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Artes episodes

  • Instituto do Mundo Lusófono
    Entre hoje e sexta-feira, Paris acolhe o primeiro Congresso da Francofonia e da Lusofonia, no qual vai ser inaugurado o Instituto do Mundo Lusófono.
    O congresso é organizado por Isabelle de Oliveira, directora da Faculdade de Línguas Estrangeiras Aplicadas da Universidade Sorbonne-Paris III.
    Uma entrevista de Victor Matias.
    8 min
  • Jeanne Bucher Jaeger: "Uma ponte entre Paris e Lisboa"
    A galeria Jeanne Bucher Jaeger nasceu em 1925, em Paris, e acompanhou a vanguarda das artes plásticas até hoje. Conheceu os artistas Nicolas de Staël, Jean Dubuffet, Vassily Kandinsky e Árpád Szenes e ajudou a revelar a portuguesa Maria Helena Vieira da Silva. A galeria continua a apostar em nomes lusos, como Miguel Branco e Rui Moreira, e vai abrir um novo espaço em Lisboa.
    Clique na imagem principal para ouvir a reportagem.
    8 min
  • José Vieira, o cineasta do “país onde nunca se regressa”
    Em Portugal, o Lisbon & Sintra Festival 2017 realiza, esta semana, uma retrospectiva do cineasta português José Vieira. Autor pioneiro de uma filmografia sobre a emigração portuguesa para França, José Vieira defende que “nunca se regressa ao país que se deixou. O lugar a que se volta é sempre um outro”.
    “Muitas vezes a emigração destrói os sonhos daqueles que leva com ela. Os que partem imaginam sempre que vão regressar. Mas nunca se regressa ao país que se deixou. O lugar a que se volta é sempre um outro”. As palavras são de José Vieira, o cineasta que tem dedicado a sua filmografia à história da emigração portuguesa para França e à história de um Portugal que está a desaparecer nas ruínas de memórias familiares.
    José Vieira foi parar a França em 1965, tinha sete anos, e a viagem forçada paira em todos os seus filmes. Chegou ao bairro de lata de Massy, nos arredores de Paris, em 1965, e aí ficou cinco anos. Uma vivência cunhada na pele e na memória…
    "É a minha vida, foi a minha vida, simplesmente por isso, simplesmente mostrar por onde a gente passou. Quer dizer, é a minha vida e a de milhares de pessoas. Acho que disse no [documentário] 'Fotografia Rasgada' que 'é procurando as nossas histórias na memória dos outros que se constrói uma memória colectiva'”, afirmou.
    José Vieira foi pioneiro no retrato filmado dos que fugiram "a salto", com “passaporte de coelho”, a pé ou escondidos em camiões como se de gado se tratasse. Rompeu silêncios sobre a história dos que foram parar aos "bairros de lata". Uma história que muitos quiseram enterrar mas que o realizador tirou da lama.
    Licenciado em Sociologia, José Vieira aprendeu a filmar no terreno. O primeiro filme, "Weekend en Tosmanie" (1985), falava sobre a comunidade portuguesa em França e "foi muito mal recebido” pelos emigrantes. Mas os testemunhos recolhidos para o documentário "A Fotografia Rasgada", de 2005, quebraram o tabu e muitos começaram a falar sobre como fugiram para França.
    "O ponto de partida para mim foi ter passado por uma história tão complicada, tão dolorosa, podemos dizer assim, e não haver nada sobre isso. E não era só o facto de não haver nada, era como se a gente não tivesse história nenhuma, como se os portugueses tivessem chegado de avião, como se uma cegonha os tivesse trazido para cá", continuou.
    “Os Emigrantes”, “O País Aonde Nunca se Regressa”, “O Pão que o Diabo Amassou”, “Aquele Estranho Mês de Maio”, “Crónica dos Anos de Lama” e “A Ilha dos Ausentes” são alguns dos filmes que retratam histórias de exílios, regressos e ausências.
    Meio século depois, a história repete-se e as imagens são quase as mesmas. Só mudam os rostos, em plano apertado… Nos filmes “Le Bateau en Carton”, de 2010, e "Souvenirs d'un Futur Radieux", de 2014, José Vieira foi ao mesmo local onde viveu num bairro de lata, em 1965, e filmou imigrantes romenos. No documentário, ouve-se um português a contar como construiu a sua barraca na década de 1960 e as imagens mostram romenos a fazer o mesmo nos anos 2000.
    "Aquelas cantigas nostálgicas que as pessoas trouxeram da aldeia a passar em 'boucle' [em 'loop'], as crianças a brincar com as mesmas coisas, o cheiro da lama misturado com aquela porcaria que as pessoas deitam de dentro de casa para fora. O mesmo cheiro, exactamente o mesmo”, recordou.
    Portugal é o país da infância de José Vieira e está a desaparecer. Pelo menos, o Portugal que conheceu quando menino. Em “O pão que o diabo amassou”, de 2012, José Vieira filmou a aldeia de Adsamo, na Beira Alta, um local desertificado onde a terra ganhou rugas e poucos são os que ganharam raízes e muitos os que partiram.
    "É a infância. Portugal é a minha infância. A partir de 2010 comecei a querer trabalhar mais em Portugal, a falar daquelas terras de onde vem a imigração [para França]. O que é que ainda existe do Portugal que a gente deixou? Esse Portugal está a desaparecer", concluiu.
    9 min
  • Carminho : "O Fado é a minha raiz, e o Céu é o limite »
    A fadista Carminho estará presente na sala de concertos La Cigale, em Paris, a 15 de Novembro, com o seu mais recente trabalho discográfico, "Carminho Canta Jobim".
    A artista será acompanhada pelo grupo histórico de Tom Jobim, "Banda Nova", composto por Paulo e Daniel Jobim (respectivamente filho e neto do artista), mas também por Jacques Morelenbaum e Paulo Braga.
    Tivemos o prazer de encontrar Carminho, algures na cidade-luz, com quem falamos desta nova aposta musical, e deste novo concerto parisiense. Mais do que isso : A artista presenteou-nos com uma canção, acompanhada à guitarra por Paulo Jobim. Oiçam isso aqui .
    15 min
  • Selma Uamusse cantou e dançou com o público em Paris
    O seu nome é Selma Uamusse. É moçambicana, mas vive em Portugal desde pequena. Fez estudos universários, mas preferiu viver da Música. Durante algum tempo, "emprestou" a sua voz a grupos como o Xutos e Pontapés, ou Wraygunn, e artistas como Rita Red Shoes. Depois, enveredou por uma carreira a solo.
    Durante o Festival MaMa, no passado mês de Outubro, em Paris, a jovem artista deu um concerto na sala Backstage by the Mill. Entrou no palco, tirou os sapatos de salto alto, cantou e dançou durante mais de uma hora, e pôz a sala toda a dançar…logo à primeira canção ! Oiça aqui o que ela nos disse depois do concerto.
    9 min
  • Gauguin - artista amaldiçoado no Grand Palais
    "Gauguin o alquimista" é a exposição patente no Grand Palais até dia 22 de Janeiro.
    Paul Gauguin foi um dos maiores migrantes da história; viveu no Peru, em Paris, na Bretanha, desapareceu nas Ilhas Marquesas, mas foi sobretudo um migrante das técnicas como nos mostra esta exposição.
    Gauguin foi um dos precursores mais importantes da arte moderna; pintor célebre, impressionista reconhecido, ceramista inesperado, artista que explora a madeira como poucos uma das grandes personagens da história de arte.
    "Quando a lenda é mais bonita que a realidade, imprima-lhe uma legenda" escreveu um jornalista sobre uma obra do realizador John Ford. Este poderá também ser o credo de Gauguin como também algo que o limitou. Fomos percorrer esta exposição com o historiador de arte português Jorge Gonçalves da Costa.
    11 min
  • Guenny Pires: cineasta cabo-verdiano em Los Angeles
    O antropólogo cabo-verdiano Guenny Pires, é também realizador de uma dezena de documentários, produtor e docente universitário em cinema e artes visuais em Los Angeles, onde reside há doze anos.
    Ele fala-nos dos seus mais recentes filmes, o docudrama "Contrato", várias vezes premiado, designadamente no Festival de Roxbury, em torno dos contratos que no tempo colonial enviaram milhares de cabo-verdianos, mas não só, para as roças de São Tomé e Príncipe e de "Coração de Amílcar Cabral" filme em fase de pós-produção, mas também da sua ambição de criar uma escola de cinema em Cabo Verde.
    7 min
  • Festival MaMa 2017 : Quatro grupos portugueses em palco
    Decorre de 18 a 20 do corrente mês, em Paris, mais uma edição do MaMa, Festival e Convenção. O Festival continua a crescer, e este ano conta com 140 conferências de / e com profissionais do mundo da Música. Este ano, o Festival propõe ao público nada mais, nada menos que 150 concertos, entre os quais quatro com grupos lusófonos.
    A RFI ouviu o Director do Festival MaMa, Fernando Ladeiro - Marques.
    8 min
  • Arte guineense presente numa Galeria de Londres
    No Magazine de Artes desta semana vamos fazer uma viagem pela arte africana, destacando a obra do artista plástico, Nú Barreto, presente na exposição da Galeria Sulger-Buel Lovell, em Londres, até ao dia 18 de novembro.
    "É um evento que se enquadra na exposição 1:54, um continente, 54 países, da Feira de arte africana contemporânea, que decorre, este mês, em Londres, que se desdobra, nos dois sítios, na Galeria e na Feira."
    "Esta exposição começou no dia 2 de outubro e vai até ao dia 18 de novembro", afirma o artista plástico, Nú Barreto, o único afro-lusófono, representado com um quadro, na Galeria Sulger-Buel Lovell, em Londres.
    7 min

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Um dia por semana, em média, veja aqui os nossos destaques no mundo da cultura e das artes. Excepcionalmente, em função da actualidade, esta rubrica pode ter vários destaques.

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