
Sign up to save your podcasts
Or


Base da gestão Bolsonaro adota silêncio estratégico após desgaste e a polarização do último pleito
Nara Lacerda
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 07 de Abril de 2023 às 09:0
Um dos grandes pilares de sustentação do governo de Jair Bolsonaro (PL), com participação central nas duas últimas eleições presidenciais, a base evangélica passou os três primeiros meses do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mais quieta.
Embora alguns atores políticos ainda tenham tentado causar polêmica no período – a exemplo do discurso transfóbico do deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG) em plena tribuna da Câmara – o silêncio foi a estratégia mais presente.
Especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato observam na postura uma tentativa de afastamento de escândalos de corrupção que envolvem Bolsonaro e dos atentados golpistas de 8 de janeiro em Brasília.
Entre parlamentares da religião, nota-se também uma aproximação com outros temas além das pautas de costumes, tradicionalmente relacionada ao grupo. Já em meio a fieis, a polarização política e o tom bélico dos últimos anos foram responsáveis por gerar um clima de cansaço.
Relembre: Preferência de evangélicos por Bolsonaro é menor e mais frágil do que em 2018
“É verdade que a eleição teve um efeito traumático dentro das igrejas. Eu não conheço nenhuma igreja evangélica que não tenha sofrido algum racha por conta das opções de 2018 em diante” afirma o sociólogo Rafael Rodrigues da Costa, professor de psicologia social e pesquisador-visitante da Universidade Federal da Bahia.
Ele avalia que o “silêncio estratégico” nos primeiros meses da gestão de Lula atende a uma necessidade de reorganização.
“Esse evento traumático faz com que as próprias lideranças entrem em xeque. Elas podem até apoiar Bolsonaro e achar que Lula é o anticristo, mas também são pautadas pela base. Quando a base começa a votar em Lula ou está cansada, esse desgaste interno custa caro para as igrejas. Elas perderam muitos membros e arrecadação. Isso faz com que haja um silêncio estratégico.”
O antropólogo Flávio Conrado, membro da comunidade batista e assessor de campanhas da Casa Galileia, também observa o esgotamento do tema. “Houve uma polarização muito grande, muitas pessoas de esquerda foram expulsas, praticamente, das suas igrejas. Muitos foram realmente expulsos e perseguidos, pastores perseguidos, lideranças perseguidas. Outros foram ameaçados pelas redes sociais. O clima de fato, nas comunidades, nas igrejas, foi de uma intensa guerra cultural. Foi realmente desgastante para as comunidades, e isso dá certo cansaço, uma frustração.”
Texto teria sido coordenado pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, depois de consultar os comandos das Forças
Redação Rede Brasil Atual
| 06 de Abril de 2023 às 17:03
NESTA QUARTA-FEIRA/ O GOVERNADOR JERÔNIMO RODRIGUES FOI ATÉ XIAN/ NO CENTRO DA CHINA/ PARA MAIS UMA REUNIÃO SOBRE A PONTE SALVADOR-ITAPARICA// DESTA VEZ/ O ENCONTRO FOI COM A CR20/ ACIONISTA QUE DETÉM CINQUENTA POR CENTO DA CONCESSIONÁRIA// NA REUNIÃO FOI DISCUTIDO O CRONOGRAMA DA OBRA E A IMPORTÂNCIA DO PROJETO PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DA BAHIA// TAMBÉM FOI TEMA DA REUNIÃO AS OPERAÇÕES DE CRÉDITO GARANTIDAS PELO BANCO DO NORDESTE/ BNDES/ BANCO NACIONAL DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL/ E O EXIMBANK CHINA// NA ÚLTIMA TERÇA/ O GOVERNADOR SE REUNIU EM PEQUIM COM A CCCC/ ACIONISTA QUE DETÉM OS OUTROS CINQUENTA POR CENTO DA CONCESSIONÁRIA/ QUANDO DISCUTIU ASPECTOS TÉCNICOS E FINANCEIROS DO PROJETO///
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, manifestou solidariedade aos familiares das vítimas de um ataque a uma creche em Blumenau (SC). Um homem de 25 anos invadiu o local na manhã desta quarta-feira (5), matou quatro crianças com uma machadinha e deixou outras quatro feridas. O senador Esperidião Amin (PP-SC) disse que recebeu com desespero a notícia. Já o presidente da Comissão de Educação (CE), Flávio Arns (PSB-PR), fez um alerta para os quesitos de segurança dos estabelecimentos como uma primeira barreira para impedir esse tipo de tragédia.
Fonte: Agência Senado
SIMONE TEBET DEFENDEU QUE O CONGRESSO APROVE REFORMA TRIBUTÁRIA "POSSÍVEL". A REPÓRTER SILVIA MUGNATTO ACOMPANHOU A PARTICIPAÇÃO DA MINISTRA NO GRUPO DE TRABALHO DA CÂMARA QUE DEBATE A REFORMA.
Boletim da Fiocruz também aponta para internação de crianças com infecções associadas às vias respiratórias
Redação
Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) | 05 de Abril de 2023 às 12:38
O aumento expressivo no número de internações de crianças por vírus associados às vias respiratórias em 15 estados brasileiros foi o destaque do boletim InfoGripe que a Fiocruz divulgou na última terça-feira (4). Nos adultos, a preocupação continua sendo o crescimento de internações por covid-19, com risco muito maior para aqueles em atraso com a vacinação ou que sequer tomaram a primeira dose da vacina.
O boletim da Fiocruz tem como referência o período de 19 a 25 de março e informa que houve crescimento de casos de covid em todas as faixas etárias na Bahia, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e em São Paulo. Já no Amapá, Espirito Santo, Maranhão, Sergipe e no Tocantins, até o momento analisado, o aumento é de infecções respiratórias e está concentrado fundamentalmente nas crianças.
:: Lula sobre ataque em Blumenau: 'Não há dor maior que a de uma família que perde seus filhos' ::
Diante do atual quadro da população infantil, o pesquisador e coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, recomenda que, se a criança estiver com sinal de infecção respiratória, o ideal é não enviá-la para a escola ou creche. "Assim, podemos tentar frear a disseminação de vírus respiratórios em crianças". Gomes sublinha ainda que, até o hoje, o país registra um percentual muito grande de crianças que não foram vacinadas contra a covid-19.
"Por isso, é importante que os responsáveis lembrem que, por mais que a covid-19 afete com maior intensidade a população adulta, os pequenos não vacinados também correm um risco importante. Então, a melhor forma de proteger é tomar vacina e usar boas máscaras, especialmente, quem está com sinal de infecção respiratória ou quem vive com alguém que faz parte do grupo de risco", reforça.
:: Bolsonaro devolve 3º kit de joias, aumento de 258% para Zema é aprovado e mais ::
Estados
A análise aponta indícios de crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas tendências de longo prazo (últimas 6 semanas) e de curto prazo (últimas 3 semanas).
Dezenove estados apresentam aumento na tendência de longo prazo: Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Em Rondônia e Roraima, o indício de SRAG ainda é compatível com oscilação em período de baixa atividade.
:: 'Abril Vermelho' do MST começa com ocupação de engenho improdutivo e cobra reforma agrária ::
Capitais
Entre as capitais, 17 têm sinal de crescimento de SRAG: Aracaju (SE), Belém (PA), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES).
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos com o resultado positivo para vírus respiratórios foi de 3,3% para influenza A; 3,7% para influenza B; 36,2% para VSR; e 46,2% para Sars-CoV-2 (covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 4,6% para influenza A; 3,6% para influenza B; 6,1% para VSR; e 82,7% para Sars-CoV-2 (covid-19).
:: Bolsonaro e outras nove pessoas depõem à PF sobre joias nesta quarta; relembre os fatos ::
Fonte: BdF Rio de Janeiro
Edição: Eduardo Miranda
Aumento no número de ocorrências está ligado ao efeito de imitação e à cooptação por meio da internet
Caroline Oliveira
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 05 de Abril de 2023 às 18:06
Os recentes ataques em escolas no Brasil não são fatos isolados. Somente nas duas últimas semanas, foram três ataques com mortes e feridos, em São Paulo, Blumenau e Belém, e outros dois que foram desmobilizados antes de serem concretizados, em Londrina e no Rio de Janeiro, além de dezenas de ameaças registradas.
A onda de ataques em curto espaço de tempo pode começar a ser explicada pelo efeito de imitação. "Os agressores fazem isso por imitação, por inspiração principalmente em relação aos episódios de Columbine [1996, nos EUA], Suzano [2019] e Realengo [2011]", afirma Cleo Garcia, coautora da pesquisa Ataques de violência extrema em escolas no Brasil pela Unicamp, advogada e especialista em Justiça Restaurativa. "Através desses ataques, eles esperam o reconhecimento, a fama, se tornar, como nas palavras deles, uma lenda, como eles entendem que esses outros que já perpetraram esse tipo de crime se tornaram."
Existem, no entanto, muitos outros fatores que contribuem para a concretização desse tipo de violência. Um deles é a cooptação de crianças e jovens por grupos de extrema direita por meio da internet. "Nós podemos dizer também que eles são cooptados por discursos extremistas", explica. "Existem grupos extremistas com discursos de ódio que se amplificaram no Brasil a partir do segundo semestre do ano passado, por conta também do processo eleitoral. Então há muitos discursos de ódio, incitando ao crime e à violência contra esses grupos sociais, minorias sociais", diz a pesquisadora.
Leia mais: Lula sobre ataque em Blumenau: 'Não há dor maior que a de uma família que perde seus filhos'
O perfil geral dos agressores também é homogêneo. "Eles são do sexo masculino, brancos, demonstravam um gosto por violência, um culto às armas", afirma Garcia.
Na maior parte dos casos, esses ataques são executados por alunos ou ex-alunos das escolas atacadas. A pesquisa em questão tem como objetivo entender a motivação por trás desses ataques ao ambiente escolar. "Nosso objetivo é descobrir o significado da escola para esses alunos e ex-alunos e por que eles voltam para a escola", explica.
Além disso, esses jovens geralmente relatam algum tipo de sofrimento emocional. "Esse aluno ou ex-aluno que já vem de um sofrimento -- que pode ser de vários tipos, pode ser um sofrimento em escola, na família, de bullying, exclusão, uma sensação de rejeição, de não pertencimento -- que se agrava relacionando entre si, escola, família, sociedade", afirma.
Nos grupos extremistas, encontram acolhimento e senso de pertencimento, acrescido de um ambiente seguro para vazão a ideias violentas. "Um adolescente que se encontra em situação de sofrimento, com ódio, com raiva por N fatores que possam estar ocorrendo, ele se encontra num ambiente desses extremamente tóxicos, que fazem discurso contra mulheres, discurso racista, homofóbico, e ele encontra ali um acolhimento a sua dor, ressentimento, a sua ira, e ali ele se sente visto e valorizado."
Prevenção e cuidado
Para Cleo, a solução não é simples nem será rápida, porque envolve muitos fatores e depende de uma ação intersetorial. "Essa solução passa por criação de políticas públicas que possam trazer programas tanto de prevenção quanto posvenção e esses programas incluem também protocolos."
Há, no entanto, mais perguntas do que respostas. "O que seriam esses protocolos? Por exemplo, o adolescente mais recente fez divulgação nas redes sociais, conversou com amigos, divulgou de todas as formas o que ele ia fazer. O que as pessoas fazem com uma informação dessa? E se a pessoa recebe uma denúncia sobre algo do tipo, o que deve fazer? Para onde isso vai ser encaminhado? Será dado um tratamento rápido ou será que vai entrar numa fila? Quais são os protocolos para acolher essas pessoas que foram atingidas por um ataque desses?", questiona Garcia.
:: Ataque à escola não é decisão individual e reflete contato com extremistas, diz pesquisadora ::
É importante também haver cuidado com as vítimas, não apenas as diretas. A comunidade escolar e a sociedade em geral também são vítimas do trauma, que pode perdurar por anos.
O agressor, que na maior parte das vezes é menor de idade, também deve ser alvo de política pública. "O adolescente que faz esse tipo de ataque precisa de um acompanhamento. Como que vai se dar a saída dele de uma internação numa Fundação CASA [instituição que atende jovens autores de atos infracionais em São Paulo], por exemplo? Ele vai cumprir um período de pelo menos uns 3 anos, mas depois disso ele retorna à sociedade. Como é esse retorno desse adolescente?"
A pesquisadora também destaca a importância de responsabilizar as redes sociais. "Você encontra de tudo nessas redes sociais atualmente, que não têm uma regulação e também não se responsabilizam pelo conteúdo. Isso já está sendo debatido, mas ainda não tem nada a curto ou médio prazo", diz.
Edição: Thalita Pires
RELACIONADAS
OUTRAS NOTÍCIAS
Procurador-Geral da República afirma que não iria "adiantar" informação sobre possível envolvimento de Tarek El Aissami
Lucas Estanislau
Caracas (Venezuela) | 05 de Abril de 2023 às 18:27
Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (5), o Procurador-geral da República da Venezuela, Tarek William Saab, não descartou a participação do ex-ministro do Petróleo do país em casos de corrupção na petroleira estatal PDVSA.
"Em relação a investigações em desenvolvimento, a minha característica é não adiantar opiniões, não vou me adiantar sobre esse tema. [...] Então não quero adiantar informação sobre nenhum nome em particular", disse.
Tarek El Aissami foi ministro do Petróleo de abril de 2020 até renunciar após a prisão de suspeitos de corrupção na PDVSA, em meados de março. A operação que investiga possíveis crimes na petroleira afirma que recursos públicos podem ter sido desviados de negociações da estatal.
O Ministério Público da Venezuela também anunciou que apresentou à Justiça 13 novos suspeitos de corrupção em empresas estatais. A maioria deles são diretores de companhias que pertencem à Corporação Venezuela de Guayana (CVG), conglomerado estatal que passou a ser alvo de investigações na segunda fase de operações da Polícia Anticorrupção.
Segundo Saab, 51 pessoas já foram presas desde que as ações contra esses supostos casos de corrupção em diversos setores públicos começaram, no dia 17 de março.
"Até o momento, são 51 pessoas privadas de liberdade por diversos esquemas de corrupção, incluindo o da PDVSA-Cripto, da CVG, e os juízes presos", explicou.
::O que está acontecendo na Venezuela::
Ainda segundo Saab, as investigações chegaram não só à estatal petroleira do país, a PDSVA, e à CVG, mas também à empresa Cartones de Venezuela, cujo diretor, Hugo Cabezas, foi preso na mais recente fase das operações. Membro do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Cabezas já foi governador do Estado de Trujillo e já ocupou cargos em ministério durante o governo do ex-presidente Hugo Chávez.
Alexandre Silveira, das Minas e Energia, disse que a estatal já recebeu orientação para alterações; ela nega
Vinicius Konchinski
Brasil de Fato | Curitiba (PR) | 05 de Abril de 2023 às 18:41
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), defendeu nesta quarta-feira (5) uma mudança na política de preços dos combustíveis da Petrobras. A alteração, segundo ele, abriria espaço para redução de cerca de R$ 0,25 na gasolina, por exemplo.
Silveira concedeu entrevista ao programa Conexão GloboNews nesta manhã. Lá, criticou a atual política de preços da estatal, que equipara os preços dos combustíveis produzidos e vendidos no Brasil a valores dos mesmos produtos no exterior.
:: Alta do petróleo e novo ICMS pressionam preço de combustíveis e nova gestão da Petrobras ::
A tal política foi adotada pela Petrobras após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. É conhecida como PPI, das iniciais preço de paridade de importação. Ou seja, a Petrobras vende combustíveis que produz aqui ao mesmo preço praticado por importadores que atuam no Brasil.
Para Silveira, isso é "um verdadeiro absurdo". "Nós temos que ter o que eu tenho chamado de PCI, Preço de Competitividade Interno", disse ele.
:: Petrobras aumenta gasolina antes de novo presidente assumir ::
O ministro disse que o governo já enviou à estatal orientações para mudanças no PPI. Isso, aliás, é promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Silveira afirmou que sabe que a Petrobras tem investidores privados e que o PPI trouxe lucro a eles. Mas ressaltou que a União é acionista-controladora da empresa e fará com que ela cumpra seu papel social.
:: Mudança em preços da Petrobras passa por nova direção e "calibragem" de nova política ::
"A Petrobras terá respeitada a sua governança, a sua natureza jurídica. Mas vamos exigir, como controladores, que ela respeite o povo brasileiro. Que ela cumpra o que está na Lei das Estatais e na Constituição Federal, sua função estatal, que é criar um colchão de amortecimento nessas crises internacionais de preço dos combustíveis", afirmou.
Na entrevista, Silveira citou a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de reduzir a produção diária de petróleo para elevar o preço do óleo. Suas declarações foram dadas também no momento que estados devem mudar a forma de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, causando novas pressões por aumentos.
:: Reforma tributária: mudar impostos sobre consumo vira foco do semestre para governo e Congresso ::
Na segunda-feira (3), reportagem do jornal O Globo informou que o presidente Lula quer mesmo mudanças no PPI. Informou, inclusive, que ele estaria insatisfeito com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates (PT), pois ele estaria demorando a implementá-las.
Após a entrevista de Silveira, a Petrobras emitiu uma nota declarando que "não recebeu nenhuma proposta do Ministério das Minas e Energia a respeito da alteração da Política de Preços". "Quaisquer propostas de alteração da Política de Preços recebidas do acionista controlador serão comunicadas oportunamente ao mercado, e conduzidas pelos mecanismos habituais de governança interna da companhia", complementou.
Edição: Nicolau Soares
O governo federal vai criar um grupo de trabalho interministerial para propor ações para combater a violência contra as escolas. O GT será formado pelos ministérios da Educação, Justiça e Segurança Pública, Direitos Humanos e Cidadania e Secretaria-Geral da Presidência. A primeira reunião acontecerá nesta quinta-feira (6), às 10h30.
Em entrevista coletiva, os ministros Camilo Santana, da Educação, e Flávio Dino, da Justiça, anunciaram outras medidas. Vai haver a liberação de R$ 150 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública para investimento no programa de Ronda Escolar dos estados e municípios.
Leia mais: Ataques às escolas demandam o desenvolvimento de políticas públicas, diz pesquisadora
Outro anúncio foi o aumento no efetivo policial mobilizado para o monitoramento da internet e de redes sociais com o objetivo de identificar o planejamento de novos ataques. A Diretoria de Operações da Secretaria Nacional de Segurança Pública já estava mobilizada com 10 agentes para essa função. A partir de agora, serão 50 policiais.
Assunto foi tratado no governo de transição
O Grupo de Trabalho da Educação do governo de transição elaborou um relatório sobre a violência contra escolas. Intitulado O ultraconservadorismo e extremismo de direita entre adolescentes e jovens no Brasil: ataques às instituições de ensino e alternativas para a ação governamental, o documento foi uma resposta ao ataque ocorrido em duas escolas da cidade de Aracruz, no Espírito Santo, em novembro de 2022.
Daniel Cara, que organizou a produção do relatório, afirmou, em sua conta do Twitter, que o material será utilizado como base para o novo GT.
From the publisher's feed