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Artes episodes

  • Arrancou hoje Festival de cinema da Cova da Moura
    Em destaque no magazine ARTES de hoje, a Mostra Internacional de Cinema da Cova da Moura, no concelho de Amadora.
    Este ano realiza-se a segunda edição deste Festival, subordinado ao tema “África e as suas diásporas”. A realidade da vida das populações de origem africana residentes em Portugal (desemprego, descriminação, violência policial e racismo ) é o tema central principal deste certame.
    Este festival é uma oportunidade de mostrar filmes de realizadores africanos ou afro-descendentes que geralmente não têm lugar nos circuitos comerciais e em festivais.
    Oiça aqui a entrevista concedida à RFI pela Directora do certame, Maíra Almada
    7 min
  • “Era Angola”, fantasmas da guerra em fotografia
    Entre 1993 e 1995, o fotojornalista francês Jean-Charles Gutner esteve em Angola e recolheu centenas de imagens da guerra civil. Desse baú de memórias, escolheu algumas dezenas que publicou, em França, no livro intitulado “Era Angola”.
    Jean-Charles Gutner escapou várias vezes à morte, em Angola, entre 1993 e 1995, quando fotografava a guerra civil para as agências France Presse e Associated Press."Um branco como eu, deste tamanho, no meio da selva, com soldados africanos, é logo o primeiro alvo", contou.
    Mais de 20 anos depois, o antigo repórter de guerra, que cobriu vários conflitos internacionais, decidiu publicar imagens de Angola, em ano de eleições gerais.
    "Eu não sei se Angola está interessada em falar novamente da história. Achei interessante que a nova geração tivesse oportunidade de ver a história contemporânea de Angola, ver pelo que passou o país e onde está agora", continuou.
    Da guerra, Gutner mostra a morte de frente: há corpos de soldados caídos no chão… há um cemitério de covas abertas na terra vermelha com uma caveira em primeiro plano.
    Da guerra mostra também sorrisos de militares e de crianças-soldado a exibirem as suas armas e o desânimo de quem carrega a farda como um fardo, espingarda escondida no braço direito e guitarra acústica no braço esquerdo.
    O livro "Era Angola" está a ser distribuído em França pela Fnac e pode ser comprado pela internet através dos “sites” da Amazon, e-Bay e Fnac.
    10 min
  • O Sopro de Tiago Rodrigues em Avignon
    A peça Sopro de Tiago Rodrigues estreou na sexta-feira passada em Avignon. Sala cheia para ver e ouvir a história de Cristina Vidal, a ponto do Teatro Nacional Dona Maria II.
    Esta é a peça de quem ao longo de quase quarenta anos de teatro nunca saiu da sombra. Aqui, no Festival de Avignon, é Cristina Vidal que está no centro do palco.
    No espaço do Cloître des Carmes, Tiago Rodrigues imaginou as ruínas de um teatro, Cristina Vidal, que passou quatro décadas a salvar os actores de falhas de memória, é, aqui, nestes claustros a memória de um teatro. O espectáculo tem ainda interpretação de Beatriz Brás, Isabel Abreu, João Pedro Vaz, Sofia Dias e Vítor Roriz.
    Esta é a segunda participação de Tiago Rodrigues no Festival de Avignon, porém a primeira com uma estreia no certame. Em 2015, apresentou “António e Cleópatra”.
    As nove récitas de Sopro que integra a programação oficial do festival já se encontram esgotadas.
    A 71ª edição do Festival de Avignon, França, começou a 7 de Julho e decorre até ao dia 30 de Julho.
    9 min
  • Arte Musical do EKOA
    Envolvido na exploração de múltiplas facetas da música brasileira,EKOA , Trio da cidade de Santos formado pelo pianista Theo Cancello, o cantor Kleber Serrado e o guitarrista Bruno Conde , tem como intenção a promoção de uma arte musical baseada nas raízes do rico património cultural brasileiro e na improvisaçã. Theo Cancello , Kleber Serrado e Bruno Conde, estiveram nos estúdios da RFI, para falar do seu projecto plural entre os rítmos do nordeste , o jazz, o classicismo ocidental e a poética de cordel. Escutamos as composições "Carta para Anita","Fulana Guinguiana","Contos de Cordel","Novo Canto","Caboclo" e "José", incluídas no album epónimo, EkOA , primeiro de um projecto lançado em 2012 e publicado em 2015. O interlúdio que antecede o encontro com o Trio EKOA nos estúdios da RFI, é um extracto da composição "Lôro" assinada pelo maestro Egberto Gismonti.
    30 min
  • Dupla portuguesa “Borderlovers” expõe em Paris
    Escondido num beco sem saída no bairro de Montmartre, em Paris, há um pequeno apartamento-galeria forrado com pinturas de cores expressionistas, desenhos a tinta-da-china e couros que servem de tela a rostos de artistas contemporâneos. Os mais de 40 trabalhos foram feitos pelos portugueses Pedro Amaral e Ivo Bassanti, a dupla que trabalha em conjunto sob o nome “Borderlovers”.
    Serge Gainsbourg, Édith Piaf, Patti Smith, Robert Mapplethorp,António Variações, Maria Bethânia, Picasso, Dali e Pollock são algumas das figuras retratadas na exposição “Ça je peux le faire aussi” – “Isto eu também faço”.
    A galeria chama-se Shiki Miki Paris, foi inaugurada oficialmente em Junho e também serve de residência artística. Actualmente é Pedro Amaral que vive e trabalha dentro da sua própria exposição.
    8 min
  • Música de acordo com Nelson Freitas
    A França e numerosos países através do celebram neste dia do solstício de Verão no hemisfério norte mais uma Festa da Música. Nelson Freitas que esteve recentemente em Paris para um concerto no Olympia conversou com RFI , a quem desvendou alguns segredos da sua música.
    29 min
  • Nú Barreto: "Estados Desunidos de África" nos EUA
    A Feira de Arte Africana Contemporânea 1:54 decorreu em Nova York na Pioneer Works com a presença de 19 galeria.
    1:54 apresenta-se como uma ferramenta  para interpretar temáticas relativas à descolonização da África até à actual opressão socio-política. A obra do artista plástico guineense Nú Barreto esteve exposta nesta terceira edição da feira com uma obra em grande formato, uma bandeira semelhante à dos EUA.
    A paleta original de cores foi substituída por verde, vermelho e amarelo, e algumas das estrelas dispersas. Intitulada "Estados Desunidos de África", a obra de Nú Barreto destina-se a evocar as sequelas da descolonização.
    As feiras não são apenas propícias para aprender sobre a arte, mas pretendem vender obras como será o caso do trabalho Nú Barreto, cuja obra despertou curiosidade de museus norte-americanos.
    11 min
  • Filme "A Ilha dos Cães" exibido hoje em Luanda no Festival Messu
    Começa hoje em Luanda o primeiro Ciclo de Cinema MESSU, uma desconstrução da palavra quimbundo Jikulamessu que significa ver ou vê.
    Até 4 de Agosto, todas as sextas-feiras serão exibidos gratuitamente uma série de filmes, entre os quais "A ilha dos Caes" do português Jorge Antonio baseado no romance "Os senhores do Areal" do escritor angolano jà falecido Henrique Abranches, mas cuja exibição comercial em Angola foi travada pelas duas grandes distribuidoras que operam no país: a Zap Cinemas e Cinemax do grupo Zahara.
    O realizador disse na altura "nem sequer tiveram a decência de ver o filme basearam a sua recusa num thriller de dois minutos e duas linhas de sinopse", que apenas referem retratar duas Angolas a colonial e a actual, que partilham a maldição de uma ilha misteriosa.
    O enredo abarca duas épocas distintas, mas o epicentro da ficção é uma ilha onde existe uma fortaleza-prisão, túmulo de opositores ao regime de Salazar, onde 60 anos depois se pretende construir um "resort" de luxo, mas os trabalhadores-pescadores são amedrontados por uma matilha de cães selvagens.
    Rodado entre Lisboa, Sao Tomé e Príncipe, Luanda e Namibe, este filme que estreou em Abril em Portugal no Fantasporto, foi o último rodado por Nicolau Breyner falecido no mês anterior.
    O principal personagem é o actor angolano Miguel Hurst, que desempenha o papel de Pedro Mbala, que é enviado para a ilha para domar os cães e pôr termo à maldição.
    8 min
  • Graça Morais : "As obras nascem de coisas simples"
    Abriu esta manhã ao público a exposição "A violência e a graça" da pintora portuguesa Graça Morais.
    Ao todo são ocupados seis espaços da delegação da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, com obras cuidadosamente escolhidas pelas comissárias Helena de Freitas e Ana Marques Gastão.
    Para quem não conhece a obra de Graça Morais é evidente o trabalho em série. Algumas obras são apresentadas de forma isolada, mas todas chamam a nossa atenção seja pela cor, movimento, poesia, musicalidade ou ainda, tão simplesmente, pelo formato - como é o caso de "Maria", uma mulher- tigre-leopardo-vaca que lembra Picasso.
    Graça Morais pinta a mulher, pinta interrogações de uma mulher que se exprime através de um processo criativo partilhado entre a violência (das preocupações) num estado de graça (a procura de respostas).
    A exposição pode ser vista até 27 de Agosto, mas para a semana tem lugar o colóquio internacional intitulado “Graça Morais. O mito e a metamorfose”, nos próximos dias 6 e 7 de Junho.
    14 min
  • A fábrica de nada em exibição em Cannes
    "A fábrica de nada" é uma longa metragem portuguesa de Pedro Pinho, em exibição na Quinzena dos realizadores do Festival de cinema de Cannes. Um retrato dos anos da austeridade em Portugal, incluindo passagens musicais com os operários de uma fábrica condenada ao encerramento.
    9 min

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Um dia por semana, em média, veja aqui os nossos destaques no mundo da cultura e das artes. Excepcionalmente, em função da actualidade, esta rubrica pode ter vários destaques.

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