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  • CNa#046: Batalha das Eras (Parte 3) A História | Conto de Fantasia
    “Batalha das eras” é um conto dividido em cinco partes, sobre batalhas milenares ao longo dos anos, em defesa do plano terrestre. É uma história independente que se passa em um mundo fictício idealizado pelo autor. Neste conto, a garota Ana, de vinte e poucos anos, faz uma descoberta sobre seu vizinho estranho, o senhor Benson. Esta descoberta leva Ana a viver uma aventura jamais imaginada por ela. Indicado para 14 anos ou mais.
     
    Contos Narrados. Aqui você encontra mais um conto sonorizado produzido pelo do RPG Next.
    Coloque seu fone de ouvido e curta!
    ▬ Autor:
    Herica Freitas.
    ▬ Narração:
    Wevison Guimarães.
    ▬ Masterização, sonorização e edição:
    Rafael 47.
    Contos Narrados apresenta, “Batalha das Eras (Parte 3) A História", um Conto de Fantasia.
    Ao correr a lanterna sobre as pernas Ana percebeu que a figura parada sob o batente da porta estava vestida com um longo vestido de seda fina, em coloração roxa extravagante e decorado com várias estrelas douradas e prateadas dos mais diversos tamanhos. Em uma das mãos a figura segurava um cajado de metal dourado com uma lua e uma estrela na ponta. Ao iluminar a face da criatura ela reconheceu a cara carrancuda do seu vizinho, Benson.
    — Senhor Benson me desculpe eu n…
    Ela foi interrompida pelo senhor que, magicamente, moveu-se até a sua frente, tapando a sua boca com o dedo indicador esquerdo. “Shhh” ele fez sussurrando, olhando dentro dos olhos dela. Ana não conseguiu deixar de reparar que onde deveriam existir pupilas no senhor Benson existia apenas um brilho, como se fosse uma galáxia escura, repleta de estrelas. Senhor Benson tocou no ombro de Ana com sua mão esquerda e por um momento ela sentiu como se flutuasse e logo depois despencasse em um abismo sem fim. Seu estômago se virou enjoado e ela, agora com medo de abrir os olhos, apertou com força o cabo da espada e a lanterna em suas mãos. Sentiu-se como se a gravidade se dissipasse do ambiente e seus ouvidos não fossem mais capazes de ouvir absolutamente nada.
    — Ai, isso doeu – ela disse, ao sentir o chão de madeira gelado sob seu corpo – o que?
    — Não fale muito, a primeira vez é sempre conturbada. – o senhor Benson respondeu – Você fez uma viagem dimensional para se transportar para o meu terceiro andar. Abri uma janela mágica que nos mandou para o espaço e depois nos cuspiu aqui. Acredito que as aranhas não serão capazes de entrar por enquanto.
    Ana levantou-se do chão devagar e piscou algumas vezes para voltar a enxergar o ambiente, que se encontrava embaçado. Ela olhou para o senhor Benson, que estava parado à sua frente com o braço estendido, oferecendo algo parecido com uma balinha de hortelã.
    — Tome, vai melhorar o enjoo – ele disse – precisamos nos preparar, minhas defesas não vão aguentar por muito tempo. Ele virá atrás de mim.
    — Ei, eu exijo uma explicação agora! – ela disse aceitando o doce.
    — Você invade a minha casa, pega minha espada, suja meu carpete e se sente no direito de me pedir uma explicação? – ele disse cruzando os braços.
    — Sinto muito, eu não queria invadir a sua casa, eu queria te avisar que tinha uma aranha gigante entrando nela, tentei ser legal e uma boa vizinha, ao contrário do senhor. – Ana colocou a bala na boca e cruzou os braços emburrada – E então?
    — Tudo bem – ele respirou – vou te contar, sente-se.
    Ana percebeu que, com um gesto do cajado, duas cadeiras de madeira se materializaram logo atrás de ambos. Benson sentou-se como se aquilo para ele fosse como escovar os dentes de manhã ao acordar.
    — Eu vou resumir para você, não espere entender tudo.
    Ana sentou-se como se estivesse desacreditada que aquela cadeira fosse real.
    — Meu nome é Hatszu, mas aderi o nome humano de Benson, porque precisava me esconder. Sou um feiticeiro muito poderoso de uma aliança que protege este plano das criaturas mais hostis que você possa imaginar. Eu sou o responsável por guardar os portões de grandes titãs do caos, você já ouviu falar de titãs?
    — Só quando jogo videogame, isso é ficção.
    — Não, não é! Eu guardo comigo essa chave – ele mostrou um colar com uma chave muito brilhante e dourada – sou a única pessoa que sabe o encantamento para abrir o portão, se falado corretamente e a chave for utilizada, o portão se abre, liberando os três grandes titãs do caos, que destruirão toda a vida deste universo. Eles são: Guerra, Escuridão e Morte. Aquelas aranhas que você viu, que invadiram a minha casa, são lacaios de um mago maligno que tenta roubar a chave de mim há mais de 2 mil anos. Globack é um seguidor dos titãs que estão presos e vem tentando me matar há muito tempo.
    — Você está me dizendo que a magia existe mesmo, que os titãs são reais e que você, meu vizinho rabugento que fura a bola da galera, é um mago poderoso? – Ana caiu na gargalhada – Isso é loucura.
    — Você já olhou ao seu redor?
    Ana parou por um instante, ela não havia observado onde estava desde que aterrissou no chão frio. Ela observou que estava em uma sala com muitos frascos coloridos e aparatos que, para ela, eram de um laboratório de química. Além disso havia um telescópio próximo à janela, uma estante cheia de livros de capas coloridas, uma escrivaninha com mais papéis como as reportagens que encontrara no quarto, e uma jaula com algumas criaturas do tamanho de esquilos, mas que possuíam asas e um brilho fabuloso de tom esverdeado.
    — Então essa é a janela que você estava hoje de manhã. – ela disse, indo até a janela e observando sua rua.
    — Sim, esta é a janela do terceiro andar, minha torre, onde faço meus experimentos e estudo algumas magias para proteger o que deve ser protegido.
    — E você possuiu meu amigo hoje para falar comigo. – ela disse voltando sua atenção para ele.
    — Sim, hoje quando nossos olhares se cruzaram eu senti uma magia em você, ela estava fraca, pensei que você estivesse sendo manipulada por Globack, mas agora sei que não.
    — Magia em mim? – ela riu novamente – Você só pode estar brincando.
    — Você foi capaz de empunhar a espada da luz – ele indicou a espada na mão direita de Ana com a cabeça – Se você pegou nesta espada e não morreu queimada, provavelmente é uma mulher mágica e não sabia ainda.
    Ana soltou a espada no chão imediatamente.
    — Você está dizendo que eu poderia ter morrido ao tocar nesta espada?
    — Sim, matei o último vizinho desta forma. Bem, ele se matou. Deu muito trabalho para conjurar uma ilusão na casa dele e fazer as autoridades acreditarem que ele morreu dormindo.
    — Você matou o dono da minha casa?
    — Eu não, ele tocou no que não podia e se explodiu. – Benson deu de ombros – Depois disso, resolvi nunca mais receber nenhum vizinho em casa.
    — Mas que merda! Eu quero ir para casa – Ela disse, voltando-se para a porta.
    — Você não pode, as aranhas agora estão te rastreando, elas sentiram a mesma magia que eu senti em você. Precisamos trabalhar juntos para proteger a chave até que essa chuva passe.
    — Me diz uma coisa, por que hoje? Por que seu inimigo nunca atacou?
    — Neste dia os poderes dele ficam fortes, se equiparando aos meus. Globack é um mago poderoso, mas nunca foi forte o suficiente para me vencer. Este dia de superstição para os humanos é, na verdade, um reflexo do poder de Globack. Por ficar muito forte ele influencia pessoas fracas, como os seres humanos, com a má sorte.
    — E hoje você tem que lutar com ele pela chave?
    — Sim Ana, hoje os poderes dele se equiparam aos meus e nós lutamos até que o dia termine. No fim quem ficar com a chave ganha.
    — E por que você nunca o matou? – ela perguntou sentando-se de volta na cadeira.
    — Globack, assim como eu, tem uma data de morte. Todos que possuem este grande poder consigo tem uma data definida, nós não podemos ser mortos até que esse dia chegue. O dia de Globack eu não sei ao certo, mas durante todos estes 2 mil anos nós mantemos este padrão incessante de batalhas, até hoje.
    — Hoje?
    — Sim. Hoje, antes da meia noite, mais precisamente às onze e cinquenta e seis, é o meu dia de morte – ele disse sorrindo.
    Ana se assustou com a serenidade no olhar do homem. Seria normal alguém falar com tanta tranquilidade sobre sua morte? E mais, como ele poderia estar tranquilo com tudo aquilo que acabara de contar para ela? Abriu a boca para perguntar, mas foi interrompida.
    — Sei o que você está pensando, mas eu preciso te contar mais uma coisa. Existia uma profecia, Ana, e essa profecia falava sobre você.
    — Sobre mim? – ela arregalou os olhos.
    — Sim.Você pode pegar aquele livro com a capa dourada logo atrás de você? – ele apontou para um livro sobre a mesa.
    Ana se levantou e caminhou até o livro, que se encontrava aberto em uma página bem específica.
    — Você pode, por favor, ler o que está escrito? – ele sorriu com os olhos.
    — O guardião da chave também possui dia e hora, na noite de sexta-feira, dia treze de novembro de dois mil e vinte, depois de Cristo. Hatszu, em sua batalha com Globack, morrerá. Não fique preocupado, oh grandioso guardião, nessa mesma noite o escolhido cairá em sua casa, a garota cujo nome você saberá empunhará a espada da luz e seguirá ao seu encontro, mais precisamente às oito e treze. Você a reconhecerá pela marca, uma grande chave rasgada em sangue no seu pulso esquerdo, lugar onde ela deverá guardar a chave dada por você. Assim que ela estiver em posse da chave será capaz de compreender nosso mundo e seu legado.
    — Viu? Você caiu em minha casa às oito e treze de hoje, empunhou a espada para matar aquela aranha e tem a cicatriz.
    — Você está enganado, eu arranhei meu braço quando caí é apenas uma… – Ana deixou o livro cair no chão quando olhou seu punho – isso não estava aqui antes.
    Ana olhou para seu punho esquerdo. O local onde antes havia sangue e arranhões de cimento, agora tinha uma cicatriz em forma de chave do tamanho do colar do senhor Benson. Apesar de cheia de sangue a cicatriz não escorria, muito menos doía. Ana tocou seu punho sentindo-se cheia de coragem e
    20 min
  • RD&D#266: A nova Maestria de Armas | Livro D&D 2024
    Conheça mais sobre a nova versão do RPG Dungeons & Dragons 2024.
    Bem-vindo a mais um episódio do Regras do D&D 5e, um podcast produzido pelo RPG Next que faz a leitura e discute as regras dos livros do Sistema de RPG D&D 5e. Neste episódio o assunto é: A nova Maestria de Armas do novo RPG Dungeons & Dragons 2024. Coloque seu fone de ouvido e curta!
    Resumo em 5 pontos:
    Introdução da Maestria de Armas: O Manual do Jogador 2024 para D&D introduz propriedades de Maestria de Armas, afetando significativamente o jogo ao atribuir novas propriedades a todas as armas simples e marciais. Apenas personagens com uma característica de classe que desbloqueia a Maestria de Armas podem usar essas propriedades.
    Propriedades Específicas por Classe: Diferentes classes desbloqueiam propriedades específicas de Maestria de Armas, aprimorando suas habilidades de combate. Por exemplo, guerreiros podem desbloquear múltiplas propriedades de Maestria, permitindo usar várias combinações táticas em batalhas.
    Exemplos de Propriedades de Maestria: Propriedades específicas de Maestria incluem "Corte" para adagas, permitindo um ataque extra sem usar uma ação bônus, "Arranhão" garantindo um acerto mesmo em uma falha, e "Vexar" dando vantagem no próximo ataque. Cada propriedade aprimora habilidades e estratégias de combate diferentes.
    Impacto no Jogo: As propriedades de Maestria de Armas transformam o combate adicionando elementos estratégicos, como empurrar inimigos com uma besta ou retardá-los com um arco longo. Essas propriedades são projetadas para serem impactantes, mas simples, mantendo o jogo fluido.
    Disponibilidade e Informação de Pré-Venda: O novo Manual do Jogador está disponível para pré-venda no D&D Beyond, incluindo opções para versões físicas e digitais. A atualização visa enriquecer os aspectos narrativos e táticos do jogo D&D, com mais conteúdo a ser lançado em breve.
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    New Weapon Mastery | 2024 Player's Handbook | D&D
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    É um serviço mensal com mesa virtual, tudo remoto, usando o sistema Dungeons & Dragons 5ª edição, no dias e horários que os jogadores escolherem jogar. Se você quiser dar uma olhada no trabalho que estou fazendo, e venho fazendo a vários anos com RPG, acesse meu portfólio em rpgnext.com.br/tag/rafael47.
    Minhas mesas de RPG são preparadas usando o Foundry VTT, e dentro dessa ferramenta eu incluo música e sons ambiente para aumentar a imersão, mapas animados para deixar tudo mais bonito, e também modulo a voz e aplico efeitos de realidade aumentada na webcam durante a interpretação de NPCs únicos.
    Ficou interessado? Quer saber mais? Preencha o formulário em bit.ly/QueroJogarRPG. Aguardo seu contato e espero te ver então numa mesa de RPG comigo, em breve.
    Com a participação de:
    Rafael 47, Jogador e Dungeon Master.
    Com masterização e edição de:
    Rafael 47.
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    23 min
  • 35º Guerreiros do Bem | Ação Social do RPG Next
    No dia 13 de Dezembro de 2023 o RPG Next iniciou seu 35º Guerreiros do Bem.
    Fizemos um Tarrasque na bota Especial ao vivo com uma ONE-SHOT de D&D 5e, com 5 jogadores deficientes visuais no dia Nacional do Deficiente Visual.
    Muitas doações foram feitas e com o dinheiro foi possível arrumar os computadores dos jogadores.
    Confira os vídeos das partidas de RPG abaixo, junto dos vídeos de divulgação.
    Obrigado a todos os Padrinhos e assinantes do RPG Next. Sem vocês isso não seria possível!
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    VÍDEOS DA CAMPANHA
    35º Guerreiros do Bem | Ação Social do RPG Next https://youtu.be/tPjWc5Uw7fQ?si=_QVIYbkVt__YXrug
    Participe ajudando nesse TnB Especial - ONE-SHOT Dia Nacional do Deficiente Visual https://youtu.be/qRD4uUyp0Mw
    HECTOR no TnB Especial: ONE-SHOT Dia Nacional do Deficiente Visual | RPG D&D 5e https://youtu.be/G_OHavAGCsU
    https://youtu.be/G_OHavAGCsU?si=MTfn4IJqPrY-Ayht
    JONYS no TnB Especial: ONE-SHOT Dia Nacional do Deficiente Visual | RPG D&D 5e https://youtube.com/shorts/rTlwWToY13g
    https://www.youtube.com/shorts/rTlwWToY13g?feature=share
    BRENDO no TnB Especial: ONE-SHOT Dia Nacional do Deficiente Visual | RPG D&D 5e https://youtube.com/shorts/5XbCEktuhF4
    https://www.youtube.com/shorts/5XbCEktuhF4?feature=share
    BIA no TnB Especial: ONE-SHOT Dia Nacional do Deficiente Visual | RPG D&D 5e https://youtube.com/shorts/cE3W6uzP5CM
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    WILLIAM no TnB Especial: ONE-SHOT Dia Nacional do Deficiente Visual | RPG D&D 5e https://youtube.com/shorts/JNPaghzsgrk
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    TnB Especial: ONE-SHOT Dia Nacional do Deficiente Visual (Parte 1) | RPG D&D 5e https://youtube.com/live/otsyYLa4STY
    TnB Especial: ONE-SHOT Dia Nacional do Deficiente Visual (Parte 2) | RPG D&D 5e https://youtube.com/live/Jub1VrO7gkY
    TnB Especial: ONE-SHOT Dia Nacional do Deficiente Visual (Parte 3) | RPG D&D 5e https://youtube.com/live/iTXsh-ijgWw
    Forja#052: RPG e a Deficiência Visual (Parte 1 de 2) | Pessoas e RPG https://youtu.be/Nmlamav-g_c
    Forja#053: RPG e a Deficiência Visual (Parte 2 de 2) | Pessoas e RPG https://youtu.be/zM5j83r8PuY
    A Forja Live: RPG e a Deficiência Visual | Pessoas e RPG https://youtube.com/live/O8dA-VMLFKY
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    42 min
  • RD&D#265: Tudo o que você precisa saber dos novos Livros | D&D 2024
    Conheça mais sobre a nova versão do RPG Dungeons & Dragons 2024.
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    0:00 Introdução ao que tem de novo no D&D 2024.
    1:20 Apresentação do podcast.
    7:33 Continuando a introdução.
    14:23 Criando as novas artes e capas.
    21:23 Mudanças nos antecedentes.
    23:16 Criando os novos livros de regras básicas.
    34:14 Mais novos talentos.
    36:17 Unearthed Arcana e Inspiração.
    39:12 Criando as artes alternativas.
    41:47 Como usar o novo livro do jogador.
    54:08 Bastiões.
    1:01:19 O novo livro do monstro.
    1:06:03 O que vem pela frente.
    1:08:07 Fechamento do podcast.
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    2024 Player's Handbook | Everything You Need to Know | D&D
     
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    1 hr 13 min
  • TnB#288: MDS1E09 – Ossos do Ofício | RPG D&D 5e
    Tarrasque na Bota apresenta: Maldição de Strahd, uma aventura do RPG D&D 5e. Episódio 09 – Ossos do Ofício.
    Após um combate mortal contra um formidável inimigo, Bulgor, o Bárbaro, e Renesmee, a Bruxa Giomorgo, são traídos pela fada que os contratou. Separados do restante do grupo, são enviados para os planos do pavor nas terras de Baróvia, onde a única maneira de escapar é enfrentar o responsável por capturá-los: o Primeiro Vampiro, Conde Strahd Von Zarovich.
     
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     ATENÇÃO: Esse podcast é recomendado para maiores de 16 anos.
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    Shelly
    Gustavo Zattoni
    Roberta Manaa
    Thiago Araújo como o Mestre da Aventura
    Edição de:
    Vinicius Watzl
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    Free PD - https://freepd.com/
    Alexander Nakarada - https://alexandernakarada.bandcamp.com/
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    Chibola Productions - https://assetstore.unity.com/publishers/6561
    Impatient by Sascha Ende
    Link: https://filmmusic.io/song/3006-impatient
    License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
    End Titles Extended Version (Romeos Erbe) by Sascha Ende
    Link: https://filmmusic.io/song/3158-end-titles-extended-version-romeos-erbe-
    License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
    Bama Country - Country de Kevin MacLeod
    link: Fonte: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1100359
    License: licenciada de acordo com a licença Atribuição 4.0 da Creative Commons. https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
    Free Music Archive: Welcome to the Free Music Archive - Free Music Archive
    HoliznaCC0 - Western ShowDown
    Punk Rock Opera - Aftermath
    HoliznaCC0 - Dear Old Dad
    A Sad Toy Story by Sascha Ende
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    Rise Of The Kingdoms [the better version] by Sascha Ende
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    Lazy Cat Groove by Sascha Ende
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    1 hr 43 min
  • CNa#045: A Mansão Assombrada | Conto de Horror
    Crianças são seres muito curiosos, e por vezes costumam ir além de sua capacidade para sanar suas dúvidas. Todavia, existem alguns casos em que elas passam dos limites, colocando em risco suas vidas e a vida de outras pessoas. Por isso, mantenha sempre um adulto responsável por perto quando o assunto for investigar uma mansão hipoteticamente mal assombrada. Indicado para 16 anos ou mais.
     
    Contos Narrados. Aqui você encontra mais um conto sonorizado produzido pelo do RPG Next.
    Coloque seu fone de ouvido e curta!
    ▬ Autor:
    Herica Freitas.
    ▬ Narração:
    Brendo Santos.
    ▬ Masterização, sonorização e edição:
    Rafael 47.
    Contos Narrados apresenta, “A Mansão Assombrada”, um Conto de Horror.
    Que as crianças são muito curiosas, todo mundo sabe. Entretanto, existem certas ocasiões em que sua curiosidade excede os limites de saúde e segurança delas ou de terceiros. O caso que vou relatar ocorreu em 1990, numa cidade portuária, uma ilhazinha na verdade, chamada Atlas. A cidade era bem movimentada, pelo seu porto e comércio de pescados. Quem não era pescador, era cozinheiro de frutos do mar ou capitão de navios, operador de guindastes, ou melhor, qualquer profissão voltada para a pesca, armazenagem e comercialização dos produtos pesqueiros.
    Todos os Atlasianos eram corados de sol, vestiam-se em sua grande maioria com roupas casuais, pelo calor da região, e praticavam atividades físicas relacionadas ao mar, como natação e surf. As crianças eram muito animadas, e por ser uma ilha bem pequena e com poucos moradores, elas quase sempre estavam sem a companhia de um adulto ou responsável. Brincavam pelos portos, andavam de bicicleta, frequentavam o único fliperama da ilha e entravam às escondidas nos cinemas.
    Arthur, ou simplesmente Art, estava na flor de seus 11 anos, e era o campeão de Pacman do arcade “Hora do Jogo”. Ele andava sempre na companhia de seus três fiéis amigos, Ana (10), Clóvis (9) e Miguel (12). Juntos eles percorriam toda Atlas, com exceção, de um único lugar. Na pequena ilha, havia uma mansão localizada no alto do maior pico, jamais habitada por alguém, é o que todos os adultos contavam. Conhecida como a mansão mal assombrada, estava lá havia gerações, e ninguém nunca soube explicar quem a havia construído.
    Há quem diga que a mansão seja um portal para outra dimensão, outro mundo, cheio de criaturas horrendas. Muitos acreditam ser o portão do inferno, que lá residem demônios prontos para levar suas almas. Outros, dizem que um vampiro morou ali, mas que morreu com uma estaca em seu peito, fincada por um herói que de lá jamais saiu. No entanto, ninguém sabe qual dessas histórias é de fato a verdadeira, fato é que ninguém, seja adulto ou criança, tem coragem de ir até aquela mansão.
    No dia 31 de outubro, de 1990, data comemorativa do Halloween, Arthur e sua trupe andavam vestidos de caça-fantasmas pela vizinhança, pediam doces ou travessuras. O combinado era que as crianças estivessem de volta em casa às 10 da noite, ou seus pais ficariam muito nervosos. Mas o inesperado ainda estaria por vir. Art, que era um garoto muito competitivo, cheio de postura de líder e decidido, fora desafiado por seu rival, Jhony. Ele, chamando Art de covarde e medroso, o incentivou a subir a colina para a mansão assombrada.
    Art, que não gostava de perder, nem mesmo ser chamado de fraco, convenceu seus companheiros a irem consigo, porém disse a eles:
    -E faremos mais do que isso! Entraremos naquela casa.
    Era uma ideia louca, mas que enchia o corpo do garoto de adrenalina. Suas mãos suavam, seu coração batia rápido e sua respiração estava descontrolada, não sabia se era nervosismo ou o cansaço de subir aquela colina alta.
    Chegaram ao topo, e lá estava ela. A mansão com seus três andares, visivelmente abandonados. O primeiro composto de uma porta alta, janelas totalmente cobertas por cortinas brancas que não balançavam com os ventos da alta colina, pois os vidros estavam abaixados. O segundo andar, também repleto de janelas, com as mesmas características, Art e seus amigos podiam jurar que as do segundo andar eram mais assustadoras. No terceiro havia janelas como as demais, com a diferença estrutural da presença de uma torre, parecia como um pequeno castelo que exibia longa janela curvada. Esta, porém, pregada com tábuas pelo lado de dentro.
    Ana reparou a madeira parcialmente deteriorada pela umidade proveniente do mar e, principalmente, devido aos séculos de exposição a tal ambiente. “Precisamos mesmo entrar?” perguntou Clóvis que estava com as pernas tremendo, claramente amedrontado. “Não existe essa coisa de fantasma, isso é lenda pra gente não vir aqui”, Art respondeu com um ar destemido, e complementou com um “Vamos!”. Art, como esperado, partiu primeiro, liderando o grupo como sempre fizera, caminhou em direção à cerca viva que os separava da grande porta de entrada da casa, ela possuía cerca de um metro de altura e meio de largura, com galhos emaranhados entre si, alguns secos, outros com espinhos e uma ou outra folha verde. Olhou para ambos os lados antes de pular a cerca e, quando o fez, ao tocar o solo do interior do terreno sentiu um frio tomar conta de seu corpo.
    Depois de Art foi a vez dos companheiros, primeiro Miguel, que por ser o mais alto não teve muita dificuldade em pular sem tocar a cerca, depois Ana, que acabou cortando sua mão em alguns espinhos, por fim Clóvis, que olhou para a cerca, olhou para os amigos e depois para a janela da torre de castelo no terceiro andar. Nesse momento, o garoto viu uma silhueta observar as crianças pela fresta de uma tábua, o que o deixou amedrontado demais para pular, ele apenas gritou e correu colina abaixo, deixando os três amigos para trás.
    Sem entender, e sem enxergar o que Clóvis havia visto, Art, Ana e Miguel partiram rodeando a casa, tentando ver seu interior pela fresta das janelas, mas sem sucesso. Deram a volta pelo lado esquerdo, até atingirem o quintal traseiro do local. Observaram então que a cerca viva acabava à beira de um precipício muito alto, que ia de encontro ao mar e a muitas rochas pontudas. Voltaram seus olhares novamente para a casa, perceberam que um alçapão estava de portas escancaradas, como se os convidasse para entrar.
    Art pegou sua lanterna do bolso e indicou o alçapão com a cabeça para Ana e Miguel, partiu à frente caminhando devagar até a entrada. Ele iluminou com sua lanterna, mas conseguiu enxergar apenas degraus de uma escada que não parecia ter fim devido à escuridão. “Temos que entrar, a lanterna não está ajudando”, Art disse colocando o primeiro pé no degrau mal iluminado, o segundo pé veio em seguida, mas sem esperar, Art foi jogado ao chão escada abaixo, em função do degrau apodrecido que cedeu sob seu peso.
    “ART!” gritaram os dois amigos ao verem o garoto sumir para a escuridão. Art sentiu dor enquanto caía e rebatia pelas quinas dos degraus, e depois de muito rolar, sentiu seu peito bater sobre um chão frio. Sentia dor, estava zonzo, seu ouvido zumbia, sequer ouviu seus amigos gritarem seu nome, não enxergava nada pois a lanterna havia caído de sua mão com a queda da escada. Segundos após o acidente, retomou a consciência, conseguiu identificar um facho de luz vindo de sua direita, sua lanterna provavelmente havia rolado para longe. Se levantou com dificuldade, suas pernas ardiam, seus cotovelos também e suas costelas doíam ao respirar.
    Lá fora, Miguel e Ana estavam desesperados, tentando ver algo dentro da casa, mas sem sucesso. Ana já estava com seus olhos cheios de lágrimas, porém Miguel ainda se mantinha firme. Depois de algum tempo respiraram aliviados ao ouvir a voz de Art advinda do final da escada:
    -Eu me machuquei, me ajudem…
    Ana ainda chorosa perguntou:
    -Mas a gente vai cair também?
    -Não se a gente der a volta – Miguel completou -“Art, você consegue abrir uma porta ou janela?
    -Sozinho? – ele respondeu.
    -Está com medinho? – Miguel caçoou.
    -Não, cla…claro que não.
    -Então abre a porta aqui dos fundos.
    -Tá…tá bom.
    -A gente vai esperar lá na outra porta, tá bom? Vem, Ana.
    Art virou-se de costas para a escada, tentando iluminar o máximo que podia. Estava em uma espécie de porão, mas não via nada além de silhuetas cobertas de lençóis brancos, como se a mudança de alguém nunca tivesse sido buscada. Não conseguia distinguir as formas, ao menos não ousou descobrí-las para saber. Poderia jurar ter visto algo se mexer por entre elas, mas tentou ignorar este fato, pois já estava amedrontado demais, “Tá tudo bem”, repetia baixinho diversas vezes. Caminhou por entre a mobília, sentiu uma respiração em seu pescoço, gritou, deixou a lanterna cair no chão, agachou-se tapando os ouvidos com os braços.
    Algum tempo depois, a agonia deu lugar à coragem para esticar a mão e pegar a lanterna, então olhou ao redor e não viu ninguém. Ouviu da extremidade de uma segunda escada um rangido de porta se abrindo, sozinha em meio à inquietante ausência de outros sons. Ficou imaginando que alguém poderia ter aberto para ele, talvez um fantasma? Um demônio? Um ladrão? O vampiro das velhas estórias? Seja lá o que fosse, Art não conseguia imaginar nada de bom vindo dalí. Pensou em retornar, e tentar subir a escada podre para voltar para fora. Correu até o primeiro degrau, mas ao olhar para cima, para fora, viu a entrada se fechando com rapidez.
    Sem ter para onde ir, voltou para a porta que havia se aberto, engolindo em seco, estava tremendo, suando, não sabia se de dor ou de medo, mas estava. Começou a subir lentamente os degraus, que rangiam mais que a porta que se abriu, estava tremendo tanto que a luz de sua lanterna se projetava trêmula pelos degraus empoeirados. Chegou à porta, estava olhando para o assoalho de madeira, com medo de projetar a luz para frente e encontrar quem a havia aberto. Percebeu então que no chão haviam marcas de arranhões, como se algum bicho, ou pessoa, tivesse sido arrastado naquela direção.
    Colocou o primeiro pé para dentro do cômodo à sua frente,...
    20 min
  • CNa#044: Batalha das Eras (Parte 2) A estranha casa de Benson | Conto de Fantasia
    “Batalha das eras” é um conto dividido em cinco partes, sobre batalhas milenares ao longo dos anos, em defesa do plano terrestre. É uma história independente que se passa em um mundo fictício idealizado pelo autor. Neste conto, a garota Ana, de vinte e poucos anos, faz uma descoberta sobre seu vizinho estranho, o senhor Benson. Esta descoberta leva Ana a viver uma aventura jamais imaginada por ela. Indicado para 14 anos ou mais.
     
    Contos Narrados. Aqui você encontra mais um conto sonorizado produzido pelo do RPG Next.
    Coloque seu fone de ouvido e curta!
    ▬ Autor:
    Herica Freitas.
    ▬ Narração:
    Wevison Guimarães.
    ▬ Masterização, sonorização e edição:
    Rafael 47.
    Contos Narrados apresenta, “Batalha das Eras (Parte 2) A estranha casa de Benson”, um Conto de Fantasia.
    Ana ligou a lanterna de seu aparelho celular e caminhou até uma porta na estante à frente, abrindo-a e vasculhando alguns objetos. Encontrou uma velha lanterna tática ainda com bateria. Ela colocou seu telefone celular, que se tornou inútil para este momento, sobre a estante e caminhou até a cozinha.
    -Ótimo, que a luz ilumine este ambiente. O que foi isso? – Ana se virou para um barulho vindo de fora.
    Com o coração disparado, seguiu até a porta dos fundos, munida de sua lanterna. Passou a mão em uma capa de chuva pendurada em um velho mancebo na saída de sua cozinha, vestiu-se e então abriu a porta com a intenção de encontrar a fonte dos barulhos vindos do lado de fora de sua casa.
    -Alô, alguém por aí? – ela perguntou, desejando não obter resposta – Alguém?
    Ouviu então o barulho de patas sobre seu telhado, como se vários insetos andassem ao mesmo tempo sobre sua casa. A chuva ainda pesada caía no chão de seu quintal , formando grandes poças de água que refletiam a luz trêmula de sua lanterna. Ana direcionou sua luz para a parede adjacente, na esperança de encontrar a criatura ou seja lá o que for que caminhava sobre seu telhado. Naquele momento ela observou uma aranha grande e peluda tentando vencer a chuva para chegar até o telhado do senhor Benson.
    -Aaah, o que é isso? – ela gritou, se assustando e pensando como poderiam existir aranhas tão grandes assim – Jamais vi na vida uma aranha maior do que um cão.
    Correndo sobre as poças de água em seu quintal, Ana acessou a escadaria que dá passagem para o terraço na esperança de avisar o senhor Benson sobre a criatura que acabara de adentrar seu quintal. Ela correu fatigada pelos dez, doze, dezesseis, vinte e dois e, finalmente, trinta degraus de cimento até o abrigo do telhado de zinco que a protegia da chuva gelada.
    Ofegante, tentou gritar ao senhor Benson na esperança de que ele ouvisse sua voz em meio a todo aquele barulho de água e trovoadas ferozes, mas sem sucesso. “O retorno das atividades físicas viria a calhar agora” ela pensou, enquanto procurava um meio de avisar seu não tão nobre vizinho sobre a grande aranha negra e peluda que havia pulado em seu telhado. Olhando ao redor ela procurou algo para subir até a altura da janela para gritar mais de perto e encontrou uma caixa velha de madeira, antes utilizada para guardar algumas tralhas em seu terraço.
    Ana posicionou a caixa ao lado da parede de seu terraço, colocou a lanterna tática na boca, segurando-a pelo cabo com os dentes e subiu na caixa. Com um impulso logo estava em cima do muro, olhando para a sacada da janela aberta. Observou ao redor para ver se encontrava a criatura e, ao girar seu pescoço para a esquerda, viu a aranha no telhado de Howard Benson. Com o susto Ana escorregou do muro, caindo do outro lado. Sua lanterna caiu sobre a sacada com o feixe de luz direcionado para a aranha, que se assustou e correu para o terceiro andar da casa.
    Escorregando e despencando rumo ao chão molhado Ana, sentindo um medo tremendo, como se fosse morrer ali, caindo de uma altura de mais de dois metros, em desespero, conseguiu se agarrar na pilastra da sacada da janela, com muito custo. Ela encontrava-se molhada, com os braços arranhados e sangrando sob um pequeno toldo negro, que protegia uma janela aberta de um cômodo escuro. Preocupada com a grande aranha e com medo, Ana logo pegou a lanterna, iluminando o seu redor à procura de uma forma de voltar para o terraço.
    -Droga, ai. Isso com certeza vai ficar feio. – ela disse, tocando com o indicador os arranhões em seu braço – Tenho que dar um jeito de dar o fora daqui. – disse sussurrando para si mesma.
    Depois de muito analisar as possibilidades de voltar para seu terraço, decidiu que talvez fosse melhor gritar pelo senhor Benson e explicar tudo do que se arriscar, afinal, ela estava em um nível mais baixo que seu terraço e seria quase impossível escalar o muro molhado, além de que, no telhado havia uma grande tarântula asquerosa. Ela então virou-se para a janela escura, iluminando-a com sua lanterna, revelando o interior do cômodo.
    A pouca quantidade de luz era suficiente para revelar um cômodo estranho, com alguns móveis velhos e empoeirados. Na tentativa de chamar o senhor Benson e sem resposta, Ana adentrou o cômodo, pousando sobre um grande capacho embolorado. Sua lanterna varreu o lugar revelando uma máquina de costura antiga e enferrujada, um baú de madeira quadrado, uma cadeira de balanço de bambu e tecido e um grande carrinho de roupas esquisitas de diferentes tons de preto, azul e roxo. Uma espada na parede, exposta como um troféu, refletia a luz que passava sobre sua lâmina, chamando a atenção de Ana.
    Caminhando em direção à espada, como se estivesse hipnotizada por ela, a garota cruzou o cômodo, deixando para trás a janela aberta e a chuva que ainda insistia em cair lá fora. Neste momento Ana ouviu um baque logo atrás dela, seguido do mesmo barulho que ela ouvira sobre o telhado. Ao virar-se observou a grande aranha, agora encarando-a com as pinças abrindo e fechando.
    -Mas que merda – ela disse enquanto tateava a parede que agora estava em suas costas – Você certamente não veio pedir informação.
    Depois de tatear a parede alguns centímetros acima de sua cabeça, Ana sentiu o metal gelado em seus dedos. Ela retirou a espada do suporte, segurando-a pelo seu cabo de couro. Sentiu uma energia mágica invadir seu peito enquanto empunhava a espada em direção à aranha, que agora caminhava vagarosamente com suas oito patas em direção a ela.
    -Se você vier eu vou atacar, estou avisando. – ela disse, desesperada e com a voz trêmula – Não sei se você pode me entender, mas eu estou avisando.
    Ao terminar de pronunciar estas palavras Ana viu a aranha aumentando a velocidade em sua direção. A criatura peluda e grande saltou e Ana, em uma tentativa desesperada, empunhou a espada frente a seu peito e fechou os olhos, ouvindo um splesh e sentindo o peso da espada aumentar, o que fez com que sua mão descesse até o chão. Ana abriu os olhos e observou a aranha espetada tendo espasmos em algumas de suas muitas pernas.
    -Mas que merda é essa? – Ana disse, direcionando a luz da lanterna para a aranha morta – eu preciso achar o Benson. Senhor Benson, você está em casa? Senhor Benson, sou eu, Ana, você está aí?
    Ana gritava enquanto se dirigia para a porta do cômodo. A garota, ainda munida da espada, agora se encontrava em um corredor vazio e escuro. Ela mirou a lanterna para a esquerda, revelando a escada para o primeiro andar. Por um momento pensou em descer e dar o fora, pulando o portão da casa, já que havia matado a ameaça e seu propósito naquela casa havia sido cumprido. Ela mirou a lanterna para a direita e revelaram-se mais uma série de portas e uma escada que parecia levar ao terceiro andar. Seu instinto curioso foi atiçado e ela se pegou dividida entre dar o fora dali ou bisbilhotar a casa do homem mais estranho da sua rua, que, aparentemente, não estava em casa.
    -Senhor Benson, estou entrando,desculpe – ela caminhou vagarosamente pela direita – mas eu acabei caindo do meu terraço na casa do senhor. – ela tentou abrir a primeira porta à esquerda – É que eu queria avisar o senhor sobre a aranha gigante que por acaso eu matei naquele outro quarto ali – ela engole seco ao ver que a porta está trancada – eu só quero ir para a minha casa, tirar essa capa de chuva e tomar um bom chá quente.
    A segunda porta que ela tentou abrir se mostrou destrancada. Ela encostou a espada na parede ao seu lado e abriu a porta devagar. Nesse momento ela se assustou com um trovão vindo de fora, mas logo se recompôs. Pegou a espada com a mão direita e com a esquerda iluminou o ambiente com sua lanterna. Conseguiu, com a pouca luz que adentrava o ambiente, distinguir alguns móveis. Uma cama bagunçada, uma mesa com alguns papéis e um abajur, uma cadeira e um armário indicavam que aquele cômodo era um quarto.
    Ana entrou sem fazer muito barulho e foi direto à mesa, com sua lanterna iluminando os papéis. Alguns eram recortes de jornais sobre diversas tempestades e cortes de energia da cidade, sobre raios que caíram em postes próximos e reabastecimento de energia. Uma reportagem em especial chamou sua atenção e, sem perceber, leu em voz alta: “Sexta-feira, treze de março de dois mil e vinte, um mito? Superstição? O que aconteceu na tempestade misteriosa que deixou a sexta-feira mais temida por todos no escuro por horas?“. Ela continuou, correndo os olhos até uma frase grifada em marca-texto verde: “Uma grande energia foi registrada pela Companhia de Luz, que não soube explicar sua origem. Mesmo com os geradores desligados para manutenção, a corrente elétrica corria pelos fios. Seria falta de desligamento de equipamentos?”.
    -Só existem reportagens do dia treze aqui, esse cara deve ser obcecado por essa data. – ela disse para si mesma, repousando o recorte de jornal sobre a mesa de novo – Preciso dar o fora daqui. Droga, não falha agora lanterna, eu preciso de você! – ela exclamou, balançando a lanterna que piscava.
    A lanterna se apagou e Ana encontrou-se totalmente no escuro. Sentiu sua mão suar no cabo de couro da espada,...
    16 min
  • Forja#061: Como lidar com ideias malucas dos jogadores? | Responde
    Bem-vindos ao 61º episódio da Forja, um podcast produzido pelo RPG Next que trás um bate-papo sobre assuntos relacionados ao Role-playing Game. Neste episódio de "A Forja Responde" respondemos à pergunta "Como lidar com ideias malucas dos jogadores?".
    PAUTA
    1. Como lidar com sugestões inesperadas e criativas dos jogadores.
    2. Dicas para equilibrar diversão e coesão na narrativa.
    3. Exemplos de momentos memoráveis positivos e negativos.
    Com a participação de:
    Rafael 47.
    Mestre Conrado.
    Padrinho Alisson Sturza.
    Edição de:
    Rafael 47.
    Uma produção RPG Next.
     
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    1 hr 28 min
  • CNa#043: Batalha das Eras (Parte 1) Sexta-Feira 13 | Conto de Fantasia
    “Batalha das eras” é um conto dividido em cinco partes, sobre batalhas milenares ao longo dos anos, em defesa do plano terrestre. É uma história independente que se passa em um mundo fictício idealizado pelo autor. Neste conto, a garota Ana, de vinte e poucos anos, faz uma descoberta sobre seu vizinho estranho, o senhor Benson. Esta descoberta leva Ana a viver uma aventura jamais imaginada por ela. Indicado para 14 anos ou mais.
     
    Contos Narrados. Aqui você encontra mais um conto sonorizado produzido pelo do RPG Next.
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    ▬ Autor:
    Herica Freitas.
    ▬ Narração:
    Wevison Guimarães.
    ▬ Masterização, sonorização e edição:
    Rafael 47.
    Contos Narrados apresenta, “Batalha das Eras (Parte 1) Sexta-Feira 13”, um Conto de Fantasia.
    Era mais um dia chato e tedioso para a jovem Ana, de vinte e poucos anos, a sexta-feira amanheceu cinza e fria. Ela se levantou, tomou seu banho matinal com água bem quente e bebeu um grande copo de café, acompanhado de nada, ela fazia a mesma coisa cinco dias por semana, enquanto o tempo ia passando e aos poucos a idade ia chegando. As responsabilidades de adulto, que chegaram de repente, tomaram dela aquilo que ela tinha de mais precioso: sua curiosidade.
    Morava em uma pequena cidade no interior de Minas, que era pouco movimentada naquela hora da manhã. Ela saía de casa para trabalhar sempre às seis horas e vinte minutos, deixando a sua residência cercada de vizinhos estranhos para trás. De todos os vizinhos, o Senhor Howard Benson sem dúvidas se destacava. Todos os dias, durante várias horas da madrugada, Ana podia ouvir barulhos estranhos vindo da casa do velho rabugento que aparentemente morava sozinho, contudo fazia barulho como se mais de uma pessoa estivesse lá.
    Durante os quatro anos que ela morava naquela monótona rua, nunca havia visto sequer uma pessoa visitá-lo: nenhum filho, sobrinho, irmão, necromante, tio ou amigo. O senhor Benson quase nunca saía de sua casa e, na maioria das vezes, olhava pela janela a rua enquanto os filhos chatos dos vizinhos brincavam de futebol utilizando traves de gols improvisadas com chinelos.
    A casa do senhor Benson era, sem dúvidas, a mais assustadora de toda a vizinhança. Uma casa de três andares com grandes portões negros e altos, através dos quais que ninguém conseguiasequer olhar para o seu interior. Uma nuvem cinza sempre estava sobre a casa do velho. Por mais que fizesse sol e o dia estivesse azul e caloroso, a casa de Howard sempre parecia ter um aspecto fantasmagórico e hostil.
    Nada de diferente acontecera com Ana naquele dia até sair com seu carro da garagem e estacionar do outro lado da rua para poder fechar o portão e se dirigir ao trabalho. Durante o trajeto do carro até o portão involuntariamente olhou para a janela mais alta da casa assustadora do senhor Benson. Naquele momento observou o velho homem cruzar o olhar com o seu. Sentindo um arrepio na espinha, desviou rapidamente o olhar, dirigindo-se até o seu portão.
    Ao voltar para o carro, evitou olhar para trás, mas sentiu-se observada e incomodada. Quando adentrou seu veículo ela procurou o senhor na janela, porém ele que não estava mais lá. Ana simplesmente deu a partida e seguiu até seu trabalho para mais um dia de atividades chatas e monótonas. Durante o caminho, acompanhada de uma boa música, se perguntava onde estariam sua curiosidade e sua coragem que sempre estiveram consigo quando jovem.
    -Bom dia Ana – cumprimentou seu amigo do escritório.
    -Bom dia Jhosé, tudo bem?
    -Vou bem, muitos relatórios hoje, não é mesmo? Ana, por que você estava bisbilhotando a minha casa hoje cedo? – ele perguntou com uma voz robótica.
    Ana sentir novamente um arrepio em sua espinha ao ouví-lo dizer essa frase, engoliu seco e perguntou:
    -O que você disse?
    -Que temos muitos relatórios para fazer hoje, não é mesmo? – ele respondeu sorridente, se sentando em sua cadeira.
    -Digo, sobre sua casa, sobre estar te bisbilhotando.
    -Você dormiu bem Ana? Sabes que residimos em bairros extremos da cidade, seria impossível que você estivesse em minha casa hoje cedo. Eu não disse isto. Agora vamos trabalhar, o chefe pediu aquele relatório das entregas de sobressalentes pra ontem!
    Ana passou o resto do dia fazendo relatórios tediosos e pensando no que havia acontecido. Seria muito estranho continuar tendo essa conversa com Jhosé e explicar toda a trama, desde que se mudara para a presente casa, passando pelo vizinho louco e os barulhos que ela ouvia para poder chegar até o presente momento. O restante do dia passou exatamente igual a todos os outros: lento e chato. Por sorte ou azar, Ana precisou ficar até mais tarde em seu trabalho e quando retornou para casa já era noite.
    Quando estacionou seu carro e foi ao encontro do portão, seguindo o mesmo caminho que fizera de manhã, ela propositalmente procurou pelo senhor Benson em sua janela, mas observou apenas uma janela vazia, com pequenos feixes de luz esverdeados saindo do interior da casa. Mais uma vez, como nos últimos quatro dias da semana, Ana entrou com seu carro na garagem e, depois de trancar o portão, se viu jogada no sofá da sua sala, acariciando seu gato.
    -Acho que preciso de férias Shipô, o que acha? – ela perguntou enquanto acariciava a cabeça do felino.
    -Miau, miau. – ele respondeu ronronando
    Ana correu seus olhos por todo o sofá à procura do controle remoto do seu aparelho televisor e o encontrou na estante, bem ao lado da TV, que parece estar demasiadamente longe naquele momento, e pensando: “Seria útil ter o super poder de controlar o controle remoto agora”. Levantou-se para ir ao encontro do objeto de desejo da maioria das pessoas sentadas em sofás pelo mundo e, em posse do prestigiado item pressionou o grande botão vermelho circular escrito “ON/OFF” com seu controle apontado para a tela de seu televisor.
    Com um lampejo sua TV se liga iluminando toda a extensão da sala com uma forte luz esbranquiçada. Ana conseguiu ouvir a moça do tempo falando no jornal: “Parece que temos uma tempestade se formando. Será que esta sexta-feira treze promete uma chuva assustadora como saideira? William é com você!”. Quando Ana se virou de costas, olha diretamente para seu calendário, onde enxergou o número treze em vermelho, na casa da sexta-feira. Como poderia ter sido tão esquecida? Os dias tediosos tinham mesmo acabado com toda sua energia e vigor. Nem mesmo tinha se dado conta de que o dia em que ela estava era um dia muito supersticioso para toda a humanidade.
    Ana sentou-se no sofá e, em posse de seu smartphone, enviou algumas mensagens para contatos próximos, voltando sua atenção rapidamente para seu felino, que agora dormia sobre uma almofada. Um grande trovão anunciou a tempestade que a moça do tempo havia previsto, o vento assobiou lá fora e logo as gotas grandes de chuva bateram no telhado, confirmando a chegada da tempestade, que encerraria a sexta-feira treze. Minutos depois um brilho forte vindo de fora, seguido de um estalo, provocou uma queda de energia. “Mas seria possível que um raio atingiu poste outra vez?”.
    Em posse de seu telefone, ela tentou ligar para a companhia de energia elétrica, para saber que diabos estava acontecendo, mas sem sucesso, pois o aparelho estava fora da área de cobertura.
    -É meu amigo, parece que vamos ter que acender velas – ela disse para o gato, que continuava dormindo como se nada estivesse acontecendo.
    Continua…
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  • TnB#287: MDS1E08 – Bem Vindos a Vallaki | RPG D&D 5e
    Tarrasque na Bota apresenta: Maldição de Strahd, uma aventura do RPG D&D 5e. Episódio 08 – Bem Vindos a Vallaki.
    Após um combate mortal contra um formidável inimigo, Bulgor, o Bárbaro, e Renesmee, a Bruxa Giomorgo, são traídos pela fada que os contratou. Separados do restante do grupo, são enviados para os planos do pavor nas terras de Baróvia, onde a única maneira de escapar é enfrentar o responsável por capturá-los: o Primeiro Vampiro, Conde Strahd Von Zarovich.
     
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    Vinicius Watzl
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    Roberta Manaa
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    Edição de:
    Vinicius Watzl
    Uma produção RPG Next.
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