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  • #433 Bolsonarismo sequestra Aparecida e causa tumulto | Lula vai ao Complexo do Alemão e faz Carnaval fora de época em Salvador
    QUINTA, 13/10/2022: Ontem foi dia das crianças e dia de Nossa Senhora Aparecida. O bolsonarismo sequestrou as duas datas. Em Uberaba e no Rio, prefeitura e PM armaram crianças com simulacros gerando indignação nas redes. Em Uberaba, colocaram até bombas reais nas mãos das crianças No Rio, a PM armou com simulacros e coletes os pequenos.

    Em Aparecida, bolsonaristas bêbados causaram tumulto, agrediram profissionais de imprensa, perseguiram pessoas vestidas de vermelho e vaiaram padres e bispos que discursaram contra a fome. Bolsonaro foi à festa de Nossa Senhora Aparecida e tomou pito de padres e bispos pelo uso político das religiões.

    Enquanto isso, Lula esteve no Complexo do Alemão pela manhã e em Salvador à tarde. O ex-presidente não quis participar de nenhuma festa religiosa para não fazer uso político das religiões e orientou seus apoiadores a não fazerem isso. Na Bahia, milhares de pessoas fizeram um carnaval fora de época na orla ao som de, entre outras músicas, Tá Na Hora do Jair Já Ir Embora.

    Nós tínhamos um enviado especial ao CarnaLula. O jornalista Thiago Ferreira esteve lá e vem aqui no segundo tempo contar como foi.

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    1 hr 2 min
  • #432 Bolsonaro pauta debate da campanha do segundo turno, empurra o nível para o esgoto e Lula apenas reage #Eleições2022
    TERÇA, 11/10/2022: A campanha eleitoral do segundo turno está sendo pautada pelo bolsonarismo desde o primeiro dia e isso é um perigo. Bolsonaro nada de braçada nas discussões que, aos olhos da elite intelectual, são bobagens. Banheiros unissex e guerra santa, por exemplo, são temas que interessam muito mais ao bolsonarismo do que à democracia - por mais que num primeiro olhar possa parecer o contrário.

    Apesar da situação econômica terrível que o governo Bolsonaro colocou o país, eles conseguiram dar um nó na oposição e esconder esse debate. Ninguém mais fala dos preços dos alimentos, da fome e do emprego precário. Ao invés disso, a campanha de Lula embarca na grotesca história do canibal ou reage à fake news ligando Lula ao satanismo recuperando a ligação de Bolsonaro com a maçonaria.

    Ontem, a Damares distraiu a oposição o dia inteiro falando suas loucuras. Já eleita senadora, ela agora cumpre o papel de espantalho na campanha eleitoral. Toda a vez que o assunto virar uma pauta incômoda para Bolsonaro, espantalhos como ela entrarão em ação. E, a julgar pela reação dos defensores de Lula, com sucesso…

    Além de distrair a oposição, esses espantalhos também conseguem esconder propostas que realmente importam. Ontem Lula prometeu isentar de imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil. Você soube? Contou no grupo da família? Ou estava muito ocupado indignado com as loucuras da Damares?

    Lula vem conquistando apoios importantes, do ponto de vista de repercussão, mas praticamente nulos no que diz respeito a votos. Quantos votos o Marcelo Madureira tem? Quantos votos o sobrinho do John Kennedy tem? Nenhum.

    Na imprensa, muito destaque para discussões que também não interferem no voto dos brasileiros e brasileiras. Um exemplo é a ameaça de Bolsonaro de aumentar o número de ministros do Supremo. É grave, mas não é eleitoralmente grave. O povo não gosta do Supremo, dos seus privilégios e de suas decisões de cima pra baixo. Defender o Supremo é uma obrigação constitucional, mas também é um tiro no pé, eleitoralmente.

    Os inúmeros casos de corrupção do governo Bolsonaro também se perdem no caminho por barreiras discursivas. O dinheiro vai para o centrão, dizem, ou o orçamento secreto. São expressões óbvias para quem acompanha política, mas totalmente desconhecidas pela grande massa de eleitores.

    A senadora Simone Tebet deixou vazar sua insatisfação com os rumos da campanha, afirmando que alguém tem que botar juízo na campanha de Lula. Ela está certa, mas pelos motivos errados. Simone critica o uso de referências ao PT, como a cor vermelha ou a música "vai dar PT", ignorando a realidade porque, talvez, do alto do seu alto padrão de vida, ela não conheça. Os brasileiros e brasileiras não votam por partido, por cor, por musiquinhas ou por propostas. A decisão do voto é pessoal e subjetiva, ainda mais em um segundo turno entre duas celebridades.

    Por mais que as pesquisas sigam indicando praticamente os mesmos resultados - uma vantagem até confortável para Lula em votos válidos - o resultado da estratégia bolsonarista já é sentido nos pormenores da Ipec de ontem: rejeição de Lula subindo e rejeição de Bolsonaro caindo. Pela primeira vez em meses, menos de 50% dos eleitores que responderam às pesquisas dizem que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum. Ou seja, mais da metade dos eleitores brasileiros ouvidos pelas pesquisas ainda admitem a possibilidade de votar nele.

    Lula gravou vídeo dizendo ser contra o aborto, a campanha fez publicações dizendo que ele é a favor de banheiros separados, usou a história do canibalismo em seus discursos e ainda prepara uma carta aos religiosos. A militância reage com clichês, dizendo que segundo turno é uma guerra de rejeições. Esquecem que, nesse campo, o bolsonarismo é muito mais competente. Isso porque usam mentiras sem pudor, dominam uma máquina de disparo diretamente para os celulares de grande parte do povo e já têm anos de experiência nisso. Do outro lado, a campanha do Lula começou a articular seus grupos meses antes da eleição.

    Enquanto isso, as instituições dormem em berço esplêndido. O presidente da Justiça eleitoral, que engrossou a voz há alguns meses dizendo que cassaria sem pestanejar os candidatos propagadores de fake news, se acovardou e até agora não cassou ninguém. O TSE pune as mais grotescas mentiras com multas de valores irrisórios. É quase um incentivo para que continuem fazendo isso.

    Eu sei que as pesquisas dizem o contrário, que as suas timelines das redes sociais dizem o contrário e que o seu desejo diz o contrário, mas, hoje, 11 de outubro, a dura e desgradável constatação é de que quem está ganhando a campanha é o bolsonarismo. Se isso vai ser suficiente para Bolsonaro ganhar os milhões de votos que precisa para vencer, não sou capaz de opinar. Só digo que é perigoso, principalmente num cenário de voo cego, no qual não podemos confiar totalmente nos resultados das pesquisas eleitorais e nem na percepção viciada dos analistas políticos da grande mídia.

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  • #431 Rússia volta a atacar Kiev após 3 meses e a guerra na Ucrânia está longe do fim | #Eleições2022: a baixaria eleitoral continua
    SEGUNDA, 10/10/2022: A semana começa com novos ataques da Rússia na capital da Ucrânia, Kiev, em uma nova escalada da guerra que começou em fevereiro. A cidade não era alvo dos ataques desde o dia 26 de junho. Ao todo, a Rússia disparou quase 100 mísseis. Pelo menos 4 atingiram a capital ucraniana.

    Uma agência de notícias ucraniana informou que vários mísseis atingiram Dnipro, que é um importante centro industrial na região da capital. Ao menos 75 mísseis, segundo o Exército ucraniano, atingiram alvos na capital, no oeste do país, na região central e no sul. Além dos ataques desta manhã, no domingo, um ataque com mísseis na cidade de Zaporíjia atingiu um prédio de apartamentos, matando pelo menos 13 pessoas e ferindo 60.

    Segundo o governo, os ucranianos já estavam se preparando para a possibilidade de retaliação após uma explosão destruir a ponte que ligava a Rússia à Crimeia, no sábado. O ataque na ponte não foi reivindicado, mas é óbvio que foi uma resposta ucraniana, seja oficial ou não, após Putin anexar partes do território do país.

    Kiev sofreu intensos bombardeios ​​no início da guerra, mas viveu relativa calmaria por meses. A Rússia tinha abandonado o avanço em Kiev por causa da forte resistência ucraniana impulsionada pelo recebimento de armas ocidentais. Desde então, os russos se concentraram no sul do país e na região do Donbass, dentro do objetivo deles de anexar partes independentistas da Ucrânia ao território russo para criar uma ligação com a Crimeia.

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  • #430 Confisco de Bolsonaro pode colapsar universidades federais | Balbúrdia Café | Primeira Playlist | Café com Série | Poesia
    SEXTA, 07/10/2022: Destruir a educação pública sempre foi um objetivo do bolsonarismo e de seus aliados. Não é por acaso que a irmã do ministro da Economia, Paulo Guedes, é presidenta de uma associação de empresas privadas de educação.

    E foi justamente o mano dela que assinou o mais recente corte, de R$ 300 milhões, no dinheiro reservado para as universidades e institutos federais pagarem suas contas básicas. Com o confisco, todas as instituições estão ameaçadas porque não terão como pagar as contas de luz, água, bolsas entre outras.

    Zero surpresa, né? Este foi o governo que queria implantar o homeschooling, que é a autorização para que os pais não coloquem os filhos na escola e façam a educação em casa. Além disso, esse foi o governo da dança das cadeiras típica de quadrilha (de festa junina) no Ministério da Educação.

    Uma rápida retrospectiva: o primeiro ministro da Educação, o colombiano olavista Vélez Rodriguez, dizia que a universidade não pode ser para todos. O segundo, o lunático Abraham Weintraub, passou a dizer que o MEC é uma máquina de corrupção depois de deixar o governo forçando um abraço no presidente, ficando chateado e brigando com Bolsonaro.

    Depois teve Decotelli, o breve, que teve que pedir demissão antes de tomar posse porque mentiu no currículo, inventando um doutorado que não tinha. Na sequência veio o pastor Milton Ribeiro, preso acusado de favorecer pastores lobbystas, a pedido de Bolsonaro, na distribuição de verbas do MEC. E, atualmente, o ministro que ninguém sabe o nome (mas chama Victor Godoy), que é mais discreto, mas segue à frente do mesmo projeto de destruição.

    BALBÚRDIA CAFÉ, com Maria Clara Carneiro e Lielson Zeni

    CAFÉ COM SÉRIE, com Rafaela Santos

    PRIMEIRA PLAYLIST, com Walquíria Poiano
    TEMA DA PLAYLIST: ESPERANÇA
    Vem sem medo de acreditar que a gente pode ter uma nova perspectiva! Queremos saber quais são as músicas que fazem você acreditar no futuro e nas mudanças que queremos, que te faz seguir adiante e lutar todos os dias por um amanhã melhor!
    Mande sua sugestão: https://t.me/primeirocafenoar

    CAFÉ COM POESIA, com Juliana Coelho Netto

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    1 hr 19 min
  • #429 Tebet e FHC apoiam Lula por compromisso com a democracia e Moro apoia Bolsonaro porque sim #Eleições2022
    QUINTA, 06/10/2022: Na hora do vamos ver conseguimos saber quem é quem no Brasil. Da mesma forma que você só conhece sua família na hora do inventário ou só conhece seu ex na hora da separação dos bens, na política você só conhece de fato as posições de cada personagem quando a porca torce o rabo. E esse momento chegou.

    Continuam as declarações de apoio a Lula e Bolsonaro na disputa do segundo turno. Ontem, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso emocionou a internet ao postar fotos históricas ao lado de Lula e defender o voto no petista. FHC disse que vota por quem sempre teve compromisso com a democracia.

    Argumento parecido foi usado pela candidata do MDB, Simone Tebet, que também anunciou com todas as letras o seu voto em Lula. Até a ex-rainha da motosserra Kátia Abreu e o candidato José bolinha de papel Serra optaram por Lula.

    Do outro lado, surpresa zero. Aqueles que foram eleitos e agora não precisam mais fingir que têm apreço pela democracia escolheram o lado do candidato golpista. É o caso do ex-juiz Sérgio Moro. Nesse apoio, chama atenção ainda a extrema burrice. A gente já sabe que o Moro não é lá muito inteligente, mas agora ele se superou.

    Moro já está eleito, já tem o tão desejado foro privilegiado para não ser preso pelas ilegalidades cometidas na Operação Lava Jato. Assim, ele não precisaria manifestar apoio ao ex-chefe. Lembrando que Moro abandonou o cargo de juiz para ser ministro de Bolsonaro e, um ano e pouco depois, saiu do governo acusando o presidente de interferir na Polícia Federal para proteger sua família. Mesmo assim, o juiz parcial decidiu sair do armário e revelar para todo mundo o que sempre foi: um bolsonarista.

    ANA PRESTES ESTÁ DE VOLTA
    A cientista política Ana Prestes, que concorreu a deputada federal pelo DF, mas infelizmente não foi eleita, está de volta ao Primeiro Café. Hoje vamos conversar com ela sobre o resultado das eleições, saber como foi a campanha e comentar a reação do mundo ao resultado da eleição brasileira.

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  • #428 É você, Satanás? Campanha do 2º turno começa com fake news satanista e "guerra santa" | Clima e as #Eleições2022
    QUARTA, 05/10/2022: Precisávamos ter um segundo turno para aprofundar o debate, disseram. O debate começou tão profundo, mas tão profundo, que foi parar nas profundezas do inferno.

    No segundo dia de campanha, o que dominou a discussão nas redes sociais foi a guerra santa com fake news ligando Lula ao satanismo impulsionadas pelo bolsonarismo e, do outro lado, uma campanha redescobrindo as ligações de Bolsonaro e de seus aliados mais próximos com a maçonaria.

    De tédio, não morreremos. Confesso que a reação bolsonarista ao vídeo de Bolsonaro na maçonaria me arrancou largos sorrisos na primeira reação. Mas, ao dormir no assunto, a diversão deu lugar à preocupação.

    Infelizmente, esse debate envolvendo religião e crenças dos candidatos parece chamar mais atenção e ser mais relevante para muitos eleitores do que os problemas reais do país.

    O país que Lula e Bolsonaro disputam tem 33 milhões de pessoas passando fome. E daí? Tem o maior índice de informalidade no trabalho da história. E daí? Tem a reputação no exterior manchada por quase 4 anos de um governo sabujo. E daí? Tem a educação, a saúde e a economia em frangalhos. E daí? Tem corrupção generalizada num governo comandado por amigos de milicianos. E daí?

    Vamos discutir quem fez pacto com o demônio. De um lado, um influencer provavelmente contratado para fazer campanha negativa contra Lula associando o ex-presidente ao satanismo. Do outro lado, a constatação de que Bolsonaro é próximo dos maçons, o que causou um barata-voa na campanha do atual presidente, principalmente entre os evangélicos.

    Enquanto isso - ou apesar disso -, a política segue funcionando e os anúncios de apoios no segundo turno não estão muito diferentes da guerra santa nas redes sociais. O PDT e o Cidadania apoiam Lula. Ciro Gomes também, embora nem cite o nome do ex-presidente. Os governadores de Minas e Rio, além do derrotado Rodrigo Garcia do PSDB em São Paulo, estão com Bolsonaro. Os tucanos se dividiram e quatro ex-presidentes do PSDB defendem apoio a Lula. Até José Serra está com Lula e há expectativa para anúncio de apoio do ex-presidente FHC.

    Porém, esses apoios políticos parecem ter menos relevância para decidir o voto de muitos eleitores do que saber quem fez coligação com o capeta. A derrota civilizatória que o início do debate no segundo turno deixa evidente é do tamanho do ego do Ciro Gomes ou da vergonha que eu sinto ao ver apoiadores de Lula usando fake news ridículas para atacar Bolsonaro. Do atual presidente a gente até espera isso, mas da militância lulista eu confesso que esperava mais do que um cosplay coletivo de André Janones.

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    1 hr 4 min
  • #427 Chega de luto que é hora da luta! | Campanha de Lula já conversa com Ciro, Tebet e PSDB #Eleições2022
    TERÇA, 04/10/2022: Foi ruim? Foi ruim. Ficamos tristes e indignados? Ficamos. Mas ainda temos um presidente fascista para mandar para o lixo e uma série de governadores para eleger num cenário que não é tão desfavorável assim. Então, a nossa tristeza e indignação precisam ser o combustível, a partir de agora, de um movimento de luta pela democracia brasileira. Nesse cenário, defender a democracia é conquistar votos para Lula e para os governadores que não são bolsonaristas. E é para isso que estamos aqui.

    Passadas 24 horas e o choque inicial por constatar que 51 milhões de brasileiros e brasileiras não se importam em ter um presidente insensível, corrupto, machista e miliciano, o nosso luto dá lugar à mais luta! E isso por um motivo muito simples: para entender o tamanho da nossa responsabilidade enquanto democratas, basta imaginar o que pode acontecer com o Brasil em caso de reeleição de Bolsonaro.

    Com o Congresso mais conservador e bizarro da história, Jair poderá fazer o que quiser. Isso inclui impeachment de ministros do Supremo, proteção para seus filhos bandidos, mais corrupção e, claro, reforma constitucional para permitir que ele concorra a um terceiro mandato. O cenário em caso de vitória do Jair é catastrófico e isso não é exagero. Queria que fosse, mas não é. Reeleição de Bolsonaro significa fim da democracia e início da autocracia, como já está acontecendo na Hungria e na Polônia, países governados por líderes de extrema-direita como Bolsonaro.

    Por isso tanta gente, mesmo de direita, já está apoiando Lula. Neste segundo turno, votar em Lula não faz do amigo e da amiga de direita um esquerdista, te faz apenas uma pessoa normal. Você deve ter notado o clima de velório em todas as televisões quando o resultado do bolsofascismo nas urnas se confirmou. Os jornalistas e, principalmente, as jornalistas mulheres, mesmo as de direita, estavam num estado horrível - e não era o Paraná. Estavam num estado de constante ameaça porque foram covardemente atacadas pelo presidente e por seus apoiadores nos últimos anos. Todos e todas estão, internamente, torcendo pelo fim dessa distopia.

    Vamos nessa, massa cheirosa! Agora é hora de defender não o Lula ou o PT, mas defender o Brasil, a democracia e um estado com uma mínima normalidade democrática para que a gente possa criticar quem quiser sem medo de tomar um tiro na próxima esquina.

    E você progressista, agora que já sofremos o luto, já sabe o que fazer: ergue essa cabeça, mete o pé e vai na fé!

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    1 hr 1 min
  • #426 Lula termina na frente, mas Bolsonaro demonstra força e ameaça fascista segue viva para o segundo turno #Eleições2022
    SEGUNDA, 03/10/2022: Não era exatamente assim que a gente pretendia abrir a edição de hoje do podcast. Mais de 51 milhões de brasileiros e brasileiras foram às urnas ontem para validar o presidente que fez tudo o que fez. Se teve voto envergonhado, foi pro Bolsonaro. Se teve voto útil, também foi pro Bolsonaro.

    Lula teve 6 milhões de votos a mais do que Bolsonaro. Mas o resultado não pode ser comemorado. Enquanto o atual presidente superou o suposto "teto" indicado por todas as pesquisas, Lula teve exatamente o que se previa. A campanha pelo voto útil no primeiro turno deu errado, irritou o eleitor e agora teremos mais um mês de alta tensão. Será, sem dúvida, o outubro mais difícil das nossas vidas.

    Ninguém ficou feliz com os resultados, nem mesmo os eleitos e eleitas. Entre a esquerda, sorrisos amarelos e forçados para não passar a imagem de derrota no pronunciamento de Lula. No bolsonarismo, caras sérias e reconhecimento da vontade de mudança na fala do atual presidente.

    Como se previa, a carreira política de Ciro Gomes foi sepultada. Já Simone Tebet saiu maior do que entrou. Ambos já indicaram que devem apoiar Lula no segundo turno, mas ainda não abriram votos.

    Além da eleição presidencial, a tragédia se reproduziu nas disputas pela Câmara - onde o PL conseguiu a maior bancada - e do Senado, onde Bolsonaro elegeu uma série de ex-ministros e pessoas próximas que fazem parte do bolsonarismo raiz.

    Você até pode, pelo bem da sua saúde mental, procurar notícias boas em casos específicos, como a eleição de Erika Hilton, de Sonia Guajajara etc. Mas, no macro, o resultado das eleições de ontem é um buraco sem fim.

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