Mundo Político - TV Assembleia de Minas

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Mundo Político - TV Assembleia de Minas episodes

  • Resenha do Mundo Político
    Em destaque no resumo da semana, a polêmica envolvendo a operação da Polícia Federal, que desmontou a tentativa de atentado contra autoridades públicas. O caso motivou um bate-boca entre o presidente Lula e o senador Sérgio Moro. No programa, você fica sabendo dos detalhes de como foram as discussões de propostas do governador Romeu Zema, na Assembleia. Algumas têm merecido críticas da oposição, como a extinção da Fucam (Fundação Caio Martins) e alterações na organização da Empresa Mineira de Comunicação, responsável pela Rede Minas e Rádio Inconfidência.
    35 min
  • Oscar Pilagallo: a memória e o legado das Diretas Já
    O movimento Diretas Já deve ser lembrado como luta pela redemocratização. Naquela época, início dos anos 1980, a volta da democracia já era esperada pela população, mas caminhava segundo o interesse do governo, de forma lenta e segura, no sentido de impedir o revanchismo. Em 1983, havia um sentimento em favor de uma nova Constituição, que extinguisse a carta vigente classificada de entulho da ditadura. A emenda do deputado Dante de Oliveira, apresentada na Câmara dos Deputados em março daquele ano, provocou uma inversão da pauta e deu protagonismo à eleição direta para presidente. Mesmo rejeitada um ano depois, a emenda se tornou a pedra de toque do movimento Diretas Já. As histórias que cercaram essa luta como um passo importante pela redemocratização do país estão no livro “O girassol que nos tinge”, do jornalista Oscar Pilagallo, que conversou com Marco Antonio Soalheiro no Mundo Político. Entre muitos recortes históricos, o jornalista ainda fala sobre o papel de Ulysses Guimarães no movimento, a presença massiva da classe artística nos grandes comícios e a cobertura reticente da imprensa diante das multidões.
    30 min
  • Dep. fed. Zé Silva: os desafios para a interlocução entre Zema e Lula
    Criar interlocução política entre o governo do Estado e o governo federal dentro do Congresso. A tarefa foi dada ao deputado federal Zé Silva(SD), ao ser nomeado recentemente líder do governo Zema na Câmara dos Deputados. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o deputado admite que o apoio eleitoral dele e do Solidariedade a Zema e a Lula levaram à escolha estratégica do seu nome para o cargo informal. O parlamentar considera que o governador e o presidente terão maturidade política para deixar em segundo plano as divergências ideológicas. E um indicativo desse comportamento teria sido o elogio que o governador fez à proposta de Reforma Tributária. Para Zé Silva, Minas terá êxito na negociação do Regime de Recuperação Fiscal porque a União também tem interesse na solução das contas dos Estados, mas considerou que as regras do acordo ainda devem sofrer mudança sob o comando de Lula. O líder de Zema na Câmara ainda falou sobre a destinação de recursos da repactuação do acordo de Mariana para a retomada de obras paralisadas em Minas, sobre como pretende atuar a Frente Parlamentar de Mineração Sustentável, da qual acaba de se tornar presidente e, ainda, o desafio do governo Lula para solidificar uma base na Câmara que aprove a Reforma Tributária e o arcabouço fiscal.
    30 min
  • Vitor Blotta: a regulação das redes em debate
    O Marco Civil da Internet tem um modelo liberal de regulação que atua a partir de decisão judicial. Com o aumento da circulação da informação e de uso das redes sociais, tornou-se necessária a regulação para além de conteúdos de nudez. É preciso criar regras para que as plataformas sejam mais responsáveis. A avaliação é do professor de comunicação da USP, Vitor Blotta, em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político. Blotta diz que o debate sobre os limites da regulação e censura é pertinente. Ele argumenta que a falta de clareza do que é desinformação pode levar a excessos na interpretação dos conteúdos. O professor aponta modelos internacionais para os quais o Brasil pode progredir, que exigem mais transparência e responsabilidades das plataformas. E avalia que os maiores flagrantes de desinformação recentes nas redes são o discurso anti-vacina e as narrativas que afetam o processo democrático e os direitos das minorias. Sobre a declaração do presidente Lula de que deseja levar o debate da regulação das redes para o G20, Blotta disse que é preciso que a discussão seja internacional e também multissetorial e lembrou que metade da população do mundo tem suas vidas afetadas pelas mídias digitais. O professor citou o modelo europeu como a frente mais moderna de regulação que considera a internet um espaço público que não pode ser pautado pelos interesses privados.
    30 min
  • Guilherme Russo: Governo Lula e a desconfiança do mercado
    A desconfiança do capital financeiro do país no governo Lula é uma demostração clara do viés de direita presente de forma coesa e quase unânime entre gestores do mercado. 98% avaliam que a atual política econômica está no caminho errado. No momento da apresentação do novo arcabouço fiscal, o ministro da Fazenda Fernando Hadad é levado a desempenhar dois papéis. Por uma lado, tem que responder ao presidente Lula e ao projeto político de desenvolvimento e, por outro, acalmar o capital financeiro sobre o compromisso fiscal do governo. A análise é do diretor de inteligência da Consultoria Quaest, Guilherme Russo em entrevista a Marco Antônio Soalheiro, no Mundo Político. Russo diz que mercado e população tem percepções díspares. Mais de 63% dos entrevistados enxerga com otimismo o futuro da economia. O cientista político considera que o Congresso Nacional é conservador e aberto às pressões de interesses do mercado, mas lembra que os parlamentares também estão sujeitos às pressões populares.
    31 min
  • Resenha do Mundo Político
    Em destaque no programa desta semana, as expectativas do mercado sobre o novo arcabouço fiscal e os detalhes do que já se sabe sobre a proposta do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Nossos comentaristas também repercutem os movimentos do governador Romeu Zema (Novo) para se reaproximar da Assembleia Legislativa. E mais: as denúncias de desperdício da vacinas contra a covid-19 na gestão Bolsonaro e os cinco anos do assassinato da vereadora Marielle Franco.
    30 min
  • Itamar Oliveira- Hélio Garcia e a arte mineira de fazer política
    Um livro de “causos” da política mineira conta detalhes da trajetória do ex-governador Hélio Garcia que faleceu em 2016. Marco Antônio Soalheiro recebeu no Mundo Político o autor da obra “Hélio Garcia- A arte mineira de fazer política”. Em um papo apaixonado, o jornalista Itamar Oliveira conta histórias do aliado, amigo fiel de Tancredo Neves, conhecido como uma das últimas raposas da política de Minas. Udenista, Garcia apoiou o golpe de 1964 alinhado ao então governador Magalhães Pinto. Hábil articulador, no início dos anos 1980, com a abertura política em curso, Garcia aproxima Magalhães de Tancredo. Essa e tantas outras histórias estão descritas no livro, que relata também facetas particulares do ex-governador pouco visíveis na vida pública. Segundo Itamar Oliveira, Hélio Garcia impressionava pela forma afetuosa de se relacionar com as pessoas e pelo respeito com que tratava os adversários políticos.
    30 min
  • Clara Araújo: Marielle e a violência política contra as mulheres
    Marielle Franco era uma mulher negra, lésbica e moradora de comunidade que lutava pelos direitos humanos da população vulnerável do Rio de Janeiro; tinha compromissos de combate às milícias e com a defesa dos direitos das mulheres. O conjunto talvez explique por que a vereadora carioca se tornou um alvo. Morta, Marielle virou símbolo de luta e talvez os mandantes não fizessem ideia de que haveria essa repercussão. Conservadores tentaram, mas não conseguiram desmoralizar sua imagem.
    Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, a socióloga e professora da UERJ, Clara Araújo, lembra que, anos antes do assassinato de Marielle, a presidenta Dilma foi vítima de uma violência política bastante agressiva. Ela avalia que o comportamento recorrente é uma tentativa de impedir a atuação da mulher. No caso dos Legislativos, Clara diz que essa violência tem ficado mais evidente à medida que as mulheres ocupam mais espaços de poder. Para mudar a cultura da violência política, ela considera que a aplicação da lei que tipifica o crime é insuficiente, que a atuação e organização das mulheres de dentro dos partidos políticos é um caminho. E acrescenta que a educação é fundamental para levar o país a transformações culturais.
    29 min
  • Dep. Doutor Jean Freire: as bandeiras da nova oposição na Assembleia
    A base numérica do governo Zema na Assembleia é de 57 deputados, mas a oposição com 20 parlamentares se concentra em ter espaço de atuação e postura aguerrida. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o líder da Minoria na Casa, deputado Dr. Jean Freire, lembrou que os últimos quatro anos foram marcados pela falta de diálogo do governador Romeu Zema com os parlamentares e que agora deputados da oposição e da base esperam que o governo se supere e tire as pedras do caminho, deixando a negação da política para trás. Sobre a relação de Minas com o governo Lula, o parlamentar disse que o presidente assumiu compromisso com os governadores, chamou para conversar e Zema permanece fazendo declarações hostis a Lula. E cabe à oposição na Assembleia, que é alinhada ao governo federal, assumir um papel de discutir com a população os impactos possíveis da adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, defendida pelo governo Zema, no dia a dia do cidadão. O dep. Jean Freire considera a proposta do deputado Professor Cleiton de federalização de duas estatais mineiras uma saída para a dívida de Minas com a União. O deputado condena as privatizações e questiona por que empresas que dão lucros têm de ser vendidas. Ao comentar os cinco anos do assassinato de Marielle Franco, o líder da Minoria disse que o crime brutal faz o Brasil lembrar todos os dias que é preciso enfrentar a violência política contra as mulheres. E os que mataram ou mandaram matar têm que ser julgados e presos.
    29 min
  • Senador Carlos Viana (PODE): Minas e o jogo de forças no Senado
    O senador Carlos Viana(PODE) comentou no programa Mundo Político o jogo de forças no Senado, a vitória de Rodrigo Pacheco para a presidência da Casa e a derrota do candidato dele, Rogério Marinho. Viana, que deixou o PL pelo Podemos, assume posição independente no Senado e faz críticas à antiga legenda. Ao explicar a decisão de deixar o partido, o senador diz que a direção do PL e Jair Bolsonaro não agiram com franqueza ao convidá-lo para ser candidato ao governo de Minas para depois apoiarem Romeu Zema. Outra motivação foi o que chamou de "extremismo" de grupos dentro da sigla. A troca de partido permitiu ao senador assumir a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado. Carlos Viana ainda classificou de arbitrária parte das prisões determinadas pelo STF de envolvidos nos ataques de 08 de janeiro em Brasília. O senador disse que a Polícia Federal faz uma investigação importante, mas a CPMI servirá para dar respostas políticas. Viana ainda comentou pautas como Reforma Tributária, Regime de Recuperação Fiscal em Minas e sugeriu que será candidato à prefeitura de BH em 2024.
    28 min

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Programa de entrevistas sobre política da TV Assembleia de Minas Gerais. A jornalista Vivian Menezes conversa com quem sabe tudo sobre o assunto em Minas, no Brasil e no Mundo.