Malhete Podcast

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By Luiz Sérgio F. CastroHistory
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Malhete Podcast episodes

  • EUCLIDES E O TEMPLO DA HUMANIDADE.
    Por Winnie Dreisonstok.
    A 47ª Proposição dos Elementos de Euclides é um importante Símbolo da Maçonaria. De fato, é tão importante que As Constituições dos Maçons de 1723 retratam dois homens vestidos de realeza gesticulando para uma representação do 47º Problema de Euclides no andar de baixo.
    Esta Proposição mostra que "Em triângulos retângulos, o quadrado do lado que subtende o ângulo reto é igual à (soma dos) quadrados dos lados que contém o ângulo reto?" O deus Apolo - que representa a luz e a razão - cavalga no alto em sua carruagem. Embora normalmente associada puramente à matemática, a 47ª Proposição de Euclides sintetiza o que há de mais sublime nas artes e nas ciências.
    Na superfície, o 47º Problema de Euclides é apenas uma das muitas soluções que datam de milhares de anos resolvendo o Teorema de Pitágoras. Há evidências de que matemáticos da Babilônia e da Mesopotâmia, bem como da Índia e da China, descobriram isso independentemente e muito antes dos gregos.
    Isso porque existem muitas maneiras de provar esse teorema, incluindo provas geométricas e algébricas.
    Na verdade, aqui está um atalho "truque": "Basta cortar todos os quadrados e encaixá-los no quadrado grande!" como um dos meus amigos sugeriu brincando!
    No entanto, esses caminhos são realmente mais inteligentes do que os antigos? Deve-se estar ciente de que a beleza do 47º A preposição está no próprio processo da prova. Há muito mais profundidade no 47º Problema de Euclides do que outras soluções para um teorema matemático tão básico. De fato, a 47ª Preposição é talvez a mais brilhante das soluções para o Teorema.
    Euclides não gosta de usar números em Geometria, pois acredita que o processo mental empregado na resolução deste problema equipará o geômetra para atingir graus mais elevados de sabedoria. A ênfase no rigor intelectual no processo da prova é muito mais importante do que o resultado em si, uma noção ecoada na história de Hawthorne de "O Artista do Belo", onde ele descreve um artista que busca a criação de um belo, minúsculo, borboleta mecânica completamente realista. É uma criação engenhosa que combina tecnologia e uma busca pelo Sublime. Após anos de fracasso e completo isolamento da sociedade (ninguém entende por que este artista quer criar esta expressão impraticável do Belo), ele finalmente realiza sua criação da bela borboleta. É então esmagado por uma criança, mas para o artista isso não é uma tragédia, mas um triunfo, pois leva à percepção de que "a recompensa de todo alto desempenho deve ser buscada dentro de si, ou em vão". Em outras palavras, é a caça ou a caça, e não a pedreira ou a captura (como diz Pascal) em que reside um verdadeiro sentido de realização.
    A mesma alegoria se aplica ao ritual maçônico na busca dos diferentes graus. Assim como as 46 diferentes proposições que constroem para a solução do 47º problema, cada passo tem sua razão e significado esotérico para o objetivo final, assim como cada grau do ritual maçônico. O verdadeiro sentido do Mestre Maçom só pode ser alcançado indo passo a passo através de cada grau com reverência e maturidade e não por qualquer atalho ou truque. O teorema de Pitágoras não é meramente uma fórmula para memorizar, há muitos mais mistérios a serem explorados e desvendados, assim como todo ritual elaborado pelo Mestre Maçom não é meramente para o candidato memorizar, mas há significados esotéricos muito mais profundos e beleza por trás do mero ritual para se descobrir e apreciar.
    Os pitagóricos acreditavam que "aritmética era número, geometria era número no espaço, música era número no tempo e astronomia era número no espaço e no tempo?" Em seu livro Os Elementos, podemos ver como Euclides transforma os números em espaço aplicando linhas retas de forma sucinta para provar o que é conhecido como o Triplo Pitagórico: 32 + 42 = 52 Em seus treze livros de Elementos, Euclides desenvolve longas sequências de proposições. Não se pode deixar de notar que tais processos mentais começam desde a primeira proposi
    9 min
  • EM BUSCA DO GENUÍNO REI ATHELSTAN
    Por Patrick C. Carr
    O rei inglês do século X Athelstan tem sido referido como o "Rei Desconhecido", apesar de sua importância para a história inglesa pré-normanda, e na estima afetuosa que ele é mantido pelos maçons, onde seu nome é escrito sem a ligadura Æ. Mas de qualquer maneira, e apesar da familiaridade de seu nome, somos levados em muitas direções diferentes sobre quem ele era e qual é a sua importância para a Fraternidade. Embora Athelstan tenha recebido muito reconhecimento em todo o Rito de York da Maçonaria, muitos maçons não sabem praticamente nada sobre seu legado ou quem ele realmente era. Ele raramente, ou nunca mencionado no sistema da Loja Azul, mas seu legado é reservado para os órgãos anexos do Rito de York da Maçonaria.
    Um monte de desconhecimentos
    Os historiadores também são confrontados com muitas incertezas sobre Aethelstan.
    Sabemos quando ascendeu ao trono (em 924), e que sua ascensão foi contestada, adiando sua coroação até 925, mas não sabemos quando nasceu. A identidade e o status da mãe de Aethlstan são incertos e sua infância permanece em grande parte em branco; ele nunca parece ter se casado e provavelmente não deixou descendência. Após sua morte em 939, Aethelstan foi enterrado... em uma abadia em Wiltshire. Que Aethelstan conquistou a Nortúmbria, levou os governantes de outras partes da Grã-Bretanha a jurar lealdade a ele e derrotou duas vezes aqueles que ousaram se rebelar contra esses juramentos que podemos afirmar com confiança.
    Athelstan era geralmente reconhecido como o rei dos anglos e saxões, mas ele regularmente tomava o título de rei da Inglaterra, o primeiro uso desse título na história do Império Britânico.
    Athelstan significa literalmente pedra nobre, muito parecido com o trono em Kingston sobre o qual ele foi coroado e ungido com óleo sagrado em 924. Mesmo no século XIV, seu nome ainda era invocado quando a terra foi concedida:
    Esta terra e este galho eu te dou, Tão livre quanto Athelstan me deu, E eu espero que você seja um irmão amoroso.
    Athelstan herdou um reino grande e bem aumentado de seu pai. Ele parecia decidido a aumentar o reino que havia herdado. Ele esteve envolvido em vários grandes conflitos militares. Ele foi bem sucedido em derrotar o rei de York e seu aliado, o rei de Dublin. Ele capturou York com sucesso, mas foi atacado pelo norte em 937. Sua vitória bem-sucedida em Brunanburgh selou seu reino e criou uma paz longa e duradoura. Muitos anos após o conflito, a luta de Athelstan ainda era conhecida como a "grande guerra", muito parecida com a da Primeira Guerra Mundial.
    Sua família estava bem conectada, especialmente por meio de casamentos com o Reino da França e o Reino da Alemanha, bem como com a Província de Aquitane. Através dessas várias conexões, ele foi capaz de construir muitas conexões fortes e garantir que suas reformas e mudanças fossem implementadas.
    Ele criou uma moeda para o reino e renovou muitas das cidades. Ele também convocou muitas assembléias nacionais de bispos e senhores e impôs controles rígidos sobre compra e venda, além de criar um código uniforme de leis. É aqui que nossos ensinamentos maçônicos começam a se combinar para criar as lendas que apresentamos em nossos rituais.
    No século X, a política do reino anglo-saxão havia assumido uma forma duradoura. Para que o monarca garantisse a estabilidade, era necessário que ele agisse de maneira formal e deliberada. Ele reuniu um conselho de homens religiosos e sábios. Deste encontro viria o surgimento de uma monarquia centralizada que geraria o nascimento do serviço público, um judiciário e um parlamento representativo.
    O governo de Athelstan foi notado devido ao seu desejo de melhorar as reformas legais de seu avô, Eduardo, o Grande. Ele era conhecido como um colecionador de relíquias religiosas e gastou tempo e recursos na fundação de igrejas em todo o reino. Sua casa também era o centro do aprendizado de inglês durante todo o seu governo e a educação era uma das principais prioridades em sua cor
    16 min
  • O SEGREDO MAÇÔNICO E A BUSCA DO SANTO GRAAL
    O verdadeiro segredo da Maçonaria é que não há segredos. Isso, pelo menos, é o que sempre foi dito. Mas é verdade? Na verdade, pela metade. É preciso compreender a diferença entre o que está deliberadamente oculto e o que, por sua própria natureza, é intransmissível. Neste último sentido, podemos falar de segredo maçônico, de "segredo" de uma perspectiva esotérica e filosófica, isto é, daquilo que por sua própria natureza ultrapassa os limites da linguagem e não pode ser explicado em palavras ou mostrado senão a quem está disposto a "viver a experiência". Porque é disso que trata realmente o segredo maçônico.
    Eu poderia explicar como saltar de paraquedas. Mas isso é apenas a técnica. O importante é a experiência, como se sente quando saltamos de paraquedas de um avião. Por mais que eu fale, mesmo que tivesse, o que não é o caso, a proeza literária dos grandes escritores de todos os tempos, minha explicação de um salto de paraquedas seriam apenas palavras que dificilmente fariam jus à experiência de um salto real.
    Da mesma forma, poderíamos falar de muitas sensações que, se não foram experimentadas, é impossível transmitir em toda a sua amplitude. Falamos de sentimentos e emoções como maternidade, paternidade ou mesmo liberdade ou felicidade. Conceitos, ideias, emoções, que cada um de nós vivencia de forma diferente, e também que mudam com o passar dos anos, porque muitas das coisas que nos faziam felizes quando éramos pequenos se tornaram menos importantes com o tempo.
    O segredo maçônico é desta natureza, impossível de descrever de forma única e absoluta através da palavra. Sua própria natureza torna isso impossível. O segredo maçônico é a experiência maçônica, a iniciação, mas também a convivência e a tolerância que nasce dentro das lojas. A energia que envolve o vestido, o vínculo com a egrégora, o aroma do incenso ou a visão do Templo à luz de velas.
    O segredo maçônico não tem nada a ver com poder, política ou religião. No entanto, é mais importante do que todas essas coisas juntas. Não se trata de inteligência militar ou segredos de estado, não se trata de qualquer conspiração ou vontade de dominar o mundo. É algo muito mais sutil e ao alcance de todos, é a compreensão de si mesmo e a escuta ativa da harmonia que subjaz a todo o Universo.
    Sei que muitos determinados a buscar a conspiração onde ela não existe acreditarão que ela os engana e que há de fato um segredo que justifica o poder que atribuem à Maçonaria. No entanto, nem a Maçonaria tem mais poder do que qualquer outra organização de seu tamanho e idade, nem há interesse em dominar o mundo. Cada um de nós tem o suficiente para tentar dominar nossas paixões.
    O segredo maçônico é a atmosfera tranquila em que seus ritos acontecem, ligando os maçons ao mesmo ideal de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Mas, acima de tudo, é a experiência individual dessa experiência que só pode acontecer dentro de uma Loja. Os maçons não são repositórios de segredos místicos de qualquer tipo. Não sabemos onde está o Santo Graal, ou a Arca da Aliança, ou se a Lança de Longinus é a verdadeira ou não. Não temos as chaves do genoma humano, nem guardamos as revelações da Virgem de Fátima, muito menos conhecemos a fórmula da Coca-Cola. Embora seja verdade que em nossas lendas esse ideal universal de pesquisa está contido como um convite à jornada do herói.
    Quando a Maçonaria fala da busca do Túmulo de Hiram, é como dizer a busca do Santo Graal ou a busca do impulso perfeito. É um convite a uma viagem iniciática, à viagem do herói explicada por Joseph Campbell. Não é mais nem menos do que uma referência ao monomito ou ao mito único que começa no mundo comum e entra em um mundo desconhecido, que não é outro senão o fundo de nossa própria alma, para voltar vitorioso com um conhecimento ou uma presente que ele pode usar para melhorar o mundo.
    É a jornada ou mito de Osíris, Prometeu, Moisés ou Gautama Buda. É também Star Wars de George Lucas ou Senhor dos Anéis de Tolkien. É, em suma, um convite
    6 min
  • A RESPONSABILIDADE ESCONDIDA ATRÁS DO VÉU DE ÍSIS
    Por Rosmunda Cristiano
    Todo maçom que conheci em meus trinta anos de militância maçônica em algum momento se viu fazendo um balanço de fazer parte da Instituição.
    Eu também muitas vezes me questionei sobre isso, tive crises de identidade, segundas intenções, dúvidas, momentos de ênfase e desânimo.
    Mas continuo aqui, falando e escrevendo sobre uma "fé" que se tornou um estilo de vida, uma forma de ser, de pensar, de ser comigo mesmo, mas sobretudo com os outros.
    Se eu tivesse que resumir a filosofia maçônica vivida por um maçom, só poderia compará-la ao mito do Véu de Ísis:
    Eu sou tudo o que foi, o que é e o que será e nenhum mortal ainda se atreveu a levantar meu véu.
    Muitas vezes, em meus artigos, escrevi palavras destinadas a recordar a "consciência" de nós maçons", tentando sacudi-los onde eram necessários, despertá-los, onde cochilavam profundamente, atiçá-los ao vivo, caso eles estavam muito cheios de si mesmos.
    Não devemos esquecer que juramos ser fiéis aos ideais, defendê-los até a morte.
    O véu de Ísis representa o instrumento que serve para despertar o sentido de responsabilidade inerente a todo maçom, a quem é exigido responder a um apelo às gerações maçônicas, presentes e futuras, e na construção de uma sociedade respeitadora da dignidade, da justiça e solidariedade.
    Heráclito dizia que nada permanece igual e estático, tudo flui, a mesma realidade que vivemos diariamente é marcada pela mudança. Muito menos o de um maçom que vive na soleira da porta do Templo, com um pé no mundo profano e outro no esotérico.
    Nesse difícil equilíbrio, mesmo o mais experiente dos Mestres pode se confundir e esquecer, de fato, suas responsabilidades, que estão entre as mais belas maneiras pelas quais o maçom expõe seu ser na Obediência e no mundo e que faz dele o motor que gera palavra e ação.
    Ser responsável significa responder a um inegável chamado pessoal, mas também expor-se ao que esse véu esconde com a liberdade de fuga e que, ao mesmo tempo, atrai a identidade humana como um ímã. Querendo parafrasear Rousseau, os maçons são seres humanos livres e rebeldes mas, "por toda parte acorrentados"... de responsabilidade!
    A responsabilidade que se reacende diante daquele misterioso véu reveste cada Irmão de compromisso e consciência; encarná-lo significa remover o véu, sem medo, consciente de que você escolheu ouvir seu apelo e decidir levantá-lo para descobrir o que está por trás dele, entender que você pode usá-lo de uma maneira diferente pelo que ele contém e por sua imenso poder de ser gerido de forma responsável, ética e humana.
    A Maçonaria é como um terceiro elemento que é tanto tremendum quanto fascinans: tremendum porque representa o risco para o indivíduo de se alienar e se perder e fascinans porque pode representar uma forma de recuperar a posse de si, redescobrindo o próprio valor.
    A Maçonaria é aquele véu da deusa que, levantado por quem, movido pela paixão ou por uma questão existencial, quer se aproximar para encontrar a verdade, não mostra nada além da imagem de si mesmo.
    Do olhar trêmulo daquele espelho vem a responsabilidade: um sentimento desesperado que assoma, desfaz e mostra a frágil nudez humana e seu modo de se doar nesta sociedade.
    Como ser maçom de forma ética, particularmente no mundo profano, um lugar onde o ser é sufocado pelo fazer, onde se esconde atrás de uma atividade imersa em constante mudança?
    Voltando a refletir sobre a própria ação, universalizando-a, fundando-a pessoalmente, abrindo-a ao futuro da vida de toda a humanidade, vai-se além de si mesmo e da realidade e estabelece uma nova ação laboral e social a partir do além e do caos.
    No mito grego, o caos era imensidão e vazio e é precisamente a partir deste último sentido que devemos recomeçar. O vazio cósmico é um lugar de perdição onde, paradoxalmente, se geram energia e movimento e, portanto, vida, e justamente reivindica responsabilidade.
    No trabalho, na vida privada e em todas as esferas, o ser humano precisa "ser", encher-se de ruídos e não de si
    6 min
  • DESABAFO
    Por Irmão Marcosoel Vieira Souza.
    Ao ingressar na maçonaria, nos é dito logo de início, que precisamos combater nossas vaidades.
    Porém ao ver dentro da própria loja tanta vaidade, começo a me perguntar realmente o que estou fazendo aqui? Serei eu mais um desses irmãos a encher o paletó de medalhas e títulos, e ostentá-las com tanta vaidade?
    Começo a pensar e refletir em tudo que venho presenciando em loja, não que não sejam merecedores desses títulos e honrarias, mas parece que para alguns ostentá-las é mais importante que a própria maçonaria.
    Vejo também tanta hipocrisia, irmãos que julgam outros irmãos, olhando o defeito, por assim dizer do outro, mais se esquecendo dos muitos defeitos que eles mesmos têm.
    E ainda falam de amor fraterno entre irmãos, mas não fazem sequer uma visita aos irmãos doentes ou que esteja passando por algum problema.
    Ao invés de dar apoio a esses irmãos, começam a criticar e, pior, se afastam deles como se eles não tivessem mais importância para loja, ou nem fizeram falta para os trabalhos.
    Vejo também irmãos competindo para ver quem sabe mais, quem faz o melhor trabalho, vaidade tudo vaidade, vaidade e hipocrisia.
    Me entristeço ao ver a maçonaria pagar o preço por tantos hipócritas em suas fileiras, me entristeço mais ainda ao ver a felicidade de alguns desses, digamos, “irmãos”.
    Quando um pobre irmão comete um erro, e eles já vêm todos envaidecidos apontar o erro como juízes dando uma sentença. Covardemente não o instrui mais o condena como se fosse um pecado mortal.
    Gostam de ser tratados com respeito, mais não têm respeito pelo próprio irmão, nem ao menos compaixão, pois o reprime mesmo quando a loja está repleta de visitantes, pois assim demonstram o seu “conhecimento”.
    Já dizia o ditado, elogio se faz em público e crítica em particular.
    E assim começa a debandada da maçonaria, pois aqueles que deveriam ser mestres e apontar o caminho mal sabem para eles mesmos, pois se soubessem o peso da palavra irmão ou amor fraternal, não fariam tantas críticas, se preocupariam com a felicidade do irmão, com o seu bem-estar.
    Conhecimento não é sinônimo de sabedoria, está muito longe disso, conhecimento adquirimos lendo estudando, sabedoria é preciso ter humildade, é preciso ter sensibilidade, empatia, amor, discernimento, compaixão etc.
    Fico pensando quando o irmão orador vai ao altar dos juramentos e começa a ler o salmo 133 e logo de início diz OH! QUÃO BOM E QUÃO SUAVE É QUE OS IRMÃOS VIVAM EM UNIÃO.
    Pedimos ao GADU, que venha assistir aos nossos trabalhos e fico pensando o quão decepcionado ele ficaria.
    Que união É Essa que vivemos? Que amor fraterno é esse? Que templos a virtude estamos erguendo? Que masmorras estamos cavando para os vícios?
    Condenando os erros dos nossos irmãos, se nós mesmo os cometemos, lembro a todos que Jesus Cristo não condenou nem mesmo aquela mulher adúltera que os fariseus levaram diante d’Ele.
    Ao contrário, ele os fez refletir antes de atirar a primeira pedra; reflitamos todos, se realmente estamos sendo verdadeiros irmãos, tomemos como exemplo essa passagem de Jesus Cristo: “Se eles não te julgaram quem sou eu para te julgar. ”
    Vamos olhar para nosso semelhante com mais amor, menos preconceito, se Jesus Cristo que é filho do próprio Deus, que poderia ter julgado aquela mulher, preferiu ao invés de julgar, tratá-la com amor, reconhecendo as nossas fraquezas como seres humanos que somos.
    Eu me pergunto, quem de nós pode julgar o outro?
    Fica aí a pergunta para que possamos refletir sobre o que estamos vivendo na maçonaria e na vida profana.
    4 min
  • DAS ORIGENS DA GEOMETRIA E INFLUÊNCIAS NO SIMBOLISMO MAÇÔNICO (III)
    Por Irmão José Ronaldo Viega Alves
    COMENTÁRIOS INICIAIS:
    No capítulo anterior começamos as nossas buscas objetivando encontrar as primeiras referências feitas à arte da Geometria, assim como, à ciência da Geometria e à Geometria-Maçonaria, todos esses, conceitos que se alternaram ou se fundiram no corpo das narrativas, das lendas, ou até, na própria maneira como chegou a ser entendida e registrada naqueles que hoje são considerados os documentos fundamentais para compreender a história da Maçonaria Operativa, os chamados Antigos Manuscritos, ou simplesmente, as “Old Charges”.
    Num primeiro momento, tivemos a oportunidade de conhecermos detalhes pertinentes à história desses documentos, sobre as partes que compunham tais documentos, sua estruturação, eis que, havia um padrão comum. Comprovadamente, então, as “Old Charges”, são peças de suma importância quando o objetivo é resgatar costumes, práticas e os regulamentos que vigoraram naqueles tempos da Maçonaria Operativa.
    E nesse mesmo capítulo anterior ou Parte II do trabalho, foram apresentadas algumas das passagens e das peculiaridades concernentes ao Poema Regius ou Manuscrito Halliwell (1390), como, por exemplo, logo no começo do Poema, quando da descrição de Alec Mellor, quando ele faz alusão à essa frase, a qual diz assim:
    “Aqui começam as constituições da arte da geometria segundo Euclides” (Mellor, 1989, pág. 121)
    Dando continuidade, então, ao objetivo proposto, e conforme o anunciado, eremos a seguir mais dois desses antigos documentos, sempre buscando ressaltar aquelas passagens que guardam referências bem diretas à Geometria, sem esquecermos que, Geometria, Maçonaria e Arquitetura eram nessa época ou adquiriram nessa época, melhor dito, o status de sinônimos.
    O MANUSCRITO COOKE (1450)
    O Manuscrito Cooke, o segundo na linha da antiguidade, é o que conheceremos a partir de agora e tem esse nome porque foi entregue por R. Spencer ao seu editor em 1861. O editor se chamava Matthew Cooke.
    O manuscrito foi datado por Hugham como possuindo uma origem que remontava ao ano de 1450. Mas, é possível que encontremos outras datas que lhe são atribuídas, por exemplo: Alec Mellor dá como 1425. E há autores que também colocam a sua origem em torno de 1410, o que dá 20 anos após o aparecimento do Poema Regius.
    De qualquer forma, após o Regius, o Cooke é o segundo mais antigo, e o seu texto está escrito no formato de prosa.
    O Irmão H. L. Heywood, quando se referindo ao Manuscrito Cooke nos seus comentários, parafraseou algumas das conclusões feitas por George William Speth, pelo fato de que elas possuem um valor duradouro. Conheçamos um pouco acerca dessas conclusões, resultantes da análise feita por Speth:
    “O manuscrito é uma transcrição de um documento mais antigo e foi escrito por um pedreiro. (...) O Manuscrito está dividido em duas partes; o primeiro é uma tentativa de fazer história da arte, o último é uma versão das obrigações. Sobre esta parte, Speth escreve que esta é ‘de longe a versão mais antiga e pura das Old Charges que temos.’ O manuscrito menciona nove ‘artigos’, e estes, é claro, eram uma exigência legal na época, e nove pontos provavelmente não eram juridicamente vinculantes, mas eram moralmente vinculativos. (...) Muitos de nossos costumes atuais podem ser traçados até sua forma original deste artigo.” (Heywood, pág. 87, 2022)
    De uma consulta realizada ao dicionário de Alec Mellor, com relação ao verbete COOKE, extraio o seguinte trecho:
    “(...) O pio autor acrescenta que foi quando de seu cativeiro no Egito que o povo de Israel se iniciou na arte da construção, para onde tinha sido levado por Abraão e onde Euclides lhe havia dado o nome de ‘Geometria’. O próprio povo de Israel levoa-a à terra prometida, onde Salomão edificou o seu Templo, com o auxílio de 80.OOO pedreiros, que se espalharam em seguida pelo mundo até a Inglaterra. Tal foi a origem da Franco-Maçonaria. (...)” (Mellor, 1989, pág. 98)
    COMENTÁRIOS:
    Esse pequeno relato transcrito acima, proveniente
    20 min
  • IRMÃO VALDIR MASSUCATTI É EMPOSSADO GRÃO-MESTRE DA GLMEES

    Por Juliana Gomes

    O Irmão Valdir Massucatti tomou posse como Grão-Mestre para o período 2022-2025, no último dia 24 de setembro, em cerimônia concorrida, no Steffen Centro de Eventos, na Serra. Durante a sessão solene, o Irmão Carlomar Almeida foi empossado Eminente Grão-Mestre.

    Cerca de 700 pessoas prestigiaram o evento, entre autoridades civis e maçônicas – vindas de diversos estados brasileiros, dos Estados Unidos, França e Paraguai – e convidados.

    O governador do Estado, Renato Casagrande; a vice-governadora, Jacqueline Moraes; o senador da República Marcos do Val, o deputado Danilo Bahiense (representando a Assembleia Legislativa), o prefeito de Linhares, Bruno Margotto Marianelli; e o ex-prefeito do município, Guerino Zanon; foram algumas das autoridades presentes.

    O chefe do Executivo fez uso da palavra destacando o papel social da Maçonaria no estado do Espírito Santo, ajudando os capixabas especialmente durante a pandemia da Covid-19.

    Durante o seu discurso de posse, Valdir Massucatti destacou que desde o início da caminhada rumo ao Grão-Mestrado o foco seria e será o Homem Maçom e sua família. “Fortalecer o homem Maçom é construir Colunas Fortes”, afirmou.

    O Sereníssimo salientou que o programa de trabalho da gestão 2022-2025 tem como objetivos o bem coletivo e o crescimento sustentável, e foi construído de forma democrática, com a participação de todos os envolvidos no processo.

    “O plano de trabalho da nossa gestão tem nos seus pilares de sustentação o cuidado com o homem Maçom e a ampliação do fortalecimento das nossas Lojas. Também atuaremos derrubando muros e construindo pontes com a sociedade, ampliando os lanços de filantropia e solidariedade que nos regem”, enfatizou.

    Valdir Massucatti lembrou que a Grande Loja experimentou crescimento expressivo nos últimos anos, consolidando-se como uma Potência reconhecida no Brasil e internacionalmente. São 206 reconhecimentos com Grandes Lojas de todos os continentes.

    “Diante de tantos avanços, é preciso trilhar um caminho sólido e seguro para que não ocorram retrocessos. Superar limites será nosso desafio e missão. Dentro desse contexto, realizaremos uma gestão participativa, na qual o espírito de cooperação e o diálogo continuarão a nortear as nossas relações”, afirmou.

    3 min
  • SANTO ANDRÉ – SP – BRASIL.
    A primeira cidade brasileira da integração de seu povo.
    Denominação anterior: Santo André da Borda do Campo
    Fundadores: João Ramalho e o cacique Tibiriçá.
    João Ramalho teve um passado cercado de mistérios. Era filho de João Velho Maldonado e Catarina Afonso de Balbode. Nasceu em Vouzela, no Distrito de Viseu, em Portugal, na Quinta de Valgode, terra que pertenceu à família Malafaia. O local exato de seu nascimento também é atribuído a Barcelos. Casou cedo com uma portuguesa, Catarina Fernandes das Vacas. Sua chegada ao Brasil não é documentada. São várias as hipóteses de como João Ramalho teria chegado ao sudeste brasileiro. Uma delas é como um náufrago, possivelmente oriundo da armada de Pedro Álvares Cabral; outra hipótese é que Ramalho teria sido exilado por algum crime cometido em Vouzela, nunca comprovado esta tese, e a terceira hipótese, é que ele teria sido voluntário para colonizar o Brasil após sua descoberta, para conquistar as terras no local ainda desconhecida. Também não se sabe quando ele chegou, podendo ser em algum período entre 1508, 1511 ou ainda1515. Teria sido o primeiro português a habitar o Brasil meridional.
    Outro dado que torna misteriosa sua chegada ao Brasil e inclusive o seu ano de nascimento, é a existência de uma Carta de Cavaleiro datada de 1487 com seu nome, ou seja, seis anos antes do seu suposto nascimento, em 1493. Ela está no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, e significaria que João Ramalho foi "cavaleiro, guarda-mor" do rei D. João II de Portugal.
    De sua chegada ao Brasil até 1532, não há muitas informações do que aconteceu com João Ramalho. Ele encontrou índios Tupiniquins com quem passou a viver, se adaptando aos seus modos, e ficou próximo do famoso cacique Tibiriçá ("vigilante da terra", na língua Tupi), o líder dessa tribo no Planalto Paulista. Sua aldeia seria, logo após a descida da serra, após a subida de São Vicente por Paranaguá. Após mudou sua base para onde é hoje o Largo de São Bento, mudança ocorrida com a transferência do Pelourinho de Santo André da Borda do Campo para São Paulo dos Campos de Piratininga.
    Após sua aproximação, casou-se com uma das filhas do cacique, Bartira (M’bicy), que significa "flor de árvore" em tupi, onde posteriormente seria batizada com o nome cristão de Isabel Dias. Porém, como era de costume entre os povos nativos locais, teve outras mulheres, inclusive algumas irmãs de Bartira.
    Formou, assim, uma forte aliança de sangue com os índios tupiniquins, grandes guerreiros que inclusive expulsaram os franceses de Copacabana. Esta aliança que, nas tradições indígenas, é para toda a vida. Segundo algumas fontes, tornou-se inclusive influente entre os índios da aldeia, podendo arregimentar 5 mil índios em um só dia. A divisão de poder entre os dois ficou evidente na história documentada.
    Tibiriçá nascido em data e local desconhecido, imagina-se, que em seu próprio território, perto ou dentro da área da futura ‘Confederação dos Tamoios’ — faleceu em São Paulo dos Campos de Piratininga em 25 de Dezembro de 1562. Era aliado dos portugueses. Destacou-se nos eventos relacionados à fundação da atual cidade de São Paulo, colaborando com sua consolidação, guerras contra os Tamoios, expulsão dos franceses do Rio de Janeiro.
    A Confederação dos Tamoios foi um entre os muitos acontecimentos marcantes da história do Brasil, ocorreu entre 1554 e 1567 e reuniu diversos caciques. Caracterizado como um movimento de resistência e adesão aos estrangeiros em especial aos holandeses e franceses, a confederação foi chefiada por líderes indígenas do Litoral Norte paulista e sul fluminense. Juntos, eles organizaram uma revolta contra os colonos portugueses, que além de explorar o território, buscavam escravizar a mão de obra indígena.
    Encontro dos dois com Martim Afonso de Sousa
    Em 1532, João Ramalho e o cacique Tibiriçá, já convivendo em parceria há muito tempo, com troca de experiências se encontram com Martim Afonso de Souza (Martim Afonso de Sousa foi um nobre,
    35 min

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