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A avó destas birras tem uma placa de pendurar na porta que diz qualquer coisa como “Netos bem-vindos, pais podem ir embora”, e durante muitos anos foi o seu mantra.
O aviso tinha a sua razão de ser, como todos os avós sabem: os netos pequeninos portam-se muito melhor quando os pais não estão, e os avós sentem-se mais livres e menos vigiados. Corre-se um risco menor de “bocas”, de reparos e explosões que podem deixar feridas, num conflito de gerações em relação às formas de educar (comer, dormir, etc e tal).
Mas agora, já avó de 12 netos, um número que continua sempre aberto a atualizações, põe a hipótese de se ter enganado. E de haver outros caminhos por explorar, porque além do mais tem saudades dos filhos.
Entre neste novo episódio do Birras de Mãe, e deixe-nos a sua experiência e opinião.
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Dão-lhe um nome e garantem que falam com ele e o vêem. Por vezes é só um amigo de brincadeiras, geralmente um amigo que tem uns pais mais permissivos do que os dele, noutras é um bode expiatório pronto a assumir as culpas pelos disparates do próprio. Os pais nem sempre sabem como reagir, entre o divertido e o angustiado, com medo de que o seu filho ande a “ver coisas”, mas será realmente um assunto de preocupação? Oiça a Birra de hoje e conte-nos a sua experiência - teve um amigo imaginário? E os seus filhos?
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Patrícia Teixeira de Abreu recebeu o diagnóstico de que a filha mais nova tinha dislexia um mês antes do Natal, como uma caixa com um laço encarnado, conta, com o seu sorriso tímido.
Confessa que num primeiro momento procurou desvalorizar a notícia, afinal as duas filhas mais velhas eram óptimas alunas, seguramente tudo passaria com o tempo. Mas quando abriu a caixa o que encontrou foi o sofrimento da Francisca, a auto-estima gasta pela dificuldade de tentar superar tantos obstáculos na escola, que afinal é onde se vai para aprender a ler e a escrever, exactamente as duas competências que a dislexia dificulta.
Formada em Economia pelo ISEG, e com muitos anos de experiência na área financeira em multinacionais, Patrícia está treinada para enfrentar e resolver problemas. E foi o que fez, começando por fundar o projecto Dislexia Day by Day, destinado a ajudar famílias e escolas a navegar o diagnóstico, as dificuldades e as conquistas que a dislexia traz. E a dizer bem alto, é de uma vez por todas, que a dislexia não é preguiça!
Música para os ouvidos da avó destas Birras, que cresceu com dislexia numa altura em que não se falava disso. E bombardeia Patrícia com perguntas, na tentativa de descobrir o que mudou desde o seu tempo, mas acima de tudo de saber como podem os pais, as escolas e as famílias ajudar estas crianças e adolescentes e, já agora, também dos mais velhos porque a dislexia não desaparece.
Junte se a nós para mais este Birras Com...
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É mãe ou pai de uma criança muito tímida? Daquelas que enervam ou entristecem os avós ou os tios porque não correm a dar um beijinho ou não respondem a uma pergunta? Que levam a que os pais sejam julgados e criticados como coniventes porque não lhes larga a perna numa festa de anos, ou não querem ir brincar com outras crianças que acabaram de conhecer. Então esta birra é para si.
Mas que impacto têm esses comentários, nos pais e no tímido? E, já agora, como as ajudamos a sair da concha, principalmente quando a timidez lhes traz sofrimento, respeitando simultaneamente o seu temperamento?
Num mundo que valoriza os extrovertidos, qual é o lugar dos tímidos, e será que a casa dos avós pode tornar-se num lugar privilegiado para ajudar estes netos a crescer?
Não perca este episódio e conte-nos: tem um filho ou um neto tímido?
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De tempos a tempos, ficamos prisioneiros da nostalgia, de um passado que, por vezes, romantizamos. Mas quando analisamos o sentimento à lupa, percebemos que aquilo de que sentimos saudades é de momentos em que fomos agentes da nossa própria história. É mais uma revolta com o presente, do que uma vontade de voltar atrás.
Pois é, a nostalgia funciona como um alerta de que temos de reinventar o nosso dia-a-dia e experimentar coisas novas.
Por isso, avós, não vale dizerem que estão velhos demais para isto ou para aquilo, porque não é verdade, como os netos nos provam, aliás. Pode começar já por ir assistir a um musical, o Calendar Girls, que conta exactamente a história de mulheres que não se deixaram vencer nem pela rotina, nem pelos preconceitos. Mas nesta Birra também falamos de quando a nostalgia ataca os mais novos…
Calender Girls, o teatro musical encenado por André Lourenço, do curso aberto da Stagedoor, está palco a 30, 31 de Maio e 1 e 2 de Junho, no auditório Santa Joana Princesa, em Lisboa.
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Lisa Vicente é a convidada do Birras com... pessoas que admiramos. Desde pequena que sabia três coisas sobre si própria: era rapariga, chamava-se Lisa e ia ser médica. O que não percebia ainda era como a relação entre os seus pais, a facilidade com que expressavam o afecto entre eles e com os filhos, se tornariam os primeiros ensinamentos sobre intimidade, relações e presença. Os mesmos que a levaram a escolher uma especialidade que lhe permitisse ligar-se às pessoas na sua intimidade: ginecologia-obstetrícia, que exerce com verdadeira paixão.
Se na adolescência Lisa era conhecida pelo pai como a “contestatária”, hoje é reconhecida como uma das maiores especialistas em sexualidade, uma defensora de empoderamento das mulheres, ajudando-as a conhecerem o seu corpo, sem tabus. As suas consultas vão muito para além dos diagnósticos médicos e os seus livros — Atlas da V, e A Revolução da Menopausa — ajudam a levar informação fundamental a mais pessoas.
Não se deixa enganar pela facilidade com que os adolescentes mostram a pele, lembrando que nem sempre é sinal de estarem bem com o corpo, ou com a intimidade. Aliás, preocupa-a a obsessão com a performance, em detrimento de momentos de toque e conexão mais profunda, e enerva-a que ainda não tenha caído por terra o mito da “relação completa”, como se uma relação sexual dependesse da penetração. Mas falámos também da pílula, da libido, do desconforto vaginal que pode matar o desejo, e de muito mais.
O entusiasmo de Lisa Vicente pelo seu trabalho prendeu a avó e a mãe destas Birras a uma conversa que acabou depressa de mais. Aceite o nosso conselho e não perca este episódio.
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Temos óptimas notícias para o Dia da Mãe. A ciência comprova que os miúdos estão bem, e recomendam-se, ao contrário daquilo que tantas vezes somos levados a acreditar. Esta ideia não saiu da nossa cabeça, não é uma opinião, mas o resultado da análise cuidadosa dos estudos sobre a infância e a adolescência feita pela revista Scientific American. Estão mais empáticos, menos narcísicos, mais abertos à diferença, mais capazes de adiar a gratificação, mais inteligentes, e muito mais competentes a analisar e descrever as suas emoções. E por “culpa” de quem? Das mães, e dos pais, claro, que têm acesso a mais informação sobre o desenvolvimento infantil, e estão decididos a fazer um bom trabalho — os seus filhos estão a ser criados com mais respeito, mais espaço para expressarem emoções (as negativas, também), ensinados a procurar a auto-regulação, a agir por convicção e não por medo, o que, por sua vez, os protege de formas perigosas de lidar com os problemas.
Mas então porque é que todos os dias nos enchem os ouvidos com o contrário, e estamos convencidos de que são um bando de hooligans? Porque os nossos cérebros estão talhados para dar mais atenção ao negativo do que ao positivo, porque as gerações mais velhas tendem a achar-se sempre melhores do que aquelas que vêm a seguir, porque os profetas da desgraça vivem disso, e os próprios meios de comunicação social lhes dão voz. A coisa é de tal forma que são os próprios cientistas a lamentarem que os seus estudos que apontam para problemas (porque obviamente que os há) recebem uma divulgação muito maior do que quando as conclusões são positivas.
O Birras de Mãe quer quebrar essa corrente, porque as consequências dessa desinformação são perigosas — quantos pais, que estão a fazer um trabalho fantástico, não correm o risco de desistir dele? Quantos novos pais não vão na conversa de que é urgente, afinal, voltar ao tempo do autoritarismo e do castigo; quantas políticas públicas não podem ser subvertidas por uma leitura enviesada da ciência?
Entre neste episódio, oiça as boas notícias que temos para si, e depois partilhe-as. Partilhe esta Birra para que chegue a muito mais gente, porque sim, há muitos obstáculos a ultrapassar, mas felizmente os nossos miúdos estão bem!
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A avó destas Birras vai a caminho dos 66 anos e está a dar por si a falar muitas vezes aos netos do que lhes vai deixar em testamento. Ou seja, da morte. Será que é uma coisa boa lembrarmos às crianças que não vamos cá estar para sempre ou fazemo-lo mais para nosso próprio benefício?
Um ponto de partida para falarmos das vantagens e desvantagens do envelhecimento, da forma como gostaríamos de ser lembrados e, sim, sobre testamentos, incluindo o testamento vital, coisa que os portugueses fazem de menos.
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Afinal, a história que nos contaram em pequeninos é verdadeira e os sapos podem mesmo transformar-se em príncipes ou princesas. Bem, pelo menos dar a impressão disso, graças a uma substância química que segregam e que provoca reacções psicadélicas, e tem também benefícios terapêuticos, nomeadamente na depressão. O assunto é sério, ao contrário do que parece, e há já várias empresas farmacêuticas a tentar que a FDA (Food and Drug Administration) permita a sua comercialização.
Foi a partir desta notícia que aconteceu a birra de hoje — uma conversa sobre o amor, com e sem sapos, e a importância de valorizarmos as paixões dos nossos adolescentes. De lhes lembrarmos as coisas boas, em lugar de lhes enchermos os ouvidos e o coração com perigos e medos. Junte-se a nós.
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Neste episódio do Birras com... Isabel e Ana Stilwell recebem Cristina Leite Pincho, doula certificada, consultora de amamentação IBCLC, educadora perinatal e autora.
Como adolescente o seu cognome era “Mãe”, o que revelava já esta vocação para ajudar as mulheres a tornarem-se mães. Aliando uma curiosidade infinita pelos processos biológicos e a fundamentação científica à sua intuição e experiência de cinco filhos, Cristina tornou-se uma das maiores referências no mundo da amamentação e da parentalidade.
Determinada a ajudar os pais a “falar a língua do bebé” e a deixarem de ter medo de tocar com confiança no seu recém-nascido, Cristina defende que a criança não é um problema ou uma doença a medicalizar. Consciente da importância dos processos biológicos na preparação das mulheres para o parto, pós-parto, e todo o processo de vinculação, assegura que é preciso que se faça mais para ajudar as famílias.
O seu autoproclamado “mau feitio” ajudou-a a bater o pé em todas as causas que sentiu fundamentais e, por isso, veio ao sítio perfeito para partilhar connosco a sua birra de hoje – a luta pelos 6 meses de licença comparticipada com o direito à escolha de quem usufrui desse tempo. Só assim se cumprirá o compromisso do Estado português de promover a amamentação.
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Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.