Appleton Podcast

Appleton Podcast

By Appleton Associação CulturalArtsPerforming ArtsVisual Arts
Download on the App Store

Appleton Podcast episodes

  • Episódio 107 - "A Bom Bordo" -Conversa com Leka Mendes

    Leka Mendes (São Paulo, 1980) Licenciada em Desenho Industrial na Universidade de Belas Artes (2004), onde antes frequentou arquitetura. Com a pesquisa ancorada na fotografia e imagem, a sua produção desdobra-se em tecidos, instalações, fotografias, objetos e desenhos. Nos seus trabalhos atuais faz uso de vestígios da cidade ao recolher fragmentos produzidos pela atividade humana nesta era, o lixo urbano-industrial-tecnológico, sendo na maioria destroços de construção civil, restos têxteis e plásticos. Interessa-se pelas narrativas da passagem do ser humano na Terra e pelos seus efeitos na transformação da paisagem.

    Conta com obras em coleções públicas no Centro Cultural São Paulo, Museu de Arte do Rio de Janeiro e The Fine Art Laboratory, em Tokyo, Japão, entre outros.

    Das suas exposições individuais mais recentes destacam-se: “Ao entrar nas profundezas, pense nas alturas” (curadoria Ana Roman, Marli Matsumoto Arte Contemporânea, 2023) Observatório de imagens inalcançáveis (Temporada de Projetos, Paço das Artes, 2022).

    Participou em muitas exposições coletivas entre as quais: Ligando os pontos, (curadoria Julie Dumont, Tropi Galpão, RJ 2023); Espumas Siderais (Marli Matsumoto Arte Contemporânea, SP, 2021), Segunda Naturaleza, (Galeria Fernando Pradilla, Madrid, ES, 2020), 16º Abre Alas (A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, 2020), Novíssimos, (Galeria Ibeu, RJ 2018), Biblioteca do Amor (curadoria de Sandra Cinto, CAC _ Contemporary Arts Center, Cincinnati, EUA, 2017 até 2019), Haciendo Dias, (curadoria Juan José Santos, Centex, Valparaiso, Chile, 2017), Mapa estratigráfico (Museu de Arte de Ribeirão Preto, 2014)

     

    Final: “Argonautas” - Letra e música: Caetano Veloso / Interpretado por Caetano Veloso e Chico Buarque em “Caetano e Chico, juntos e ao vivo”, 1972

      

    Links:

     

    https://www.lekamendes.com.br/

     

    https://www.marlimatsumoto.com.br/t/

     

    https://www.youtube.com/watch?v=MgeAUH40dq4

     

    https://www.artequeacontece.com.br/evento/leka-mendes-na-marli-matsumoto/

     

    https://www.piscina-art.com/blog/2022/10/18/observatrio-de-imagens-inalcanveis-leka-mendes-em-conversa-com-ana-roman

     

    https://www.sp-arte.com/foto/midias/2018/circuito-atelies-abertos-18-08/

     

     

    Episódio gravado a 16.09.2023

     

    http://www.appleton.pt

     

    Mecenas Appleton:

    HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels

     

    Apoio:

    Câmara Municipal de Lisboa

    1 hr 5 min
  • Episódio 106 - "Micro-Ressonâncias" - Conversa com João Pimenta Gomes

    João Pimenta Gomes (Lisboa, 1989) é artista visual e músico, vive e trabalha em Lisboa. Estudou Produção Musical, Fotografia e Desenho e é professor convidado de Som e Imagem na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto.

     

    A prática artística de João Pimenta Gomes parte de referências do campo da música e explora as relações entre o espaço e o corpo através da manipulação de sintetizadores modulares, imagens, vídeos e objetos. Proporcionando encontros entre o analógico e o digital, o sensorial e o conceptual, é no cruzamento com a performance e em eventos ao vivo que o artista amplia estas relações e encontros estendendo-os à interação com o espectador. No contacto com as obras, este é convidado a observar a génese da ideia musical e da composição sonora, fazendo do corpo – da sua aproximação, afastamento ou modelação – um elemento central no processo de criação.

    Os seus projectos, performances e exposições incluem a exposição colectiva Esfíngico Frontal (com curadoria de Germano Dushá), Galeria Mendes Wood DM, São Paulo, 2023; Poly-Free, MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Lisboa, 2022; Alto Mar / Metavox, Palácio Nacional de Belém, Lisboa e Les Laboratoires d'Aubervilliers, Aubervilliers, 2022; Doppelganger III, Sound & Future, Plataforma Revólver, Lisboa, 2022; e Doppelganger VII, Lux Frágil, Lisboa, 2022; Clouds, Kunstraum Botschaft, Berlim, 2021; Trabalho de Inverno, Galeria Quadrado Azul, Lisboa, 2021, enquanto membro do grupo Matéria Simples com o qual criou também A Ilha de Calipso, Appleton Garagem, Lisboa, 2020; e Micro Ressonâncias (Appleton Box, Lisboa, 2020).

     

     

    Links:


    https://www.joaopimentagomes.com/


    https://www.veracortes.com/artists/joao-pimenta-gomes/


    https://www.maat.pt/pt/exhibition/gabinete-joao-pimenta-gomes


    https://www.artecapital.net/entrevista-315-joao-pimenta-gomes


    https://umbigomagazine.com/pt/blog/2021/10/12/entrevista-com-joao-pimenta-gomes-autor-da-capa-do-mes-da-umbigo/


    https://artebrasileiros.com.br/arte/mendes-wood-dm-novo-espaco/


    https://ateliefidalga.com.br/galerias/joao-pimenta-gomes-pt

     

     

    Episódio gravado a 28.07.2023

     

    http://www.appleton.pt

     

    Mecenas Appleton:

    HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels

     

    Apoio:

    Câmara Municipal de Lisboa

    1 hr 12 min
  • Episódio 105 - "Ver de Verão" - Conversa com Antonia Gaeta

    Antonia Gaeta, nascida em Lanciano, Itália, é Licenciada em Conservação dos Bens Culturais pela Universidade de Bolonha, veio para Portugal em 2003 onde completou o Mestrado em Estudos Curatoriais na Universidade de Belas-Artes de Lisboa, mais tarde doutorou-se em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Desde 2005, trabalha como curadora independente, sendo que do seu percurso mais recente se destacam as seguintes exposições: Cangiante com obras da Colecção Caixa Geral de Depósitos, Andrómeda de Luciana Fina, Sereno Variável da Colecção Treger Saint Silvestre, no Centro de Arte Oliva, Hot Stuff com trabalhos de Adelhyd van Bender na Galeria Delmes & Zander e, ainda, Ex-Votos para o Século XXI de Miguel Carneiro no VERÃO, espaço cuja programação é da sua responsabilidade e que data de Outubro 2019 até ao presente.

     

    “Dizem que os italianos estão imunes à síndrome de Stendhal porque acostumados desde tenra idade a estar rodeados pela beleza. Quando era “minúscula”, o meu sonho era trabalhar numa bomba de gasolina. Aos 4 anos queria ter uma loja de ferragens. Aos 5, num périplo com os meus pais e irmãos pela Umbria e Toscana, estava aberta para novas aventuras. Em Orvieto, visitamos o Pozzo di San Patrizio. Tirei uma fotografia do lugar, com uma maquina Agfamatic 2008 pocket que a minha mãe me tinha dado de presente nos meus anos. Esta foto esteve no meu quarto, em cima da secretária, durante a escola primária, o ciclo e o liceu. Logo a seguir passamos por Siena onde vi pela primeira vez a Maestá (Madonna in Trono) de Duccio di Buoninsegna. Comecei a chorar sem aparente explicação. Um ou dois anos mais tarde, numa viagem com a escola em Roma, visitei o Ara Pacis. Tive que me encostar na velha estrutura de alumínio dourado que protegia o monumento para não cair ao chão. Em 1989, a minha mãe nos levou a conhecer Paris. Eu sonhava com ver a Mona Lisa, a Gioconda, mas lembro muito bem de ter ficado decepcionada com a escala, pois imaginava algo majestosamente grande e imponente. No final da tarde deste mesmo dia, fomos arrastados para o Pompidou. A exposição apresentada no museu era Les Magiciens de la Terre. Não fazia a mais mínima ideia do que estava a ver mas alguma coisa tinha mudado. No avião comuniquei à minha mãe que não iria ser artista mas que, ainda não sabendo bem como, iria trabalhar com arte. O meu avô entretanto tinha perdido a vista e decidido que, entre todos os netos, eu seria a indicada para ser os olhos dele. Para o ajudar com as palavras cruzadas, para ler os livros quando não os conseguia encontrar em áudio cassete, para descrever as obras dos museus, partes de filmes, mas sobretudo para ir à rua e relatar os ambientes, eu passei a ser os olhos dele. Esta prática desenvolvida em tão tenra idade criou um habito que ainda hoje mantenho: olhar para depois narrar, ouvir para poder reproduzir, absorver para conseguir reformular. Após ter terminado a Licenciatura em Conservazione dei Beni Culturali na Universidade de Bologna, em 2003 mudei-me para Lisboa e desde 2005 desenvolvo projectos de investigação, edição e curadoria com instituições artísticas em Portugal e no estrangeiro e tenho textos publicados em catálogos e revistas especializadas. Com o Mestrado em Curadoria terminado (FBAUL), em 2008 comecei a trabalhar pela Direcção Geral das Artes/MC enquanto coordenadora executiva das Bienais de Arte de Veneza e São Paulo. Em 2011 inscrevi-me no Doutoramento em Arte Contemporânea (UC) que entretanto concluí e em 2015 iniciei uma colaboração regular com a Colecção Treger Saint Silvestre. Em 2019 abri em Lisboa o VERÃO, um espaço de experimentação no âmbito das artes visuais e aproveitei o desacelerar causado pela pandemia para realizar o curso profissional de Marceneira-Embutidora/Entalhadora (FRESS) para começar também a pensar com as mãos.”


    Links:

     

    https://contemporanea.pt/edicoes/07-08-09-2021/entrevista-antonia-gaeta

     

    https://www.facebook.com/people/VER%C3%83O/100071194254555/

     

    https://centrodearteoliva.pt/exposicao/ninguem-so-eu/

     

    https://www.youtube.com/watch?v=YXzWuoBZLUY

      

    Episódio gravado a 07.06.2023

     

    http://www.appleton.pt

     

    Mecenas Appleton:

    HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels

     

    Apoio:

    Câmara Municipal de Lisboa

    1 hr 2 min
  • Episódio 104 - "Bolsa Appleton" - Conversa com Ramiro Guerreiro

    Ramiro Guerreiro, Lisboa 1978, tem desenvolvido e exposto trabalho desde a década de 2000, explorando criticamente a relação entre corpo, espaço e arquitectura. Tem realizado várias instalações site-specific e criado obras utilizando o desenho, performance, vídeo, publicações impressas, para além de trabalhar com, e a partir de, objectos documentais. Recorrendo por vezes a uma atitude irónica perante a realidade urbana circundante, as suas propostas procuram investigar modos alternativos de uso das cidades e dos seus elementos constituintes. Ramiro Guerreiro investiga assim, empiricamente, as formas como a arquitectura e a política urbanas condicionam e controlam os nossos modos de ver, ser e sentir e procura contrariar os invisíveis mecanismos de controlo.

    Guerreiro frequentou o curso de Arquitectura na Universidade do Porto e posteriormente o Programa de Estudos Independentes da Maumaus - Escola de Artes Visuais, Lisboa. Fez residências artísticas na Casa de Velazquez em Madrid (2008) e na Künstlerhaus Bethanien em Berlim (2015), ambas com bolsas da Fundação C. Gulbenkian, fez o programa Le Pavillon do Palais de Tokyo, em Paris (2010) com bolsa do Min. da Cultura da República Francesa, entre outras residências de menor duração. Esteve em Bruxelas de setembro de 2022 a março de 2022 com a Bolsa Appleton.

    Colabora regularmente com outros artistas, coreógrafos e colectivos, em variados formatos de apresentação tanto como intérprete, autor ou co-autor.


    Links:

     

    https://www.lehmannsilva.com/artist/ramiro-guerreiro/


    https://contemporanea.pt/edicoes/06-07-2019/ramiro-guerreiro-moi-aussi


    https://www.publico.pt/2005/07/12/jornal/bes-revelacao-distingue-quatro-artistas-29818


    https://www.artecapital.net/recomendacoes_ev.php?ref=724


    https://www.youtube.com/watch?v=wNr2k1bAV9g

     

    Episódio gravado a 02.06.2023

     

    http://www.appleton.pt

     

    Mecenas Appleton:

    HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels

     

    Apoio:

    Câmara Municipal de Lisboa

     

     

     

    1 hr 32 min
  • Episódio 103 - "Get Back - Haze" - Conversa com Vera Mota

    Vera Mota (1982) vive e trabalha no Porto. É licenciada em Artes Plásticas – Escultura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (2000-2005) e Mestre em Práticas Artísticas Contemporâneas pela mesma instituição (2006-2008), tendo concluído o curso de Pesquisa e Criação Coreográfica no Fórum Dança, Lisboa (2005-2006).

    Com apresentações públicas regulares desde 2003, destacam-se entre as exposições individuais mais recentes, SEM CORPO/DISEMBODIED, Museu de Arte Contemporânea de Serralves, From within the midst of things, L21 Gallery, Palma (ES), 2022; Ventriloquismo, Galeria Bruno Múrias, Lisboa, 2021; Levar a cabeça aos pés, Galeria Pedro Cera, Lisboa, 2018. Destaca-se ainda a apresentação da performance Curva Contínua no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto; Head, EVA international Ireland’s Biennial, Limerick (IE), 2018; What is the color when black is burned?, SESC Belenzinho, São Paulo, (BR), 2014. Em 2012 apresentou SCHEMA na Appleton Square.

    A sua obra está representada na Coleção de arte contemporânea do estado Português; Coleção António Cachola - MACE, Elvas; Coleção Ilídio Pinho, Porto; Centro de Arte Oliva - Coleção Norlinda e José Lima, São João da Madeira; Coleção PLMJ, Lisboa e Coleção Maria e Armando Cabral.

     

    Links:


    https://www.brunomurias.com/pt-pt/artists/vera-mota/


    https://veramota.com/


    https://www.serralves.pt/ciclo-serralves/vera-mota-sem-corpo/


    https://www.maushabitos.com/en/events/apneia-sprint-pedro-tudela-e-vera-mota-2/


    https://www.youtube.com/watch?v=c5TKay8wn10


    https://vimeo.com/577670393


    https://www.cascais.pt/noticia/exposicao-artemar-no-paredao-2023

     

    Episódio gravado a 17.06.2023

     

    http://www.appleton.pt

     

    Mecenas Appleton:

    HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels

     

    Apoio:

    Câmara Municipal de Lisboa

     

     

     

    53 min
  • Episódio 102 - "Invasor" - Conversa com Ricardo Jacinto

    Ricardo Jacinto

    Músico, artista visual ou arquiteto com pesquisa artística e académica focada nas relações entre som, improvisação e território em práticas transdisciplinares. É membro do coletivo OSSO e entre 2014-18 foi investigador no Sonic Arts Research Center, Queens University Belfast. Com grande interesse em processos colaborativos, desde 1998 tem desenvolvido inúmeros projetos com outros artistas, músicos, arquitetos ou performers e apresentado o seu trabalho em exposições individuais e coletivas, concertos e performances. 

    Como violoncelista e compositor Ricardo Jacinto tem sido ativo na comunidade de improvisação livre e música experimental trabalhando com músicos como Joana Gama, Adriana Sá, Marina Dzukliev, Rodrigo Pinheiro, Norberto Lobo, Pascal Niggenkemper, Lucas Ligetti, João Pais Filipe, Luis Lopes, Angélica Salvi, Gustavo Costa ou Susana Santos Silva, entre muitos outros. 

    De momento dedica-se ao desenvolvimento do seu projecto a solo para violoncelo, electrónica e objectos ressonantes, integra o trio THE SELVA (com o contrabaixista Gonçalo Almeida e o baterista Nuno Morão) e dirige o ensemble MEDUSA Unit (com Alvaro Rosso (contrabaixo) , André Hencleeday (piano), Eleonor Picas (harpa), João Almeida (trompete), Nuno Morão (percussão), Suse Ribeiro (espacialização sonora) e Yaw Tembe (trompete). Lançou vários álbuns e apareceu em muitos outros como convidado. A sua música está editada pela Clean Feed, Shhpuma Records, OSSO e Creative Sources. 

    É representado pela Galeria Bruno Múrias e as suas instalações e esculturas estão presentes em várias coleções nacionais: Fundação de Serralves, Caixa Geral de Depósitos, Fundação Leal Rios ou Fundação António Cachola. Em colaboração com Pancho Guedes representou Portugal na 10ª Bienal de Veneza de Arquitectura 2006 e o seu trabalho foi apresentado em diferentes locais como a Culturgest (Lisboa e Porto), Fundação de Serralves, Fundação Calouste Gulbenkian, Palais de Tokyo, Mudam_Luxembourg, Teatro Maria Matos, Teatro do Bairro Alto, Museo Vostell, Casa da Música, CCB, Manifesta 08, Frac Loraine_Metz, OK CENTRE_Linz ou Artissima_Turin.


    Links:


    https://ricardojacinto.net/


    https://www.brunomurias.com/pt-pt/artists/ricardo-jacinto/


    https://www.osso.pt/en/about/


    https://www.publico.pt/2006/05/18/jornal/pancho-guedes-e-ricardo-jacinto--na-bienal-de-veneza-79274


    https://pre2018.culturgest.pt/2008/ricardo_jacinto_lx.html#gsc.tab=0


    https://gulbenkian.pt/historia-das-exposicoes/monographies/1356/


    Episódio gravado a 30.01.2023

     

    http://www.appleton.pt

     

    Mecenas Appleton:

    HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels

     

    Apoio:

    Câmara Municipal de Lisboa

     

     

    1 hr 6 min
  • Episódio 101 - "Solar" - Conversa com Musa paradisiaca

    Musa paradisiaca é uma dupla de artistas composta por Eduardo Guerra (Lisboa, 1986) e Miguel Ferrão (Lisboa, 1986). Formada em 2010, assumiu o nome taxonómico criado pelo botânico Carl Linnaeus para uma espécie de banana. Parodiando o contexto epistemológico da tarefa de identificar e catalogar o mundo, Musa paradisiaca busca conjurar valores, atitudes e normas em conflito.

    Assumindo uma atitude dialógica, sempre presente nos seus processos de trabalho, Musa paradisiaca procura, nos espaços intersticiais do “comum”, visões de mundo mais ambíguas, manifestando-as através de instalações audiovisuais e objectos escultóricos.

    Marcada por uma tensão entre a verbalidade e a não-verbalidade presentes na própria linguagem, não através da negação da fala mas antes, mediante a sua exacerbação, a prática de Musa paradisiaca presta uma atenção particular ao que se diz, a quem diz e como se diz.

    Esta forma de comunicar fora de um léxico pré-definido, capaz de produzir um contacto menos mediado com o mundo, transformou a prática de Musa paradisiaca num formato de relação definido por qualidades hápticas e agregadoras que põem em evidência imaginários colectivos não-consensuais e alternativos.

     

    Em “Solar” Musa paradisíaca conta com a colaboração de Claudia Pestana em co-produção com a Balaclava Noir.

     

    (Este podcast foi gravado com o artista Eduardo Guerra)

     

    Links:

     

    https://www.musaparadisiaca.net/

     

    https://www.fundacaoedp.pt/pt/artista/musa-paradisiaca

     

    https://www.bocabienal.org/musa-paradisiaca/

     

    https://21-22.anozero-bienaldecoimbra.pt/artists/musa-paradisiaca

     

    https://col-antoniocachola.com/?cat=1278&lang=pt

     

    https://www.quadradoazul.pt/en/qa/artist/paradisiaca-musa/

     

    https://contemporanea.pt/edicoes/01-02-03-2020/musa-paradisiaca-i-beeholder

     

    Episódio gravado a 30.05.2023

     

    http://www.appleton.pt

     

    Mecenas Appleton:

    HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels

     

    Apoio:

    Câmara Municipal de Lisboa

    53 min
  • Episódio 100 - "Um oceano inteiro para nadar" - Conversa com Sandra Cinto e Albano Afonso

    Sandra Cinto, Santo André (SP), 1968. Vive e trabalha em São Paulo (SP).

    Ao longo da sua carreira, Sandra Cinto tem desenvolvido um rico vocabulário de símbolos e linhas para criar paisagens líricas e narrativas entre fantasia e realidade. Usando o desenho como ponto de partida, a artista frequentemente dialoga com a arquitetura evocando paisagens fantásticas que servem como uma metáfora da odisseia humana e também extrapolando os limites e possibilidades do desenho. A artista trabalha também com escultura, instalação, fotografia e gravura.

    Formada em artes plásticas, Sandra Cinto começa a sua carreira em 1990, quando ainda era estudante, produzindo representações do céu e das nuvens inspiradas no surrealista René Magritte. O seu estilo único funde o poder visual e a estética poética para criar composições que fazem alusão à mitologia. A sua prática artística é caracterizada por obras delicadas, onde ela normalmente desenha à caneta sobre um fundo amplo, geralmente azul. Em 1998, a artista participou de 24ª Bienal de São Paulo, onde a tela não era um suporte convencional, e sim a parede do próprio prédio.

    As suas obras fazem parte de importantes coleções, tais como: Fundación ARCO (Madrid); Instituto Inhotim (Brumadinho); Institute of Contemporary Art (Boston); Museum of Modern Art (Nova York); entre outras.

    Entre suas exposições individuais mais recentes estão: "Das ideias na cabeça aos olhos no céu", 2020 curadoria de Paulo Herkenhoff, Itaú Cultural, São Paulo; "Cosmic Garden", 2020, Ginza Maison Hermès "Le Forum", Tóquio, Japão; "Landscape of a Lifetime", 2019, Dallas Museum of Art, Dallas, EUA; "Noturno", 2019, Casa Triângulo, São Paulo e Appleton Square, Lisboa; "Dibujos", 2018, Galeria Fernando Pradilla, Madrid; "Two forces", 2016, Tanya Bonakdar Gallery, Nova York; "Acaso e Necessidade", 2016, Casa Triângulo, São Paulo; "Sandra Cinto: Chance and Necessity", 2016, West Gallery, USF Contemporary Art Museum, Florida; "A Day in Eternity", curadoria de Yuki Kondo, 2015, Aomori Contemporary Art Center, Aomori, Japão; "En Silencio" curadoria de David Barro, 2014, Matadero - Centro de Creación Contemporánea, Madri, Espanha; "La otra orilla", curadoria de David Barro, 2014, Centro Atlántico de Arte Moderno, Ilhas Canárias, Espanha; "Encontro das Águas" 2012-2014, Olympic Sculpture Park Pavilion, Seattle Art Museum, Seattle, EUA; entre outros.

     

    Albano Afonso, São Paulo, 1964. Vive e trabalha em São Paulo.

    Artista visual. Estudou na Faculdade de Arte Alcântara Machado (Faam), em Santos, São Paulo. Expõe desde 1991 – e em 1994 realiza sua primeira exposição individual, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), na capital paulista. No mesmo ano é premiado no 21º Salão de Arte Contemporânea de Santo André e é contemplado com o prêmio aquisição do Museu de Arte Contemporânea de Santo André. Em 2006 a editora Dardo, de Santiago de Compostela, Espanha, lança um livro sobre o artista.

    Albano Afonso explora nas suas obras diferentes elementos do cotidiano contemporâneo, criando uma conexão com a história da arte, a fotografia, o autorretrato e a natureza morta, sempre com uma linguagem atual.

    albano usa luz, sombras e imagens manipuladas para refletir sobre os valores e percepções do tempo presente, de uma forma que funde passado, presente e futuro; criando um retrato atemporal que parece estar se diluindo, mas ainda travado no tempo.

    As suas exposições individuais selecionadas são: Igreja da Universidade e DIDAC, Santiago de Compostela, Espanha [2019]; Casa Triângulo, São Paulo, Brasil [2018]; Aomori Contemporary Art Center, Aomori, Japão [2017]; Museu Brasileiro de Escultura, MuBE, São Paulo, Brasil [2016]; 21C Museum, Cincinnati, EUA [2015]; Contemporary Arts Center, Cincinnati, EUA[2015]; Oi Futuro, Rio de Janeiro, Brasil [2014]; Museu de Arte de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, Brasil [2014]; Invaliden1 Galerie, Berlim, Alemanha [2013]; Bodson Gallery, Bruchelas, Bélgica [2012]; Casa Triângulo, São Paulo, Brasil [2010].

    Passou por instituições muito relevantes tais como: Georg Kargl Gallery, Viena, Áustria; Fernelmont Contemporary Art Festival, Belgica; SixtyEight Art Institute, Copenhagem, Museu de Arte Contemporânea - USP, São Paulo; Phoenix Art Museum, no US; Osnova Gallery, Moscovo; Instituto Tomie Ohtake, São Paulo; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Musashino Art University Gallery, Tóquio; Museu de Arte Moderna de São Paulo; CAB Art Center, Bruxelas; Kiosko Alfonso/PALEXCO, na Coruña; Palacio da Belas Artes em Bruxelas; Centro Galego de Arte Contemporánea – CGAC em Santiago de Compostela; e participou na 29º Bienal de São Paulo

    Faz parte de importantes coleções públicas, entre outras: 21c Museum Foundation's, Louisville, Kentucky, EUA; CAB, Art Center, Bruxelas; Museu de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro, Inhotim - Centro de Arte Contemporânea, Brumadinho, Brasil; Museu de Arte Moderna de São Paulo; Pinacoteca da Cidade de São Paul; Centro Cultural São Paulo; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil; University of Essex Collection of Latin American Art, Inglaterra; Fundação ARCO - Centro Galego de Arte Contemporânea, Santiago de Compostela; Fundación Pedro Barrié de la Maza - Vigo, Espanha; Coleção BES, Lisboa, Portugal.

     

    Nota: O título "Um oceano inteiro para nadar" é uma apropriação do título de uma exposição luso-brasileira na Culturgest comissariada por Paulo Reis em 2000, que se inspira no título do vídeo de Karen Harley, "Com o oceano inteiro para nadar" sobre a vida e a obra de Leonilson.


    Links:

     

    https://ateliefidalga.com.br/


     

    https://www.casatriangulo.com/pt/artists/


     

    https://www.premiopipa.com/pag/artistas/sandra-cinto/


     

    https://www.inhotim.org.br/eventos/bastidores-restauro-sandra-cinto/


     

    https://www.youtube.com/watch?v=fal7RgwChrQ

     

    https://www.muralsoflajolla.com/sandra-cinto

     

    https://imagesintile.com/portfolio/sandra-cinto-open-landscape-cleveland-clinic-mura

     

    https://www.sp-arte.com/artistas/albano-afonso/

     

    https://www.youtube.com/watch?v=4EeQkNXgQMM

     

    https://www.youtube.com/watch?v=Gt0536q_9L8

     

    https://www.youtube.com/watch?v=6-GeeFiCgXI

     

    https://www.youtube.com/watch?v=-3GYNRs-o-c

     

    Episódio gravado a 15.05.2023

     

    http://www.appleton.pt

     

    Mecenas Appleton:

    HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels

     

    Apoio:

    Câmara Municipal de Lisboa

    1 hr 42 min
  • Episódio 99 - "Curadoria e Curiosidade" - Conversa com Inês Grosso

    Inês Grosso, nasceu em Lisboa, em 1982. Licenciada em História de Arte pela Universidade do Porto obteve o grau de mestre em Estudos Curatoriais, atribuído pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian. Foi curadora assistente no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, no Brasil (2011 a 2015). Foi curadora no MAAT, em Lisboa, onde coordenou as actividades públicas e internacionais da instituição  (2015 a 2021). É Curadora Chefe da Fundação de Serralves desde 2021.

    Links:

     

    https://curatorsintl.org/about/collaborators/7013-ins-grosso

     

    https://contemporanea.pt/edicoes/06-2018/entrevista-elmgreen-dragset

     

    https://contemporanea.pt/edicoes/01-2018/entrevista-alexandre-melo

     

    https://www.youtube.com/watch?v=rjJ3OTjJMys

     

    https://www.arteinformado.com/guia/f/ins-grosso-165406

     

    https://www.inhotim.org.br/institucional/sobre/

     

    https://www.maat.pt/en

     

    https://www.serralves.pt/

     

     

    Episódio gravado a 04.02.2023

     

    http://www.appleton.pt

     

    Mecenas Appleton:

    HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels

     

    Apoio:

    Câmara Municipal de Lisboa

    1 hr 34 min
  • Episódio 98 - "Scarti" - Conversa com Francisco Aires Mateus

    Francisco Aires Mateus (Lisboa, 1964) licenciou-se em arquitectura pela Universidade Técnica de Lisboa. Em 1988 fundou, com o irmão Manuel, o atelier Aires Mateus.

    O seu trabalho desenvolve-se desde a escala da casa unifamiliar àquela da infraestrutura urbana, passando por edifícios e equipamentos de todo o tipo, com uma especial vocação para os programas culturais. Entre as suas obras mais premiadas e publicadas, destacam-se as residências assistidas em Alcácer do Sal e o Museu do Farol de Cascais. Entre os projectos mais recentes: o Centro de Arte Contemporânea Olivier Debré em Tours, o Museu de Belas Artes de Reims e o Campus em Toulouse da Toulouse Business School.

    É professor na Universidade Autónoma de Lisboa desde 1998, e na Academia de Arquitectura de Mendrisio desde 2001. Lecionou em várias universidades entre as quais a Oslo School of Architecture e a Graduate School of Design da Universidade de Harvard.

     

    Créditos “La Calle”: Radar Kadafi / Universal Music Portugal, 1987


    Links:

     

    https://www.airesmateus.com/

     

    https://www.archdaily.com/tag/francisco-aires-mateus

     

    https://architizer.com/firms/aires-mateus/

     

    https://elcroquis.es/products/aires-mateus

     

    https://www.construir.pt/2022/11/08/as-instalacoes-dos-aires-mateus-criadas-para-a-bienal-de-veneza-em-livro

     

    https://www.artecapital.net/arq_des-64-12%C2%AA-bienal-de-arquitectura-de-veneza-people-meet-in-architecture-

     

    https://arquivos.rtp.pt/conteudos/francisco-aires-mateus/

     

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Radar_Kadafi

     

    https://www.filmin.pt/curta/casa-na-comporta

     

     

    Episódio gravado a 21.04.2023

     

    http://www.appleton.pt

     

    Mecenas Appleton:

    HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels

     

    Apoio:

    Câmara Municipal de Lisboa

    1 hr 24 min

About Appleton Podcast

From the publisher's feed

No Appleton podcast vamos ouvir o que diversos convidados ligados à arte contemporânea têm a dizer acerca da sua actividade e de questões com ela relacionadas.

More shows like Appleton Podcast

FALA COM ELA by INÊS MENESES

FALA COM ELA

13 Listeners

A Beleza das Pequenas Coisas by Expresso

A Beleza das Pequenas Coisas

10 Listeners

Eixo do Mal by SIC Notícias

Eixo do Mal

16 Listeners

Renascença - Extremamente Desagradável by Renascença

Renascença - Extremamente Desagradável

88 Listeners

O Poema Ensina a Cair by Raquel Marinho

O Poema Ensina a Cair

0 Listeners

Expresso da Manhã by Paulo Baldaia

Expresso da Manhã

7 Listeners

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer by SIC Notícias

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer

29 Listeners

Voz de Cama by RTP Antena 3

Voz de Cama

7 Listeners

isso não se diz by Bruno Nogueira

isso não se diz

10 Listeners

Cultas e vinho verde by Inês Meneses / PÚBLICO

Cultas e vinho verde

0 Listeners

Vamos Viajar na Maionese by De Hugo van der Ding com Tiago Ribeiro

Vamos Viajar na Maionese

0 Listeners

E a tua semana como correu? by Filipe Vargas

E a tua semana como correu?

0 Listeners