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Num passeio solitário pelo rio Moldava, em Praga, uma releitura de A Metamorfose, de Kafka, transforma-se num espelho inesperado. Entre o isolamento de Gregor Samsa e as exigências de produtividade da vida adulta, nasce uma reflexão sobre dependência, utilidade, velhice e responsabilidade. Um ensaio íntimo sobre o medo de se tornar um peso — e sobre o momento em que percebemos que viver sem muletas é também uma escolha.
Na volta de Praga, li de uma vez só Consentimento, de Vanessa Springora — o relato do relacionamento que viveu aos 14 anos com o escritor Gabriel Matzneff, então com 50. Décadas depois de ter sido exposta nos diários dele, ela escreve a sua versão e retoma a narrativa que lhe foi roubada.
Neste episódio, reflito sobre as camadas do consentimento — no sexo, na exposição e na literatura. Existe um limite ético quando a vida real vira livro? E, no fim, quem controla a narrativa?
Um ano depois da sua morte, percebo que decidir ficou mais difícil. Mas o norte continua o mesmo: a escolha precisa ser por mim.
Neste episódio, uma reflexão sobre comportamento social, ansiedade, poder simbólico e responsabilidade emocional. No final, uma proposta prática: substituir o ciclo da negatividade por um pequeno hábito de elogio.
Quando foi a última vez que alguém o subestimou? E mais difícil: quando foi a última vez que vc subestimou alguém?
O que nos prende não é o final feliz... é a espera.
Neste episódio, uso Bridgerton para falar sobre o prazer do angst, a dopamina da antecipação e por que amar, mesmo na ficção, vicia tanto quanto dói.
O que nos prende não é o final feliz... é a espera.
Neste episódio, uso Bridgerton para falar sobre o prazer do angst, a dopamina da antecipação e por que amar, mesmo na ficção, vicia tanto quanto dói.
Depois de semanas difíceis, de trabalho excessivo e pequenas decepções acumuladas, paro para pensar sobre algo essencial: ouvir. Ouvir além das palavras, ouvir o contexto, os gestos, os silêncios.
Neste episódio, conecto memória, exaustão e comunicação para refletir sobre como desaprendemos a escutar, e o quanto isso nos afasta uns dos outros. Um convite à gentileza, ao benefício da dúvida e à coragem de estar presente.
Neste episódio, reflito sobre a ilusão de que vidas, trajetórias e decisões humanas podem ser replicadas. A partir de conversas, conselhos recebidos, experiências pessoais, de relacionamentos à forma de ser e ver o mundo, exploro a ideia de que cada pessoa habita um universo particular, moldado por contextos, experiências, interpretações e padrões emocionais únicos.
Falo sobre como conselhos costumam ser menos transmissão de sabedoria e mais projeção das narrativas de sobrevivência de quem aconselha.
No fim, fica um convite: ouvir, aprender, trocar, mas jogar o próprio jogo. (Mas isso é só um conselho, risos)
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