Literatura Oral

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By Sabrina SiqueiraArtsBooks
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Literatura Oral episodes

  • #36 O BEBÊ DE TARLATANA ROSA, JOÃO DO RIO

    “O bebê de tarlatana rosa” é um conto escrito em 1910 e ambientado na cidade do Rio de Janeiro, onde o escritor morava. João do Rio é pseudônimo de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, jornalista, cronista, tradutor e teatrólogo. Ele viveu no final do século XIX e início do século XX, entre 1881 e 1921, e ficou conhecido por seu estilo dândi, polêmico, e representante da belle époque carioca.

    33 min
  • #35 AS IRMÃS, JAMES JOYCE

    Então Dubliners, ou Dublinenses, como eu vou usar aqui, é o livro de contos desse escritor considerado um marco da literatura moderna ocidental pelos experimentos que fez com a linguagem. É um livro lançado em 1914 e reúne 15 contos. James Joyce é irlandês, nasceu em Dublin, viveu entre 1882 e 1941, e nesses contos ele faz uma crítica à mentalidade dos habitantes de sua cidade natal, mas por metonímia, a crítica se estende a toda República da Irlanda. Lembra que a Irlanda é um país dividido desde 1921, entre República, que fica ao sul, com capital em Dublin, e Irlanda do Norte, um território menor, ao norte, vinculada ao Reino Unido, com capital Belfast.

    Essa mentalidade a que Joyce se opunha é moldada pelo catolicismo, pela moral da Igreja Católica do início do século XIX e que teve muita influência na formação social irlandesa, inclusive interferindo nas vidas privadas. Por exemplo, como criticava o uso de contraceptivos, as famílias católicas acabavam sendo muito numerosas, e com isso tendiam ao empobrecimento, como a gente viu no episódio sobre Jonathan Swift.


    23 min
  • #34 AMOR DE PERDIÇÃO, CAMILO CASTELO BRANCO, FINAL

    Neste episódio, finalizo a leitura do romance Amor de perdição, do português Camilo Castelo Branco. No último episódio, vimos que João da Cruz foi morto pelo filho do almocreve que ele tinha matado há 10 anos, e que o pai de Simão o ajudou a se livrar da forca por assassinato, gerando a dívida de honra com a família Botelho, que faz com que o ferrador se torne protetor de Simão. Vimos que a comunicação entre Teresa e Simão foi restabelecida graças a João e à mendiga, que volta à cena. Mariana melhorou da doideira e volta a ficar “presa” junto com Simão, sendo sua empregada. Sim, porque ela passa o dia na cela junto, como se estivesse cumprindo pena.

    1 hr 7 min
  • #33 AMOR DE PERDIÇÃO, CAMILO CASTELO BRANCO, PARTE 6

    Amor de perdição foi publicado em 1862 e é interessante perceber as diferenças de recepção da obra naquele tempo e agora. A sociedade era completamente diferente, os valores eram outros, as mulheres tinham menos representatividade e a diferença social, no sentido de o que uma pessoa de uma classe ou de outra podia atingir na vida era ainda pior que hoje. Notem a diferença de tratamento, por exemplo, em relação a alguém com a idade do protagonista. Simão Botelho tem 18 anos e é tratado pelo narrador e dentro da trama como um homem feito, naquele momento em que ele chora por Mariana e o narrador diz que “chorou então aquele homem de ferro”. Hoje, uma pessoa de 18 anos é tratada mais como um adulto em formação ainda, um jovem adulto, deixando a adolescência. E com isso as expectativas que se tem de alguém nessa faixa etária são outras. O narrador faz referência ao tipo de amor dessa idade, como se fosse talvez o ponto alto da vida pra desenvolver o sentimento. Sem dúvida, é uma visão romântica e em consonância com as características do período literário.

    No episódio de hoje, chamo atenção ao tratamento dispensado ao corpo feminino, principalmente quando pobre.

    1 hr
  • #32 AMOR DE PERDIÇÃO, CAMILO CASTELO BRANCO, PARTE 5

    Na leitura de hoje, vimos que Simão estava esperando a comitiva de Tadeu Albuquerque chegar ao convento de Viseu pra buscar Teresa e transportá-la ao convento de Porto. Quando vê Baltasar, Simão e ele discutem e o vilão é morto com um tiro. Teresa desmaia e Simão se entrega à autoridade. Há uma tentativa do meirinho de ajudar Simão, por ser filho do corregedor. Mas ele tá decidido a ser preso, pagar pelo crime e até morrer em nome de salvar Teresa do convento. O que não acontece, porque ela é levada de todo jeito.

    1 hr 10 min
  • #31 AMOR DE PERDIÇÃO, CAMILO CASTELO BRANCO, PARTE 4

    Amor de perdição é comumente comparado a Romeu e Julieta, de Shakespeare, porque trata do amor entre dois jovens de famílias rivais. Mas o enredo também lembra um outro título de Shakespeare, Muito barulho por nada, porque até agora Simão e Teresa nem sequer nunca se encontraram, tudo que fizeram foi conversar pelas janelas dos quartos, que ficavam uma de frente pra outra, já que são vizinhos em Viseu. E olha quanto sofrimento essa história já gerou: dois empregados foram mortos, Simão baleado e quase morto, Teresa confinada contra vontade num convento, prometida de ser deserdada pelo pai. Pra nós que somos leitores de outro momento histórico, que vivemos outros valores e somos acostumados a narrativas mais realistas, esse enredo romântico soa por vezes cômico ou bobo.

    1 hr 9 min
  • #30 AMOR DE PERDIÇÃO, CAMILO CASTELO BRANCO, PARTE 3

    Estamos lendo Amor de perdição, do português Camilo Castelo Branco. Esse romance de 1862 é bem característico da segunda geração do romantismo ou ultrarromantismo. No último episódio, vimos a apreensão de Teresa Albuquerque sobre o pai tentar casá-la com o primo Baltasar Coutinho. Ele é o vilão da história e pretende controlar o patrimônio de Teresa quando o tio morrer. Teresa e Simão marcaram um encontro no portão do quintal às 11 horas da noite, e existe a possibilidade de Baltasar aparecer. Enquanto isso, Simão está hospedado na casa de um ferreiro e lá ele conhece Mariana, que também se apaixona por ele.

    58 min
  • #29 AMOR DE PERDIÇÃO, CAMILO CASTELO BRANCO, PARTE 2

    Na leitura anterior vimos como os pais do protagonista, Simão Botelho, se conheceram. Domingos Botelho e Rita Preciosa Caldeirão. Ela era aia de Dona Maria I e ganhou da monarca subsídios para o casal construir sua primeira casa, o que o narrador aponta como um indício de que Dona Maria estava maluca. Os dois tiveram 5 filhos, dos quais ficamos sabendo mais de Manuel, o mais velho, que era todo certinho e depois se envolve com uma mulher casada, fugindo com ela pra Espanha. Lembrem que nessa época, em Portugal, adultério dá cadeia. Inclusive o escritor Camilo Castelo Branco escreve este livro enquanto está na cadeia do Porto por ter se envolvido com uma mulher casada. E ficamos sabendo também de Simão, que era explosivo, briguento, arruaceiro, discursava por liberdade e por uma nova ordem social em Portugal, a exemplo do que aconteceu na França, com a Revolução de 1789. Ele chega a passar 6 meses no cárcere acadêmico, mas quando se apaixona pela vizinha, Tereza Albuquerque, muda completamente e se torna aluno exemplar. O problema para que fiquem juntos é que as duas famílias, Botelho e Albuquerque, são inimigas. Nós estamos no ponto em que Simão está em Coimbra, de volta à universidade, e os dois apaixonados se correspondem por cartas.

    58 min
  • #28 AMOR DE PERDIÇÃO, CAMILO CASTELO BRANCO

    O Romantismo foi um movimento estético e cultural que aconteceu entre os séculos XVIII e XIX. Deixa pra trás valores clássicos e inaugura a modernidade nas artes. Essas obras reproduzem valores de uma recém formada burguesia, e não mais das elites absolutistas. Aconteceu na Europa, mas teve sua contrapartida no Brasil. Na Alemanha, um dos principais autores do movimento foi Goethe, na Inglaterra, Lord Byron, na França, Vitor Hugo, em Portugal, Almeida Garret e Camilo Castelo Branco, de quem eu vou ler Amor de perdição, e no Brasil, Gonçalves Dias, José de Alencar, Castro Alves e Álvares de Azevedo, de quem li Noite na taverna, aqui no Literatura Oral, no episódio #21. Se tu não escutou ainda, vai lá depois, que ficou bem legal!

    1 hr 1 min

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