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Convidado episodes

  • Polifonia de sonhos na Gulbenkian em Paris
    Até 17 de Dezembro é possível ver "A exposição de um sonho" na delegação de Paris da Fundação Gulbenkian.
    Uma exposição sonora que parte de sonhos e de mandalas e que se transforma numa experiência sensorial descrita como "paisagem metafísica" pelo comissário da exposição Mathieu Copeland.
    As salas, aparentemente vazias, são invadidas por uma polifonia de sons que nos chegam através de 34 colunas; a maioria suspensas ao tecto e duas que se encontram no chão. A ideia é deambular pelas salas e tentar sonhar acordado, mas a primeira vontade é sentar-se ou deitar-se nesse mesmo espaço como fez parte do público aquando da inauguração, há precisamente uma semana.
    Mas existirá algum formato protótipo para uma exposição? Este é um dos conceitos explorados n'A exposição de um sonho explica o director da delegação em França da Fundação Calouste Gulbenkian, Miguel Magalhães.
    6 min
  • Califórnia em chamas
    Os incêndios que assolam o norte da Califórnia e o Estado de Orange no sul, são os piores desde 1933 e jà causaram pelo menos 31 vítimas mortais, cerca de 500 pessoas continuam dadas como desaparecidas, obrigaram à evacuação de mais de 20 mil pessoas e destruíram 78 mil hectares de florestas e vinhedos, sobretudo no vale de Napa e em Santa Rosa.
    Os cerca de 8 mil bombeiros não conseguem controlar a situação e até ao momento desconhece-se a origem do fogo que continua a alastrar, como refere Guenny Pires, cineasta cabo-verdiano a residir há doze anos em Los Angeles.
    10 min
  • Reconciliação entre Fatah e Hamas ?
    Sob mediação egípcia foi assinado esta quinta-feira (12/10) no Cairo, um acordo entre os movimentos palestinianos Fatah de Mahmoud Abbas e o radical Hamas de Ismaïl Haniyeh, que controla a Faixa de Gaza desde 2007.
    De momento desconhecem-se os contornos deste acordo, sabendo-se que entre outros prevê que a Autoridade Palestiana assumirá o controlo total da Faixa de Gaza até 1 de Dezembro de 2017 e porá termo às sanções ezconómicas, infligidas este ano para forçar o Hamas a negociar.
    O primeiro ministro israelita Benjamin Netanyahu já afirmou que só dialogará com um governo palestiniano conjunto, quando o Hamas desarmar os seus 25 mil homens, mas o Hamas afirma que a questão das armas "não é negociável".
    Estados Unidos e Israel declararam hoje que vão retirar-se da UNESCO, que em 2011 reconheceu a Palestina.
    O analista politico português Nuno Rogeiro considera crucial a questão da integração do braço armado do Hamas num exército palestiniano único, que segundo ele deverá igualmente renunciar às acções musculadas e militares contra Israel, bem como uma verdadeira reconciliação entre os dois movimentos palestinianos.
    10 min
  • Espanha: impasse total na Catalunha
    O primeiro-ministro espanhol conservador Mariano Rajoy activou esta quarta-feira (11/10) o artigo 155, que permite retirar prerrogativas ao governo autónomo da Catalunha, depois de um Conselho de Ministros Extraordinário no qual exigiu formalmente que o governo catalão "clarifique se declarou ou não a indepedência", na sequência do referendo de 1 de Outubro, mas a Constitução espanhola não estabelece um prazo específico para a obtenção de uma resposta.
    Isto depois de ontem (10/10) o presidente da Catalunha Carles Puigdemont ter declarado que "assumia o mandato do povo para que a Catalunha seja um Estado independente", mas de imediato "pediu ao parlamento autónomo que suspenda os efeitos desta proclamação, para negociar com Madrid".
    Para comentar estas mais recentes evoluções ouvimos o geógrafo catalão, pró-independência Xavier Munõz Torrene, para quem Carles Puigdemont pretende dar uma oportunidade ao diálogo.
    10 min
  • Angola: 77% dos refugiados congoleses na Lunda Norte são mulheres e crianças
    Desde Março mais de 30 mil congoleses fugindo ao conflito na região de Kasai, refugiaram-se na cidade do Dundo, capital da vizinha província angolana da Lunda Norte, mais precisamente em dois campos improvisados: Cacanda e Mussungue, de onde começaram a ser reassentados desde 8 de Agosto para um centro de acolhimento em Lóvua, a cerca de 90 kms do Dundo, com capacidade para acolher de forma digna 50 mil pessoas.
    Destes refugiados, 27.270 estão biometricamente registados, mas apenas 3.337 foram reassentados em Lóvua, devido a problemas logísticos, como refere Margarida Loureiro oficial de relações externas do ACNUR que se encontra no Dundo.
    A ONU pediu 65 milhões e meio de ajuda urgente para a gestão desta crise, mas apenas um terço dessa soma foi disponilibizado até agora.
    14 min
  • Guiné-Bissau: espectro de greve na Função Pública
    Na Guiné-Bissau começou esta segunda-feira (9/10) um novo recenseamento na Função Pública, quando cerca de 7 mil funcionários, entre os quais cerca de 4 mil professores viram os seus salários bloqueados em Setembro, oficialmente devido à regularização da base de dados, destinada a corrigir irregularidades nas inscrições dos cerca de 32 mil funcionários públicos guineenses e acabar com os chamados "funcionários fantasmas".
    Neste braço de ferro entre sindicatos e governo, os professores continuam a recusar dar aulas no ensino público, apesar de o ano lectivo ter oficialmente começado na passada segunda-feira (2/10) e o ministro das Finanças Aladje Fadiá, afirmou na semana passada (03/10), que este ano não haverá aumentos salariais na Função Pública.
    Estevão Gomes Có, secretário-geral da UNTG - União Nacional dos Trabalhadores da Guiné, insiste num reajuste salarial - possível segundo ele - e não descarta um movimento de greve, mas afirma que tudo dependerá da reunião na próxima quinta-feira (12/10) do Conselho Permanente de Concertação Social, convocado pelos sindicatos.
    8 min
  • Angola: oposição e sociedade civil incapazes de "um contra-discurso"
    Em Angola, a oposição e a sociedade civil foram incapazes de se "mobilizarem e fazerem aparecer um contra-discurso". A afirmação é de Chloé Buyre, investigadora de Ciências Políticas em Bordéus, que esta semana participou, em Paris, numa mesa redonda intitulada "Angola 2017: A hegemonia do MPLA à prova das urnas".
    Confira aqui a entrevista.
    6 min
  • Nobel contempla activismo antinuclear
    Esta semana de atribuição dos prémios Nobel fechou, como sempre, com o Nobel da Paz que este ano foi atribuído à iniciativa ICAN, Campanha Internacional para a Abolição das armas Nucleares, uma plataforma que congrega Organizações Não Governamentais de todo o mundo no intuito de fazer lobbying para se deixar de utilizar por completo as armas nucleares.
    Este ano, o ICAN conseguiu levar 122 países a assinarem no passado mês de Julho na ONU um tratado para a abolição das armas nucleares. O documento não foi contudo rubricado pelos principais interessados, os países que se dotaram da arma nuclear, os Estados Unidos, a Rússia, a França, o Reino Unido, a China, a Índia, o Paquistão, Israel e a Coreia do Norte. Também não aderiram certos países da NATO, designadamente Portugal, nem o Japão apesar de ter conhecido os efeitos da arma atómica em 1945.
    Com a atribuição deste Nobel da Paz ao ICAN, o activismo contra a proliferação nuclear torna a estar no centro das atenções. Já em meados dos anos 70, o dissidente soviético Andreï Sakharov foi premiado, em 1985, foi a vez da Associação Internacional dos Médicos para a Prevenção da Guerra Nuclear e mais recentemente, em 2005, foi premiada a Agência Internacional da Energia Atómica.
    Apesar desta visibilidade, as armas nucleares continuam a representar um problema: foram recenseadas oficialmente 15 mil ogivas nucleares no mundo, 90% sob o controlo da Rússia e dos Estados Unidos, país que têm estado num braço-de-ferro precisamente sobre esta questão com o Irão e a Coreia do Norte. Foi sobre este contexto difícil que conversamos com Pedro Krupenski, presidente da Plataforma das ONGs Portuguesas para o Desenvolvimento, que começa por expressar a esperança de que este Nobel da Paz ao ICAN leve os dirigentes mundiais a uma reflexão.
    10 min
  • Moçambique: Dia da Paz ensanguentado
    Ontem, no dia em que Moçambique celebrava os 25 anos do Acordo Geral de Paz, Mahumudo Amurane, Edil MDM da cidade de Nampula no norte do país, foi assassinado à porta de casa no começo da noite.
    Este homicídio, sobre o qual ainda pouco se sabe, não deixou de provocar reacções de choque tanto no seio da população como também na classe política, a começar pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, para quem este acontecimento "contraria os esforços de preservação da paz, um património sagrado de todos os moçambicanos".
    Eleito nas autárquicas de 2013 Presidente da Câmara de Nampula, Mahumudo Amurane tinha confirmado em Agosto a sua intenção de concorrer à sua própria sucessão nas próximas eleições locais previstas para o ano que vem. Por essa mesma ocasião, o Edil de Nampula tinha igualmente anunciado que iria desvincular-se do MDM, partido com o qual tinha entrado em rota de colisão havia meses. De acordo com esta força política, Amurane não tinha contudo chegado a formalizar a sua saída.
    Entretanto e paralelamente, poucas horas depois deste assassinato, o norte de Moçambique tornou a ser o palco de uma ocorrência violenta, mais concretamente em Mocímboa da Praia, localidade da província de Cabo Delgado, onde um grupo de indivíduos desconhecidos conduziu ataques a 3 postos policiais, com um balanço de 5 mortos. As autoridades que estão a investigar o caso, já desmentiram a hipótese de se tratar de um ataque de combatentes Al Shebab, contrariamente àquilo que tinha sido aventado nos meios de comunicação social.
    A RFI conversou sobre ambos os acontecimentos com Silvério Ronguane, deputado do MDM, que começou por aludir ao assassinato do Edil de Nampula ontem, no dia da Paz, um crime que qualificou de "hediondo".
    9 min
  • João Lourenço e o “império” Dos Santos
    Paris acolheu uma mesa redonda sobre a transição política de Angola. No colóquio intitulado "Angola 2017: A hegemonia do MPLA à prova das urnas" que decorreu no Centro de Pesquisas Internacionais da Faculdade de Ciências Políticas de Paris, os oradores falaram sobre os desafios do novo presidente João Lourenço e a sua coabitação com a família e os interesses do “império” Dos Santos.
    A RFI assistiu à mesa redonda e falou com Ricardo Soares de Oliveira, professor de Ciência Política na Universidade de Oxford.
    8 min

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De segunda a sexta-feira (ou, quando a actualidade o justifica, mesmo ao fim de semana), sob forma de entrevista, analisamos um dos temas em destaque na actualidade.

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