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“A loteria” foi publicado em um 26 de junho de 1948, na Revista The New Yorker. A história acontece em uma manhã ensolarada de 27 de junho, portanto a publicação em 26 de junho aumenta o efeito de terror da narrativa.
Vocês viram que o autor
Como em um movimento
Vem aí o episódio #106 do podcast Literatura Oral, com a parte final da leitura comentada de Amar, verbo intransitivo, de Mário de Andrade!
Andrade era um intelectual, não só entendido de literatura como de música, e encheu o texto de referências, nem todas acessíveis ao leitor mediano, sem tanta erudição quanto ele. Isso, por si só, não deveria ser motivo de crítica negativa ao romance de Mário de Andrade. Afinal, quando um texto é lotado de referências, algumas possibilidades de leitura se abrem. Ou a pessoa lê sem saber ou sem se dar conta dessas alusões, e aí absorve a história de forma mais rasa, mas ainda assim entra em contato com a narrativa proposta pelo autor. Ou a pessoa já conhece muitas das referências, se diverte com essas alusões e vai em busca de procurar saber ou entender as que ainda lhe são desconhecidas, e aí entra em contato com uma versão muito mais aprofundada do romance. Eu entendo que esse texto denso é na verdade um elogio do autor ao leitor, porque o autor confia na capacidade de decodificação desse leitor, que não precisa apreender tudo na primeira leitura, pode se divertir em descobrir mais na segunda vez em que pega o texto.
Prestem atenção na ironia
Mário de Andrade foi um
Vimos que o romance conta a história de Elza, que é contratada por Sousa Costa para fazer a iniciação sexual de seu filho adolescente. Só que a mãe não sabe e Elza vai morar com a família sob o disfarce de governanta e professora de alemão. Ela imigrou em função da 1ªGM e está trabalhando para juntar dinheiro e voltar à Alemanha.
Precisamos falar sobre a escolha profissional de Elza. Tudo bem, talvez não tenha sido escolha. Mas nos diz algo da desvalorização do educador desde muito cedo, no Brasil. Porque Elza cumpre uma função de fachada que é a das preceptoras, ou seja, professoras que ensinam em casa, moram com a família. Uma tarefa muito comum no século XIX, na
Como será que era o
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