Primeiro Café

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Primeiro Café episodes

  • #443 Baderna golpista da extrema-direita vira fábrica de memes | Café com Série: as próximas estreias!
    SEXTA, 04/11/2022: É a primeira sexta-feira com Lula eleito e estamos aqui para comentar o que rolou na semana. O destaque fica por conta da baderna golpista promovida pela extrema-direita, que não aceitou a derrota para Lula.

    CAFÉ COM SÉRIE, com Rafaela Santos
    A nossa colunista vai tirar férias este mês e hoje vem aqui para passar uma lista das estreias imperdíveis das próximas semanas!

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    56 min
  • #442 LULA ELEITO, JAIR FAZ BIRRA
    SEGUNDA, 31/10/2022: Lula está eleito e Bolsonaro ainda não reconheceu a derrota. Estamos no ar comemorando a vitória nas urnas e informando as últimas repercussões!

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    43 min
  • #440 O que está em jogo nas #Eleições2022? Bate-papo pré-eleitoral com colunistas
    SEXTA, 28/10/2022: Domingo será um novo dia de um novo tempo que vai recomeçar. E você já já vai entender porque eu comecei com essa referência à música de final de ano da Globo. Por mais que nos provoque os instintos mais primitivos, como diria o pistoleiro Roberto Jefferson, o fato de quase metade dos eleitores brasileiros ainda consideram votar em um ser como Bolsonaro, a eleição do próximo domingo é a última chance que o Brasil tem de se livrar de uma dinastia das milícias.

    Desde o dia em que confirmou que seria candidato, Lula tem dito que ele só aceitou porque nesta eleição não é um candidato do PT. Lula é o líder de um movimento de reconstrução do país após quatro anos de um governo nefasto em absolutamente todos os sentidos. É por isso que estão ao seu lado figuras que pensam tão diferente dele, a começar pelo vice Geraldo Alckmin.

    Eleger Lula presidente é a nossa última chance. Tivemos outras. Poderíamos, para começo de conversa, não ter votado com o fígado em 2018 e permitido a ascensão ao poder de um aprendiz de fascista. Com ele eleito, poderíamos ter sorteado qualquer um dos seus vários crimes para tirá-lo do poder com um processo de impeachment. Poderíamos, também, ter rejeitado sua candidatura à reeleição por causa de seu discurso golpista e antidemocrático.

    Não fizemos nada disso porque não depende da gente. Isso depende daquelas famosas "instituições". Mas elas, que foram cúmplices do golpe de 2016 contra Dilma, durante o governo de Bolsonaro foram covardes. Nos deixaram com esse pepino para descascar. Mandar o Jair embora vai depender da gente, com a arma mais poderosa que temos e para a qual não precisamos de registro de CAC: o voto.

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    1 hr 14 min
  • #439 Antes de votar, você precisa conhecer o plano econômico secreto de Bolsonaro e Guedes | Pensa Comigo
    QUARTA, 26/10/2022: Já tem Papai Noel nas vitrines das lojas e a sensação é que chega o Natal e não chega o segundo turno das eleições. Mas vai chegar. Será no próximo domingo o dia de mandar o Jair embora. A campanha do segundo turno foi a mais longa, literalmente, da nossa história. Além da sensação de que cada dia dura uma semana e cada semana dura um mês, esse foi, de fato, o maior período de campanha para o segundo turno. Foram quatro semanas intensas.

    Tudo começou com baixaria que nascia na internet e rapidamente ganhava espaço nas propagandas de TV e nas bocas dos candidatos. A campanha de Bolsonaro começou acusando Lula de ser satanista. Aí recuperaram as visitas de Bolsonaro à maçonaria e o assunto pegou mal entre religiosos. A baixaria morreu aos poucos…

    Depois, foi a campanha de Lula que recuperou um vídeo do atual presidente dizendo que comeria carne humana e só não comeu porque ninguém quis o acompanhar numa aldeia indígena onde estavam cozinhando um índio. A história, que era mentira, óbvio, também repercutiu bastante. Como reação, o bolsonarismo reforçou a distribuição de fake news dizendo que Lula vai implantar banheiros unissex nas escolas, o que é mentira, e apostando no discurso anti-corrupção, que é um calcanhar de Aquiles de Lula por causa das alianças do passado com partidos e personagens que hoje estão do lado de Bolsonaro. Os condenados no mensalão, Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto, são bolsonaristas. O partido que mais roubou a Petrobras, o PP - hoje progressistas - apoia Bolsonaro.

    O escândalo dos 51 imóveis comprados pela família de Bolsonaro em dinheiro vivo, os pastores corruptos do MEC, o pedido de propina de 1 dólar por dose de vacina contra a covid-19, o engavetador geral da república e outras graves denúncias contra o atual governo também tornaram esse discurso inviável para Bolsonaro. Ele sabe que tem teto de vidro e que, mais corrupto do que ele, não há.

    Na sequência, Bolsonaro fez uma fala de tom pedófilo, dizendo que "pintou um clima" com meninas refugiadas venezuelanas de 14 anos. Segundo ele, as meninas estavam se prostituindo. Era mentira, claro, e esse fato continua sendo explorado pelas campanhas. As meninas participavam de uma ação social em Brasília e o presidente usou de forma nojenta e repugnante o episódio.

    A campanha de Lula parece que se deu conta a tempo que levar as baixarias para a TV poderia irritar o eleitor e, assim, aumentar a abstenção no próximo domingo. Lula passou, então, a focar em suas propostas: isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais, aumento real do salário mínimo, entre outras.

    Ao mesmo tempo, Lula foi reunindo apoios de democratas e antigos críticos: Simone Tebet, o PDT, Marina Silva, FHC, Sarney, os criadores do Plano Real, João Amoedo, parte do PSDB, boa parte do MDB, Alexandre Frota, aquele cara do Casseta e Planeta, o Casimiro, e outras personalidades, artistas, influenciadores e políticos.

    Bolsonaro também reuniu apoios: Guilherme de Pádua, goleiro Bruno, pastores picaretas, empresários golpistas e, claro, Roberto Jefferson. Bob Jeff, aquele condenado no mensalão que, inclusive inventou a narrativa do mensalão, provocou sua volta à prisão e, quando a PF chegou na casa dele, deu 50 tiros de fuzil e jogou 3 granadas nos policiais. Dois ficaram feridos. O atentado bugou o bolsonarismo. Eles não sabiam se defendiam o terrorista ou se condenavam. Só se decidiram quando o próprio Bolsonaro bateu o martelo que a ordem era abandonar o amigo querido.

    Todos esses casos midiáticos não mexeram em nada nas pesquisas eleitorais. Mas aí, na última semana de campanha, chegou a cereja do bolo que, de fato pode tirar voto desse traste que alguns chamam de presidente se você se ligar e passar essa mensagem pra frente. Presta atenção: Dois dos principais jornais do país, a Folha, que não chama Bolsonaro de extrema-direita até hoje, e o Estadão, aquele da escolha muito difícil, revelaram o plano secreto de Bolsonaro e de Paulo Guedes para a economia.

    As ideias do posto Ipiranga fazem parte de um desespero para tentar fechar as contas no ano que vem, já que o governo Bolsonaro foi usado de maneira descarada para fazer campanha. E, claro, o dinheiro público também. Adiantamento dos auxílios, uso eleitoreiro da Caixa, de ministérios e de ministros.

    Mas, afinal, no que consiste o plano econômico secreto de Bolsonaro? Basicamente em duas frentes, uma que atinge os mais pobres e outra que atinge a classe média. São essas pessoas que o governo Bolsonaro quer que paguem as contas eleitoreiras que Bolsonaro fez para tentar se reeleger.

    Primeiro, o palavrão: desindexação do aumento do salário mínimo à inflação do ano anterior. Traduzindo: Paulo Guedes quer desobrigar o governo a aumentar o salário mínimo pela inflação do ano anterior. Isso significa, na prática, que o salário mínimo vai valer menos a cada ano. Aliás, o governo Bolsonaro não deu nenhum aumento real do mínimo. Aumento real é quando o reajuste vai além de repor a inflação. Essa regra foi criada no governo Lula, que aumentava o salário pela inflação do ano anterior mais o crescimento do PIB - a soma de tudo o que país produz e vende. Bolsonaro quer que o reajuste do salário seja pela meta de inflação, um número fictício criado a bel prazer da equipe econômica no poder. Se a regra dele fosse aplicada desde 2002, o salário mínimo hoje seria de cerca de 500 reais, menos da metade do que é. O salário mínimo não impacta só quem ganha o salário mínimo, impacta aposentadorias e outras contas que estão atreladas a ele. Os aposentados e pensionistas, por exemplo, seriam os primeiros que passariam a receber menos. Um exemplo, que eu sei que esse negócio de economia é confuso mesmo: pela regra do Bolsonaro e do Guedes, o salário mínimo de agora seria reajustado em pouco mais de 3%, que era a meta de inflação, mas o aumento dos preços no ano passado foi de mais de 10%. Essa proposta nefasta impactaria diretamente os mais pobres. BolsoGuedes querem que os pobres paguem a conta do rombo que eles fizeram no caixa do governo para tentar comprar a eleição.

    A outra ideia do Ministério da Economia do governo Bolsonaro para o ano que vem impacta diretamente a classe média. Aqueles que reclamam todo o ano da mordida do leão, quando entregam o imposto de renda e são obrigados a pagar ainda mais. Um estudo feito por técnico do Paulo Guedes propõe retirar gastos com saúde e educação do cálculo de deduções do Imposto de Renda. Assim, o governo receberia mais grana de impostos para tentar tapar o buraco feito por Bolsonaro com as medidas eleitoreiras. A tabela do imposto de renda, aliás, não é atualizada há anos. Hoje, até quem ganha menos de dois salários mínimos por mês tem que pagar imposto de renda.

    Nem preciso dizer que a revelação do plano econômico secreto de Bolsonaro e Paulo Guedes caiu como uma bomba na campanha deles. Mas aí eles utilizaram uma explicação recorrente e que não demanda mais aprofundamento: a culpa é do PT. É verdade. O ministro da Economia, Paulo Guedes, culpou infiltrados do PT no ministério dele pelo vazamento do plano secreto. Repare que ele não culpou o PT pelo plano, mas sim pelo vazamento. Ou seja, as ideias realmente existem.

    Agora é com você avaliar e ver o que mais te convém. Já que o brasileiro tem um voto egoísta, no próximo domingo você que é pobre e ganha salário mínimo, vote no Bolsonaro se quiser ganhar ainda menos. E você da classe média, vote no Bolsonaro se quiser se ferrar ainda mais com o imposto de renda. É simples assim. Ah, e se não quiser, tem um candidato que já prometeu - e mais do que isso, já fez - aumento real do salário mínimo e isenção de imposto de renda para quem ganhar até 5 mil reais.

    Pelo emocional, pelo absurdo e pela consciência política, o nosso voto é 13, claro. Mas até se você parar 10 minutos para avaliar propostas e ideias, vai chegar a conclusão que o seu voto também tem que ser 13.

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    1 hr 14 min
  • #438 Última semana da campanha começa com violência no RJ, RS e RN #Eleições2022 | Fábio Felix e o mandato LGBTQIA+ no DF
    SEGUNDA, 24/10/2022: No final da semana passada estava começando a pintar um clima terrível para a campanha de Bolsonaro. Após o presidente dizer que viu meninas de 14, 15 anos e que pintou um clima com elas, a fala de tom pedófilo estava se espalhando pelo país e gerando nojo. Ao mesmo tempo, vazou o plano de Paulo Guedes de arrochar o salário mínimo e as aposentadorias em caso de reeleição de Bolsonaro e isso começava a causar estrago na campanha do atual presidente.

    Daí, o que o bolsonarismo fez. Escalou o mesmo personagem que há mais de 30 anos é especializado em criar fatos midiáticos na política. Roberto Jefferson, o ex-apresentador de televisão que teve 5 mandatos como deputado, foi líder da tropa de choque de Collor contra o impeachment, criou a narrativa do mensalão e, mais recentemente, colocou o padre fake na disputa presidencial para ajudar Bolsonaro.

    Bob Jeff, em prisão domiciliar por causa da investigação que mira as milícias digitais que ameaçam a democracia, gravou um vídeo xingando uma ministra - praticamente um pedido para ser preso e ajudar na narrativa de vitimização da campanha de Bolsonaro. Pediu e levou. O ministro Alexandre de Moraes resolveu mandar o ex-deputado para Bangu pelas violações da prisão domiciliar. Além de estar proibido de usar as redes sociais, ele não poderia - como deveria ser óbvio - ter fuzis e granadas em casa.

    Quando a PF chegou na casa do ex-deputado, no interior do Rio, foi recebida a tiros de fuzil e granada. Dois agentes ficaram feridos. Bob Jeff não foi colocado no camburão e asfixiado pelo simples fato de que é branco, rico e bolsonarista. Ele gravou uma série de vídeos dizendo que não se entregaria. O governo destacou o ministro da Justiça para negociar com o terrorista. Ele acabou se entregando no início da noite, após perder apoio de Bolsonaro - que mentiu dizendo que não tem relação com ele - e de grande parte do bolsonarismo pelo atentado contra os policiais federais.

    Parece que o remédio foi mais forte do que a doença e os tiros de fuzil de Bob Jeff acertaram o pé de Bolsonaro. É evidente que Roberto Jefferson queria ajudar na narrativa de que o bolsonarismo é vítima de censura da Justiça, mas acabou passando do ponto na reação. O presidente correu para tentar se desvincular do apoiador de primeira ordem, mas já é tarde demais.

    No Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra foi retirada às pressas de um evento de campanha pró-Lula atacado a tiros. Os casos de violência da largada desta última semana de campanha eleitoral são destaque nas mídias e nos discursos das campanhas. A campanha do Lula, provavelmente, vai usar todos aqueles direitos de resposta na TV que ganhou por causa das mentiras em série de Bolsonaro falando desse caso.

    Enquanto isso, ninguém entendeu e continuará sem entender o que é orçamento secreto e como ele é usado para corrupção, o plano de Paulo Guedes para deixar de aumentar o salário mínimo e as aposentadorias, as ameaças bolsonaristas contra funcionários, a destruição do programa Farmácia Popular, o golpe do empréstimo consignado do Auxílio Brasil, a fala de tom pedófilo de Bolsonaro sobre as meninas venezuelanas etc etc etc.

    ENTREVISTA COM FÁBIO FELIX
    O deputado distrital mais votado do DF, Fábio Felix (PSOL), conversa conosco e fala sobre a campanha vitoriosa e o mandato LGBTQIA+ reconhecido nas urnas.

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  • #437 Justiça eleitoral resolve agir contra fake news às vésperas das #Eleições2022 | Café com Série | Balbúrdia Café | Primeira Playlist
    SEXTA, 21/10/2022: Para a autoridade máxima da Justiça Eleitoral no Brasil, a avalanche de fake news bolsonarista nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram é um "desastre". Alexandre de Moraes confessou as falhas do TSE para fazer frente à principal estratégia de campanha de Bolsonaro.

    Ele chegou a cunhar um novo termo, fake news 2.0, alegando que agora eles usam os veículos de mídia para validar suas mentiras. Xandão só descobriu isso agora e está tentando usar essa suposta evolução das fake news para justificar a incompetência do tribunal que comanda. A verdade é que não tem fake news 2.0 nenhuma, a estratégia é exatamente a mesma de 2018 e o TSE não se preparou como deveria para enfrentar as mentiras bolsonaristas.

    Faltando 9 dias para o segundo turno, as pesquisas mostram tendência de melhora de Bolsonaro e estagnação de Lula. No DataFolha, eles aparecem em empate técnico no limite da margem de erro pela primeira vez. A pesquisa desatou uma onda de otimismo no bolsonarismo e uma onda de pessimismo entre os eleitores de Lula. Aqui, ficaremos com outro "ismo": o realismo.

    A realidade é que sim, a desaprovação de Bolsonaro está caindo e consequentemente as intenções de voto dele estão subindo. Os motivos são vários: a avalanche de fake news é um deles, mas também todos os crimes eleitorais que o governo vem cometendo para favorecer o atual presidente. Para citar um, o empréstimo consignado do Auxílio Brasil, que terá prestações além do que vai durar o benefício. Ou seja, as pessoas estão sendo vítimas de um golpe porque, no final das contas, com os juros, vão pagar mais do que vão receber de auxílio.

    Outro fato real é que o bolsonarismo é imprevisível e vai para o tudo ou nada na última semana de campanha, até porque quem lidera é Lula e quem teve mais de 6 milhões de votos a mais no primeiro turno foi Lula. Ou seja, quem tem que correr atrás do prejuízo é o Bolsonaro. E eles estão usando todas as armas para isso.

    Os ataques de Lula a Bolsonaro na propaganda de TV com os casos do "pintou um clima", da bagunça bolsonarista em Aparecida e outros parecem não ter surtido nenhum efeito nas pesquisas. Esta é uma eleição de torcidas, com votos consolidados há muito tempo. Portanto, alguma mudança forte só ocorrerá com um fato extraordinário.

    O problema é que talvez esse fato já esteja ocorrendo e não seja apenas um, mas vários. O bolsonarismo tem uma campanha segmentada e um discurso para cada parcela da população. Além disso, o Bolsonaro é produto do ineditismo. Então, por mais que nunca na história desse país um candidato que perdeu o primeiro turno venceu o segundo, isso não é impossível.

    Enquanto a máquina de fake news bolsonarista opera, a Justiça Eleitoral não sabe se pune ou não. É uma escolha muito difícil para o TSE, que ontem deu quase 200 inserções de direito de resposta para Lula, mas voltou atrás no mesmo dia e agora a decisão precisa passar pelo plenário da corte eleitoral. O problema: a campanha eleitoral na TV termina quinta-feira e a decisão precisa vir antes disso.

    A militância de esquerda se preocupou, ontem, em criticar escritores da Companhia das Letras que gravaram um vídeo fazendo o L com livros. Enquanto eles brigam entre si, as agências da Caixa em todo o país registram filas atrás do empréstimo consignado vinculado ao Auxílio Brasil.

    A realidade é que já perdemos. Só pelo fato de Bolsonaro terminar o mandato e ter a possibilidade, mesmo que mínima, de ser reeleito, já significa que a derrota está consolidada, mesmo que o próximo presidente seja o Lula. Como um ser abjeto que fez tudo o que ele fez chega na campanha eleitoral após 4 anos de uma superexposição como um candidato viável? Como ele é tratado como um candidato normal por toda a mídia? Como quase metade dos brasileiros e brasileiras considera votar nesse cara?

    CAFÉ COM SÉRIE, com Rafaela Santos
    A dica da semana é The Bear, uma comédia dramática norte-americana que estreou no FX on Hulu em 23 de junho de 2022, com Jeremy Allen White, Ebon Moss-Bachrach, Ayo Edebiri, Lionel Boyce, Liza Colón-Zayas, e Abby Elliott.

    BALBÚRDIA CAFÉ, com Maria Clara Carneiro e Lielson Zeni
    A dica é o Guia Culinário do Falido, uma história em quadrinhos brasileira lançada pela Balão Editorial em 2015 e que traz histórias curtas desenvolvidas pelos quadrinistas Leo Finocchi, Marília Bruno, Samanta Flôor, Felipe 5Horas e Fernanda Chiella apresentando receitas culinárias de forma humorística.

    PRIMEIRA PLAYLIST, com Walquíria Poiano
    Novo tema: Picanha & Cerveja - Quanto uma mesa posta diz sobre a realidade que vivemos? Comida, além de sabor e alegria, é história, narrativa e contexto. Queremos fazer uma playlist de dar água na boca, que mexa com as nossas memórias afetivas e faça a gente sonhar com novos tempos cheios de sabor. E aí, qual artista está no seu menu?

    Indique sua música na nossa Comunidade do Telegram: https://t.me/primeirocafenoar
    Playlists anteriores: https://open.spotify.com/user/1u8hciwa84l1tg4p0iav9s4r3?si=6386e019b59e4ef5

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  • #436 Pintou um crime: fala de Bolsonaro tem tom pedófilo e combo de preconceitos | Leonel Radde e a luta antifascista no RS
    QUARTA, 19/10/2022: As pesquisas eleitorais ainda não mostram nenhum efeito, mas os sinais das campanhas de Lula e Bolsonaro mostram que a fala do atual presidente de que "pintou um clima" com refugiadas venezuelanas de 14 anos está se capilarizando e pode tirar votos de Bolsonaro. Além da insinuação de cunho pedófilo, Bolsonaro também disse, ao ver as meninas "arrumadinhas", que concluiu que elas estariam se prostituindo.

    O episódio foi transmitido pelo próprio Bolsonaro nas redes sociais na época. Ele visitou um projeto social para refugiadas e, na época, não insinuou que as meninas estariam se prostituindo e tampouco tomou alguma atitude com relação a isso - o que seria crime de exploração sexual de menores. Meses depois, usou o episódio acrescentando mentiras ou conclusões da cabeça suja e preconceituosa dele, para reforçar uma narrativa.

    O mais provável é que Bolsonaro inventou parte da história de propósito para usar como discurso eleitoral contra a Venezuela, contra o comunismo e essas coisas. Um indício disso é que ele repete a mesma história desde maio. Até agora, já foram identificadas em vídeo três vezes nas quais o presidente contou essa versão dos fatos. Em uma delas, ele diz textualmente que achou que as meninas estavam se prostituindo. Nas outras, deixa essa acusação implícita.

    Após a grande repercussão do caso, Bolsonaro escalou a mulher Michelle e a ex-ministra Damares para irem atrás das meninas. Elas se encontraram com as jovens e conseguiram, sabe-se lá como - mas poderia supor, porém o jurídico não deixa -, um compromisso de que elas ficarão em silêncio. Bolsonaro gravou um vídeo ao lado de Michelle e da embaixadora fake da Venezuela no Brasil acusando a esquerda de tentar tirar proveito político do caso. No entanto, foi a mulher dele e a ex-ministra dele que tentaram que as meninas gravassem um vídeo para ser usado na campanha, mas elas se negaram.

    Bolsonaro diz também que o PT tirou a fala dele do contexto. No entanto, ele não explica qual seria o contexto. Desde que o vídeo do "pintou um clima" surgiu, bolsonaristas já deram diversas explicações. Entre elas, de que ele teria mania de falar "pintou um clima" para tudo. Mas o Estadão analisou 128 lives de Bolsonaro e não encontrou a expressão em nenhuma. Mas foi o advogado dele, Wassef, que teve a explicação mais, digamos, criativa em entrevista ao jornalista Diego Sarza, do UOL, no debate do último domingo...

    É evidente que esse caso causou um barata-voa na campanha de Bolsonaro e não é para menos. A campanha de Lula usou o vídeo na TV antes do debate, mas o ministro Alexandre de Moraes agiu surpreendentemente rápido e proibiu. Só que a campanha vai driblar o TSE e usar os outros dois vídeos nos quais ele conta a mesma história. Além disso, Lula falou diretamente sobre o caso pela primeira vez ontem em entrevista a um podcast de direita. Lula disse que Bolsonaro age como se fosse pedófilo. E tem razão. Imagine você se um senhor de 67 anos vira para uma filha, irmã, sobrinha sua de 14 anos e diz que pintou um clima.

    As explicações que Bolsonaro e seu aspones têm dado para o episódio são tão fajutas quanto a embaixadora da Venezuela, a religiosidade dele, o interesse de Bolsonaro em defender a família, etc. Tudo fake. Quem assistir o vídeo não ficará com nenhuma dúvida sobre o que o presidente disse e o que as palavras significam.

    E além da fala de tom pedófilo, tem ainda a acusação de que as meninas que estavam se arrumando em um sábado só poderiam estar fazendo isso para se prostituir. Nesse caso, Bolsonaro deixa evidente, mais uma vez, todo o seu preconceito. É racismo, xenofobia, machismo. Um combo do que há de pior nesse ser abjeto que, infelizmente, apesar de tudo isso, ainda ameaça ser reeleito.

    ENTREVISTA COM LEONEL RADDE
    O vereador de Porto Alegre e deputado eleito Leonel Radde fala sobre a campanha pela Assembleia gaúcha, a luta antifascista e o papel de policiais como ele eleitos este ano.

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    1 hr 20 min
  • #435 Resumo do debate Lula x Bolsonaro sem fake news
    SEGUNDA, 17/10/2022: Ficou evidente no debate de ontem que há uma separação de papéis bem definida na campanha deste ano. Enquanto os dois candidatos fizeram um debate quase cordial, quem está abaixo deles segue apostando na baixaria eleitoral principalmente nas redes sociais.

    Lula e Bolsonaro se enfrentaram pela primeira vez neste segundo turno. Durante quase duas horas, os dois candidatos debateram pandemia, corrupção, educação, meio ambiente. Um chamou o outro de mentiroso em vários momentos. E os temas que movimentaram as redes sociais nas últimas semanas só apareceram em uma fala defensiva de Bolsonaro, reclamando por ser chamado de canibal, miliciano e pedófilo. Ele esqueceu de maçom…

    O debate teve três blocos. Em dois deles, os candidatos tiveram 15 minutos para administrar como queriam. Foi a primeira vez que esse modelo de debate menos engessado foi realizado no Brasil. E, pelo visto, agradou tanto espectadores quanto candidatos.

    No primeiro bloco, Lula deu um baile. Pautou a discussão sobre a pandemia e pressionou Bolsonaro sobre a condução desastrosa da resposta do governo à crise. No segundo bloco, jornalistas fizeram perguntas que só interessam a eles e que não fazem parte das conversas de padaria que definem votos: compromisso de não aumentar o número de ministros do STF, privatizações, proposta de lei contra fake news, relação entre poderes e governabilidade.

    Havia uma grande expectativa de jornalistas e analistas pelo clima do debate de ontem. Influenciados pela alta tensão das redes sociais, muitos apostavam que o caso das meninas venezuelanas seria objeto de uma pergunta de Lula. Falaram até na possibilidade em agressão física entre Lula e Bolsonaro. Erraram mais uma vez. Mas o que se viu foi o contrário: em um determinado momento ficou parecendo que pintou um clima entre eles.

    No terceiro bloco quem se deu bem foi Bolsonaro, que pautou o tema corrupção e, no final, pode falar sozinho por mais de cinco minutos. Usou o tempo para ligar a metralhadora de fake news e conseguiu a proeza de dar um direito de resposta para o Lula, que enfim citou rachadinha, os imóveis comprados com dinheiro vivo e outros escândalos de corrupção do atual governo.

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    36 min
  • #434 Quem com fake fere só com a verdade deve ser ferido? O dilema das #Eleições2022 | Primeira Playlist da Esperança!
    SEXTA, 14/10/2022: Enquanto o embate da década no andar de cima é entre Lula e Bolsonaro, no andar inferior já estão escalados os lutadores. Do lado de Lula, André Janones, o deputado sensacionalista que está curto-circuitando o bolsonarismo com o uso de fake news e desinformação misturadas com bom-humor. Do lado de Bolsonaro, o escolhido foi o coach que se perdeu na montanha Pablo Marçal, ironicamente um desafeto do Carluxo, o coordenador do gabinete do ódio.

    Ontem, ao lado de Bolsonaro, o coach deu um treinamento para influenciadores bolsonaristas. A reunião era para ser fechada, mas eles fizeram uma transmissão não listada no YouTube e, assim, qualquer pessoa com o link pode assistir. Logo no início, o coach pediu para que a tropa deixasse a reputação de lado para defender a campanha do atual presidente. Na sequência, ajudou Bolsonaro a listar todas as fake news que usam para responder às críticas em diversas áreas.

    Com discurso vitimista, de que eles são vítimas de ataques com fake news da esquerda, os influencers bolsonaristas foram orientados a ocuparem as redes sociais com posts e vídeos defendendo o presidente e usando informações falsas. Um exemplo é a fake news de que Lula teria dado um prazo para os CACs entregarem as armas. O próprio Bolsonaro leu um print falso que simula uma notícia do G1 com essa mentira. Esse é só um exemplo, pois se formos falar todas as fakes que eles passaram para os influenciadores ontem esse podcast só acaba depois da eleição.

    A organização em torno do coach Pablo Marçal indica que a guerra nas redes sociais deve se intensificar nas próximas duas semanas. Se já estava ruim, vai ficar pior. Marçal, aliás, era candidato a presidente, foi desistido pelo próprio partido que decidiu apoiar Lula, chegou a entrar na Justiça, mas não levou. Daí resolveu se dedicar à campanha de Bolsonaro. Nas redes, ele mobiliza milhares de pessoas. A reunião de ontem chegou a ser assistida por mais de 30 mil simultaneamente. Ou seja, eles têm do lado deles a mentira e milhares de pessoas dispostas a espalhar fake news para reeleger Bolsonaro.

    Do nosso lado, temos a verdade - que mobiliza menos que a mentira - e uma série de influenciadores desorganizados, cada um seguindo uma linha de defesa ou ataque, e pouco dispostos a atuar em conjunto. Pelo contrário, o que eles têm feito é criticar uns aos outros no modo "minha estratégia é melhor". A partir de agora, se quisermos salvar a democracia elegendo Lula, vamos precisar de tudo e de todos. De todas as redes, de todos os stories, de todos os grupos do WhatsApp e do Facebook. Precisamos ocupar todos os espaços com a verdade sobre Bolsonaro.

    Quanto ao uso da mentira, que esta semana foi uma tendência na oposição, é delicado e contraindicado. O "janonismo cultural" é desnecessário e ajuda o bolsonarismo no discurso vitimista. Mas daí a sentir pena do bolsonarismo porque eles estão provando do próprio veneno é uma distância longa…

    O caso é que dá para falar de todos os assuntos sem a necessidade de apelar para desinformação. Por exemplo, é verdade que Bolsonaro esteve na maçonaria, é verdade que ele disse que comeria carne humana, é verdade que ele desrespeita as religiões, é verdade que ele é desumano.

    Não podemos perder o foco. Se o Janones e seus seguidores continuarem fazendo o que estão fazendo, problema é deles e que eles respondam por seus atos. Não é nossa função perder tempo e espaço nas redes tentando colocar um pouco de juízo na cabeça do deputado sensacionalista. Não é hora de fogo amigo.

    É importante não perder de vista que fake news é uma estratégia do bolsonarismo. Que são eles que inventam as mais absurdas mentiras sobre absolutamente todos os assuntos. E a mídia comercial já perdeu de vista essa verdade absoluta em prol de uma suposta imparcialidade. O uso dessa estratégia pela oposição foi uma resposta, talvez errada, mas é uma reação orgânica e que não podemos controlar.

    Quem com fake news fere, com a verdade e com o voto será ferido. Mas, se forem feridos com fake news, ou seja, com o próprio veneno, não vai partir de mim, pessoalmente, mas também não sou eu que vou reclamar…

    PRIMEIRA PLAYLIST, com Walquíria Poiano
    TEMA: ESPERANÇA! Vem sem medo de acreditar que a gente pode ter uma nova perspectiva! Queremos saber quais são as músicas que fazem você acreditar no futuro e nas mudanças que queremos, que te faz seguir adiante e lutar todos os dias por um amanhã melhor!

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    1 hr 1 min

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