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Hoje é dia de ir ao psiquiatra.
Revisitámos uma conversa com José Gameiro, a meados de setembro de 2021.
E lembrei-me deste episódio por causa do último livro que escreveu, o “Ser Psiquiatra” com um retrato subjetivo dos seus 40 anos de profissão.
José Gameiro ouve, todos os dias, pessoas que sofrem.
Pessoas que lhe entram no consultório com pedidos de ajuda.
Com demandas para ser guia de um certo regresso à felicidade.
Ou pelo menos a alguma harmonia.
A ideia romântica do que somos ou queremos ser persegue-nos sempre. E o choque com a realidade acorda-nos.
O dia em que gravámos coincidiu com a semana em que deixamos de usar as máscaras cirúrgicas populares na pandemia. E as máscaras foram um bom mote
No jogo das máscaras que todos jogamos uns com os outros há terrenos férteis para imaginários, felicidades e dores.
TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA
0:00:00 – JORGE CORREIA
0:00:06 – JOSÉ GAMEIRO
Às vezes é mais difícil.
0:01:00 – JORGE CORREIA
0:01:06 – JOSÉ GAMEIRO
0:01:42 – JORGE CORREIA
0:01:49 – JOSÉ GAMEIRO
0:01:54 – JORGE CORREIA
0:02:01 – JOSÉ GAMEIRO
0:02:07 – JORGE CORREIA
0:02:12 – JOSÉ GAMEIRO
Se não der sá assim vão tirar a engrafada. Eu sei que elas tu vais chegar, é previsível. Agora já não faço até às 10,. Agora a pandemia de Ruzi. Eu não faço até às 10, mas eu fazia consultórios até às 10 para às 8. O quarto para às 8, acho que a última se consultará cheia de ter noite. Eu faço, se é uma primeira, uma hora, se é uma segunda é uma dizinha de minuto E portanto eu acabo sem mamão. Agora é como a noite de moto a toda a vida. Eu chegava à casa 20 minutos depois.
0:03:03 – JORGE CORREIA
0:03:10 – JOSÉ GAMEIRO
0:03:35 – JORGE CORREIA
0:03:36 – JOSÉ GAMEIRO
0:03:59 – JORGE CORREIA
0:04:00 – JOSÉ GAMEIRO
0:04:07 – JORGE CORREIA
0:04:11 – JOSÉ GAMEIRO
0:04:32 – JORGE CORREIA
0:04:36 – JOSÉ GAMEIRO
Não fala, não, não, não Falo. ponho questões, provoco, sou um bocado provocador. Portanto provocou-te um incentivo de pôr as pessoas a pensar e tal Como é que se fazem perguntas. A primeira pergunta que eu faço a primeira vez é o que é que o traz cá, a pergunta clássica, e a pessoa começa a falar e eu começo a interagir com a pessoa E depois o processo vai andando se mostrar assim como é que é um processo terapêutico, a varia de tanta pessoa para pessoa, de uma situação que é muito difícil de dizer como é que é um processo terapêutico. A imagem que eu tenho é que eu é uma bocada, imagem da cirurgia. Eu sou um nostalgia que na medicina que estava a ter que eu sou uma medicina e não sou sobruxo, enfim.
0:05:25 – JORGE CORREIA
0:05:28 – JOSÉ GAMEIRO
0:05:33 – JORGE CORREIA
0:05:35 – JOSÉ GAMEIRO
0:05:42 – JORGE CORREIA
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0:06:28 – JORGE CORREIA
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0:07:08 – JORGE CORREIA
0:07:12 – JOSÉ GAMEIRO
0:07:16 – JORGE CORREIA
0:07:19 – JOSÉ GAMEIRO
E vamos falar dos casais, por que As vezes têm pedas no bolso de coisas que foram ditas há um ano, todo outro Uma memória, e depois, na primeira hipótese que vai disto né E o efeito. Então houve a confiança que não foi. quando eu confio a HNQ, porque é minha mulher, eu tenho que ter a confiança que coisas que eu decoro da minha vida, que não tem nada a ver com ela da minha vida, não me são atiradas depois de passar de um tempo a longa altura. Tu és meu bem, isto, tu és isto, tu és aquilo. A confiança numa relação profissional é fundamental que eu não vou criticar a pessoa ou a pessoa me estar a contar uma coisa má Percebe. Eu vou tentar ajudar ela a viver com aquilo e a perceber aquilo Na profissão de psiquiatra.
Imagino que a aceitação ou a neutralidade saísam uma coisa É uma palavra fundamental à neutralidade E com o tempo eu acho que consegui ser quase 100% meu.
0:08:26 – JORGE CORREIA
0:08:39 – JOSÉ GAMEIRO
Esta pessoa poderia ser meu amigo e investir, e não é meu amigo E não é meu amigo, nem vai ser meu amigo nunca, nem que pode ser muitos anos depois. nunca me aconteceu. Mas há coisas. por exemplo, eu sou piloto, já não sei se sabe, eu vejo muita gente dos aviões porque sou piloto e psiquiata. Eu tenho que ter cuidado para não começar a falar Na paixão do avião.
Eu tenho um acomandante antes que eu o dava ao visto de tantas jogais, porque são gais com 10 mil horas, 15 mil horas, eu tenho imedital horas. São gais profissionais. Eu tenho que ter cuidado para não estar apagado para falar do que é que se passa nas portas, mas pode usar essa porta.
0:09:36 – JORGE CORREIA
0:09:43 – JOSÉ GAMEIRO
Eu tenho que ter cuidado com isso porque se não, eu passo metade da consulta a falar dos aviões e alimentar a coisse dos aviões com isso, e é isso que a pessoa lá está.
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0:10:29 – JOSÉ GAMEIRO
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0:11:18 – JORGE CORREIA
0:11:31 – JOSÉ GAMEIRO
Às vezes é um estúpido, é um parvo. Ao fim de um tempo, estar com a pessoa, a gente se empatiza com a pessoa Empatiza. Pode ser a pessoa mais desagradável do mundo. Não chama o que aconteceu, não quer ser uma vez a outra.
Nunca achei empatizar muito, Atolarar pelo menos numa fase inicial e depois devolver Não descobre coisas positivas na pessoa e sobretudo é uma coisa que é empática, que é o sofrimento. Quer dizer nós empatizamos com o sofrimento. sempre o estado me leva de vida Se eu não tivesse a capacidade de empatizar com a sofrimento das pessoas e de viver um bocado de sofrimento delas, com a distância que preciso ter, naturalmente as situações que a gente traz para casa.
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0:12:37 – JOSÉ GAMEIRO
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Se é não, se é não, normalmente é mais lindo que não. Você fica à espera, não lhe dizem nada, você te fala, você não pude, não sei o que o não é muito difícil de dizer às pessoas na nossa cultura, a cultura americana, como sabe. Sim é muito mais direta. Eu trabalho em Estados Unidos há uns tempos e é pé, pé, pé.
E eu sou muito mais do ponto de vista, do ponto de vista da minha cultura, ser francesa, porque andando em seu francês é disto, é disto pequenino. Mas eu tenho muito mais facilidade em dizer-me as coisas logo Não é, não é, não é, não é, não. Não é sempre assim, como é evidente. Não sou 100% assim, mas sou bastante mais assim do que a média. Penso que é.
0:15:25 – JORGE CORREIA
0:15:42 – JOSÉ GAMEIRO
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Fica uma relação, mais não é que eu ia dizer mais animada, mais viva. As pessoas percebem sem caso uma relação de causa e efeito. Percebem que a infidelidade foi no terreno muitas vezes, mas no terreno já há um bocadinho seco o casamento.
0:17:48 – JORGE CORREIA
0:17:50 – JOSÉ GAMEIRO
Tinhamento era mais por causa das redes sociais, os digitais, os whatsapp, desta vida Toda a gente vai do fono, mesmo quando diz que não vai, vai Quando está Ver o telefone do outro. Assim, quando está ameaçado, vai, vai, vai, vai. Todo a gente vai Lá, se vai a confiança.
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Atrás tem o atum a sardinha lá tem não sei o que, e a gente está, à medida que vai conhecendo a outra pessoa, vai descobrir nela, como ela vai descobrir nós. o sardinha lá tem o atum e Faz parte do pacote. Bem, você, se quiser a mandar setas às coisas, mais Coisa, mais fácil do mundo, não é, e se tivesse sempre a mandar setas. Lixa aquilo tudo. Ninguém aguenta. Que aguenta, na sua individualidade, na sua autoestima, estar a levar setas todos os dias. Ninguém aguenta.
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0:22:52 – JORGE CORREIA
0:22:54 – JOSÉ GAMEIRO
Há uma construção, uma, imagem Há uma construção de uma relação é feita em relação nos casais. Isso é muito forte porque nós temos com outra pessoa uma forma muito íntima e muito forte e portanto é muito fácil, se nós queríamos criticar outra pessoa, descobrir coisas para criticar.
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Mas há os amigos quando há uma separação por um lado. não dizem que há um efeito de contagem. Não existe um efeito de contagem, mas há um efeito de. As pessoas pensarem que eu sou casamento quando tenho uma separação próxima D’amigos.
Há um efeito de Espanho Há um efeito de algum espelho das pessoas pensarem um bocadinho mais na sua relação. Ok, às vezes não se faz mal nenhum, só ele faz bem, mas há esse efeito um bocadinho. E depois há a questão da separação. com quem é? como vou dar? consigo mudar com os dois lá em Monsiga É ter amigo divorciado. já que não quis suar.
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0:26:13 – JOSÉ GAMEIRO
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0:26:27 – JOSÉ GAMEIRO
Uma das casas em Portugal é um problema complicado. Agora está a mudar-se suizmente porque havia o programa da Casa Comprada e isso já levava sempre problemas patrimoniales complicados de visão do património. Hoje em dia depois já arrenou mas é mais fácil, mas portanto quando há filhos é mais complicado. Dito isto, eu acho que é uma parte das vezes as coisas correm bem na gestão dos filhos depois de futuro na guarda. Seja ela guarda para atilhar.
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Isto era num contexto jurídico diferente do nosso sem que a mulher tenha direita, fica de direita coisas que em Portugal já não têm E portanto ele não queria largar tanto. Portanto é feita de modo a que cada um dos dois sintam que têm que perder, mas que não perdem muito.
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Eu nunca deixei. eu andei sempre na rua madrugada a passear. Gosto de fazer caminhadas, eu andava sempre. Depois eu toco a café com a destina e tal ia comprar o pago a moço para a minha mulher, não sei o lindo, o sobelaragem e o pão fresco, e depois vinha para casa e eu ia ler, a suga de escrever Ai o pai está aqui e tal Está tudo bem.
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Eu acho que a pandemia é uma experiência vista do ponto de vista positivo, uma experiência de cuidar o teu conhecimento de relação com os outros. Bestial quer dizer ótima para a pessoa se conhecer, e acho que faz sentido pensar sobre isso e já gente escreveu sobre isso, já escreveu muito sobre isso e isso pode O prazer que eu tive não sei se posso dizer mais sobre o que eu tive O prazer que eu tinha a andar de madrugada, sozinho, nas ruas de vários títulos do país onde eu ia, porque eu não ficava em Cascar. Eu fui a máfrio, fui a cintre, fui a aliceira, fui a Almada, fui a Oand, sem ninguém na rua. Acho que em meio da manhã nem um carro não havia nada lembra-se do confinamento inicial, Foi o primeiro de março, Com os outros cotidões na cabeça, houve música e houve sistematicamente o sound of silence.
o Simon Garfankl, conheço com a cintura de.
Simon Garfankl. O prazer era enorme. Isto era contraditório, é contraditório, mas tinha um prazer. tinha a cidade para mim. Eu subi uma vez à VE de Liberdade no meio da estrada, no ano que passei. dos restauradores, uma queijo de pombal de madrugada sozinho, aproveitaram o vazio da cidade, aproveitaram o vazio, o que os outros cotidões na cabeça. Houve música. Eu não vou fazer isso mais. Perceba E fazia uma impressão. Como é que as pessoas não iam para a rua fazer coisas de cheno? Algumas iam, não sei, não se via ninguém. As pessoas tinham tão de medo que não saíam de casa.
0:34:17 – JORGE CORREIA
By Jorge CorreiaHoje é dia de ir ao psiquiatra.
Revisitámos uma conversa com José Gameiro, a meados de setembro de 2021.
E lembrei-me deste episódio por causa do último livro que escreveu, o “Ser Psiquiatra” com um retrato subjetivo dos seus 40 anos de profissão.
José Gameiro ouve, todos os dias, pessoas que sofrem.
Pessoas que lhe entram no consultório com pedidos de ajuda.
Com demandas para ser guia de um certo regresso à felicidade.
Ou pelo menos a alguma harmonia.
A ideia romântica do que somos ou queremos ser persegue-nos sempre. E o choque com a realidade acorda-nos.
O dia em que gravámos coincidiu com a semana em que deixamos de usar as máscaras cirúrgicas populares na pandemia. E as máscaras foram um bom mote
No jogo das máscaras que todos jogamos uns com os outros há terrenos férteis para imaginários, felicidades e dores.
TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA
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0:00:06 – JOSÉ GAMEIRO
Às vezes é mais difícil.
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0:01:06 – JOSÉ GAMEIRO
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Se não der sá assim vão tirar a engrafada. Eu sei que elas tu vais chegar, é previsível. Agora já não faço até às 10,. Agora a pandemia de Ruzi. Eu não faço até às 10, mas eu fazia consultórios até às 10 para às 8. O quarto para às 8, acho que a última se consultará cheia de ter noite. Eu faço, se é uma primeira, uma hora, se é uma segunda é uma dizinha de minuto E portanto eu acabo sem mamão. Agora é como a noite de moto a toda a vida. Eu chegava à casa 20 minutos depois.
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Não fala, não, não, não Falo. ponho questões, provoco, sou um bocado provocador. Portanto provocou-te um incentivo de pôr as pessoas a pensar e tal Como é que se fazem perguntas. A primeira pergunta que eu faço a primeira vez é o que é que o traz cá, a pergunta clássica, e a pessoa começa a falar e eu começo a interagir com a pessoa E depois o processo vai andando se mostrar assim como é que é um processo terapêutico, a varia de tanta pessoa para pessoa, de uma situação que é muito difícil de dizer como é que é um processo terapêutico. A imagem que eu tenho é que eu é uma bocada, imagem da cirurgia. Eu sou um nostalgia que na medicina que estava a ter que eu sou uma medicina e não sou sobruxo, enfim.
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0:05:35 – JOSÉ GAMEIRO
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E vamos falar dos casais, por que As vezes têm pedas no bolso de coisas que foram ditas há um ano, todo outro Uma memória, e depois, na primeira hipótese que vai disto né E o efeito. Então houve a confiança que não foi. quando eu confio a HNQ, porque é minha mulher, eu tenho que ter a confiança que coisas que eu decoro da minha vida, que não tem nada a ver com ela da minha vida, não me são atiradas depois de passar de um tempo a longa altura. Tu és meu bem, isto, tu és isto, tu és aquilo. A confiança numa relação profissional é fundamental que eu não vou criticar a pessoa ou a pessoa me estar a contar uma coisa má Percebe. Eu vou tentar ajudar ela a viver com aquilo e a perceber aquilo Na profissão de psiquiatra.
Imagino que a aceitação ou a neutralidade saísam uma coisa É uma palavra fundamental à neutralidade E com o tempo eu acho que consegui ser quase 100% meu.
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0:08:39 – JOSÉ GAMEIRO
Esta pessoa poderia ser meu amigo e investir, e não é meu amigo E não é meu amigo, nem vai ser meu amigo nunca, nem que pode ser muitos anos depois. nunca me aconteceu. Mas há coisas. por exemplo, eu sou piloto, já não sei se sabe, eu vejo muita gente dos aviões porque sou piloto e psiquiata. Eu tenho que ter cuidado para não começar a falar Na paixão do avião.
Eu tenho um acomandante antes que eu o dava ao visto de tantas jogais, porque são gais com 10 mil horas, 15 mil horas, eu tenho imedital horas. São gais profissionais. Eu tenho que ter cuidado para não estar apagado para falar do que é que se passa nas portas, mas pode usar essa porta.
0:09:36 – JORGE CORREIA
0:09:43 – JOSÉ GAMEIRO
Eu tenho que ter cuidado com isso porque se não, eu passo metade da consulta a falar dos aviões e alimentar a coisse dos aviões com isso, e é isso que a pessoa lá está.
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0:11:31 – JOSÉ GAMEIRO
Às vezes é um estúpido, é um parvo. Ao fim de um tempo, estar com a pessoa, a gente se empatiza com a pessoa Empatiza. Pode ser a pessoa mais desagradável do mundo. Não chama o que aconteceu, não quer ser uma vez a outra.
Nunca achei empatizar muito, Atolarar pelo menos numa fase inicial e depois devolver Não descobre coisas positivas na pessoa e sobretudo é uma coisa que é empática, que é o sofrimento. Quer dizer nós empatizamos com o sofrimento. sempre o estado me leva de vida Se eu não tivesse a capacidade de empatizar com a sofrimento das pessoas e de viver um bocado de sofrimento delas, com a distância que preciso ter, naturalmente as situações que a gente traz para casa.
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Se é não, se é não, normalmente é mais lindo que não. Você fica à espera, não lhe dizem nada, você te fala, você não pude, não sei o que o não é muito difícil de dizer às pessoas na nossa cultura, a cultura americana, como sabe. Sim é muito mais direta. Eu trabalho em Estados Unidos há uns tempos e é pé, pé, pé.
E eu sou muito mais do ponto de vista, do ponto de vista da minha cultura, ser francesa, porque andando em seu francês é disto, é disto pequenino. Mas eu tenho muito mais facilidade em dizer-me as coisas logo Não é, não é, não é, não é, não. Não é sempre assim, como é evidente. Não sou 100% assim, mas sou bastante mais assim do que a média. Penso que é.
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0:15:42 – JOSÉ GAMEIRO
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Fica uma relação, mais não é que eu ia dizer mais animada, mais viva. As pessoas percebem sem caso uma relação de causa e efeito. Percebem que a infidelidade foi no terreno muitas vezes, mas no terreno já há um bocadinho seco o casamento.
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0:17:50 – JOSÉ GAMEIRO
Tinhamento era mais por causa das redes sociais, os digitais, os whatsapp, desta vida Toda a gente vai do fono, mesmo quando diz que não vai, vai Quando está Ver o telefone do outro. Assim, quando está ameaçado, vai, vai, vai, vai. Todo a gente vai Lá, se vai a confiança.
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Atrás tem o atum a sardinha lá tem não sei o que, e a gente está, à medida que vai conhecendo a outra pessoa, vai descobrir nela, como ela vai descobrir nós. o sardinha lá tem o atum e Faz parte do pacote. Bem, você, se quiser a mandar setas às coisas, mais Coisa, mais fácil do mundo, não é, e se tivesse sempre a mandar setas. Lixa aquilo tudo. Ninguém aguenta. Que aguenta, na sua individualidade, na sua autoestima, estar a levar setas todos os dias. Ninguém aguenta.
0:22:32 – JORGE CORREIA
0:22:36 – JOSÉ GAMEIRO
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0:22:54 – JOSÉ GAMEIRO
Há uma construção, uma, imagem Há uma construção de uma relação é feita em relação nos casais. Isso é muito forte porque nós temos com outra pessoa uma forma muito íntima e muito forte e portanto é muito fácil, se nós queríamos criticar outra pessoa, descobrir coisas para criticar.
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0:23:34 – JOSÉ GAMEIRO
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Mas há os amigos quando há uma separação por um lado. não dizem que há um efeito de contagem. Não existe um efeito de contagem, mas há um efeito de. As pessoas pensarem que eu sou casamento quando tenho uma separação próxima D’amigos.
Há um efeito de Espanho Há um efeito de algum espelho das pessoas pensarem um bocadinho mais na sua relação. Ok, às vezes não se faz mal nenhum, só ele faz bem, mas há esse efeito um bocadinho. E depois há a questão da separação. com quem é? como vou dar? consigo mudar com os dois lá em Monsiga É ter amigo divorciado. já que não quis suar.
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0:25:48 – JOSÉ GAMEIRO
0:25:54 – JORGE CORREIA
0:26:13 – JOSÉ GAMEIRO
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0:26:27 – JOSÉ GAMEIRO
Uma das casas em Portugal é um problema complicado. Agora está a mudar-se suizmente porque havia o programa da Casa Comprada e isso já levava sempre problemas patrimoniales complicados de visão do património. Hoje em dia depois já arrenou mas é mais fácil, mas portanto quando há filhos é mais complicado. Dito isto, eu acho que é uma parte das vezes as coisas correm bem na gestão dos filhos depois de futuro na guarda. Seja ela guarda para atilhar.
0:27:05 – JORGE CORREIA
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Isto era num contexto jurídico diferente do nosso sem que a mulher tenha direita, fica de direita coisas que em Portugal já não têm E portanto ele não queria largar tanto. Portanto é feita de modo a que cada um dos dois sintam que têm que perder, mas que não perdem muito.
0:29:11 – JORGE CORREIA
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Eu nunca deixei. eu andei sempre na rua madrugada a passear. Gosto de fazer caminhadas, eu andava sempre. Depois eu toco a café com a destina e tal ia comprar o pago a moço para a minha mulher, não sei o lindo, o sobelaragem e o pão fresco, e depois vinha para casa e eu ia ler, a suga de escrever Ai o pai está aqui e tal Está tudo bem.
0:31:23 – JORGE CORREIA
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Eu acho que a pandemia é uma experiência vista do ponto de vista positivo, uma experiência de cuidar o teu conhecimento de relação com os outros. Bestial quer dizer ótima para a pessoa se conhecer, e acho que faz sentido pensar sobre isso e já gente escreveu sobre isso, já escreveu muito sobre isso e isso pode O prazer que eu tive não sei se posso dizer mais sobre o que eu tive O prazer que eu tinha a andar de madrugada, sozinho, nas ruas de vários títulos do país onde eu ia, porque eu não ficava em Cascar. Eu fui a máfrio, fui a cintre, fui a aliceira, fui a Almada, fui a Oand, sem ninguém na rua. Acho que em meio da manhã nem um carro não havia nada lembra-se do confinamento inicial, Foi o primeiro de março, Com os outros cotidões na cabeça, houve música e houve sistematicamente o sound of silence.
o Simon Garfankl, conheço com a cintura de.
Simon Garfankl. O prazer era enorme. Isto era contraditório, é contraditório, mas tinha um prazer. tinha a cidade para mim. Eu subi uma vez à VE de Liberdade no meio da estrada, no ano que passei. dos restauradores, uma queijo de pombal de madrugada sozinho, aproveitaram o vazio da cidade, aproveitaram o vazio, o que os outros cotidões na cabeça. Houve música. Eu não vou fazer isso mais. Perceba E fazia uma impressão. Como é que as pessoas não iam para a rua fazer coisas de cheno? Algumas iam, não sei, não se via ninguém. As pessoas tinham tão de medo que não saíam de casa.
0:34:17 – JORGE CORREIA

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