PodCália

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PodCália episodes

  • Especial Mês do Samba #5 - O Samba Inovador dos Originais do Samba
    Se alguém voltasse nos anos 60 e contasse para Mussum, Chiquinho, Bidi, Lelei, Bigode e Rubão que até hoje os Originais do Samba estariam em atividade, provavelmente ninguém acreditaria. São mais de 6 décadas de atividade - a contar com as diversas mudanças formações – levando para o coração dos brasileiros um samba original e raiz, mas que ao mesmo é moderno e inovador!

    Toda vez que um disco deles é tocado, temos a impressão de estarmos em uma roda de samba em um fundo de quintal, com os amigos todos cantando e participando enquanto uma cerveja gelada é servida em um copo caseiro! Afinal, os Originais representam tudo o que mais maravilhoso existe no samba: amizade, festejo, simplicidade e a alegria que a música nos proporciona!

    Neste último especial mês do samba, o PodCália acerta em cheio no encerramento da série! Afinal de contas: O Daniboy é a corda... O Gigola a caçamba!

    📌 Minutagem:

    [11:27] Faixa 1 – Do Lado Direito da Rua Direita
    [15:25] Faixa 2 – Catimba Criolo
    [17:36] Faixa 3 - Ciranda Cirandeia (Recife Em Dia de Festa)
    [19:22] Faixa 4 - Esperanças Perdidas
    [22:41] Faixa 5 – Cravos e Rosas
    [25:28] Faixa 6 – As Três Capitais
    [29:25] Faixa 7 – Eu Vou Pagar Para Ver
    [31:50] Faixa 8 – Tchuna Macurucaiao
    [34:20] Faixa 9 – Boi Bumbá
    [36:57] Faixa 10 – E Lá Se Vão Meus Anéis
    [39:45] Faixa 11 – Tereza
    [42:16] Faixa 12 – Lá Vem o Salgueiro
    [44:40] Fim do faixa a faixa (Indicações)
    48 min
  • Especial Mês do Samba #4 - O mundo é um moinho (part. de Marcelo Dedois)
    O Samba é um criadouro de gênios da Música Popular Brasileira. Do morro, surgiram nomes imortais como Cartola, Wilson Batista, Nelson Sargento, Candeia, Donga, Paulinho da Viola, Ismael Silva, entre muitos outros. Contudo, vários se perderam ao longo desta estrada entre o morro e o asfalto. O samba é imortal, mas constantemente o sambista acaba esquecido. Compositores do morro na maioria das vezes não tinham como fonte de renda principal a música. Muitos eram desempregados ou trabalhavam de maneira precarizada, por salários baixos e serviços temporários.

    Em vistas disso, intérpretes, produtores e executivos da indústria fonográfica os exploravam. A compra de sambas era algo comum. Por vezes, o compositor continuava citado no disco, mas vendia os direitos autorais. De outras, além de abrir mão desta renda, ainda tinha que colocar o nome do “comprador” do Samba como parceiro. No pior dos casos, o nome do verdadeiro compositor era até excluído dos créditos do disco, ficando só os dos “donos” do Samba. Comparado ao montante que seria gerado pelos direitos do Samba, a quantia paga nessas negociações eram baixas, mas para o sambista, que lutava para sobreviver, era uma fortuna. Dessa forma, vários sambas foram eternizados, mas seus autores esquecidos e descartados pela indústria fonográfica.

    Cartola era um caso desses. Nunca recebeu propriamente pelos seus grandes sucessos. “Que infeliz Sorte” vendeu para Mário Reis; sua música mais bonita, segundo ele mesmo, “Divina Dama”, vendeu para Francisco Alves. Suas parcerias com Noel Rosa “Qual foi o mal que eu te fiz”; “Estamos Esperando” e “Tenho um novo amor”, todas foram vendidas. Como resultado, Cartola teve que se virar para sustentar sua família. Foi flagrado lavando carros nos anos 1950 pelo jornalista Stanislaw Ponte Preta. Não fosse esse encontro fortuito, e o empenho do jornalista em ressuscitar a carreira do compositor, Cartola seria mais um de muitos nomes perdidos no tempo, e jamais conheceríamos “Cordas de Aço”; “As Rosas não falam”; “O mundo é um moinho”, entre muitos outros clássicos imortais da música brasileira.

    Neste episódio, Diogo Gigola, Daniel Kirjner e um convidado especial destrincham aquele que talvez seja o disco de samba mais importante de todos os tempos: Cartola (1976).

    📌 Minutagem:

    [16:41] Faixa 1 – O Mundo é um Moinho
    [21:54] Faixa 2 – Minha
    [26:37] Faixa 3 – Sala de Recepção
    [31:34] Faixa 4 – Não Posso Viver Sem Ela
    [34:17] Faixa 5 – Preciso Me Encontrar
    [42:48] Faixa 6 – Peito Vazio
    [46:13] Faixa 7 – Aconteceu
    [49:16] Faixa 8 – As Rosas Não Falam
    [51:20] Faixa 9 – Sem Chorar
    [55:08] Faixa 10 – Ensaboa
    [58:37] Faixa 11 – Meu Drama (Senhora Tentação)
    [61:46] Faixa 12 – Cordas de Aço
    [64:46] Fim do faixa a faixa (Indicações)

    📌 Links do episódio:

    • Versão de "Preciso Me Encontrar" na voz do sambista Candeia: https://www.youtube.com/watch?v=fmcxvsqg25g&t=127s

    • Apresentação da música "As Rosas Não Falam" no show "Encontro de Gerações", com Daniel Kirjner e Nestor Kirjner: https://www.youtube.com/watch?v=isrw99mm3bs

    • Samba-enredo "Heróis da Liberdade", do G.R.E.S Império Serrano, de 1969: https://www.youtube.com/watch?v=26UyeewtxIc
    1 hr 10 min
  • Especial Mês do Samba #3 - Elza Canta e Chora Lupi
    "Este é o e exemplo que damos aos jovens recém namorados
    Que é melhor se brigar juntos
    Do que chorar separados"

    É desta forma, declamando “Exemplo”, que Elza Soares abre este disco! Arrepiando o público e mostrando logo a que veio! Você pode pensar em nomes, vozes e artistas..., mas ninguém colocaria a alma e o coração como a nossa saudosa Elza fez ao interpretar a obra de Lupicínio Rodrigues. Ah, Lupicínio… e que letrista você foi! Suas músicas expressavam com maestria o sentimento da melancolia de um amor perdido. Você foi praticamente o inventor do termo musical “dor-de-cotovelo”, já que muitas vezes cravou os cotovelos em um balcão ou mesa de bar, pedindo um uísque duplo e chorando pela perda da pessoa amada. Além disso, usou sua vida como inspiração para suas canções, onde a traição e o amor andavam sempre juntos.

    No mês especial do samba no PodCália, temos a estreia de um disco ao vivo, com Elza, Daniel e Gigola cantando e chorando Lupi!

    📌 Minutagem:

    [14:15] Faixa 1 – Exemplo / Esses Moços
    [23:38] Faixa 2 – Nunca
    [28:43] Faixa 3 - Loucura
    [37:20] Faixa 4 - Quem Há de Dizer
    [43:03] Faixa 5 – Vingança
    [48:52] Faixa 6 – Cadeira Vazia
    [53:42] Faixa 7 – Volta
    [56:41] Faixa 8 – Eu Não Sou Louco
    [60:00] Faixa 9 – Se Acaso Você Chegasse
    [63:46] Faixa 10 – Nervos de Aço
    [69:39] Faixa 11 – Felicidade
    [74:14] Fim do faixa a faixa (Indicações)

    📌 Links do episódio:

    • "A Análise Social nas Letras das Canções de Lupicínio Rodrigues", dissertação de Mestrado em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), apresentada por Daniel de Almeida Pinto Kirjner, em 2011: https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/8923/1/2011_DanieldeAlmeidaPintoKirjner.pdf

    • "PodCália #16 - A Mulher do Fim do Mundo", onde falamos sobre o disco lançado, em 2015, por Elza Soares: https://www.podpage.com/podcalia/podcalia-16-a-mulher-do-fim-do-mundo/
    1 hr 18 min
  • Especial Mês do Samba #2 - A Luz de Mestre Candeia
    Antônio Candeia Filho, ou simplesmente Candeia, foi e continua sendo um dos artistas mais importante do país! Sua contribuição musical para o samba é magnífica! Além de diversas canções eternizadas por sua voz, também compôs premiados enredos para o carnaval! Ele também fez parte do bloco “Vai como pode”, que deu origem à Portela – Sua escola de samba, sua casa e dona de seu coração!

    Neste episódio, Daniel e Gigola resenham (infelizmente, não em uma roda de samba) o disco “Luz da Inspiração”, uma obra que traz as reflexões do Mestre sobre a identidade cultural do negro brasileiro após a abolição. O nome do álbum diz muito sobre Candeia: ele era luz, ele era inspiração!

    📌 Minutagem:

    [15:19] Faixa 1 – Riquezas do Brasil
    [19:25] Faixa 2 – Maria Madalena da Portela
    [23:06] Faixas 3 e 4 – Olha o Samba Sinhá (Samba de Roda) / Vem Menina Moça
    [28:10] Faixa 5 – Nova Escola
    [30:44] Faixa 6 – Já Curei Minha Dor
    [34:58] Faixa 7 – Luz da Inspiração
    [37:56] Faixa 8 – Me Alucina
    [40:52] Faixa 9 – Falso Poder (Ser Ou Não Ser)
    [42:56] Faixa 10 – Era Quase Madrugada
    [45:30] Faixa 11 – Cabocla Jurema
    [47:49] Faixa 12 – Pelo Nosso Amor
    [50:08] Fim do faixa a faixa (Indicações)

    📌 Links do episódio:

    • "A chama não se apagou: Candeia e a Gran Quilombo - Movimentos Negros e Escolas de Samba nos anos 70", dissertação de Mestrado em História Social pela Universidade Federal Fluminense, apresentada por Gabriela Cordeiro Buscácio: https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/24627/Dissert-gabriela-cordeiro-buscacio.pdf?sequence=1&isAllowed=y
    53 min
  • Especial Mês do Samba #1 - Uma nação apaixonada por Clara
    Pouco se fala de Clara Nunes. E mesmo se começarem a falar muito, não será suficiente. Ela era inesquecível. Minha mãe sempre dizia: “A Clara Nunes não ganhou o festival (I Festival de Música Popular Brasileira, em 1968); mas ninguém se lembra da cantora que ganhou, só dela”. Era dessas artistas que iluminavam o ambiente e prendiam a respiração do espectador. Antes de Clara, mulheres não tinham tanta liberdade no mercado fonográfico. Geralmente eram submetidas a produções de discos formulaicos, às vezes ilhadas em nichos de público ou acorrentadas à música romântica. Por isso, havia o mito nas gravadoras de que “mulher não vendia discos”. Mas Clara quebrou este paradigma. As grandes e mais populares cantoras do país antes dela (Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Emilinha e Marlene, por exemplo) haviam vivido na “Era do Rádio” e não vivenciaram seus auges vendendo álbuns em Long Play. Lançavam “singles” com duas músicas, nos antigos acetatos de 45 rotações. Clara foi a primeira a vender mais de 100 mil cópias. E não foi à toa. Seu carisma e voz inigualáveis atingiram em cheio os ouvidos e corações do público brasileiro e abriram alas para a ascensão fonográfica de Alcione, Elis, Bethânia, Gal, entre muitas outras. Clara também deu aula na escolha de repertório. Revelava grandes compositores e exaltava a ancestralidade e religiosidade de matriz africana do povo brasileiro, em uma época que os congados, umbandas e candomblés eram muito mais estigmatizados pelos meios de comunicação do que são hoje. Ela era uma força da natureza. No entanto, sua vida foi curta demais. Como um furacão, veio e foi embora. Mas seu legado resiste. Nesse episódio, Gigola e Daniel abrem o mês do samba com o álbum de despedida de uma das maiores de todos os tempos. Voa com a gente, Sabiá.

    📌 Minutagem:

    [15:34] Faixa 1 – Nação
    [19:36] Faixa 2 – Menino Velho
    [23:57] Faixa 3 – Ijexá (Filhos de Ghandi)
    [28:16] Faixa 4 – Vapor de São Francisco
    [30:56] Faixa 5 – Novo Amor
    [36:40] Faixa 6 – Serrinha
    [39:39] Faixa 7 – Afoxé pra Logun
    [42:51] Faixa 8 – Cinto Cruzado
    [45:34] Faixa 9 – Mãe África
    [47:37] Faixa 10 – Amor Perfeito
    [50:09] Fim do faixa a faixa (Indicações)
    54 min
  • PodCália #40 - Milton Nascimento
    Lembro-me do dia que “acordei” para a palavra de Milton Nascimento. Meu pai era muito fã e tocava seu repertório sempre. Na academia de violão do Véio, “Coração de Estudante” era uma das canções obrigatórias. No entanto, não tinha noção da dimensão exata da arte miltoniana. Um belo dia estava assistindo ao antigo “Programa Livre” de Serginho Groisman e uma menina, muito emocionada, leu um texto lindo para o MIlton, sobre como suas músicas tinham impactado sua vida. Nunca esqueci disso. Aquelas palavras perfuraram meu coração como se portas da percepção tivessem sido abertas em mim, e todas aquelas canções que eu ouvia e gostava, aos poucos, passava a escutar e compreender, o que é muito diferente. Este processo só se consolidou quando fiz mais de 30 primaveras, escutando o Minas. Trata-se de um disco quase litúrgico; uma oração à Deusa música, rezada pelo seu santo maior. É uma voz que vai além de uma caixa acústica humana. Ela é o fogo, o vento, o som da luz que viaja na escuridão, o coro dos Deuses antigos, a essência da beleza que permeia o universo. Neste episódio, Gigola e Daniel ousam discutir o que lhes é sagrado, a peça de resistência da Música Brasileira, o som do inexplicável.

    📌 Minutagem:

    [08:15] Faixa 1 – Minas/Paula e Bebeto
    [14:23] Faixa 2 – Fé Cega, Faca Amolada
    [20:16] Faixa 3 – Beijo Partido
    [27:10] Faixa 4 – Saudade dos Aviões da Panair (Conversando no Bar)
    [31:52] Faixa 5 – Gran Circo
    [35:49] Faixa 6 – Ponta de Areia
    [41:48] Faixa 7 – Trastevere
    [46:08] Faixa 8 – Idolatrada/Paula e Bebeto
    [48:46] Faixa 9 – Leila (Venha Ser Feliz)
    [51:18] Faixa 10 – Paula e Bebeto
    [54:11] Fim do faixa a faixa (Indicações)

    📌 Links do episódio:

    • Canal do Youtube "Bentok Guitar" faz a análise das cifras e harmonias da canção "Beijo Partido": https://www.youtube.com/watch?v=Aqd4YwJFhgE
    58 min
  • PodCália #39 - Rubel: When you awake inside
    Você já ouviu falar de Gordon Hempton? É um cara que viaja o mundo há mais de três décadas tentando “salvar” sons da natureza com seu gravador. É um coletor de ruídos de seres vivos e fenômenos que estão sendo calados pela destruição do Meio Ambiente; um arqueólogo do mundo presente, em extinção. Foi esse cara que disse uma vez que o silêncio não é a ausência de alguma coisa, mas a presença de tudo. Talvez Rubel, no disco Pearl, tenha entendido Hempton melhor que ninguém. Seu álbum não se destaca pelos arranjos elaborados ou pela alquimia de muitas vozes e ritmos. Mas a falta de instrumentos não significa a ausência deles, mas a presença de tudo. A delicadeza comunicativa trazida por este álbum nos faz olhar para dentro de nós, através do universo infinito que permeia cada timbre, cada detalhe. Nessa semana, Gigola e Daniel se entregam aos silêncios entre as palavras, às pausas entre as notas, às melancolias entre os carnavais e destrincham um dos discos mais Budo-Cavernistas do século XXI.

    📌 Minutagem:

    [12:00] Faixa 1 – O Velho e o Mar
    [17:03] Faixa 2 – Mascarados
    [21:03 Faixa 3 – Pearl
    [24:32] Faixa 4 – Quando Bate Aquela Saudade
    [28:36] Faixa 5 – Ben
    [32:12] Faixa 6 – Nuvem
    [36:26] Faixa 7 – Quadro Verde
    [39:18] Fim do faixa a faixa (Indicações)

    📌 Links do episódio:

    • Entrevista de Rubel para o portal "Armazém de Cultura", em agosto de 2014: https://armazemdecultura.wordpress.com/2014/08/04/rubel-musicas-e-historias-de-uma-casa-chamada-pearl/

    • Entrevista de Rubel para o portal "Música em DX", em agosto de 2018: https://www.musicaemdx.pt/2018/08/10/rubel-quando-bate-aquela-entrevista/

    • Entrevista de Rubel para o portal "Nação da Música", em outubro de 2016: https://br.nacaodamusica.com/posts/entrevista-rubel-fala-sobre-proximo-album-e-suas-inspiracoes-recentes/
    43 min
  • PodCália #38 - A Efemeridade de Tulipa Ruiz (part. de Vicky Sayuri)
    Efêmera significa aquilo que é passageiro, temporário, transitório. Em resumo, tudo aquilo que muda rápido...

    A vida passa rápido? Depende do ponto de vista. Para quem leva a vida com muita pressa, sim.

    E talvez esse tenha sido o objetivo de Tulipa Ruiz com esse disco. É para escutar com a mente leve e o coração tranquilo, sem pressa e de peito aberto.

    No seu álbum debute, Tulipa conta com participações de peso da nova MPB paulistana, além do talentoso Luiz Chagas – seu pai – para contar através de suas 11 faixas suas reflexões pessoais de viver em uma cidade que não para nunca.

    O disco “Efêmera” dura pouco (cerca de 42 minutos), mas dura o suficiente para ser inesquecível.

    📌 Minutagem:

    [09:54] Faixa 1 – Efêmera
    [15:04] Faixa 2 – Pontual
    [17:51] Faixa 3 – Do Amor
    [21:22] Faixa 4 – Pedrinho
    [24:20] Faixa 5 – A Ordem das Árvores
    [28:31] Faixa 6 – Sushi
    [31:38] Faixa 7 – Brocal Dourado
    [34:19] Faixa 8 – Aqui
    [38:00] Faixa 9 – Às Vezes
    [41:55] Faixa 10 – Da Menina
    [44:22] Faixa 11 – Só Sei Dançar Com Você
    [47:32] Fim do faixa a faixa (Indicações)

    📌 Links do episódio:

    • No episódio nº 4 da 2ª temporada da série "Por Trás Daquele Som", exibida pela Netflix, a cantora Natalia Lafourcade fala sobre o processo de criação da canção "Hasta La Raíz": https://www.netflix.com/br/title/80992997?tctx=0%2C0%2CNAPA%40%40%7C9e8617d4-dc8e-4f58-bda6-bb3889ea7b86-342370929_titles%2F1%2F%2Fnatalia+lafourcade%2F0%2F0%2CNAPA%40%40%7C9e8617d4-dc8e-4f58-bda6-bb3889ea7b86-342370929_titles%2F1%2F%2Fnatalia+lafourcade%2F0%2F0%2Cunknown%2C%2C9e8617d4-dc8e-4f58-bda6-bb3889ea7b86-342370929%7C1%2CtitlesResults&trackId=255824129
    52 min
  • PodCália #37 - Deitando no sorriso de Marina Sena (part. de Moraes)
    Marina Sena me pegou assim: de primeira. E me pegou pela voz. Não é estridente, não é aguda. É especial. Uma voz que traz consigo o canto das lavadeiras. Uma voz que traduz naturalidade.

    Marina se parece pouco com o padrão das cantoras pop, e isso não é uma crítica às outras, só uma diferenciação. E não me refiro ao padrão físico, mas ao técnico. Para ser artística, uma voz, uma cantora não precisa ser como as outras; pelo contrário. A beleza do trabalho dela está na qualidade do que faz com o que tem de diferente.

    O disco é curto. A experiência é longa. Dura dias, meses. De quando em quando uma melodia aparece entre pensamentos cotidianos. A ideia de dar vida às músicas a partir dos refrões não é à toa: são grudentos, alguns com melodias não tão simples assim, embora o resultado seja simples. Um disco de hits, assumamos.

    Essa Marina Sena talvez não seja a mesma da Outra Banda da Lua. Nem do Rosa Neon. Os anos de carreira deram a ela a maturidade perfeita para um disco solo debutante. Taiobeiras está orgulhosa.

    *Texto de Vitor Moraes, nosso convidado da semana no PodCália.

    📌 Minutagem:

    [13:20] Faixa 1 – Me Toca
    [18:19] Faixa 2 – Pelejei
    [23:25] Faixa 3 – Por Supuesto
    [28:39] Faixa 4 – Cabelo
    [33:26] Faixa 5 – Voltei Pra Mim
    [37:58] Faixa 6 – Temporal
    [42:04] Faixa 7 – Tamborim
    [43:24] Faixa 8 – Amiúde
    [46:31] Faixa 9 – Seu Olhar
    [48:32] Faixa 10 – Santo
    [50:46] Fim do faixa a faixa (Indicações)

    📌 Links do episódio:

    • Entrevista de Marina Sena para o apresentador Zeca Camargo: https://www.youtube.com/watch?v=62Vq05X6sVI

    • Pocket Show de Marina Sena na 2ª edição do Festival Criatura: https://www.youtube.com/watch?v=P9K9tpppYLM

    • Clipe de "Voltei Pra Mim", lançado pelo selo "A Quadrilha", do rapper Djonga: https://www.youtube.com/watch?v=eoKOOnchcbg
    55 min
  • Especial Brasília #4 - Haynna e os Verdes e os Podcasters (part. de Haynna)
    Brasília pode ser vista como um ambiente meio estéril. Como um pátio para esculturas monocolores, meio stalinistas, que parecem tumbas de uma civilização que já passou. Centros culturais temem existir entre burocratas que exigem que a AGEFIS encerre o Carnaval impreterivelmente às 22h, em ponto. Quase toda casa de show que não toca cover morre na secura, porque nem o próprio roqueiro de Brasília hoje em dia dá chance ao rock de Brasília. Como músico que atuou 20 anos na cidade, eu defendo esse retrato. Infelizmente, hoje, isso é Brasília. Mas veja bem: é só Brasília. O Distrito Federal é outra história. Desde o início deste projeto utópico de cidade, coube aos Nortistas e Nordestinos arriscarem suas vidas para erguerem a capital. E, já no meio do processo, foram segregados para fora do Plano pelos Pilotos da política nacional. O problema é que não foi Niemeyer, nem Lúcio Costa, quem trouxe beleza e alma para a cidade. Fora do Plano, o DF vibra com arte viva de pessoas que vieram de outros cantos do país para tentarem a vida aqui. Pulula com a alma dos candangos que ficaram após construírem as cafonas tumbas institucionais. O Nordeste aqui faz música, poesia, rock, brega, pinta, dança, sorri, chora e ressuscita a capital todos os dias. Por isso, hoje estamos profundamente honrados por trazermos ao PodCália o brilhantismo dessa piauiense-distrito-federálica que emociona nosso quadradinho com sua voz. Haynna, junto com os brilhantes Verdes, enche o nosso Distrito com uma música profunda, livre, autêntica e potente. Neste episódio, Gigola, Haynna e Daniel fazem um Retrato Falado de um dos grandes discos da história recente do nosso quadradinho: Haynna e os Verdes. Escute, curta, compartilhe, e nos mande mensagem no Podpage, que este pod está demais!

    📌 Minutagem:

    [27:00] Faixa 1 – Retrato Falado
    [33:24] Faixa 2 – Pão de Lu/Insônia
    [43:50] Faixa 3 – Love Song
    [48:10] Faixa 4 – No Canto
    [53:52] Faixa 5 – Beijos e Cacos
    [59:04] Faixa 6 – Você
    [60:04] Fim do faixa a faixa (Indicações)

    📌 Links do episódio:

    • Instagram: https://www.instagram.com/haynnaeosverdes/

    • Facebook: https://www.facebook.com/HaynnaeOsVerdes/

    • Clipe oficial de "Pão de Lú/Insônia", com direação de Thaís Mallon e participação de Tauanne Lyz: https://www.youtube.com/watch?v=pURrBsBnjb0

    • Apresentação da música "Love Song" no Sofar Sounds Brasília, ao lado da tecladista Dani da Silva: https://www.youtube.com/watch?v=xgifcgE876Q

    • Clipe da música "Você": https://www.youtube.com/watch?v=DLjBNR59CzY

    • União Underground TV - Episódio 15 | Haynna e os Verdes e Tuttis Souza: https://www.youtube.com/watch?v=DEysWiv3oR0

    • "Insights de Vida Plena", música da cantora Medro, de São Sebastião/DF: https://www.youtube.com/watch?v=o4Mnf1UAX6o
    1 hr 13 min

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Sejam bem vindos ao Podcália, um podcast preparado com muito carinho por dois amigos aficionados por música. Aqui, Daniel e Gigolas expressam seus sentimentos pela música com muito amor, espírito…