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Em Abu Dhabi, presidente assinou acordos e parcerias nas áreas de energia, educação, infraestrutura e meio ambiente
A CÂMARA DEVERÁ VOTAR A PARTIR DE 26 DE ABRIL A PROPOSTA DE COMBATE A NOTÍCIAS FALSAS, SEGUNDO O PRESIDENTE ARTHUR LIRA. AS INFORMAÇÕES COM ANA RAQUEL MACEDO.
Em seu primeiro dia no país, presidente ainda visitou a Huawei e teve reuniões com executivos de outras empresas
Mauro Ramos
Brasil de Fato | Xangai, China | 13 de Abril de 2023 às 11:19
O ex-presidente é acusado de abuso de poder político devido à reunião com embaixadores
O aumento da desigualdade de renda nas metrópoles brasileiras marcou o ano de 2022. No início do ano passado, os mais ricos ganhavam, em média, 30 vezes o salário dos mais pobres, e essa diferença só aumentou. No fim do ano, chegou a um valor 31 vezes maior.
É o que aponta a 12ª edição do ‘Boletim Desigualdades nas Metrópoles’, produzido em parceria pelo PUC-RS Data Social, o Observatório das Metrópoles e a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina.
De acordo com o levantamento, a distância salarial entre os diferentes grupos sociais aumentou ao longo de 2022 e, apesar da recuperação da renda do trabalho das famílias brasileiras, houve uma piora da desigualdade.
Para ilustrar melhor, dados do IBGE analisados pelos pesquisadores apontam que a média de renda domiciliar por pessoa dos 40% mais pobres variou de 226 para 253 reais em um ano.
Entre o segmento intermediário, passou de 1.363 para 1.530 reais.
Já entre os 10% mais ricos, o rendimento saiu de 6.913 e chegou a 7.933 reais, também em um ano.
Um dos coordenadores do estudo, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Marcelo Ribeiro explica por que mesmo após quedas expressivas de renda, no auge da pandemia, entre 2020 e 2021. Em 2022 o aumento observado é diferente entre os mais ricos e os mais pobres.
O pesquisador do Observatório das Metrópoles aponta também aspectos estruturais que explicam a dificuldade dos mais pobres de ampliar o nível de renda.
O boletim mostrou ainda que, embora cada metrópole apresente comportamentos diferentes, na maior parte delas se verificou o mesmo comportamento de crescimento das desigualdades. O patamar observado pelo estudo coloca o Brasil entre os países mais desiguais do mundo em termos de renda.
Edição: Raquel Mariano - Pedro Lacerda
173 deputados. Esse é o tamanho do superbloco formado nesta semana na Câmara e que vai reunir partidos de diferentes espectros políticos: PDT, PSB, Solidariedade, Avante, Patriota, União Brasil, a federação Cidadania-PSDB e o PP, partido do presidente da Casa, Arthur Lira.
O blocão é ainda maior do que outro criado há duas semanas e que reúne 142 parlamentares do MDB, PSD, Podemos, Republicanos e PSC.
O primeiro líder deste bloco criado nesta quarta-feira (12), deputado Felipe Carreras (PSB-PE), disse que a ideia é buscar a convergência nas votações.
"Nós fomos muito questionados em relação a estarmos fazendo um bloco parlamentar, digamos, de partidos que não tem, necessariamente, uma convergência ideológica. Mas todos estes partidos têm uma convergência com a pauta democrática, e queremos, claro, fazer uma frente ampla que garanta a governabilidade pro governo federal".
Pelo Twitter, o presidente da Câmara, Arthur Lira, falou em conciliar as diferenças e em fortalecer os partidos. E afirmou que as diferenças ideológicas são menos importantes do que os interesses maiores do país.
No primeiro evento da viagem à China, a posse de Dilma Rousseff no comando do Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco do Brics, o presidente Lula fez críticas ao modelo tradicional de financiamento das instituições financeiras internacionais e à conduta do FMI no que chamou de “asfixiamento de economias”.
Ele também fez críticas ao dólar, disse que se pergunta porque todos os acordos devem ser feitos na moeda norte americana, e defendeu o uso de uma moeda única do Brics.
Lula ainda destacou o papel do banco como instrumento de combate às desigualdades atendendo aos mais afetados por questões econômicas e climáticas e disse que, após um período de ausência internacional, o Brasil está de volta.
Lula também falou da importância de Dilma Rousseff no comando do banco. Pela primeira vez, a instituição será presidida por uma mulher. E no discurso de posse, a própria Dilma falou em oportunidades para os países emergentes.
Depois de passar por Xangai, o presidente chegou nesta quinta-feira (13) à Pequim, onde terá encontro com o presidente Xi Jinping e fará assinatura de acordos bilaterais em diversas áreas.
té o início de maio, a lista com as principais iniciativas do Novo Programa de Investimentos Estratégicos e Infraestrutura, o novo PAC, deve ser anunciada. É o que disse nesta segunda-feira, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, durante reunião ministerial para celebrar os 100 primeiros dias de seu terceiro mandato.
"Até o início de maio, anunciaremos a lista definitiva de empreendimentos dos mecanismos, que farão com que eles saiam rapidamente do papel, e gerem os milhões de empregos que todos nós sonhamos. Articularemos, ainda com mais eficiência, os investimentos públicos e privados, e o financiamento dos bancos oficiais contará com seis eixos: transportes, infraestrutura social, inclusão digital e conectividade, infraestrutura urbana, água para todos e transição energética".
O presidente Lula destacou, entre as ações econômicas, o novo marco fiscal, elaborado pela equipe da Fazenda, que deve ser encaminhado na próxima semana ao Congresso Nacional. Lula se disse otimista com a aprovação do texto pelos parlamentares.
O presidente também voltou a criticar a taxa de juros básica da economia, mantida em 13,75% pelo Banco Central - que segundo Lula, é muito alta e não valoriza os mais pobres.
O presidente fez críticas às pessoas que não têm compromisso com a democracia e com o pacto coletivo da vacinação. Por isso, anunciou que vai exigir comprovante de imunização nas dependências da sede do governo.
"Vou tomar uma decisão: que neste Palácio, não trabalhará ninguém que não tenha cartão de vacina deste país. Porque isso vale inclusive para as audiências que eu vou dar. É exigir cartão de vacina para as pessoas aprenderem a, se não se respeitar, respeitar os outros. Porque a pessoa pode até querer ter o direito de ficar doente, mas ele não tem o direito de transmitir a sua doença para outra pessoa".
Lula também mencionou inciativas sociais, como o combate à violência de gênero e ao extermínio da juventude negra nas periferias. Disse ainda que a Câmara Interministerial, composta por 24 ministérios, vai elaborar ações integradas para tirar o Brasil do mapa da fome.
Diante dos 37 ministros e ministras, Lula também anunciou que, ainda este ano, vai lançar o programa Desenrola, para a renegociação de dívidas dos consumidores. Outro destaque citado foi a criação do Ministério dos Povos Indígenas e as ações de assistência contra a crise humanitária dos Yanomami.
De acordo com o governo federal, nesses 100 primeiros dias, cerca de 250 ações e políticas públicas foram implementadas, entre elas, a volta do Bolsa Família, com acréscimo de renda; o programa Mais Médicos e o Minha Casa Minha Vida, que vai contratar, segundo Lula, dois milhões de moradias.
Edição: Sheily Noleto / Nathália Mendes
Presidente reuniu ministros e lideranças da gestão para fazer balanço dos primeiros meses da administração
Cristiane Sampaio
Brasil de Fato | Brasília (DF) | 10 de Abril de 2023 às 15:27
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Lula durante evento no Palácio do Planalto - Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu todos os 37 ministros e lideranças do governo nesta segunda-feira (10), no Palácio do Planalto, para fazer o balanço dos 100 primeiros dias de gestão. Na cerimônia, o chefe do Executivo fez um comparativo entre os investimentos iniciais feitos no país sob seu comando e os valores gastos pela administração Bolsonaro no mesmo período de 2022.
"É apenas uma pequena demonstração de como vamos fazer a diferença neste país, e nós vamos fazer a diferença superando as dificuldades que se apresentarem pra nós", disse o presidente. De acordo com Lula, entre janeiro e março deste ano foram empregados R$ 3,3 bilhões em rodovias, enquanto no mesmo intervalo do ano passado o setor recebeu R$ 892 milhões.
No que se refere a investimentos em recursos hídricos, foram R$ 323 milhões em 2023 contra R$ 82 milhões no ano passado. Na área de ciência e tecnologia, houve R$ 535 milhões em investimentos nesse primeiro trimestre, contra R$ 128 milhões do ano passado. Segundo o presidente, o montante gasto no segmento este ano não inclui os valores das bolsas de estudo e pesquisa, que sofreram reajuste no atual governo.
Ele também ressaltou que, em termos de infraestrutura de saúde, o governo atual injetou R$ 145 milhões, enquanto no primeiro trimestre de 2022 foram R$ 56 milhões. Na área de hidrovias, a gestão Lula investiu R$ 328 milhões até março, contra R$ 34 milhões do governo passado. Já em termos de políticas de habitação, foram injetados este ano R$ 203 milhões, enquanto no ano passado a gestão Bolsonaro congelou as ações na área até o segundo trimestre.
Além dos investimentos, Lula enumerou uma série de outras medidas da sua gestão. O presidente enalteceu, por exemplo, a volta do Bolsa Família, do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do Mais Médicos, do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e do Minha Casa, Minha Vida, todos eles relançados nos últimos meses.
"O Brasil voltou, um Brasil que se espelha no povo brasileiro e acorda cedo pra trabalhar. O Brasil voltou para trabalhar naquilo que deveria ser a razão de ser de todos os governos: cuidar das pessoas. O Brasil voltou sobretudo pra cuidar dos brasileiros e brasileiras que mais precisam. O Brasil voltou para conciliar novamente crescimento econômico com inclusão social, para reconstruir o que foi destruído e seguir adiante. O Brasil voltou para ser outra vez um Brasil sem fome. Não se constrói um Brasil verdadeiramente desenvolvido sob as ruínas da fome", emendou Lula.
O vice-presidente da República,
Geraldo Alckmin, disse que Lula tem sido "absolutamente fiel" ao que prometeu durante a campanha eleitoral, considerando as promessas lançadas ao eleitorado da chapa naquela ocasião. "Foram mil anos em 100 dias", acrescentou, ao se referir ao conjunto de medidas já tomadas.
Futuro
Lula falou também sobre uma série de ações que devem ser adotadas pela gestão no futuro. Ele destacou, por exemplo, o interesse em acabar com as moradias precárias. "Temos que acabar com as palafitas existentes neste país porque não existe jeito de morar mais degradante do que morar na palafita". Outro ponto mencionado foi a intenção de executar obras consideradas prioritárias pelo país. Segundo ele, a gestão já recebeu de cada estado uma lista com obras que devem entrar nesse rol.
Em evento alusivo aos primeiros 100 dias de governo, Lula também agradeceu aos 37 ministros pela atuação na gestão / Ricardo Stuckert/PR
O tema do meio ambiente também entrou no roteiro do discurso do presidente, que disse que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, está ainda tentando "consertar" problemas criados pela gestão Bolsonaro. Lula disse que o país deve voltar a ter o padrão de fiscalização ambiental que tinha há dez anos. Ele mencionou ainda que o governo pretende incentivar o combate às mudanças climáticas também em centros urbanos.
O petista destacou que tem otimismo diante das necessidades do país. "É a nossa posição de confiança que vai fazer a sociedade brasileira ter confiança. Ninguém vai acreditar em um presidente que levanta todo dia 'ah, o PIB não vai crescer', 'a economia não está muito boa', 'o FMI disse tal coisa', 'o Banco Mundial disse tal coisa', 'o mercado financeiro disse tal coisa'. Se a gente for governar pensando nisso, é melhor desistir. É importante que essa gente fale pra gente fazer diferente do que eles querem que a gente faça".
O chefe do Executivo também aproveitou a ocasião para criticar novamente a atualmente política do Banco Central, que mantém a taxa de juros em 13,75%. "Continuo achando que estão brincando com o país, brincando com o povo pobre e brincando com os empresários que querem investir", alfinetou.
Edição: Thalita Pires
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