Birras de Mãe

Birras de Mãe

By Isabel Stilwell e Ana StilwellKids & Family
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Birras de Mãe episodes

  • Birras com... João Goulão: “Estou-me nas tintas que as pessoas usem drogas, não quero é que sofram”

    Desde miúdo que João Goulão queria ser médico. Médico como o tio, um verdadeiro João Semana em Idanha-a-Nova, daqueles médicos que tanto arrancava dentes como fazia partos, e que o influenciou de tal maneira que aos cinco, seis anos já andava com uma caixinha de primeiros socorros quando ia jogar à bola com os amigos. Mas o que não sabia então era que a vida o ia levar pelo caminho das drogas – no melhor dos sentidos —, dedicando a sua carreira à prevenção e tratamento de dependências, sendo um dos principais autores da lei portuguesa da descriminalização do consumo, louvada e replicada internacionalmente.

    Durante quase três décadas foi Coordenador Nacional do Combate à Droga, presidiu ao Conselho de Administração do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), foi director-geral do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), sob a alçada de mais de dez governos de diferentes quadrantes políticos, o que prova que se podem fazer birras sem chegar a um ponto de ruptura.

    Pai de quatro filhos, e já avô, o nosso convidado deste episódio especial do Birras fala do passado e do presente dos consumos em Portugal, do papel das comissões de dissuasão na prevenção das dependências, mas também dos seus receios para o futuro — o isolamento dos jovens e a dificuldade que sentem nos relacionamentos sociais podem levar a um enorme sofrimento, terreno propício para que o procuremos esquecer através de substâncias ou comportamentos que a princípio aliviam, mas depressa escravizam.

    Como podemos proteger os nossos filhos e netos? João Goulão acredita que protegeu os seus por falar abertamente de tudo isto. E escutar sem julgamento, qualidade que a avó destas Birras confessa ainda estar muito longe de possuir — mas com bons exemplos como este, talvez esteja um bocadinho mais perto de o conseguir.

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    1 hr
  • Andamos a falar menos (e de menos)

    Sabia que já em 2019, antes ainda da pandemia, andávamos a falar menos 4 mil palavras por dia do que duas décadas antes? E que os investigadores calculam que com o uso crescente de telemóveis e headphones essa perda seja muito maior?

    O estudo indica que passámos de 16 mil palavras diárias para 12 mil, com uma incidência maior entre os mais jovens, mas os mais velhos não escapam, num total de menos 120 mil palavras por ano. E o seu autor, o psicólogo Mathias Mehl da universidade do Arizona, assegura que esta não é uma boa notícia.

    Até a avó destas Birras, que tem dificuldade em estar calada, reconhece que anda muito mais silenciosa do que noutros tempos, o que se à primeira vista podia ser uma coisa boa, na realidade não é.

    Mas, afinal, em que conversas cortámos e que influência tem este silêncio progressivo sobre o nosso sentimento de pertença a uma comunidade? De que forma alimenta a desconfiança e o isolamento social? Ligue-se a esta nossa Birra e saia dela com vontade de começar já hoje a lutar contra esta epidemia, na certeza de que o seu exemplo irá contagiar os seus filhos e netos.

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    15 min
  • Creche e jardim-de-infância: Conselhos para uma transição suave

    Quem já passou por isso pode disfarçar melhor ou pior, mas não desvaloriza a ansiedade que provoca deixar um filho pela primeira vez numa creche ou jardim-de-infância. E não podia ser de outra maneira — podemos precisar e até querer muito voltar ao trabalho, mas os humanos não foram feitos, tal como os outros animais, para se separarem das suas crias, muito menos entregá-las a “estranhos”. E os bons educadores também sabem que uma transição bem feita é o segredo para a adaptação da criança que acolhem. Neste episódio, a mãe destas Birras que também estudou educação de infância, e é simultaneamente mãe de quatro filhos, ajuda-nos a navegar estas águas e a saber o que podemos, e devemos, pedir à creche ou ao jardim-de-infância.

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    22 min
  • Pertence à geração “DoubleMac”?

    Neste episódio do Birras de Mãe, Isabel e Ana Stilwell falam sobre a geração sandwich, as mulheres (sobretudo) que chegaram a uma idade em que estão “entaladas” entre cuidar dos filhos e cuidar dos seus próprios pais. Mas isso era dantes, agora a história complicou-se, e como se já não fosse difícil, pode tornar-se ainda mais complicado porque (felizmente) os bisavós também passaram a fazer parte da equação. Ou seja, tornou-se aquilo que os especialistas intitularam de “DoubleMac”, um pão com mais andares sobrepostos. E às vezes nem a energia, nem o dinheiro chegam para acudir a todos, função que as mães de família, quais polvos de oito braços, tentam fazer.

    Mas a Ana acena com as boas notícias que encontrou num artigo da Psychology Today – todos saem a ganhar com os benefícios desta ligação inter-gerações, desde que as tarefas sejam partilhadas, e o cuidador não seja sempre o mesmo (como tantas vezes acontece, levando à exaustão completa). Por seu lado, a avó destas Birras não para de falar da alegria que recebe de ter filhos e netos em redor, e de como temos de deixar os mais novos descobrir a felicidade interior que vem com o altruísmo (em lugar de constantemente os pouparmos ao que, imaginamos, só lhes pesa).

    Não perca este episódio e conte-nos sem medo de julgamentos a sua própria experiência.

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    12 min
  • Pedro Santa-Clara: "A educação falhou e não podemos ser complacentes"

    As estrelas alinharam-se para este novo episódio do BIRRAS COM. Desafiámos Pedro Santa-Clara, professor universitário, investigador e empreendedor que se tem dedicado a revolucionar a Educação em Portugal, para vir partilhar as suas birras. Pedro Santa-Clara aceitou – ou não fosse um enorme fã de birras que, quando bem concretizadas, podem mudar o mundo! – e foi exactamente na manhã da gravação que foram conhecidos os resultados do PISA e se tornou pública a notícia de que Portugal regrediu vinte anos a Matemática e a Leitura.

    O privilégio desta conversa, e a sorte de estar gravada para que a possam ouvir e voltar a ouvir, recorda-nos a razão de ser deste podcast. Pedro Santa-Clara é alguém que admiramos de cada vez que passamos pela NOVA SBE e nos lembramos de que, numa altura de crise, angariou 54 milhões de euros para criar um novo conceito de universidade — cujo mestrado de Gestão é o 2.º melhor do mundo, segundo o ranking mundial do Financial Times. Admirámo-lo quando constatamos que os seus projectos Escola 42 e TUMO oferecem gratuitamente uma experiência educativa diferente e de alta qualidade a milhares de adolescentes e jovens. E espanta-nos com a coragem com que fala sobre a urgência de reformar a escola e se indigna com a complacência com que aceitamos que os nossos filhos e netos sejam sacrificados pela incapacidade de os prepararmos para o futuro.

    Sem medo, relembra os efeitos da falta de professores, das sucessivas greves e de toda a entropia de um sistema centralizado num ministério, sem que se peçam responsabilidades.

    Não perca este episódio que até nós vamos ouvir outra vez!

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    59 min
  • Ser amado e sentir-se amado não é a mesma coisa

    As férias a dois podem acabar mal. Depois de um ano em que se projetaram todas as expetativas nestas semanas em que, finalmente, se vai passar mais tempo juntos, por vezes, os planos saem todos ao contrário. Mas, e se o problema não fosse do outro, mas nosso? Porque ser amado e sentir-se amado não é a mesma coisa, como diz um artigo da revista Psychology Today, que serviu de ponto de partida para esta Birra, que se despede até Setembro, com desejo de Boas Férias. 

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    11 min
  • A armadilha de imaginar que dar de mamar é instintivo

    Hoje falamos de leite materno, de amamentação e de gorilas, e não por esta ordem. Metemos os nossos primos nesta história porque foi com eles que a ciência comprovou que dar de mamar não é tão “instintivo” como se imaginava: quando estes animais crescem em cativeiro deixam de saber alimentar as crias, ao contrário do que acontece com os cães e os gatos. Ou seja, à natureza é preciso que se junte a aprendizagem, de preferência pelo exemplo. Por outras palavras, dizer às mães que basta confiarem no instinto é meio caminho andado para a desgraça, avisa Joanna Wolfarth, autora de “Milk – uma história íntima da amamentação”. Foi o ponto de partida para esta conversa que não deve perder.

    Falamos, também, da importância vital do leite humano para os bebés prematuros e da necessidade de doações de mães a amamentar nos primeiros seis meses após o parto, que sejam saudáveis e não tomem medicação incompatível. Prometemos deixar-lhe aqui os contactos caso possa ajudar a suprir esta falta — aqui ficam, assim como o pedido de que nos diga se funcionam bem.

    Em Lisboa, Banco de Leite Humano da Maternidade Dr. Alfredo da Costa (MAC). Dizem: “Se é mãe a amamentar e tem excesso de leite, pode doar entrando em contacto através do telefone 96 133 37 30 (todos os dias, das 08h às 16h) ou pelo e-mail [email protected]. O serviço disponibiliza equipas de voluntários que podem recolher o leite directamente no seu domicílio.

    No Porto, o Banco de Leite Humano do Norte, centraliza as doações de toda a região Norte para apoiar recém-nascidos internados. Funciona na Maternidade do Hospital de São João, também fornece o material de colheita e organiza a recolha do leite directamente em casa da dadora. O e-mail é [email protected].

    O telefone indicado é o geral 225 512 100, com a indicação de que solicite a transferência para a equipa do Banco de Leite.

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    14 min
  • Mães e filhas: a conversa que salva a nossa relação com o corpo

    Neste episódio do Birras de Mãe, Isabel e Ana Stilwell trazem números assustadores, revelados pelo estudo “Saúde e bem-estar das mulheres, entre o saber e o sentir", que analisou a literacia em saúde reprodutiva em Portugal.

    Apesar da suposta era da informação em que vivemos, os dados são claros: um grande número de mulheres não conhece ou compreende o seu ciclo menstrual, nem é capaz de identificar a sua janela de fertilidade, o que tem consequências quando pretende engravidar. E o mais extraordinário, revela o estudo da Wells (empresa que pertence ao grupo Sonae, tal como o PÚBLICO), é que querem muito aprender, saber mais, mas estes temas continuam envoltos em tabus e vergonha.

    A dupla do Birras questiona o que há a fazer para mudar esta realidade, discute quem tem mais influência na educação dos adolescentes nesta matéria (sim, é a mãe), e que mais valias existem em sermos especialistas no nosso próprio corpo. Oiça o episódio completo e deixe-nos as suas questões e comentários.

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    19 min
  • Birras com... Maria Mascarenhas: “Já não temos idade para ter medo do ridículo”

    Maria Mascarenhas já tinha feito muita coisa na vida — design gráfico, voluntariado, e mais importante, dado à luz cinco filhos —, quando venceu a timidez e realizou a proeza de pôr os pés num palco, e cantar. Não lhe foi fácil expor-se, sob os holofotes, mas a paixão pelo teatro musical semeada nela pela avó acabou por vencer.

    Foi o primeiro passo, de um muito maior: aventurou-se a fundar uma escola de teatro musical, a Stagedoor, onde conseguiu aliar tudo aquilo de que mais gostava: cenários, figurinos, produção, teatro, música, dança, mas também uma vertente pedagógica muito forte, enraizada na entreajuda, no apoio entre alunos e professores e na realização do potencial de cada um. Uma escola onde se cresce em técnica e talento, claro, mas também como pessoa. E se curam feridas, num tempo em que com uma exposição excessiva às redes sociais, muitos adolescentes chegam à Stagedoor com a auto-estima de rastos, envergonhados por se acharem demasiado altos ou baixos, gordos ou magros, ansiosos e infelizes, a precisarem de voltar a acreditar em si próprios, tomando consciência de que ali não há portas fechadas.

    Percebe porque convidamos a Maria para este Birras Com? É que se a mãe/ filha destas Birras já estava há muito convertida, a avó acabou este episódio inspirada por quem garante que “já não temos idade para ter medo do ridículo”. Não se admirem se a virem um destes dias a fazer sapateado!

    Errata: na apresentação durante o podcast Ana Stilwell disse que Maria Mascarenhas encenou um musical, quando queria dizer que fez a “direcção artística”.

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    46 min

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Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.