
Sign up to save your podcasts
Or


CONHEÇA A VEROO CAFÉS: http://veroo.cafe/cafebrasil Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL
Quando eu era criança, amava minha coleção dos Disquinhos. Era uma variedade de pequenos discos de vinil coloridos, lançada em 1960, com histórias cheias de músicas, feitos por uma equipe profissional. Tinha contos de fadas, fábulas e versões de estórias da Disney. Eram sensacionais. Os disquinhos coloridos deixavam a criançada maravilhada, pois tinham uma alegria que os discos pretos de seus pais, não tinham. E a narração das histórias, os climas... cara, quantas vezes eu fiquei apavorado ao ouvir o lobo mau. Até hoje essa coleção continua disponível, agora nos Spotifys da vida.
Sabe qual era o grande lance desses disquinhos? Era não ter a versão em vídeo. O envolvimento das crianças era completo, pois ouviam as histórias e precisavam construir em suas mentes as imagens descritas. Cada entonação, cada clima criado pelas músicas, cada efeito sonoro... a mente viajava de um jeito que os vídeos não conseguem provocar. Vídeos trazem tudo pronto, não provocam a mesma tempestade mental que os áudios.
É por isso que eu amo podcasts, que foram feitos para ouvir, não para ver, pessoas.
Agora estamos trabalhando aqui para lançar um novo podcast, chamado Café Com Leite. A ideia é aproveitar a inspiração dos Disquinhos e levar para o público infanto-juvenil, assuntos que estão sendo discutidos na sociedade. Sim, temas que vão muito além do que é hoje produzido pela maioria dos canais de Youtube, que tratam crianças como... crianças. Nós queremos trata-las como cidadãs! E o caminho será abordando assuntos sérios, com a mesma alegria e energia que tinham os Disquinhos, que fizeram a cabeça de gerações.
A primeira temporada está pronta, e em breve será lançada. Você que curte o Café Brasil, o LíderCast e este Cafezinho, terá agora o Café Com Leite para mostrar para as crianças e jovens com as quais você se importa.
Aliás, essa é a pegada. Estamos fazendo um podcast para pais que se importa. Os que não se importam largam os filhos no colo de um Youtuber.
Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=KTcXnX7adcw
Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
CONHEÇA A VEROO CAFÉS: http://veroo.cafe/cafebrasil Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL
Sabe como é que eu fui percebendo a idade chegando? Um dia, a chave do carro caiu da minha mão. E caiu sem explicação, simplesmente caiu da minha mão. Olhei meio sem entender… e percebi então que era um primeiro sinal de que algo estava mudando. Aí vem zumbido no ouvido, mudanças no sistema digestivo, na qualidade do sono, dores por todos os lados, redução da capacidade auditiva, da visão. Aparece uma catarata, uma hérnia de disco… e a gente vai aos poucos percebendo que somos como o automóvel. Com o tempo vão aparecendo defeitinhos que se acumulam. A gente leva no mecânico, no funileiro, leva pra lavar, troca algumas peças, mas não tem jeito. O carro vai ficando velho. Fica velho no design, fica velho nos materiais. Fica até charmoso, quem é que não se sente atraído por um carro velho perfeitamente preservado, hein? Pô, é claro que eu sonho em ter um Maverick zerinho. Ou então um Puminha!
E aí você entra num deles e dirige. E percebe que o conceito de envelhecer não se aplica só à lataria ou ao desgaste das peças. como eu já disse, o design envelhece. O prazer de dirigir também. Você percebe que o carro velho é barulhento, é desconfortável, tem a direção dura, demora pra frear… não porque está velho, mas porque sempre foi assim. E você só repara a diferença porque agora dirige carros mais seguros, mais confortáveis, mais evoluídos.
É aí que os velhinhos ficam para trás. São bons de ver, bons de ter em casa, item de colecionador, é um prazer as lembranças que eles nos trazem, mas se tiver de usar todo dia, cara… é um problema.
Pronto. Lá vem o pentelho me dizer “ah, eu adoro meu carro velho”. Claro que sim, tem gente que quer mesmo a vibração do carro antigo. Pergunte para um Harleyro raiz se ele prefere as Harley Davidson novas, suaves, ou as antigas que vibravam?
Pois é.
Um poeta um dia disse que algumas pessoas que amam o passado, não veem que o novo sempre vem.
Isca: O novo sempre vem.
Esta reflexão continua no vídeo: https://youtu.be/iGBMnt6jIeQ
Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Este ano completarei 66 anos de vida. Quando eu era um garoto de 15 anos, lá em 1971 um sujeito com 66 era…velho, cara. Quando nasci, em 1956, a expectativa média de vida do brasileiro era por volta de 45 anos. Quarenta e cinco anos! Hoje é 77, 78 anos! Ganhamos mais 32 anos de vida nesses meus 66 anos… É quase outra vida.
Imagine aí uma linha do tempo, que começa quando você nasce e termina quando você morre, com 60 anos lá nos anos 1960. Agora coloque mais 40 anos nessa linha, levando-a até os 100 anos. O que aconteceu com a linha de tempo? A gente tem a tendência de imaginar que ela cresceu, pois 40 anos foram acrescentados a ela, não é? Pois é… mas esse crescimento não foi pela agregação de mais um bloco com 40 anos. Na verdade aquela linha foi esticada até os 100 anos. E com isso, tudo foi esticado. A infância foi esticada, a juventude, a maturidade, a velhice… foi tudo foi esticado.
Algum tempo atrás circulou uma fake news dando conta que a OMS mudou o conceito de faixas etárias. Ela estaria adotando o menor de Idade até os 17 anos, jovem de 18 a 65 anos, meia idade de 66 a 79, idoso de 80 a 99 anos e idoso de longa vida aos maiores de 100 anos. Pô, fiquei feliz! Continuo jovem. E isso confirmava que aquela imagem da linha esticada está certa.
Mas aquela notícia era fake news. Era mentira. Não existe nada dessa nova classificação.
O que vale é jovens, até 19 anos. Adultos entre 20 e 59 anos e idosos acima de 60. Para consolo, chamam os idosos de melhor idade…
Bem, então eu sou idoso mesmo. E isso ficou claro com a pandemia. Eu fui colocado numa faixa de risco…
Pois é. Mas isso tudo se aplica ao corpo. É ele que está ficando velho.
A cabeça, não!
Isca: Não seja um adolescente de 30 anos.
Esta reflexão continua no vídeo: https://youtu.be/LE0fLg5XG9E
Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
CONHEÇA A VEROO CAFÉS: http://veroo.cafe/cafebrasil Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL
Platão escreveu muitas coisas interessantes sobre Sócrates, mas um relato em especial sempre me chamou a atenção. Trata de Sócrates refletindo sobre seu amigo desde a juventude, Querofonte, que um dia foi ao Oráculo de Delfos para perguntar se havia alguém mais sábio que ele, Sócrates. A pitonisa respondeu que não existia ninguém. Sócrates então começa a perguntar a si mesmo: “Tendo em vista que eu não me considero sábio, o que quer dizer o deus ao afirmar que sou o mais sábio dos homens? Com certeza não mente, pois ele não pode mentir”. Sócrates começa a investigar e conta que no processo, criou inimigos de toda espécie, além de suscitar calúnias contra si. E concluiu que era chamado de sábio pois os que o ouviam consideravam que ele possuía de fato a sabedoria que mostrava faltar nos outros. E Platão conclui: “O deus é sábio. Ele não fala de Sócrates, mas apenas o usa para exemplificar, como se dissesse que o mais sábio entre os homens é aquele que, como Sócrates, sabe que tudo aquilo que sabe, não tem nenhum valor”…
Não é sensacional, cara? Só sei que nada sei. E esse é o verdadeiro aprendizado de ficar velho, cara. Ou deveria ser…
Desde que amadureci, lá depois dos 40 anos, me acostumei com as pessoas se espantando quando que dizia minha idade. Sempre me deram menos. Agora com os cabelos e barba embranquecendo, com as rugas marcando mais, a idade física começa a se aproximar da cronológica. Mas as pessoas ainda se espantam, porque eu não me visto como um velhinho de 64 anos, eu não falo como um, não me comporto como um. Mas afinal, como é um velhinho de 64 anos, hein?
Esta reflexão continua no vídeo: https://youtu.be/g6wb6JpPJ80
Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
CONHEÇA A VEROO CAFÉS: http://veroo.cafe/cafebrasil Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL
Você já deve ter reparado que meu canal no Youtube, principal via de distribuição deste cafezinho, tem poucos views e engajamento, não é? Um vídeo de sucesso tem 500 visualizações, um número ridículo.
Há quem garanta que é por conta do meu posicionamento político, mas esse argumento não se sustenta.
Meu posicionamento é soft. Você não encontrará nenhum post meu defendendo Jair Bolsonaro. Encontrará centenas EXPLICANDO. Defendendo ou dizendo que ele é mito, esqueça. No máximo eu explico, mas por não atacar, sou chamado de "bolsonarista", seja lá o que isso quer dizer.
Se eu incomodo pessoas pelo meu posicionamento, digamos que nenhum esquerdista e nenhum "centrista" queira interagir comigo, ainda restarão 10, 20 milhões de pessoas dentro da internet que são simpáticas a mim. Isso dá um Chile. Dois Portugal. Seis Uruguais. É gente demais para zero de interartividade.
Gente muito mais radical, explícita e agressiva do que eu no posicionamento político tem altíssimo engajamento, justamente por ter a seu favor quem concorda com suas posições.
No meu caso, tenho centenas de comentários com parabéns, adorando o conteúdo, a qualidade, a minha importância na vida das pessoas. Mas não rola um compartilhamento, um like. Nada. É impressionante.
Por isso concluo que meu conteúdo atrai uma audiência fria para redes sociais, não acostumada a sentar o dedo no "compartilhar", que consome meu conteúdo e acha que para por aí. Não cumpre com sua parte de polinizador, compartilhando os conteúdos pelas próprias redes onde o consome. Pode até mandar para um primo, para um amigo, mas é varejinho. No atacado, meu público não engaja.
No Twitter é igual. Se 2% (dois por cento, não 20) dos 15 mil seguidores do Twitter dessem um like ou compartilhassem meus conteúdos, mudaria minha vida. Mesmo com 98% ignorando os posts.
O processo de comunicação pelas redes sociais não é o de um indívíduo falando para outro. É de uma rede que se autoalimenta, onde o emissor e o receptor agem em conjunto. É isso que o tipo de audiência que eu atraio, parece que ainda não entendeu.
O ato de compartilhar é um ato de generosidade. Não é um favor que você faz para quem originou o post, mas para as outras pessoas que vão acessá-lo. E isso implica numa tremenda responsabilidade.
Ao compartilhar, você está dizendo para a pessoa: "gaste seu tempo precioso de vida vendo isto que estou enviando para você".
Sacou?
Não bata palminhas para os conteúdos que você curte. Compartilhe.
Isca: Não se limite as tapinhas nas costas.
Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=9kfytU7T8xc
Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
CONHEÇA A VEROO CAFÉS: http://veroo.cafe/cafebrasil Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL
No começo dos anos 1960, em Bauru, meu pai comprou seu primeiro carro, um Lincoln Humpmobile 1941. Era o carrão da família, comprado de segunda, terceira ou quarta mão. Eu tinha cerca de sete anos de idade e aquele automóvel imenso tinha um grande banco traseiro onde eu me esbaldava junto com meus irmãos mais novos. Aquele banco era o universo das nossas aventuras. O carro, que já tinha mais de 20 anos, vira e mexe parava na rua com algum defeito. Ninguém ligava para a seguradora mandar o guincho… Foi então que meu pai começou a ter problemas com dores nas costas. Um dia ele foi ao médico e, após os exames de praxe, ouviu a pergunta fundamental:
-Que carro o senhor tem?
E o médico descobriu que meu pai empurrava o Lincoln pesadíssimo. Receitou então:
-Troque de carro que as dores passam.
Pois bem, quarenta anos depois visitei um fantástico museu do automóvel – que infelizmente não existe mais – em Canoas, no Rio Grande do Sul. Andando pelo corredor, dei de cara com o quê? Com um Lincoln igualzinho ao do meu pai! Imediatamente pedi: “Ô, posso sentar no banco de trás”? Com o coração disparado abri a porta traseira… E tomei um susto! Aquele banco imenso para aquele garoto de sete anos agora era um tímido banquinho para o senhor de quase cinquenta. Foi uma imensa decepção. É impressionante como o tempo diminui o tamanho das coisas… Eu não me preparara para o fato de em quarenta anos ter crescido na altura e na largura, mudado o ângulo de visão e começado a ver o mundo sob outra perspectiva. Hoje, dezenas de automóveis depois, 80 quilos a mais e sem a liberdade de imaginação da criança, é impossível reviver as mesmas sensações, escolhas e impactos que senti. E se é assim com uma experiência pessoal que vivi intensamente, imagine como é com os fatos que não vivi e que se perdem na história, 50 ou 60 anos atrás… Por isso não me conformo com a quantidade de gente que pauta o debate político com fatos que aconteceram antes delas terem nascido. Como se o Brasil fosse o mesmo daquele banco traseiro antigo. A fila anda. O tempo passa. A gente muda. O mundo é outro! Vira o disco, meu!
Saí do velho automóvel e continuei a caminhar até encontrar o carro que meu pai comprou para substituir o Lincoln Continental: um Renault Gordini.
Nunca mais ele teve dores nas costas.
Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=abIn82Zgdes
Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
CONHEÇA A VEROO CAFÉS: http://veroo.cafe/cafebrasil Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL
Em 2018, Elon Musk tuitou uma frase da escritora Mary Shelley em seu romance Frankenstein, que deixou as pessoas curiosas: “Você é meu criador, mas eu sou seu mestre”.
Essa é a eterna ameaça, que nos assombra desde o começo dos tempos: o monstro incontrolável criado por nós e que pode nos devorar. Já foi a bomba, uma arma genética, as redes sociais... Todas questões que envolvem tecnologia.
Olha, é possível se proteger do Frankenstein. De uma bomba. De uma arma genética. Da rede social. Mas há uma ameaça da qual não se pode escapar: uma ideia.
Não há vacina ou lockdown que dê jeito...
O nazismo, por exemplo, é uma ideia, que pregava a superioridade racial e cultural dos povos “nórdicos” (germânicos) sobre todos os outros europeus e todas as outras raças. Aquela ideia materializou-se em algumas das maiores atrocidades da história da humanidade.
Ideias são como um vírus: vêm de um lugar qualquer, silenciosamente, vão infectando sem que gente perceba e podem se transformar numa doença, epidemia e pandemia.
O poeta alemão Heinrich Heine escreveu em 1834 que “Conceitos filosóficos nutridos na quietude do estudo de um professor, podem destruir uma civilização”. Heine se referia à Revolução Francesa. nem sonhava com a tragédia nazista que explodiria 100 anos depois. Muito menos com o palco global que a internet ofereceria a ideias extremas, quase 200 anos depois.
“Você é meu criador, mas eu sou o seu mestre”. É sintomático que essa frase tenha sido tuitada por Elon Musk, o bilionário criador de soluções tecnológicas que estão mudando a humanidade.
Ele sabe que são as ideias que mudam o mundo. Para o bem e para o mal.
Por isso são perigosas.
No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=pTyhIR2UZKU
Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
CONHEÇA A VEROO CAFÉS: http://veroo.cafe/cafebrasil Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL
Isto é um microfone. Na esfera das ferramentas, é um aparelho que codifica minha voz em sinais e permite que ela chegue até você. Na esfera social, é um palanque do alto do qual eu consigo falar para milhares de pessoas.
Isto é um microfone. Quando me sento diante dele, tenho de praticar as duas éticas que Max Weber tão bem definiu. Primeiro a ética da convicção do homem comum, de atuar segundo o conjunto de valores e crenças que consolidamos ao longo da vida. Longe do microfone, sou o Luciano indivíduo, dou minhas opiniões e assumo a responsabilidade sobre elas. Ninguém tem nada a ver com isso.
Isto é um microfone. Diante dele, preciso adotar a outra ética, a da responsabilidade do homem público. Preciso pensar também no resultado das minhas ações para a empresa que eu represento, para a comunidade que atinjo.
Isto é um microfone. Não posso me sentar aqui e conversar com você como eu faria numa mesa de bar. Existem milhares de pessoas me ouvindo, muitas terão percepções completamente distintas sobre o que eu disser. E se eu não tiver um repertório rico que me permita definir minhas ideias claramente em palavras, o problema aumenta ainda mais. Piora se eu não souber me comunicar de forma clara. E se eu estiver bêbado ou tiver consumido substâncias que alteram os sentidos, o desastre é certo.
Isto é um microfone. Não é para qualquer um, de qualquer jeito, a qualquer hora. Do outro lado dele está você, que me dedica alguns minutos preciosos de sua vida. Minutos que, uma vez gastos, não voltarão mais. Reparou que eu não falei em minutos de tempo, mas minutos de vida? Vida! Eu não tenho o direito de desperdiçar sua vida com bobajadas. Então só vou me sentar diante deste microfone, se eu tiver certeza que vou honrar seus minutos de vida. Você tem de sair deste contato comigo, melhor do que entrou, não igual. Muito menos, pior.
Isto é um microfone. Estar diante dele é um privilégio. Através dele eu vibro em conjunto com outro ser humano.
Para mim, isso é sagrado.
No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=TWibIJEkvS8
Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Hoje em dia, todo mundo que contradiz um determinado lado ou campo ideológico, se torna um “ista” ou “óbico”. E isso é um reducionismo para permitir desculpas como: “Estamos fazendo isso por causa dos fascistas/machistas/ nazistas/comunistas/.” Estamos censurando para proteger você das ideias ruins…
O problema é que quando você rotula as pessoas automaticamente, começa a cancelar todos os que estão nas áreas cinzentas. Ao rotular, você classifica tudo em preto ou branco. Ou você é a favor ou é contra. Não existe espaço para dúvidas legítimas. Se você é contra o desarmamento, é a favor das pessoas se matando em brigas de trânsito. Se você manifesta dúvidas sobre mudanças climáticas provocadas pelo homem, é porque é a favor da poluição e do desmatamento. Não vou dar mais exemplos aqui porque a queda de disjuntores pode ser irreversível…
Mas eu quero que você perceba: as pessoas são empurradas para os extremos. Todos os extremos. A intolerância não tem lado político. Existe entre os humanos de todas as convicções. Racionalistas são intolerantes com pessoas com ideias “alternativas”. Fanáticos religiosos são intolerantes a qualquer um que não seja de sua convicção religiosa. As pessoas à direita e à esquerda são intolerantes umas com as outras. Conservadores e progressistas são intolerantes uns com os outros.
Ao atribuir intolerância apenas para um lado, você automaticamente encerra o debate, tornando-se o indivíduo para quem nenhuma discussão é possível porque seus oponentes são perigosíssimos “istas”. Calar suas bocas, portanto, é imprescindível, não importa que para isso tenham de exagerar nas acusações fazer um linchamento público ou então fazer interpretações elásticas da lei.
Tudo bem, se me convém.
No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=gjpgUx9nUDU
Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast Café Brasil 807 – O demolidor, comentei que o Brasil do futebol, mulata e cerveja, tornou-se o país do ódio, do ataque e da desconfiança. Bem, quem acompanha meu trabalho sabe que nos livros que publiquei desde 2004, eu vinha cantando a bola sobre a lenta construção de um clima de hostilidade e intolerância, que ia acabar mal.
Num solo adubado com o ódio, o que brota são provocações, ameaças, bullying, humilhações, sarcasmo, isolamento, cancelamento, agressões morais e até mesmo físicas. Daí surgem hordas de walking deads do ódio, cuja mente foi dominada por crenças e pela polarização plantada ao longo dos anos.
Olha só a colheita, especialmente aqui, nas redes sociais.
Neste solo adubado com ódio, o que não brota é o confronto produtivo de ideias. Só brota treta. Destruição e mais ódio.
Onde é que vamos chegar com isso?
Imagine como seria a vida de Machado de Assis, Monteiro Lobato, Guimarães Rosa, Jorge Amado, Clarice Lispector e Cecília Meirelles num ambiente tóxico como o de hoje? Pense em Villa Lobos, Cartola, Ary, Aldir, Tom, Vinicius, Caetano, Gil, Chico... Pense em Dercy, Costinha, Chico Anysio, Trapalhões... Pense em Di Cavalcanti, Portinari, Tarsila, Volpi...
Todos sem paz para desenvolver suas ideias, com um exército de odiadores espalhando ofensas em suas redes sociais?
E não adianta dizer que muitos deles não estariam nem aí para a crítica. Ninguém, repito, ninguém escapa do exército de walking deads que espalha o ódio nas redes sociais. Ninguém.
Mas sabe o que é curioso? O exército do ódio é uma minoria, que só se impõe porque tem a cara de pau dos canalhas. Exibe sua mediocridade sem cerimônia. Enquanto você pensa duas vezes antes de dar uma resposta que possa parecer dura ou mal educada, ele já xingou, humilhou, mentiu e manipulou.
Talvez tenha chegado a hora do basta. E partir para cima de horda do ódio, com a mesma virulência que ela utiliza.
O problema é acabar ficando igual a eles.
No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=s-QtRIeZoKc
Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
From the publisher's feed

90,783 Listeners

252 Listeners

131 Listeners

77 Listeners

6 Listeners

164 Listeners

252 Listeners

31 Listeners