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  • #414 Lula se reúne com autoridades dos EUA e Bolsonaro troca líderes mundiais por churrascaria #Eleições2022 | Pensa Comigo
    QUARTA, 21/09/2022: Quem disse "I love you" pro Trump foi o Bolsonaro. Quem bateu continência para a bandeira dos Estados Unidos também foi o Bolsonaro. Quem tentou colocar o filho fritador de hambúrguer como embaixador nos Estados Unidos foi o Bolsonaro. Quem está voltando dos Estados Unidos neste momento é o Bolsonaro. Mas quem os representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos resolveram encontrar hoje é o Lula.

    Internacionalmente, há grande preocupação com a reação de Bolsonaro e de seus apoiadores após o resultado da eleição, caso se confirme a derrota que as pesquisas estão prevendo. O exemplo de Trump e a invasão do Capitólio está na memória recente das autoridades dos Estados Unidos. E a possibilidade de os bolsonaristas repetirem isso aqui assusta os norte-americanos.

    Já há movimentos internos para que o vencedor das urnas seja reconhecido imediatamente pelos Estados Unidos e pela comunidade internacional. A ação seria uma vacina contra o golpismo anunciado de Bolsonaro. O encontro dos representantes do Departamento de Estado com Lula hoje deve servir para reforçar esse compromisso com o respeito aos resultados.

    A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil afirma que é uma prática regular se reunir com partidos políticos e candidatos e que convidou os demais. No momento, Douglas Koneff é a principal autoridade do governo americano no Brasil, já que os Estados Unidos estão sem embaixador.

    Mas chama a atenção que o encontro dos norte-americanos com Lula foi adiantado. Inicialmente, deveria acontecer entre o primeiro e o segundo turno. Depois, com a possibilidade de a eleição acabar no primeiro turno, representantes do departamento de Estado dos Estados Unidos entenderam que seria melhor adiantar a reunião.

    PENSA COMIGO, com Rachel Cor

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  • #413 Lula segue com chance de vencer no 1º turno, segundo a Ipec #Eleições2022 | Bate Café: 20 de setembro, o dia do gaúcho
    TERÇA, 20/09/2022: Saiu ontem mais uma pesquisa do Ipec para a presidência e o resultado mostra estabilidade. Nessa rodada, Lula cresce em vários estratos, em alguns fora da margem de erro. Nos votos válidos, o ex-presidente segue com chance de vitória já no primeiro turno.

    Mas do lado de lá, no incrível mundo do bolsonarismo, o discurso é diferente. Desesperados com a rejeição do futuro ex-presidente e com sua estagnação nas pesquisas confiáveis, eles apostam em pesquisas compradas, fake news com uso inclusive de deep fake e desinformação. Bolsonaro tenta convencer o gado que tem chances de vencer no primeiro turno.

    Em Londres, o presidente chegou a dizer que se não tiver 60% dos votos é porque a Justiça Eleitoral roubou a eleição. Um discurso irresponsável e lunático, já que usa como argumento o chamado DataPovo, a presença de apoiadores em seus atos de campanha.

    Lula, por outro lado, segue conquistando apoios. Ontem ele se reuniu com oito ex-presidenciáveis, indo desde Luciana Genro, passando por Marina Silva e Cristóvam Buarque e chegando em Henrique Meirelles.

    BATE CAFÉ, com Adriano Viaro
    Hoje o RS comemora a Revolução Farroupilha. O 20 de setembro é o Dia do Gaúcho e a data quando ocorrem várias festividades para comemorar a guerra perdida pelos gaúchos. O historiador Adriano Viaro, que está se despedindo do RS hoje, vem aqui para comentar a real história da Semana Farroupilha.

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  • #411 Bolsonaro vai ao funeral da rainha e abre assembleia da ONU: vergonha alheia mundial a caminho | Balbúrdia Café
    SÁBADO, 17/09/2022: O presidente Bolsonaro se prepara para uma intensa agenda internacional no início da próxima semana. Ele viaja, primeiro, a Londres para representar o Brasil no funeral de Estado da rainha Elizabeth II. No velório, Bolsonaro deve ficar ao lado de outros líderes mundiais convidados para a cerimônia.

    Mas nem todos foram convidados para o funeral. Putin, por exemplo, não recebeu o convite, assim como outros países com os quais o Reino Unido não tem relação diplomática.

    Na terça, Bolsonaro abre a Assembleia Geral da ONU em Nova York. Será o quarto discurso dele como presidente. O Brasil tradicionalmente é o primeiro a falar nas Assembleias Gerais. Nas outras três vezes, Bolsonaro pintou um retrato de um país que não existe nas falas na ONU. Será diferente desta vez?

    O presidente que vai participar do funeral da rainha e da Assembleia da ONU já é um velho conhecido do mundo. Com a proximidade das eleições, todo o mundo já sabe o que se passa no Brasil. Todos sabem que ele é um incentivador da violência e que prepara discurso mentiroso para contestar o resultado das eleições.

    Mas nem a Família Real britânica e nem a ONU se importam muito com isso, com o fato de ter relações com um personagem com carência de espírito democrático. Aliás, pelo contrário, tanto a ONU quanto a realeza britânica têm largo histórico de relação com ditadores.

    BALBÚRDIA CAFÉ, com Maria Clara Carneiro e Lielson Zeni
    Para este sabadão, os balbúrderes Maria Clara e Lielson vão comentar dois casos recentes, um que envolve os quadrinhos e a volta das feiras, e o outro que trata do falecimento de um dos cineastas mais importantes da sétima arte. Claro, tudo acompanhado de algumas indicações.
    Tem o caso do quadrinista vítima de homofobia em um evento de cultura pop, tem o cinema de luto por Jean-Luc Godard e tem quadrinho que fala de filme.
    - Adri A. na Comicon de Florianópolis e a treta. Ele é autor de Cara-Unicórnio, que está em campanha no Catarse;
    - Encruzilhada (Veneta, 2016), de Marcelo D’Salete (aqui Lielson e Ramon falam com o autor sobre outra obra dele, Angola Janga);
    - Godard, por José Geraldo Couto no Blog do IMS

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  • #410 Faltando duas semanas para as #Eleições2022, lulistas pedem voto útil | Datafolha: Lula 45% x 33% Bolsonaro | Primeira Playlist
    SEXTA, 16/09/2022: Todo o voto é útil para quem vota e pra quem é votado. Mas nas eleições deste ano, o termo ganhou um novo significado. Dar utilidade ao voto é ajudar a expulsar Bolsonaro da presidência o mais rápido possível. Assim, votar em Lula no primeiro turno acelera a despedida do atual presidente, diminui consideravelmente sua sanha golpista e pode obrigá-lo a aceitar a derrota mais facilmente.

    Esse é o discurso que os lulistas devem intensificar nas próximas duas semanas. Com as pesquisas eleitorais, incluindo o Datafolha de ontem, estabilizadas, o grande desafio de Lula é vencer no primeiro turno. Para isso, os poucos eleitores indecisos que ainda sobram e os que pretendem votar em Ciro Gomes e Simone Tebet serão o alvo da campanha de Lula.

    A ideia é convencer os eleitores mais ao centro a votarem em Lula ou em Alckmin. Virar votos do MDB não é das missões mais difíceis, já que boa parte do partido, sobretudo no Nordeste, já está ignorando Tebet e apoiando Lula explicitamente.

    No caso dos eleitores supostamente mais à centro-esquerda, como os de Ciro Gomes, que vem intensificando os ataques a Lula e ao PT, o próprio candidato armou uma armadilha para si mesmo. Ele disse que vai se aposentar se perder essas eleições. E todas as pesquisas indicam que ele vai perder. Então, votar em Ciro seria desperdiçar o voto em alguém que, inconformado com mais uma derrota, ameaça desistir. Definitivamente, não seria um voto útil.

    Para os eleitores da esquerda, que sempre optam por uma candidatura de protesto no primeiro turno e votam no que sobra no segundo, a reflexão também vale. Eleitores de Sofia Manzano, Vera Lúcia e Leo Péricles terão que decidir em 15 dias se vão votar ideologicamente ou estrategicamente. Nesses grupos, Lula é visto com certa desconfiança, sobretudo depois de ter Alckmin como vice. Os votantes da esquerda que foi apelidada de Ibis (porque supostamente gostariam de perder, como o pior time do mundo), são poucos em quantidade.

    Mas, para Lula vencer em primeiro turno, segundo todas as pesquisas, o que falta é muito pouco. Margem de erro mesmo.. Qualquer voto, seja útil ou estratégico, pode fazer diferença.

    Os 10 maiores doadores das campanhas: https://congressoemfoco.uol.com.br/area/pais/os-dez-maiores-doadores-da-campanha-eleitoral-ate-agora/

    PRIMEIRA PLAYLIST, com Walquíria Poiano
    TEMA DA PLAYLIST: PRIMAVERA
    É tempo de recomeçar! Quais músicas fazem você renascer e sair do casulo? Queremos provocar a nossa comunidade a encontrar canções que florescem, revigoram e dão aquela pitada de otimismo em nossas vidas!

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  • #409 Violência política e o voto amedrontado nas #Eleições2022 | Os cenários nas disputas estaduais no RS e no PR
    QUINTA, 15/09/2022: O ataque de um deputado bolsonarista contra a jornalista Vera Magalhães é apenas mais um dos muitos casos de violência política registrados na campanha eleitoral deste ano. Ameaças, agressões e até assassinatos ocorreram nas últimas semanas, colocam o medo no centro do debate e pressionam o bolsonarismo contra a parede.

    O estímulo ao uso da violência pelos bolsonaristas parte diretamente do presidente e dos principais influenciadores do lado de lá. É o que pode ser observado nesse caso da Vera Magalhães. Ela virou alvo preferencial após o "apito de cachorro" do presidente no debate da Band.

    Brasil afora, os casos que podem ter relação com violência política se multiplicam. Esta semana deve ser ouvido o carcereiro bolsonarista que matou um petista por motivo político na festa de aniversário de 50 anos dele com tema de Lula e do PT em Foz do Iguaçu. No Mato Grosso, o assassinato com requintes de crueldade do apoiador de Lula Benedito dos Santos continua sendo investigado e fez com que a campanha do ex-presidente pedisse à Justiça Eleitoral mais ações contra a violência.

    Em Goiânia, um policial militar atirou na perna de um amigo dentro da igreja porque ele ficou revoltado com o discurso do pastor, que pregava aos fiéis para não votar "em vermelhos", em referência aos partidos de esquerda. Em São Gonçalo, um bolsonarista levou um soco de um apoiador de Lula após provocar uma confusão na porta de um comício do ex-presidente.

    Na semana passada, um vendedor ambulante eleitor de Lula disse à BBC Brasil que escondeu as toalhas do Lula para vender só as de Bolsonaro durante as manifestações em Brasília. "As toalhas do Lula eu deixei escondidas, né? Senão ia dar briga, aqui", disse ele.

    Levantamento feito pelo Observatório da Violência Política e Eleitoral da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro mostra que, ao longo da primeira metade de 2022, a violência política deixou 40 mortos no país. O levantamento também aponta para 89 ameaças a lideranças políticas, 42 agressões, 27 atentados, 11 homicídios de familiares, dois sequestros, dois sequestros de familiares e um atentado contra familiares. Como o monitoramento começou em 2020, não é possível comparar com o mesmo período do último ano com eleições federais, 2018.

    Por causa desses episódios de grande repercussão, muita gente prefere esconder suas preferências políticas. Os institutos de pesquisa têm falado no tal "voto envergonhado". Na verdade, trata-se de um "voto amedrontado", pois no caso de apoiadores de Lula, muita gente está evitando adesivar seus carros ou andar na rua usando vermelho por medo da violência bolsonarista.

    ELEIÇÕES NO RS E NO PR
    No segundo tempo do #PrimeiroCafe, vamos falar sobre os cenários das disputas estaduais no Rio Grande do Sul, com o jornalista Luis Eduardo Gomes do Sul 21, e no Paraná, com o jornalista Rogério Galindo do Plural.

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  • #408 Deputado bolsonarista ataca jornalista Vera Magalhães em debate em SP | Quaest: Lula 42% x 34% Bolsonaro #Eleições2022
    QUARTA, 14/09/2022: As agressões, episódios de assédios e ataques reais e virtuais contra mulheres jornalistas são uma marca do governo Bolsonaro. Os profissionais de comunicação são o alvo preferencial, mas quando a vítima é mulher o nível da agressão aumenta muito. O alvo da vez é a jornalista Vera Magalhães, agredida ontem à noite por um deputado bolsonarista após o debate promovido pelo UOL, Folha e TV Cultura entre os candidatos ao governo de São Paulo.

    Vera Magalhães já foi alvo da esquerda muitas vezes por seus posicionamentos mais identificados com a direita, como quando disse no Twitter que não convidaria Lula para o Roda Viva porque ele não era player na crise da covid-19, ou por ter chamado o ex-juiz Sergio Moro de enxadrista e demonstrar entusiasmo com a operação Lava Jato. Mas nenhuma crítica que ela recebeu da esquerda se aproxima em nível de violência ao que Vera vem sendo submetida desde que foi atacada por Bolsonaro no debate da Band.

    Naquele dia, Vera fez uma pergunta a Ciro Gomes sobre o discurso anti vacina do presidente. Bolsonaro, que comentaria a resposta, usou seu tempo para atacar a jornalista. O presidente é reincidente em ataques contra mulheres jornalistas. Já mandou repórteres calar a boca e recentemente, atacou com questões pessoais, uma pergunta da jornalista Amada Klein na Jovem Pan sobre a origem do dinheiro vivo para comprar 51 imóveis.

    Contra Vera, Bolsonaro autorizou uma horda de propagadores do ódio a repetirem os ataques. No 7 de setembro em Brasília, um guindaste exibia uma foto da jornalista com a frase "vergonha do jornalismo", a mesma usada por Bolsonaro para atacá-la no debate.

    No debate de São Paulo de ontem, foi o deputado estadual bolsonarista Douglas Garcia quem se sentiu autorizado a agredir a jornalista. Gravando com o celular, o deputado se aproximou da jornalista na primeira fila do debate e começou a gravar repetindo as falas do presidente e usando fake news sobre o salário dela na TV Cultura. O jornalista Leão Serva, irritado, pegou o celular do deputado e jogou longe. O deputado foi expulso do local pelos seguranças. Vera precisou sair escoltada para evitar mais agressões.

    O nome disso que Vera Magalhães está sofrendo é bem óbvio. Ela é vítima do fascismo, por mais que talvez ela não use esse nome porque, talvez, ache forte demais. Mas sim, ela é uma vítima do discurso fascista que chegou ao poder no Brasil. Uma vítima que, no passado, até contribuiu para a ascensão disso tudo sem saber que, ali na esquina, ela mesma viraria vítima desse discurso.

    Independente das posições atuais ou passadas, Vera Magalhães se tornou uma personagem central nessa campanha ao virar o alvo preferencial do bolsonarismo e merece a solidariedade de todos os democratas e antifascistas sem "mas" ou qualquer consideração sobre que papel ela e outros jornalistas da grande mídia podem ter tido na ascensão dessa gente odienta ao poder.

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  • #407 Marina Silva declara apoio a Lula no 1° turno #Eleições2022 | Bolsonarismo sente o Ipec: Lula 46% x 31% Bolsonaro
    TERÇA, 13/09/2022: O ex-presidente Lula tem apoio de quatro presidenciáveis que disputaram a eleição em 2018. Além de Haddad, Alckmin, Boulos e, agora, Marina Silva, apoiam o voto em Lula já no primeiro turno.

    A ex-ministra do Meio Ambiente, que tinha simpatia pela campanha de Ciro, decidiu apoiar Lula já agora. O anúncio foi feito ontem em coletiva de imprensa. Marina entregou contribuições para o programa de governo do petista, entre elas a proposta de criação de uma autoridade nacional para a emergência climática.

    Marina tinha rompido com Lula e com PT por causa dos ataques que sofreu em campanhas passadas. Apesar disso, ela disse que a relação entre os dois continuou nos bastidores. O encontro com Lula era esperado há muito tempo e o anúncio de apoio foi muito comemorado entre os eleitores do ex-presidente.

    Outro motivo de comemoração foi a pesquisa Ipec divulgada pelo Jornal Nacional ontem. O resultado mostra estabilidade no cenário, mas Lula oscilou dois pontos para cima, enquanto Bolsonaro segue estagnado. Lula cresceu um pouco em vários segmentos e só perde para Bolsonaro entre evangélicos e entre os mais ricos.

    Bolsonaro, por outro lado, sentiu a pesquisa e o sabor amargo da derrota mesmo depois dos atos de 7 de setembro. Ontem, participando de podcasts evangélicos, ele pela primeira vez disse que se arrependeu de falas insensíveis durante a pandemia. Também pela primeira vez, Bolsonaro admitiu que, se perder a eleição, vai passar a faixa para Lula.

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  • #406 Bolsonaro, coveiro de rico, vai ao funeral da rainha | Bolsonaristas ameaçam com armas e debocham da fome
    SEGUNDA, 12/09/2022: Nos últimos dias o bolsonarismo voltou a mostrar que se não te mata de fome, te mata de tiro. Quando não mata, ameaça ou debocha. E o líder máximo desse movimento nefasto, o atual presidente, não tem empatia pelo povo pobre, mas vai gastar uma boa grana para aparecer no funeral da rainha da Inglaterra.

    Candidatos de esquerda foram ameaçados por apoiadores de Bolsonaro armados no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Um ruralista bolsonarista mostrou crueldade ao humilhar uma eleitora de Lula dizendo que não ela não receberia mais as marmitas. O caso aconteceu no interior de São Paulo. Na Paraíba, uma reunião de apoiadores do atual presidente quase acabou em tiroteio. No Mato Grosso, seguem as investigações do assassinato com requintes de crueldade de um eleitor de Lula. E em Brasília, o presidente que dizia que não era coveiro quando perguntado sobre as milhares de vítimas da covid-19, resolveu ir ao funeral da rainha Elizabeth II. Ele não era coveiro de pobre…

    O vídeo de um ruralista do interior de São Paulo que se identifica como apoiador de Bolsonaro e diz a uma mulher pobre que ela não receberá mais doação de marmitas por ser eleitora de Lula causou revolta nas redes sociais no fim de semana. A atitude do bolsonarista gerou muitas críticas e uma onda de solidariedade com a vítima da humilhação, Ilza Rodrigues, moradora de Itapeva.

    Integrantes da coordenação regional do Movimento Sem Terra (MST) localizaram Ilza Rodrigues e levaram uma cesta de produtos, além de garantir alimentos para ela pelos próximos seis meses.

    Também neste final de semana, viralizou um trecho da participação do ex-diretor do Datafolha Mauro Paulino na Globo News quando ele contou um relato que mostra a crueldade bolsonarista durante ato de 7 de Setembro.

    Além dos deboches com a fome que atinge 33 milhões de pessoas, o bolsonarismo armado segue ameaçando adversários. Guilherme Boulos foi alvo de um desses ataques em São Paulo e Ciro Gomes, no Rio Grande do Sul. Nos dois casos, bolsonaristas fizeram ameaças de morte aos candidatos dizendo estarem armados.

    No auge da pandemia, o presidente Bolsonaro se irritou ao ser perguntado sobre as vítimas da covid-19. Se negando a manifestar qualquer solidariedade com as famílias que perderam pessoas para a doença, o presidente repetiu duas vezes "eu não sou coveiro".

    Não era coveiro de pobre, né? Porque Bolsonaro confirmou no mesmo dia presença no funeral da rainha Elizabeth II no próximo final de semana. Ele deve viajar com a primeira-dama e, na sequência, vai do Reino Unido para Nova York para abrir a Assembleia Geral da ONU. O próximo final de semana será de grande exposição internacional de Bolsonaro, o que significa que os níveis de vergonha alheia estarão altíssimos. Mas também é um bom momento para a gente mostrar o Brasil real, que é diferente do que o Bolsonaro conta no exterior.

    O Brasil real tem fome e a extrema-direita debochando das pessoas que passam necessidades. O Brasil real tem violência política que mata e ameaça com armas liberadas pelo atual governo. O Brasil real tem um presidente insensível e incapaz de demonstrar amor ao próximo. O Brasil real tem a chance, em três semanas, se apagar esse capítulo triste da nossa história.

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  • #405 Mais um apoiador de Lula assassinado por bolsonarista | Datafolha: Lula 45% x 34% Bolsonaro | Balbúrdia Café
    SÁBADO, 10/09/2022: A violência política incentivada por Bolsonaro fez mais uma vítima. Um apoiador de Lula foi assassinado por uma colega de trabalho bolsonarista no Mato Grosso. Benedito Cardoso dos Santos, de 44 anos, é a segunda vítima mortal do discurso violento que o atual presidente apenas nesta campanha eleitoral. Há algumas semanas, Marcelo Arruda foi assassinado a tiros por um carcereiro bolsonarista na sua festa de aniversário de 50 anos no Paraná.

    No caso do assassinato no Mato Grosso, chamou a atenção os requintes de crueldade. Benedito foi atingido por 15 golpes de faca, inclusive no rosto. E após, o assassino tentou decapitar o corpo com um machado. Os detalhes foram divulgados pelo delegado responsável pela investigação. O assassino está preso preventivamente.

    Faltando três semanas para o primeiro turno das eleições, saiu ontem a nova pesquisa Datafolha, a primeira feita após os atos bolsonaristas do 7 cm de setembro. O resultado mostra estabilidade, mas Bolsonaro tem tendência de alta. Lula segue com 45% no primeiro turno e Bolsonaro subiu de 32% para 34%, ainda dentro da margem de erro. Mas a subida de Bolsonaro, embora lenta, vem sendo registrada há semanas. Com isso, a definição da eleição já no primeiro turno fica mais difícil.

    Lula segue liderando com folga entre os mais pobres e no Nordeste. Bolsonaro tem ampla vantagem entre os evangélicos e os mais ricos. Entre os jovens, Bolsonaro teve uma alta de 7 pontos em uma semana. Lula segue liderando entre as mulheres.

    Ciro Gomes voltou a cair, também dentro da margem de erro. Ele praticamente voltou ao patamar que estava antes do debate, quando ele e Simone Tebet fizeram igual a um golfinho. Subiram, colocaram a cabeça para fora d'água, fizeram uma gracinha, e voltaram a descer. Tebet manteve os 5%, o que aparenta que os votos que ela conquistou ao se destacar no início da campanha são mais garantidos do que os de Ciro.

    BALBÚRDIA CAFÉ, com Maria Clara Carneiro e Lielson Zeni


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