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Depois de quase desmaiar na Feira do Livro e descobrir que preciso afastar o celular para conseguir ler, fui obrigada a encarar uma dura verdade: talvez eu já não seja digna de sobreviver ao lado do Rick Grimes.
Entre humor, vulnerabilidade e uma crise existencial leve (ou não), este episódio fala sobre envelhecer, sentir-se frágil e continuar seguindo em frente mesmo assim porque é o que tem pra hoje.
Voltei do Japão com mais perguntas do que respostas. Entre ruas cobertas por telões e templos silenciosos escondidos na esquina, encontrei um paradoxo que ficou comigo: como uma sociedade consegue ser tão intensa e tão tranquila ao mesmo tempo?
Neste episódio, compartilho impressões de uma turista tentando entender — sem romantizar — ideias como respeito, limites, comunidade e o famoso Bushido, o código de conduta associado aos samurais.
Mas no fim, essa conversa não é sobre o Japão. É sobre nós. Sobre ética nos pequenos gestos, sobre o que escolhemos tolerar no dia a dia e sobre o que acontece quando confundimos desabafo com desrespeito.
O problema não é o que sentimos, é o que permitimos.
Uma conversa inesperada com a minha manicure ficou ecoando na minha cabeça: será que eu aprendi a gostar de estar sozinha… por necessidade? Crescendo em uma família pequena — e hoje, lidando com ausências e distâncias — comecei a me perguntar se a minha relação com a solitude foi uma escolha ou uma adaptação silenciosa.
Nesse episódio, eu reflito sobre viajar sozinha, sobre a diferença entre estar só e se sentir só, e sobre como, curiosamente, é nas viagens solo que eu me sinto mais presente, aberta e conectada com o mundo. Falo sobre essa liberdade de existir sem precisar cuidar do outro, sobre sensibilidade, independência, medo, luto e sobre essa linha tênue entre solidão e solitude.
No fim, talvez não exista uma resposta definitiva. Mas existe uma pergunta bonita o suficiente pra ficar com ela por um tempo.
Entre aulas de canto, violão, piano e versões de músicas que nunca foram exatamente minhas, percebo que me reconstruir tem sido como aprender um instrumento: exige paciência, prática e aceitação dos erros. Neste episódio, falo sobre as partes de mim que ficaram para trás, o luto silencioso das mudanças e o exercício diário de tentar — mesmo desafinada — continuar tocando.
Neste episódio, volto ao intercâmbio que quase aconteceu e ao que finalmente aconteceu anos depois. Da viagem frustrada para o Texas à temporada em Lake Tahoe, entre snowboard, trabalho no topo da montanha, escolhas de vida e uma estrela inesperada, conto como algumas rotas perdidas acabam abrindo outros caminhos.
Um episódio sobre intercâmbio, destino, o acaso e as respostas que, às vezes, estão mesmo soprando no vento.
O trailer da nova série de Harry Potter saiu… e eu não senti absolutamente nada. Nesse episódio, eu volto para 1999 — biblioteca, vôlei, Agatha Christie, fandoms, amizades que viraram família — para entender por que uma das histórias mais importantes da minha vida já não conversa comigo da mesma forma. Talvez não seja sobre a série. Talvez seja sobre perceber que algumas histórias já cumpriram o seu papel.
Neste episódio, revisito as matinês dos anos 90 — aquelas festas que começavam cedo, terminavam cedo e continham o mundo inteiro de uma adolescente dentro de um salão com luz baixa, axé music e expectativas confusas.
Entre memórias de uma breve (e fracassada) carreira como promoter, coreografias duvidosas e cantadas inacreditáveis, surge uma versão minha que talvez eu não veja há muito tempo: mais leve, mais romântica.
No meio dessas lembranças, também aparece uma pergunta: será que tudo era mesmo mais inocente antes, ou é só a forma como a gente escolhe lembrar?
Inspirada pelo filme O Drama, falo sobre como o julgamento rápido muitas vezes é uma forma de autoproteção. Quando algo ameaça nossa ideia de certo e errado, simplificamos. Condenamos. E, com isso, apagamos completamente a complexidade e a dor do outro.
Também exploro uma questão que me deixou inquieta: a negociação constante entre verdade e mentira. Até que ponto contamos os fatos como eles realmente aconteceram? E em que momento começamos a “editar” a realidade para torná-la mais aceitável para os outros… e para nós mesmos?
Ao longo da vida, houve sempre um lugar em comum: deitada, olhando para o teto, ouvindo música, pensando no passado, no presente e no futuro ao mesmo tempo, o tempo nunca linear.
Neste episódio, ao completar 40 anos, revisito as minhas quatro décadas (infância, adolescência, descobertas, perdas, mudanças, fase adulta, recomeços) e tento entender quem me tornei no meio de tantas versões de mim mesma.
Entre memórias fragmentadas, lutos, deslocamentos e começos, este é um episódio sobre tempo, impermanência e a coragem de seguir em frente mesmo quando o copo esvazia. Talvez crescer seja isso: aprender a gostar de quem nos tornamos ao final de cada estação e ter esperança, sobretudo, que a roda vai sempre girar.
Nesse episódio, eu falo sobre o impacto que histórias otimistas ainda podem ter na gente; especialmente num momento em que tudo parece incerto, pesado e sem direção. Também reflito sobre como o tipo de narrativa que consumimos molda nossa forma de ver o mundo, e por que talvez a gente esteja precisando, mais do que nunca, de histórias que nos devolvam um pouco de esperança.
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