A tua ausência cerca-me
    como a corda à garganta.
    O mar ao que se afoga.
    ---
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    3 min
  • #Ep34 - O Demônio - Mikael Lermontov
    Demônio (em russo: Демон) é uma ópera em três atos e seis cenas, do compositor russo Anton Rubinstein. O trabalho foi composto em 1871, para um libreto de Pavel Viskovatov, baseado no poema de mesmo nome de Mikhail Lermontov, e estreou em 1875.
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    5 min

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