Malhete Podcast

Malhete Podcast

By Luiz Sérgio F. CastroHistory
Download on the App Store

Malhete Podcast episodes

  • QUAIS AS ORIGENS DA MAÇONARIA E QUAL A SUA IDADE? (II)

    Por Ir.’. José Ronaldo Viega Alves

    Logo no início da Parte I deste trabalho,

    foram expostas três opiniões vindas de diferentes autores e estudiosos, todos
    eles Irmãos que em algum momento se debruçaram sobre este tema bastante
    complexo e sempre apaixonante: as origens da Maçonaria. Com base no que foi
    apresentado por eles, é possível ter uma ideia a respeito do quanto a Maçonaria
    poderia ser antiga, e consoantes com essa ideia que o tema carrega junto, na
    medida em que ele vai ganhando desenvolvimento uma quantidade de perguntas vai
    povoando nossas mentes. Uma delas: até onde poderemos recuar no tempo sem que
    estejamos acompanhados da dúvida, se o que estamos falando ou descrevendo, já
    pode ser considerado Maçonaria, ou em outras palavras, se a corporação ou a
    organização da qual estamos falando pode ser classificada como uma das precursoras
    da Maçonaria Operativa? Para além das dúvidas e das conjecturas, parece que a resposta
    só pode ser uma: ninguém conseguiu até o presente momento estabelecer a idade
    exata dessa instituição, e em termos de unanimidade(?) o que temos é a presença
    de grupos, organizações, corporações, onde algumas são aceitas (não por todos estudiosos),
    como possíveis precursoras da Maçonaria.

    Falando resumidamente sobre as opiniões que

    foram apresentadas no capítulo anterior: H. L. Haywood apontou para várias
    maneiras de se interpretar a questão da idade da Maçonaria. Destaque-se a
    seguinte passagem: “se for para ser relacionado às organizações com as quais
    essa Maçonaria especulativa moderna pode formar uma continuidade histórica
    incontestável, aí ela poderá ser datada nos séculos XII ou XIII” (Haywood,
    2022, pág. 46,).

    O Ir.’. Darley Worm, por sua vez, deixou

    claro sobre a impossibilidade de se obter a idade da Maçonaria, sem antes
    distinguirmos a Instituição dos seus conteúdos, estes sim milenares.

    20 min
  • Reflexão do Dia: O Iniciado: Elogio à Compreensão
    Por Hilquias Scardua
    A Iniciação é, em sua totalidade, um rito de passagem que atravessa épocas remotas e assume formas variadas em diferentes civilizações. Atualmente, diversas instituições, tribos, grupos, seitas e até clubes escolares adotam ritos iniciáticos ou ritos de passagem.
    Entre essas instituições iniciáticas, a Maçonaria, à qual pertenço, adota um processo iniciático simbólico repleto de mistérios e alegorias. No entanto, compreender esse processo requer mais do que simplesmente participar da cerimônia ou seguir a ritualística. A verdadeira iniciação não reside apenas nas formalidades pré-elaboradas.
    Para compreender essa ideia, adentramos a senda complexa da Compreensão, atentos ao sentido do verbo compreender. Entretanto, não se trata de uma aula de língua portuguesa e muito menos da etimologia por detrás dos termos. Vamos lá! O Iniciado não passa apenas por provações e ensaios exaustivos para provar seu renascimento em busca da Luz. Muitas vezes, a barreira estética da linguagem se choca com a percepção e o entendimento - atenção a esses termos: percepção e entendimento. A percepção é estética e sensorial, enquanto o entendimento liga as palavras às experiências, é o "fio de prata" que liga as ideias/coisas ao ente, trazendo à mente a matéria que a palavra e o símbolo evocam.
    Portanto, em plena percepção e entendimento, damos um passo em direção à Luz da compreensão. Um passo que transcende o desafio da razão assistida. Muitos Iniciados, que não pessoas sem ligação alguma com algum grupo Iniciático, já passaram por esse processo sem fazer parte de uma instituição específica. Ao longo da jornada da vida, dado a intensas e singulares experiências, eles experimentaram a compreensão ao renascer, superar e se tornar alguém diferente, o outro de si mesmos do outro lado da jornada. Como um ato de "travessia" sugerido por alguns terapeutas.
    As instituições não criam Iniciados, elas não são detentoras da verdadeira iniciação; a verdadeira iniciação não é apenas um produto de uma etapa simbólica transitória. Aqueles que passam por esses ritos sem compreender a profunda sabedoria que a jornada oferece podem superar as etapas, mas nunca se investirão plenamente da Luz do Iniciado.
    Hilquias Scardua
    Cavaleiro da Liberdade
    Tríplice e Fraternal Abraço
    3 min
  • Valores Afetivos - Caminho para a Renovação e Fortalecimento da Maçonaria.

    Por Eugenio

    Polessa

    Em

    diversas organizações e sociedades, é comum observarmos um fenômeno em que as
    gerações mais velhas resistem em delegar poderes e responsabilidades de gestão
    aos mais jovens. Esse comportamento pode se originar de diferentes motivos. Por
    vezes, os mais experientes acreditam que sua vasta vivência e sabedoria
    acumulada são indispensáveis para o êxito e perpetuação da organização, temendo
    que os jovens, vazios dessa experiência, possam fazer escolhas inadequadas. Em
    outras ocasiões, pode existir o receio de que tradições e métodos consolidados
    se percam. Ou ainda, o medo de que, uma vez que o poder esteja nas mãos dos
    mais novos, seus próprios valores e visões para a organização sejam
    desconsiderados, gerando assim uma forte resistência às mudanças e preferência
    pela manutenção da posição alcançada com o passar dos anos.

    5 min
  • A BANALIZAÇÃO DO USO DA IMAGEM NO INTERIOR DOS TEMPLOS MAÇÔNICOS

    A Maçonaria é uma antiga ordem fraterna

    que se baseia em princípios de discrição, segredo e moralidade. Ao longo dos
    séculos, os maçons têm trabalhado diligentemente para manter a aura de mistério
    e sigilo em torno de suas atividades. No entanto, nos últimos tempos, temos
    testemunhado uma preocupante banalização do uso da imagem no interior dos
    Templos Maçônicos. Este ensaio tem como objetivo discutir as razões pelas quais
    essa tendência é prejudicial para a Ordem e também para seus membros, que têm o
    dever de preservar a discrição que sempre caracterizou a Maçonaria em seu
    âmbito Universal.

    A liberdade de expressão é um direito

    fundamental e constitucionalmente garantido em muitos países que têm como base
    a democracia, incluindo o direito de
    expressar opiniões, ideias e informações livremente. A Liberdade é um assunto
    complexo e extenso que não é a base desse tema. No entanto, esse faz necessário
    tocar nesse ponto, pois em seus desdobramentos tangenciam outros direitos
    igualmente importantes, como o direito à privacidade individual e
    institucional, assim como o direito de uso da imagem. No caso da banalização do
    uso da imagem no interior dos Templos Maçônicos, é importante considerar o
    equilíbrio entre a liberdade de expressão e o direito de imagem. Embora a
    liberdade de expressão permita que as pessoas expressem suas opiniões e ideias,
    isso de forma alguma deve ultrapassar o direito do outro de não se expor. É
    necessário ter em mente que o direito de imagem protege a privacidade e a
    identidade dos indivíduos. Sou artista, e não sou um especialista em direito,
    contudo, tenho real compreensão sobre o que foi dito até aqui.

     

    15 min
  • REFLEXÃO DO DIA: A DOR É UMA CONDIÇÃO; O SOFRIMENTO É UMA ESCOLHA
    Por Hilquias Scardua
    Servimos dos banquetes aprazíveis, muitas vezes doces; consequentemente, esgotamos o amargor de muitos dissabores ofertados durante o ciclo dos dias. Essa Roda da Vida tende a girar e nos coloca em seu ponto mais alto e, em seu contínuo giro, nos vemos condicionados em seu extremo ponto baixo.
    Um grande mestre nos trouxe uma lição de dor e superação que prometo ser uma reflexão profunda a respeito da efêmera condição da dor e, para evitar a curiosidade alheia, daqueles que antecipam, não é do Cristo que irei falar, pois esse exemplo está mais do que consolidado.
    Certa altura, um amigo relata a grandeza sutil do outro amigo, quando um deles estava na eminência de sua morte, após ser condenado a tomar cicuta como castigo por suas boas obras, preso em grilhões e ansioso pela visita de seus amigos, caminhava de um lado para o outro com os pesados grilhões presos em seus tornozelos. Essa condição o fazia sangrar e sentir dores constantes. Mas, no momento oportuno, quando seus amigos chegam para visitá-lo, ele imediatamente corre até eles e dá um abraço forte e afável. Um deles diz: - "Sócrates, não precisa vir até a nós, isso te provocará mais dores, seus pés sangram!" - ele precipita os passos e diz - "aqui não há mais lugar para a dor, minha alegria e regozijo são tão intensos que é só isso que sinto neste instante."
    Refletindo sobre esse feito, podemos avaliar nossos inúmeros momentos de dor, desde nossas quedas nas paixões, frustrações e dores físicas. Vencer as paixões, as frustrações, essa patologia da alma, é uma escolha. Sentir a dor é inevitável quando a ferida se expõe e nos castiga, mas podemos escolher sofrer ou superá-la.
    Não há espaço para a coexistência de dois sentimentos em nosso espírito. Nossa Alquimia Sagrada nos proporciona a transmutação e superação das adversidades que parecem imutáveis. Transcendemos, superamos, reagimos ou, por outro lado, escolhemos um sentimento agradável de tamanha potência para revigorar nosso espírito.
    4 min
  • A Simbologia dos Números 4 e 5

    Por Pablo Henrique Hubner de Lanna

    Costa 

     O

    maçom termina sua jornada como Aprendiz compreendendo a simbologia do número 3
    (três), o Companheiro Maçom deve prosseguir sua instrução compreendendo a
    simbologia dos números 4, 5, 6 e 7. Ante a riqueza de cada um desses números, a
    presente peça de arquitetura versará sobre a simbologia que circunda os números
    4 e 5. Aponta o manual do Grande Oriente de Minas Gerais que, geometricamente
    falando, o 1 (um) representa o ponto, 2 (dois) a linha, 3 (três) a superfície e
    4 (quatro) o sólido, representado em loja pela pedra cúbica presente na coluna
    do segundo vigilante (responsável pelo acompanhamento da instrução dos companheiros).

    6 min
  • A Liberdade Possível

    Por João Alexandre Paschoalin Filho,

    Grau 33

    Quanto mais sábia uma pessoa se torna,

    menos estará inclinada a se submeter à imposição de grilhões ou cangas, seja
    sobre seu pensamento ou sobre sua pessoa.  Porém, o mero conhecimento não faz ninguém
    independente, nem o prepara para sê-lo. Na maioria das vezes faz do homem um
    escravo mais útil. Para o ignorante e bruto, a Liberdade é uma calamidade. O
    único modo seguro de perpetuar a liberdade é estendendo à humanidade a
    concessão do Intelecto.

    8 min
  • A Origem da Maçonaria da Oceania

    Por William Regal – Fonte: Freemasons Community

    Chegada e crescimento na Austrália e

    Nova Zelândia

    A chegada da Maçonaria à Oceania remonta

    à colonização britânica da Austrália e da Nova Zelândia no final do século
    XVIII e início do século XIX. A Maçonaria Britânica desempenhou um papel
    importante no desenvolvimento inicial da fraternidade na região, com o
    estabelecimento de lojas para servir os colonos europeus e, mais tarde, a adesão
    entre a população local.

    4 min
  • A Origem da Maçonaria Asiática

    Por William Regal – Fonte: Freemasons Community

    A introdução da Maçonaria na Ásia pode

    ser em grande parte atribuída à influência colonial britânica nos séculos XVIII
    e XIX. Lojas maçônicas britânicas foram estabelecidas em colônias como Índia,
    Hong Kong e Cingapura, atraindo tanto colonos europeus quanto elites locais que
    adotaram os valores e princípios da fraternidade.

    À medida que a Maçonaria se espalhou

    pelo continente, criou raízes em várias regiões, como as Filipinas, a Índia e
    outros países. Em muitos casos, a fraternidade desempenhou um papel na luta
    pela independência e na formação de identidades nacionais, tal como o seu
    impacto na África e na América Latina.

     

    4 min
  • A Origem da Maçonaria Latino-Americana

    Por William Regal – Fonte: Freemasons Community

     

    Propagação

    da Maçonaria durante o período colonial

    A Maçonaria chegou à América Latina

    durante o período colonial, transportada por colonos espanhóis e portugueses
    que trouxeram consigo as tradições maçónicas dos seus países de origem. Apesar
    da oposição da Igreja Católica à Maçonaria, a irmandade conseguiu ganhar uma
    posição segura na região, estabelecendo lojas nas principais cidades e atraindo
    membros influentes das populações europeias e locais.

    4 min

About Malhete Podcast

From the publisher's feed

Informativo Maçônico, Político e Cultural