Cafezinho

Cafezinho

By Luciano Pires & Café Brasil Editorial LtdaSociety & Culture
Download on the App Store

Cafezinho episodes

  • Cafezinho 510 - Ingênuos, céticos e cínicos

    Ao longo de minha carreira, aprendi a avaliar as expressões das pessoas naquelas reuniões de anúncio das novas estratégias. Tinha os novinhos, que não faziam ideia do que estava acontecendo e mostravam-se extasiados com aqueles planos que aconteceriam por mágica. Tinha os pragmáticos, que estavam preocupados com o impacto das mudanças em seu dia a dia. Tinha os mais velhos, os cínicos e os céticos, que estampavam no rosto aquela expressão de “pô, já vi isso antes. Nunca deu certo. Em algumas semanas tudo vai voltar ao normal, sempre foi assim. Que perda de tempo.”

    O maior desafio foi sempre trazer os céticos para o lado bom da força, para o comprometimento com o que devia ser feito. Com os cínicos não havia muito a ser feito. Normalmente já sabíamos quem eram e o trabalho era de isolá-los. A minha postura sempre foi assim:

    1. Primeiro eu conversava com os céticos individualmente, os provocava para que colocassem para fora suas objeções e ia tentando trabalhá-las. Se precisassem de algo, e esse algo fosse factível, cabia a mim garantir que obtivessem.
    2. Depois eu os mantinha em observação. Para isso contava com outras pessoas que estavam comprometidas e nas quais eu confiava.
    3. Se fosse o caso, eu isolava os cínicos. Transformava-os em ferramentas, que eu só usava quando precisasse. E tomava todo o cuidado para que sua peçonha não envenenasse os ingênuos.
    4. A cada indicador de sucesso da nova estratégia, eu fazia questão de evidenciar para os cínicos. Era como uma vacina que era ministrada aos poucos. Dava trabalho, mas a gente ia dobrando os caras.

    - Pô, Luciano, mas por que não mandava embora?

    Porque essa solução simplista nem sempre é a correta. Muitos dos céticos eram técnicos experientes, cujo trabalho junto aos clientes tinha um valor extraordinário. Perdê-los seria mais prejudicial do que tentar transformá-los. E no fim é isso mesmo, o papel da liderança é interpretar as expectativas e carências de cada um e tentar ajustá-los ao grupo.

     

    A reflexão continua neste vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=O0Qj69pj5qY

     

    Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    8 min
  • Cafezinho 509 - A moça da Gol

    Cafezinho 509 – A moça da Gol

    Como todo viajante aéreo frequente, sempre escolho assento no corredor. Se tiver que ir ao banheiro não atrapalha ninguém e na hora de sair é mais rápido. Quando o check in pela internet funciona é formidável, pois marco em casa o meu assento. Mas nem sempre é assim. Uma vez embarquei pela TAM de Passo Fundo para São Paulo, com mudança de voo em Porto Alegre. No embarque, a surpresa:

    – Vamos emitir seu bilhete com os dois trechos, mas não podemos marcar o assento de Porto Alegre para Congonhas.

    É claro que o maldito computador marcou a poltrona do meio. Protestei e ouvi:

    – É o sistema.

    Três dias depois eu estava em Florianópolis, embarcando para São Paulo pela Gol. Como eu chegaria muito cedo, deixei pra marcar assento no aeroporto e dancei. Só tinha lugar no meio… A atendente, vendo minha decepção insistiu com o “sistema”, e nada. Então, sem eu pedir, ela disse que ia ver lá dentro. A atendente da Gol não precisou que eu ficasse nervoso, simplesmente tomou a iniciativa de ir lá atrás dar uma olhada. No minuto seguinte voltou sorridente:

    – Consegui! O senhor se importa de viajar na primeira fileira?

    Claro que não. Enquanto ela emitia o cartão de embarque peguei um exemplar de meu livro Nóis, fiz uma dedicatória e entreguei para ela, a Rita.

     

    – Pra você. Pela atitude.

    Ela agradeceu feliz, eu saí feliz e o próximo passageiro chegou para ser atendido, dando de cara com o enorme sorriso da Rita feliz.

    A moça da Gol não sabia se conseguiria resolver meu problema, mas tomou uma atitude:  foi atrás. Sem que eu pedisse. Demonstrou assim que se importava comigo, que estava atenta a meu conforto, que queria que eu ficasse satisfeito. Só faltou dizer que me amava! Se a Rita não tivesse conseguido o corredor, eu teria embarcado no meio, conformado, mas sinceramente agradecido a ela por tentar.

    Entendeu a mágica? Resolva o problema do cliente. Mas antes de qualquer coisa, faça com que ele perceba que alguém se importa com ele. Esse truque, que nada mais é que uma demonstração de civilidade, muitas vezes transforma limões em limonada.

     

    A reflexão continua neste vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=4rwJNFGTmsA

     

    Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    8 min
  • Cafezinho 508 - Mais do mesmo

    Compartilhei no Facebook um texto de Rafael Rez que merece ser usado neste Cafezinho. Diz assim:

    O TikTok está aos poucos estragando todas as plataformas digitais. O Twitter criou recentemente uma timeline baseada em vídeos curtos. O Instagram mudou completamente a proposta inicial para vídeos curtos e stories em vídeos.

    O Youtube começou a dar um destaque desproporcional aos shorts, dando um tiro no próprio pé e forçando os criadores de conteúdo que sempre apostaram em vídeos mais profundos a criar vídeos curtos de entretenimento.

    Pouco a pouco cada plataforma vai perdendo seu caráter de exclusividade, sua proposta de valor original e matando seu diferencial. Estão todas querendo copiar o modelo atual da moda e corrompendo aquilo que as tornava únicas.

    No passado a Volvo já foi reconhecida pelos carros seguros, a Mercedes pelo status e a Land Rover pelos utilitários. Hoje todas as marcas de carro tentam ser tudo ao mesmo tempo e nenhuma tem mais um espaço exclusivo na mente do cliente.

    Aos poucos estamos vendo a padronização de todas as redes sociais, vai ficando tudo igual e sem exclusividade.

    O desespero pelo curto prazo matando a estratégia de longo prazo estraga qualquer negócio, seja físico ou digital.

    Quem não aprende as lições do passado fatalmente cometerá os mesmos erros no futuro. Uma pena ver isso acontecendo.

    Vou continuar a reflexão neste vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=XTFtYvIfEfI

     

    Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    11 min
  • Cafezinho 507 – O monstro é ...ista

    Eu voto para presidente desde a eleição de Collor em 1990. Votei no Collor, no FHC, no Serra, no Alckmin, no Serra de novo e no Aécio. Quando a gente diz esse nomes hoje em dia, a reação de qualquer é Bleargh!!!! Pois é... mas quando lembramos da alternativa...

    Nunca fui chamado de Collorista, FHcista, Serrista, Alckmista ou Aecista. O nome do político no qual votei nunca foi rótulo ou serviu para definir minha competência ou meu caráter. Era simplesmente uma escolha entre duas que se apresentavam.

    Mas aí veio Bolsonaro. E de repente – póu! - Bolsonarista. E pessoas passaram a julgar meu caráter pelo voto que dei.

    Olha, eu sou corinthiano e sempre que Lula alardeava que também era, eu me incomodava. Mas fazer o quê? O fato dele torcer pelo mesmo time que eu não fazia com que eu fosse igual ou pensasse como ele. Deus me livre.  

    Mas agora... as pessoas ficam procurando criminosos que tenham votado em Bolsonaro, para dizer “só podia ser bolsonarista, igual você!”

    Viu o tiroteio de Foz do Iguaçu? Pois é. Foi um bolsonarista que atirou num petista. Percebe? “Bolsonarista” é um rótulo definidor de caráter. Numa sociedade onde as pessoas se estapeiam para gritar “chega de segregação!”, “somos todos iguais!” “não importa a cor da sua pele, sua preferência sexual ou seu gênero!”, somos todos iguais, entendeu? I-guais!

    Menos os bolsonaristas.

    E aí apareceu em São João do Meriti – Rio de Janeiro, um monstro disfarçado de anestesista estuprando mulheres no momento do parto. E a turma correu pra saber em quem ele vota. Deu Ciro Gomes. Mas ah, se desse Bolsonaro...

    Chegamos a um estado das coisas em que o sujeito é mais ou menos monstro dependendo de em quem ele votou.

    Você consegue perceber a estupidez desse raciocínio? Aliás, isso é raciossímio.

    Bem, vou continuar a reflexão neste vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=80N7BAEtx6c

     

    Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    8 min
  • Cafezinho 506 – O cagonauta

    Vou retomar aqui um de meus textos que se tornou clássico... e que agora interpretei sob o olhar da incivilidade: O Cagonauta. O Pereira me contava das dificuldades em conseguir que seus funcionários fossem mais eficientes. A turma não tinha senso de urgência nem de propriedade; ele tinha de ficar o tempo todo em cima para que as coisas acontecessem. O pessoal só trazia problemas, seus gerentes eram medrosos e ele estava a ponto de mandar a maioria embora e procurar gente mais competente.

    O Pereira dirigia sua empresa com mão de ferro, quando entrava na sala as pessoas se encolhiam. Ninguém queria ser a vítima do dia, desmontada ao cometer um erro ou emitir uma palavra mal colocada. A única coisa que todos seus funcionários tinham em comum era…Medo. Medo do Pereira. O Pereira era um cagonauta.

    Cagonautas são os sujeitos que passam a vida rodeados de cagões. E os bons cagonautas cumprem pelo menos quatro regras:

    1. humilham os subordinados;
    2. punem quem traz as más notícias;
    3. castigam quem falha na primeira tentativa;
    4. não dão espaço para a comunicação franca.

    Cada vez que o Pereira humilhava um funcionário na frente dos outros 50, criava 51 cagões. Ninguém queria ser o próximo a ser esculhambado, portanto o melhor é não se expor, ficar quieto no seu canto, escondido. Quando alguém cometia um engano, era trucidado pelo cagonauta e deixava de ter iniciativa própria. Ninguém queria correr riscos. Quem é que seria besta de levar a má notícia ao Pereira? Melhor deixar o tempo passar… E o problema ia crescendo, crescendo… Quando chegava ao conhecimento do cagonauta, era tarde demais, já estava fora de controle, não dava pra corrigir. E o Pereira bradava:

    – Bando de incompetentes!

    Olha, canso de encontrar cagonautas por aí, e nenhum deles percebe que são eles que criam o monte de cagões incompetentes que os circundam!

    Se o seu chefe é um cagonauta, tome cuidado. Ele está te treinando para ser um…Cagão!

     

    Vou continuar a reflexão neste vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=AoTEv3oDntE

     

    Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    7 min
  • Cafezinho 505 - A república dos ogros

    A palavra incivilidade é derivada do significado latino "não oriundo de um cidadão". Civilidade, portanto, compreende a forma como a pessoa gostaria ou acha que deveria ser tratada e como ela trata o próximo. Os atos de incivilidade não são violências físicas, mas sim “pequenas violências” que comprometem a chamada conduta socialmente desejável, ou seja, a interação civilizada entre as pessoas. Existe um consenso geral de que houve um aumento na descortesia e incivilidade nos últimos 20/30 anos, mas não há concordância quanto aos motivos desse aumento.

    A maioria dos especialistas sugere uma combinação de fatores individuais, familiares e organizacionais que contribuem para esse aumento. Por exemplo: os trabalhadores de hoje estão simplesmente estressados, porque muitas vezes são convidados a fazer mais trabalho e geralmente recebem menos suporte de suas lideranças. O local de trabalho também se tornou mais diversificado. Trabalhadores de diferentes origens podem reagir de forma diferente às situações. Os comportamentos que uma pessoa pode perceber como "frios" ou "grosseiros" podem ser vistos de forma diferente por outro indivíduo. Acabo de ler um post de um viajante falando de como ficou encantado com a cidade de Praga, capital da república Checa. Ao mesmo tempo, a pessoa se revelou assustada com a grosseria com que foi tratada nas lojas, restaurantes e hotéis. Qualquer pergunta era respondida com grosseria. O que a incomodou a princípio, logo se revelou um traço cultural daquele povo. O que para nós, no Brasil é considerado simpatia, gentileza, para eles é considerado bajulação e tentativa de obter benefícios.

    Em outras palavras, há também um elemento de subjetividade para a percepção da grosseria, assim como a beleza é nos olhos do espectador. Há quem defenda que o aumento da grosseria e incivilidade pode ser atribuído à família e ao efeito da tecnologia, como a televisão e a internet. Em nossa sociedade tecnologicamente focada, somos cada vez mais competentes para lidar com máquinas e software, e menos para tratar uns com os outros. E já vi pesquisas que indicam que o indivíduo grosseiro no trabalho é três vezes mais propenso a estar em uma posição mais alta do que o indivíduo que sofre a descortesia. É mole? Talvez por isso a sensação de que vivemos numa república de ogros.

     

    Vou continuar a reflexão neste vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=z23Y3KS6iQc

     

    Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    9 min
  • Cafezinho 504 – (Des)honestidade intelectual

    Outro dia, alguém me perguntou como faço para lidar com os comentários discordantes em redes sociais. E eu disse prontamente: desde que eu perceba que a discordância da pessoa foi educada e ela sinceramente está exprimindo um ponto de vista, trato com educação e genuinamente interessado em compreender seu ponto. Alguém que me escreve discordando educadamente, está interessada em que eu produza o meu melhor. Então precisa ser bem recebida. O que não aceito é a falha de caráter. É alguém começar um raciocínio baseado numa premissa falsa, na desonestidade intelectual, numa notícia evidentemente manipulada, e a partir daí desfilar argumentos. Eu paro a leitura imediatamente, não perco meu tempo com a desonestidade intelectual.

    Sabe por quê? Porque mesmo num debate entre pontos de vista diferentes, tem de haver uma ética. Que parta do princípio de que os dois lados estão sendo honestos aos fatos. Tudo bem interpretar os fatos de forma diferente, é assim mesmo que funciona, mas eu disse in-ter-pre-tar. A pessoa tem contato com o fato e tira dele suas conclusões. E aí parte para o debate sobre suas conclusões. Mas o fato não muda. James R. Schlesinger, que foi Secretário de Defesa dos Estados Unidos nas gestões Nixon e Ford, disse uma frase sensacional:

    “Todos têm direito à suas próprias opiniões, mas não a seus próprios fatos.”

    Por isso, na tal ética do debate, é fundamental exercer a humildade do “essa é a minha opinião”, “foi isso que eu concluí”, “é isso que eu acho”. Entendeu? Assumir a responsabilidade por sua opinião, e não pelo fato.

    Vou continuar a reflexão neste vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=NW3OyKdBBa4

     

    Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    10 min
  • Cafezinho 503 - Quantos anos eu tenho

    Acabo de completar 66 anos de idade. Sessenta e seis... Aproveito para agradecer os parabéns que tantos enviaram. Em aniversários, as reflexões vêm em enxurradas. Quero abrir este vídeo com um texto de José Saramago, chamado “Quantos anos tenho?”, que traz uma perspectiva interessante sobre esse tema... Ele diz assim:

    Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.

    Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.

    Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada.

    E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia.

    Quantos anos tenho?

    Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas…

    Valem muito mais que isso

    O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?!

    O que importa é a idade que sinto.

    Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos.

    Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.

    Quantos anos tenho? Isso a quem importa?

    Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto.

     

    Esta reflexão continua neste vídeo:

    https://www.youtube.com/watch?v=QKjbRNBikCg

     

    Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    9 min
  • Cafezinho 502 – Prenda o elefante!

    No Cafezinho anterior falei do trabalho de Jonathan Haidt, e da imagem do pequeno ginete que controla o poderoso. Assista ouça lá. Haidt cinco tipos de fundamentos morais para pessoas, que elege a política moral, que define cinco tipos de fundamentos morais para pessoas. Veja em qual você se encaixa:

    Moralizador 1: Danos. Sobre se a pessoa fornece ou alivia danos. Favorece virtudes como bondade, gentileza e preconceito, e desaprova vícios como crueldade e agressão. 

    Moralizador 2: Justiça. Sobre justiça e reciprocidade. Sobre agir com justiça em relação nas trocas e outras recíprocas. Prefira o altruísmo ea cooperação e desaprova a ganância e a ingratidão.

    Moralizador 3: Grupo. Sobre fidelidade ao grupo. Sobre se sacrificar ou não por outros membros do grupo. Fidelidade e patriotismo como virtudes e deslealdade e divergência como diferenças.

    Moralizador 4: Autoridade. Sobre autoridade e respeito. Sobre o respeito às estruturas organizacionais, às instituições e seus líderes. Vê o respeito, o direito a ser feito como virtudes e considera subordinação como vícios.

    Moralizador 5: Pureza. Sobre pureza e santidade. Sobre práticas do corpo que causam repugnância e doenças físicas e práticas, como a religiosidade que ajudam a proteger uma alma. Vê a castidade, piedade e espiritualidade como virtudes e gula, inveja e ira como vícios.

    Bem, a Texas Tech University tem uma página na qual você pode fazer seu teste para saber em qual desses cinco tipos de moralizadores você se submete. Está em inglês e vou colocar o link na descrição deste episódio.

    https://www.idrlabs.com/morality/6/test.php

    Conforme os testes que Haidt fez com seus estudantes Justiça, a turma progressista, da esquerda, está mais ligado aos moralizadores Dano que Autoridade ou Pureza. Já os mais à direita, dam mais importância aos moralizadores Grupo e do que a Dano e Autoridade.

    Tá bem feito com estudantes, a garotada cheia de estudantes como o mundo e disposto a mudar o que não seja porrada, e não com senhores eu.

    E descobri que me basear nos moralizadores de Haidt, sou de esquerda.

    Vou ter de prender meu elefante.

    Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=2s0bkBykdLo

     

    Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a seu processo de determinação e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    11 min

About Cafezinho

From the publisher's feed

Uma pausa para o café com média de 2 minutos e meio de Iscas Intelectuais sobre comportamento, sociedade, política, economia, educação… tudo aquilo que envolve a complexidade de ser humano.

More shows like Cafezinho

This American Life by This American Life

This American Life

90,783 Listeners

Canal Café Brasil by Luciano Pires & Café Brasil Editorial Ltda

Canal Café Brasil

252 Listeners

Carioca Connection - Brazilian Portuguese Conversation by Carioca Connection

Carioca Connection - Brazilian Portuguese Conversation

131 Listeners

Petit Journal by Petit Journal

Petit Journal

77 Listeners

Momento da Política - Merval Pereira by CBN

Momento da Política - Merval Pereira

6 Listeners

O Assunto by G1

O Assunto

164 Listeners

Não Inviabilize by Déia Freitas

Não Inviabilize

252 Listeners

Podcasts do Clóvis by Clóvis de Barros

Podcasts do Clóvis

31 Listeners