Levar a palco Molière em 2022, 400 anos depois do nascimento do dramaturgo francês, continua a ser uma necessidade porque “é um clássico e os clássicos têm esta característica de transportarem temas da humanidade para todo o sempre”. Quem o diz é o encenador António Pires, que revisitou Don Juan, este ano, em palcos portugueses.
No final da semana passada, faleceu aos 91 anos de idade um dos monstros sagrados do cinema francês, Jean-Louis Trintignant. Revelado em 1956 no filme «Et Dieu… créa la femme», uma fita em que contracenava com a estrela Brigitte Bardot, Trintignant ficou igualmente conhecido pelo seu papel no filme «Um homem e uma mulher» de Claude Lelouch em 1966 ou ainda «O amor» de Michael Haneke em 2012, um dos filmes pelos quais recebeu um dos seus inúmeros prémios de interpretação.
Rogério de Carvalho encenou “O Avarento”, “O Doente Imaginário” e “Tartufo” de Molière. Para este mestre do teatro, de 85 anos, “Molière sempre foi uma espécie de farol”. Nos 400 anos do dramaturgo francês, fomos ao Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, falar com o encenador luso-angolano.
O realizador português Pedro Costa tem neste momento, em Paris, uma exposição, uma retrospectiva, a estreia de um filme e dois livros acabados de ser publicados. É o “momento Pedro Costa” que por estes dias se vive na capital francesa.
O Hotel de la Marine, o mais recente museu a abrir em Paris, acolhe a exposição "Gulbenkian por ele próprio, na intimidade de um coleccionador" que traz de volta a Paris muitas peças únicas de Calouste Gulbenkian, armador arménio que viveu em Paris e acabou por se instalar em Lisboa onde depois foi criada a Fundação Calouste Gulbenkian.
Acaba de ser publicado em França, o livro “La Domestication'', a tradução francesa de “O Homem Domesticado” de Nuno Gomes Garcia. A história de uma sociedade de absoluta submissão do homem à mulher, aqui retratados pela vida de Francine e os seus dois maridos domesticados.
"Fogo fátuo" de João Pedro Rodrigues tem sido ovacionado em Cannes, na sua estreia mundial, onde é exibido na Quinzena dos realizadores. O filme desconstrói estereótipos em torno da paixão entre dois rapazes na primeira comédia musical do realizador português.
França tem pela primeira vez em 30 anos, uma primeira-ministra. Elisabeth Borne foi nomeada esta semana por Emmanuel Macron, incitando no seu discurso de tomada de posse todas as meninas a concretizarem os seus sonhos. Uma "boa escolha", segundo o eleito local Philippe Pereira, em entrevista à RFI.
As eleições legislativas em França acontecem daqui a um mês em França, com duas voltas a 12 e 19 de Junho, e os partidos políticos, pouco tempo depois das presidenciais, já fazem contas à vida para saber quantos deputados vão conseguir eleger, com a esquerda a encontrar um acordo de coligação pré-eleitoral. O investigador Tiago Ramalho considera em entrevista à RFI que esta é uma oportunidade de ouro para a esquerda francesa.
Na semana passada, foi apresentada em Paris a versão francesa do livro 'Exílios. Testemunhos de exilados e desertores portugueses na Europa (1961-1974)' publicada aqui pela 'Chandeigne', uma obra colectiva editada em 2016 em Portugal que se baseia nos testemunhos de homens e mulheres que nos anos 60 e começo da década de 70 deixaram o país rumo a França, Suécia, Argélia e outros lugares para não ter de se submeter mais à ditadura salazarista e combater em guerras nas quais não se reconheciam.
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