Literatura Oral

Literatura Oral

By Sabrina SiqueiraArtsBooks
Download on the App Store

Literatura Oral episodes

  • #45 O CORTIÇO, ALUÍSIO AZEVEDO, PARTE 2

    No último episódio, vimos como o cortiço começou, a partir da ambição de João Romão. E graças ao trabalho árduo da Bertoleza. Ela foi enganada por João, que usa a sua economia pra comprar a alforria no início da construção das primeiras 3 casinhas. E entrega pra ela um documento falso de escrava liberta, feito por ele. Naquela noite, João e Bertoleza comemoram com uma garrafa de vinho do Porto. Ela celebra a suposta liberdade. Ele comemora ter adquirido uma escrava. Porque Bertoleza só mudou de dono. Ela tinha uma espécie de acordo com o antigo senhor, de mandar uma quantia em dinheiro mensal pra ele em troca de viver onde ela quisesse e trabalhar para seu sustento. Bertoleza não era uma escrava fugida, ela tinha um acordo com o antigo senhor, que sabia onde ela estava. João Romão é prático e usa Bertoleza como uma escrava útil em diversas frentes: ela trabalha como um bicho, cozinha e dá lucros com a venda das quitandas, faz as vezes de atendente na mercearia dele, lava e arruma as roupas dele, e é uma mulher pra ele usar sem precisar gastar com prostitutas.

    1 hr 3 min
  • #44 O CORTIÇO, ALUÍSIO DE AZEVEDO

    Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo, ou apenas Aluísio de Azevedo, foi um multitarefas. Escritor, diplomata, caricaturista, jornalista, desenhista e pintor. Nasceu em 1857, em São Luís, no Maranhão, e morreu em 1913, em La Plata, na Argentina.

    Ele era formado pela Academia Imperial de Belas Artes, do Rio de Janeiro. Em 1878 precisou retornar a São Luís em função do falecimento do pai. Como tinha que sustentar a família, iniciou na atividade literária. Seu primeiro livro publicado é Uma lágrima de mulher, em 1879.

    Azevedo inaugura o Naturalismo no Brasil, com o romance O mulato, em 1881, mesmo ano da publicação de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, que é a obra que inicia o realismo no Brasil. Então o Naturalismo acontece simultaneamente ao Realismo ao Parnasianismo.

    O naturalismo foi um movimento literário que aconteceu de 1880 até, mais ou menos, 1893. Como o nome sugere, remete ao que é natural, instintivo, sem retoques. Os três movimentos, naturalismo, realismo e parnasianismo se opõem ao romantismo na temática, que aconteceu antes. O romantismo gostava de idealização, de imaginar cenários europeus ou idílicos, de mulheres angelicais ou uma atmosfera de sonhos, com histórias heroicas ou românticas e sofridas. No naturalismo a narrativa se detém na mediocridade do cotidiano, mostra personagens quase como bichos, lutando pela sobrevivência a qualquer custo. Nada é idealizado, é a vida nua e crua, com sujeira, mau caratismo, pobreza, toda feiúra que a miséria pode ter. O naturalismo se interessa por preconceitos, taras individuais e uma linguagem longe do que a gente tem hoje como “politicamente correto”. Teve manifestações também no teatro e nas artes plásticas. O precursor desse movimento na literatura foi o francês Émile Zola, com a obra O romance experimental, de 1880. Só um ano antes de Azevedo lançar O mulato.

    1 hr 17 min
  • #43 BALADA DE AMOR AO VENTO, PAULINA CHIZIANE

    Paulina Chiziane nasceu em 1955 e cresceu nos subúrbios da cidade de Maputo, capital e também a maior cidade do Moçambique. Atualmente ela mora na Zambézia, que é uma província da região centro do país. Paulina foi a primeira mulher a publicar um romance no Moçambique. Isso aconteceu só em 1990, quando ela escreveu Balada de amor ao vento. Eu adoro esse título, Balada de amor ao vento.

    27 min
  • #42 CAROLINA MARIA DE JESUS

    Hoje vou falar sobre Carolina Maria de Jesus e te convidar a reler ou conhecer a obra literária dessa escritora brasileira que foi uma mulher do povo. Ela nasceu em Sacramento, MG, em 1914, e morreu de uma crise de asma em São Paulo, em 1977, aos 63 anos. Nasceu em ano de guerra mundial e a vida dela foi uma batalha contra a pobreza e contra a fome. Boa parte da vida foi catadora de papel e assim sustentava os 3 filhos. No material que coletava pra vender, ela encontra restos de caderno e tocos de lápis, e com eles escreve diários de sua rotina de mãe solteira, negra e pobre. Carolina era articulada, era o que hoje a gente chamaria uma líder comunitária, porque falava pela sua localidade. E foi assim que conheceu o jornalista Audálio Dantas, em 1958, a pessoa que colaborou para tornar público o primeiro livro dela, e que seria o grande sucesso de Carolina: Quarto de despejo – diário de uma favelada. Dantas faz a ponte entre ela e o mundo editorial

    42 min
  • #41 NÍSIA FLORESTA - Feminista, mas nem tanto!

    Nísia Floresta Brasileira Augusta ou, mais usualmente, Nísia Floresta foi o pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto. Ela nasceu em Papari, RN, em 1810, e faleceu nos arredores de Rouen, na França, em 1885. Contribuiu para o avanço da educação feminina no país porque entendia a importância da educação para a valorização social do gênero feminino, questão que sempre foi do interesse de Nísia. Foi escritora, professora e fundadora de colégios para meninas, além de precursora do feminismo no Brasil, e feminismo é aqui entendido como ação consciente empreendida na defesa do sexo feminino.

    22 min
  • #40 O PORTO DAS EMOÇÕES, KARINA MORAES KURTZ

    Desta vez estou postando 2 episódios pertinho um do outro, porque os dois são celebrações pelo Dia Internacional da Mulher. No último episódio, li 2 poemas da portuguesa Florbela Espanca, “A mulher” I e II. Hoje vou ler um texto que postei na coluna de cultura do Portal Paralelo 29, que é uma sugestão literária.


    7 min
  • #39 A MULHER, FLORBELA ESPANCA

    Florbela Espanca inicia oficialmente sua trajetória como poeta aos 22 anos. Ela não se liga oficialmente a nenhum movimento literário. Na época, vigorava o Modernismo em Portugal. As principais características da poesia de Florbela são sentimentalismo, erotização e feminilidade.

    Suas primeiras tentativas de promover as suas poesias falharam. Foi jornalista e estudou Direito em Lisboa. Em 1919, publica o livro de Sonetos chamado Livro de Mágoas. Em 1922, tem publicado o soneto Prince Charmant.... Em 1923, é publicada sua segunda coletânea de sonetos, Livro de Sóror Saudade, edição que foi paga pelo pai dela.

    19 min
  • #38 SE HÁ FATALISMO NOS NOMES

    No último episódio, li a minha primeira colaboração para o Portal Paralelo 29, “Bovarismo coletivo”. Hoje vou ler parte de outra crônica para esse site, “Se há fatalismo nos nomes”, que foi publicada em 21 de fevereiro de 2021. O texto completo pode ser acessado em paralelo29.com.

    9 min
  • #37 BOVARISMO COLETIVO

    No último episódio, li o conto “O bebê de tarlatana rosa”, de João do Rio. É um conto com temática de Carnaval, mas que revela um enredo macabro. No episódio de hoje, vou ler uma colaboração minha para a coluna de cultura do portal Paralelo 29, que é um site jornalístico com notícias de Santa Maria, no RS, e região. Esta crônica foi publicada em 7 de fevereiro de 2021, e pode ser lida em paralelo29.com.

    10 min

About Literatura Oral

From the publisher's feed

Leitura comentada, análise literária, leitura crítica e sugestões literárias

More shows like Literatura Oral

Renascença - Extremamente Desagradável by Renascença

Renascença - Extremamente Desagradável

88 Listeners

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer by SIC Notícias

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer

30 Listeners

Bem-vindo a mais um episódio de. by Rádio Comercial | Manuel Cardoso

Bem-vindo a mais um episódio de.

5 Listeners