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By RFI Português
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Desporto episodes

  • Beto Bianchi, Angola no coração

    As competições africanas de futebol masculino prosseguem durante este fim-de-semana com a segunda mão da segunda pré-eliminatória da Liga dos Campeões e da Taça da Confederação.

    Cinco equipas representam a África Lusófona nesta segunda pré-eliminatória: quatro clubes angolanos e um moçambicano.

    Na Liga dos Campeões, os angolanos do Wiliete de Benguela deslocam-se ao terreno do detentor do título, o Mamelodi Sundowns da África do Sul.

    Na primeira mão, em território angolano, o Wiliete de Benguela empatou sem golos diante da equipa sul-africana.

    A RFI falou com o treinador brasileiro do Wiliete de Benguela, Beto Bianchi, de 59 anos.

    Ao microfone da RFI, Beto Bianchi admitiu que tudo ainda é possível no que diz respeito ao apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões.

     

    Beto Bianchi, treinador brasileiro, já representou o Petro de Luanda, o Interclube e o Kabuscorp em Angola.

    Na segunda pré-eliminatória da Liga dos Campeões, há um segundo clube angolano, o Petro de Luanda.

    Na segunda mão, em Luanda, o Petro de Luanda defronta o Scottland do Zimbabué. De referir que na primeira mão, os petrolíferos perderam por 2-0.

    De notar ainda que o treinador do Petro de Luanda, o português João Pedro Sousa, foi despedido. Entretanto, o antigo treinador português da equipa angola, Alexandre Santos, regressou ao leme do clube.

    Na Taça da Confederação, os moçambicanos do Black Bulls triunfaram por 2-0 na deslocação ao terreno do Rayon Sports do Ruanda e estão em vantagem antes da segunda mão, que decorre em Maputo.

    Em relação aos dois clubes angolanos, na primeira mão, o Kabuscorp perdeu por 1-4, em Luanda, diante da AS Maniema Union da República Democrática do Congo, enquanto o Primeiro de Agosto triunfou por 2-1 na deslocação ao terreno do DC Virunga da República Democrática do Congo.

    Na segunda mão, o Primeiro de Agosto vai jogar em Luanda, em Angola, enquanto o Kabuscorp se desloca à República Democrática do Congo.

    Passamos ao Girabola,

    Actualmente após sete jornadas realizadas, na liga angolana da primeira divisão, o Wiliete de Benguela lidera com 16 pontos, e com menos um jogo, à frente do Petro de Luanda e do 1° de Agosto com 14 pontos, ambos com menos um jogo, e também do Bravos do Maquis, igualmente com 14 pontos, mas com os sete jogos disputados.

    De notar ainda que o Kabuscorp, a quarta equipa presente nas competições africanas, ocupa o 12° lugar com seis pontos e com sete encontros realizados.

    A RFI abordou o início de temporada do Wiliete de Benguela com o treinador brasileiro Beto Bianchi, que considerou que este arranque tem sido positivo.

    Ao microfone da RFI, Beto Bianchi também nos revelou como surgiu a paixão pelo futebol e quais são os sonhos que ainda tem para a sua carreira.

    De referir que até agora, o Wiliete de Benguela, líder do Girabola, venceu cinco jogos e empatou apenas um em seis jogos realizados. No que diz respeito à Liga dos Campeões africanos, a equipa angolana venceu os dois jogos da primeira pré-eliminatória e empatou na primeira mão da segunda pré-eliminatória, não sofrendo nenhuma derrota nessas provas. A única derrota neste arranque de temporada foi por 0-1 diante do Petro de Luanda na Supertaça angolana.

     

    18 min
  • Miguel Deus, uma paixão pelo padel partilhada em família

    O circuito mundial de Padel, Premier Padel, vai prosseguir no fim-de-semana com o ‘Major’ no Kuwait, com a presença de vários atletas portugueses, entre eles a dupla de irmãos, Nuno e Miguel Deus, nos masculinos.

    Actualmente há quatro ‘Major’, os principais torneios do circuito, incluindo o torneio no Kuwait que vai decorrer de 23 a 31 de Outubro.

    Dois dos quatro ‘Major’ já foram disputados, em Roma, em território transalpino, e em Paris, em França. Faltam agora dois: No Kuwait de 23 a 31 de Outubro e em Acapulco, no México, de 23 a 29 de Novembro.

    A RFI teve a oportunidade de falar com a dupla portuguesa composta pelos irmãos Nuno e Miguel Deus.

    Nesta edição, foco sobre Miguel Deus, atleta de 33 anos que, individualmente, ocupa o lugar 110 no ranking da Federação Internacional de Padel.

    Ao microfone da RFI, Miguel Deus revelou-nos como surgiu a paixão pelo padel e abordou a carreira, mas antes disso o atleta luso começou por fazer um balanço da temporada em que esteve lesionado durante vários meses.

    Desde 2023, Miguel Deus, com o irmão, conquistou nove títulos, todos eles no Cupra FIP Tour.

    De referir ainda que, para além do ‘Major’ do Kuwait, Nuno e Miguel Deus querem novamente conquistar uma medalha para Portugal nos Mundiais que decorrem no Qatar de 02 a 07 de Novembro. A selecção masculina portuguesa conquistou a medalha de bronze em 2024 em Doha, no Qatar, na última edição dos Mundiais de padel.

    17 min
  • Portugal a caminho do Mundial-2027 de futebol feminino

    A selecção portuguesa de futebol feminino apurou-se para a segunda ronda do play-off de apuramento para o Mundial que vai decorrer em 2027 no Brasil.

    Portugal, que participou pela primeira vez no Mundial de futebol feminino em 2023, está a caminhar a passos largos para alcançar uma segunda presença no Campeonato do Mundo que, desta vez, vai decorrer no Brasil em 2027.

    Na primeira ronda do play-off, as portuguesas acabaram por eliminar a Irlanda do Norte por 7-1 no conjunto das duas mãos, 4-0 e 3-1.

    Na segunda ronda, o adversário será a Islândia. Uma equipa que as Navegadoras conhecem bem, visto que há quatro anos tiveram de as vencer, precisamente na segunda ronda do play-off.

    Na altura, o apuramento era apenas num único jogo e Portugal tinha vencido por 4-1 após prolongamento, enquanto agora será em duas mãos.

    Os jogos entre a Islândia e Portugal vão decorrer a 01 de Dezembro em território português, enquanto a segunda mão será a 05 do mesmo mês no país nórdico.

    A RFI falou com Raquel Baltazar, avançada de 22 anos, que é internacional nas categorias jovens por Portugal.

    Ao microfone da RFI, a futebolista admitiu que a selecção portuguesa tem todas as hipóteses para chegar ao Mundial, mas antes disso abordou o triunfo que não foi fácil diante da Irlanda do Norte.

    Sete das oito equipas vitoriosas nesta segunda ronda do play-off garantem o apuramento para o Mundial, enquanto a oitava terá de disputar um torneio inter-continental para garantir a vaga no Campeonato do Mundo.

    Há quatro anos, a selecção portuguesa tinha alcançado o apuramento final após esse mesmo torneio inter-continental.

    De notar que quatro selecções europeias já estão apuradas para o Mundial: Dinamarca, Alemanha, França e Espanha. Em relação às selecções lusófonas, por enquanto, apenas o Brasil, país organizador, tem o lugar garantido. Do lado das selecções africanas, o continente será representado pelos Camarões, Marrocos, Argélia e Malawi.

    A RFI também aproveitou a oportunidade para abordar a carreira de Raquel Baltazar que representa o Atlético Uri em Itália, mas que já vestiu as camisolas do Sporting CP, do Vitória Futebol Clube e do Rio Ave em Portugal, do Vasas Femina na Roménia e da Caprera em Itália.

    Ao microfone da RFI, Raquel Baltazar revelou-nos como surgiu a paixão pelo futebol e os objectivos que tem para a carreira.

    Neste mês de Outubro realiza-se a iniciativa “Outubro Rosa” de luta contra o cancro da mama. A RFI também decidiu abordar este assunto com Raquel Baltazar que lembrou que estes assuntos não têm de ser esquecidos nos outros 11 meses que compõem um ano inteiro.

    A campanha “Outubro Rosa” tem como objectivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do cancro da mama.

    18 min
  • Nuno Deus, o padel por paixão

    O circuito mundial de Padel, Premier Padel, prossegue esta semana em Milão, em Itália, com a presença de três atletas portugueses: Sofia Araújo nas femininas e a dupla de irmãos, Nuno e Miguel Deus, nos masculinos.

    O torneio em Milão não faz parte dos ‘Major’, os principais torneios do circuito, mas está na categoria P1, isto significa logo a seguir aos quatro ‘Major’.

    Aliás, dois dos quatro ‘Major’ foram disputados, em Roma, igualmente em território transalpino, e em Paris, em França. Faltam agora dois: No Kuwait de 26 a 31 de Outubro e em Acapulco, no México, de 23 a 29 de Novembro.

    A RFI teve a oportunidade de falar com a dupla portuguesa composta pelos irmãos Nuno e Miguel Deus.

    Nesta edição, foco sobre Nuno Deus, atleta de 31 anos que, individualmente, ocupa o lugar 102 no ranking da Federação Internacional de Padel.

    Ao microfone da RFI, Nuno Deus revelou-nos como surgiu a paixão pelo padel e abordou a evolução da modalidade, mas antes o atleta luso começou por fazer um balanço da temporada até agora.

    Em 2026, Nuno Deus venceu com Pedro Perry o torneio FIP Bronze S4Sport Open em Eidsvoll, na Noruega, e chegou às meias-finais dos torneios de São João da Madeira e de Almeirim, ambos em Portugal, nestas últimas semanas.

    Desde 2023, Nuno Deus, com o irmão, conquistou nove títulos e um com Pedro Perry, todos eles no Cupra FIP Tour.

    De referir ainda que, para além do ‘Major’ do Kuwait, Nuno e Miguel Deus querem novamente conquistar uma medalha para Portugal nos Mundiais que decorrem no Qatar de 02 a 07 de Novembro. A selecção masculina portuguesa conquistou a medalha de bronze em 2024 em Doha, no Qatar, na última edição dos Mundiais de padel.

    16 min
  • Walter Lima: «Objectivo do VC Viana é ficar nos oito primeiros da liga portuguesa de voleibol»

    A temporada 2026/2027 da primeira divisão portuguesa de voleibol masculino arranca a 17 de Outubro com 12 equipas, entre elas o bicampeão, o Sporting CP, o vice-campeão, o SL Benfica, e o campeão do segunda escalão, o Voleibol Clube de Viana.

    O Sporting Clube de Portugal vai defender o título de Campeão da liga portuguesa, tentando alcançar o tricampeonato, enquanto o SL Benfica, que triunfou 12 vezes e é recordista de títulos na prova, vai tentar regressar ao topo após o último título conquistado em 2024.

    Uma luta que deverá ser a dois pelo título, enquanto as dez outras equipas vão lutar para a permanência no primeiro escalão do voleibol português.

    Entre essas equipas, o VC Viana que arrecadou pela terceira vez o título da segunda divisão: 2009, 2016 e 2026.

    A equipa baseada em Viana do Castelo, no Norte de Portugal, regressou assim ao primeiro escalão do voleibol português apenas um ano após a descida.

    A equipa do VC Viana conta no seu plantel com Walter Lima, atleta são-tomense de 33 anos, que chegou ao clube durante a temporada 2022/2023.

    Em entrevista exclusiva à RFI, Walter Lima abordou os objectivos da equipa para esta nova época e também nos explicou como foi a pré-temporada.

    Ao microfone da RFI, Walter Lima também abordou o voleibol no continente africano, com o regresso da selecção cabo-verdiana às competições.

    Walter Lima representa o Voleibol Clube de Viana pela quinta temporada consecutiva, tendo conquistado o seu primeiro título com a camisola da equipa vianense.

    Actualmente Walter Lima é o único voleibolista são-tomense a jogar na Europa ao mais alto nível.

    A época 2026/2027 da primeira divisão portuguesa de voleibol masculino arranca a 17 de Outubro. O Sporting Clube de Portugal defronta o SC Espinho, o SL Benfica desloca-se ao terreno do Castêlo da Maia e o VC Viana desloca-se ao terreno do Clube K.

     

    12 min
  • Portugal apurou-se para os quartos da Liga das Nações sem Cristiano Ronaldo

    A selecção portuguesa de futebol masculino apurou-se para os quartos-de-final da Liga das Nações Europeias após o triunfo diante da Noruega por 2-1 no Estádio do Dragão, no Porto, em território luso.

    Quatro jogos, quatro triunfos e um apuramento, eis o balanço dos primeiros encontros de Jorge Jesus ao leme da selecção portuguesa.

    No quarto jogo da fase de grupos de apuramento para os quartos da Liga das Nações, Portugal acabou por vencer por 2-1 frente aos noruegueses.

    Os tentos lusos foram apontados por João Cancelo e por Gonçalo Ramos, enquanto o único golo norueguês foi da autoria de Kristoffer Ajer.

    Um triunfo que permitiu à selecção das Quinas ser a primeira apurada para os quartos-de-final desta prova europeia que já venceu duas vezes, em 2019 e em 2025, em quatro edições já disputadas.

    Em conferência de imprensa, onde a RFI esteve presente, Jorge Jesus, seleccionador luso, admitiu que foi importante alcançar estes triunfos sobretudo frente a selecções poderosas como a Noruega.

    Portugal lidera o Grupo 4 com 12 pontos, à frente da Dinamarca com seis, isto após ter derrotado o País de Gales por 1-0. Os galeses e os noruegueses ocupam os dois últimos lugares com apenas três pontos.

    Recorde-se que os dois primeiros dos quatro grupos desta fase apuram-se para os quartos-de-final da prova.

    A selecção portuguesa, nestes quatro jogos, venceu a Noruega duas vezes por 2-1, em Oslo e no Porto, e também derrotou a Dinamarca por 4-2 e o País de Gales por 1-0, aliás este jogo frente aos galeses foi o único disputado pelo capitão da selecção das Quinas, Cristiano Ronaldo.

    Depois desse encontro, Cristiano Ronaldo foi suplente não utilizado diante da Noruega no jogo em território escandinavo, e a seguir acabou por deixar a selecção portuguesa.

    Segundo meios de comunicação portugueses, Cristiano Ronaldo não gostou de ter feito o aquecimento e não ter entrado no jogo diante dos noruegueses, e, apesar das conversas com Jorge Jesus e Pedro Proença, Presidente da Federação Portuguesa de futebol, ele decidiu deixar a selecção das Quinas após a conferência de imprensa de Jorge Jesus em que o técnico voltou a reiterar que não era certo que o avançado e capitão iria jogar e que ele só jogaria se o treinador precisasse dele.

    A situação chegou ao ponto de Cristiano Ronaldo deixar a selecção portuguesa que depois realizou dois jogos e venceu os dois encontros.

    No entanto, após o jogo no Dragão e o triunfo diante da Noruega, Jorge Jesus deixou bem claro que Cristiano Ronaldo pode regressar à selecção portuguesa quando quiser e que tudo o que se passou foi um mal-entendido.

    O Presidente da Federação Portuguesa, Pedro Proença, também abriu a porta a um regresso de Cristiano Ronaldo já na próxima pausa internacional onde Portugal vai defrontar nas duas últimas jornadas a Dinamarca a 14 de Novembro e o País de Gales a 17 do mesmo mês.

    Bruno Fernandes, médio luso que teve a braçadeira de capitão na ausência de Cristiano Ronaldo, admitiu, também em conferência de imprensa, que esta situação tem de se resolver porque Cristiano Ronaldo é um símbolo de Portugal e que a história entre ele e os portugueses não pode terminar assim.

    Recorde-se que Cristiano Ronaldo apontou 146 golos em 234 jogos com a camisola de Portugal, sendo o recordista do maior número de tentos e de partidas com a selecção portuguesa, com quem conquistou o Europeu em 2016 e duas Ligas das Nações.

    12 min
  • Portugal e França com novos treinadores e olhos postos no Mundial de 2030

    Até agora, Jorge Jesus e Zinedine Zidane ganharam todos os jogos que jogaram na qualificação para a Liga das Nações à frente das equipas de futebol masculino de Portugal e de França. Dois treinadores com estilos muitos diferentes, mas com o objectivo de ser campeão do Mundo em 2030.

    Após um Campeonato do Mundo de Futebol que frustrou as expectativas de muitos adeptos, Portugal e França viraram uma nova página e contrataram novos treinadores. Portugal optou por Jorge Jesus, um treinador que segundo o próprio já não tem nada a provar após triunfos à frente de equipas em Portugal, Brasil, Turquia ou Arábia Saudita, mas que alimentava há anos a esperança de orientar a selecção das Quinas. Já  França escolheu Zinedine Zidane para suceder a Didier Deschamps. Um símbolo do futebol francês e do futebol mundial como jogador, como treinador ganhou três Liga dos Campeões, sendo quase um uma exigência dos franceses tê-lo agora à frente da sua selecção.

    Eric Mendes, jornalista luso-francês, explica como estes dois treinadores se estão a portar nos primeiros jogos da Liga das Nações, a primeira prova para estas duas equipas, onde tanto Jesus como Zidane se têm mostrado à altura da tarefa.

    "Para quem segue a selecção e vê como está a evoluir, toda a gente sabe que há uma geração de jogadores que permitiu a Portugal sonhar grande. E Jorge Jesus também não é burro e sabe disto. Se ele foi treinar Portugal, é porque ele tem capacidade de ter uma gestão de jogadores e viu-se logo com o Rodrigo Mora. Há uma geração de miúdos muito novos, que ainda se podem encaixar daqui a quatro anos e pode permitir a Portugal sonhar mesmo em grande. E fica aquela sensação que Roberto Martinez, deixou escapar um pouco uma geração. E então Jorge Jesus está a chegar e ele sabe que tem nas mãos uma das selecções mais fortes do mundo e pode fazer alguma coisa, como já o fez no Brasil, com o Flamengo, ou na Arábia Saudita", detalhou o jornalista.

    Duas equipas diferentes, orientadas por treinadores com estilos muito diferentes, Jorge Jesus mais extrovertido e sem papas na língua, Zinedine Zidane mais introspectivo, mas sempre com a palavra certa, mas os dois com uma grande sede de vitória e olhos postos no Mundial de 2030.

    "Ao contrário do Portugal, que está ainda a guardar um pouco o núcleo que foi nos últimos anos, Zidane quis ver esta nova geração, novos jogadores e novos talentos. E há até um jogador que tem uma costela portuguesa que chama Lucas Da Cunha. Nesse aspecto, ele está mesmo com a ideia de construir com uma nova geração, justamente, que vai lhe permitir, talvez, atingir o título no Mundial em 2030. Zidane, soube a pouco a pouco, introduzir as suas ideias. Para já com uma base de jogadores com talento que ele tem, como o que Mbappé, embora ele agora esteja lesionado, mas vai dar crédito finalmente ao Dembelé e a Michael Olisé. A França está construir pouco a pouco e está finalmente a abrir um novo livro da sua história. Nem vou dizer o novo capítulo, um novo livro com Zinedine Zidane", concluiu.

    10 min
  • África Lusófona em boa postura nas eliminatórias do CAN

    As selecções lusófonas entraram em campo rumo à Taça das Nações Africanas (CAN), com resultados distintos. Entre vitórias, empates e derrotas, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, Angola e São Tomé e Príncipe começaram a definir o seu percurso nesta fase de qualificação. 

    Africa lusófona está em boa postura neste início de eliminatórias do Campeonato Africano das Nações. A Guiné-Bissau criou surpresa ao vencer o jogo contra a Tanzânia por 2 a 0, na sexta-feira 25 de Setembro. 

    Em conferência de imprensa, antes do jogo, o seleccionador nacional da Guiné-Bissau, Emiliano Té, recordou que a Tanzânia já se apurou para o CAN, sublinhando que a equipa guineense está motivada e determinada. 

    Emiliano Té: "A selecção de Tanzânia e uma boa selecção. Nós temos noção do que ela é capaz de fazer. Vai ser um jogo difícil porque a Tanzânia, mesmo já qualificada, vai querer mostrar à sua população que estão preparados para fazer um bom CAN. Mas os nossos jogadores estão animados e preparados com este objectivo difícil, mas não impossível".

    Foi Franculino Dju que marcou o primeiro golo aos 33 minutos de jogo, e Mama Baldé marcou já na segunda parte, aos 59 minutos.  

    O próximo jogo dos Djurtus da Guiné-Bissau sera contra a Nigéria, esta terça-feira 29 de setembro, no Estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau. E é esta segunda-feira que a selecção realiza a última sessão de treino, às 17 horas locais! 

    No mesmo tempo, Moçambique empatou 1-1 com o Senegal, no jogo de estreia de Patrick Vieira no comando da selecção senegalesa. Foi uma estreia positiva para Moçambique frente a um dos adversários mais fortes do grupo.

    No mesmo grupo, para além de Moçambique e Senegal estão o Sudão e a Etiópia. 

    Os Mambas já estão em preparação para o próximo desafio, contra o Sudão, um jogo a decorrer esta terça-feira no Estádio Nacional de Maputo (Estadio Nacional do Zimpeto). Os moçambicanos jogam novamente em casa mas, o Sudão chega ao encontro, confiante, depois de ter vencido a Etiópia por 1-0. 

    Em conferência de imprensa, o seleccionador moçambicano Chiquinho Condé, considerou que "o desafio permanece" e convidou o público a vir transmitir força: 

    "Não perder com Senegal é um bom resultado. Temos que ter humildade e respeitar sempre o adversário. Esta equipa do Sudão não é uma equipa qualquer, como muitos devem estar a imaginar. Queremos pedir encarecidamente que o público compareça em massa! Temos que ganhar mesmo."

    As coisas correram menos bem para Cabo Verde, para quem a campanha começou com uma derrota, fora de casa. Em Bamaco, o Mali venceu 3 a 1. No mesmo grupo estão ainda a Libéria e o Ruanda, e é precisamente contra o Ruanda que Cabo Verde vai medir forças no próximo jogo, esta terça-feira 29 de setembro, na Cidade da Praia.  O Ruanda também venceu na 1.ª jornada, por 3-1 à Libéria, portanto será um confronto entre duas equipas que procuram os primeiros lugares do grupo. 

    Angola conseguiu um grande feito, já que empatou contra o Egipto, uma das maiores nações africanas de futebol! Os Palancas Negras empataram 0-0 com o Egipto, no Cairo, a 25 de setembro.

    O próximo desafio dos Palancas Negras será contra o Malawi, a 6 de Outubro, em Luanda. O Malawi que começou a campanha com uma vitória por 2-1 sobre o Sudão do Sul, pelo que lidera o grupo com 3 pontos. Antes do jogo, em conferência de imprensa falou Agostinho Cristóvão Paciência, mais conhecido por Mabululu, que, junto do seleccionador senegalês Aliou Cissé, disse estar "confiante mas consciente de ser necessária muita concentração".

    E para terminar esta ronda das equiaps lusófonas nas eliminatórias da CAN, falemos de São Tomé e Príncipe. 

    O arquipélago teve de disputar a ronda preliminar das eliminatórias, por estar entre as selecções com pior ranking. O adversário foi a Etiópia, contra quem os sao tomenses perderam por 3 a 0, num encontro disputado em El Jadida, Marrocos. Na segunda mão, a 31 de março, São Tomé e Príncipe perdeu novamente, desta vez por 0-1. 

    8 min
  • Kylian Mbappé, candidato à Bola de Ouro: "Penso que este é um bom ano para mim"

    Em Madrid, Kylian Mbappé concedeu uma entrevista exclusiva à redacção francesa da RFI. O jogador francês, que disputa a Bola de Ouro, reafirma o seu espírito competitivo, e projeta um futuro com Zinedine Zidane. Nesta entrevista traduzida para português, o capitão da selecção francesa fala da força das suas raízes argelinas e camaronesas e espera contar com o apoio do continente africano na sua corrida ao prémio Bola de Ouro.

    RFI : Kylian Mbappé. Bom dia.

    Kylian Mbappé: Bom dia. Bom dia.

    RFI : A Bola de Ouro é uma obsessão?

    Não, não, não. Acho que é um objectivo para qualquer jogador, penso que para qualquer competidor. Mas uma obsessão? Não, não penso que seja.

    RFI : Está numa campanha, considera que este ano pode ser o ano certo. Porquê?

    Porque tive um bom ano. Tive um grande ano a nível individual, sei que é o critério mais importante para a Bola de Ouro. Fui o melhor marcador em todas as grandes competições e penso que este pode ser um bom ano para mim e sinto-o.

    RFI : A competição nunca pareceu tão aberta.

    Sim, é o que se diz. Não sei. Não conheço toda a história da Bola de Ouro, mas é verdade que se fala muito de uma disputa aberta, por isso é agradável, é agradável ver, é agradável participar e penso que também diverte as pessoas.

    RFI : Ficaria desiludido se este não fosse o ano certo? É a nona vez.

    Claro, claro. Penso que, como disse, um competidor, quando não ganha, fica sempre desiludido. Portanto, a partir desse momento, penso que será mais a minha alma de competidor a ser afectada. Mas depois vamos ver como vai correr.

    RFI : Vemo-lo muito, ouvimo-lo muito, com declarações que lhe são próprias. Conhecemo-lo. "Fui sempre o escolhido. Não houve ninguém melhor do que eu na época passada". É o que diz.

    Sou eu.

    RFI : Compreende que isso possa talvez chocar algumas pessoas em França ou levá-las a dizer...

    Sim, claro, claro, claro. Depois, em França, há muitas coisas que chocam. Portanto, não tenho nenhum problema com isso. Nunca quis agradar a toda a gente, não sei o que isso é, não é possível. Mas eu não consigo ser outra pessoa, por isso não vou tentar aprender a ser outra pessoa. Tento ser eu próprio, com as minhas qualidades e os meus defeitos, com as minhas conquistas e os meus fracassos. E avanço assim.

    RFI : Voltemos à Bola de Ouro e à corrida pela Bola de Ouro. Estamos alguns meses depois do Campeonato do Mundo. Já digeriu este Campeonato do Mundo? Foi um sucesso individual perfeito, mas um pouco decepcionante a nível colectivo.

    Não diria que foi decepcionante. Porque, sabe, quando não ganhamos, ficamos sempre desiludidos. Mas penso que demos uma boa imagem do nosso país. Éramos uma equipa agradável de ver jogar e penso que as pessoas, os franceses, tiveram muito prazer em ver-nos jogar e penso que o mundo inteiro teve muito prazer em ver-nos jogar. Depois, só há uma equipa que ganha, é sempre assim. Tentámos dar o nosso melhor, mas não conseguimos. Desta vez, teremos de voltar a tentar a nossa sorte.

    RFI : A nível individual. Está no topo, à frente de Messi, e ainda tem, espero, mais um ou dois Campeonatos do Mundo pela frente.

    Não sei, mas... Mas é claro que é algo incrível ter essa sensação. É algo de que não me apercebi necessariamente, porque sabe, quando estamos no calor da acção, queremos simplesmente avançar para o próximo objectivo e jogar sempre o próximo jogo, marcar o próximo golo. Mas é verdade que, quando terminei e fui de férias, toda a gente só me falava disso, de ser o melhor marcador da história do Campeonato do Mundo. Percebe-se a importância que tem o Campeonato do Mundo enquanto competição! É a maior competição desportiva e marca as pessoas.

    RFI : E isso é importante na corrida pela Bola de Ouro. Evidentemente, é isso que é preciso destacar. Falava de competição, foi o melhor marcador, a Liga, a Liga dos Campeões... A Bola de Ouro é, para si, uma recompensa individual?

    Sim, penso que sim. Não sei quando é. É em outubro. Eles não vão anunciar uma equipa dentro do envelope. Vão anunciar um jogador. Portanto, penso que é um troféu individual e penso que é isso que deve prevalecer. Depois, claro, não se deve apagar tudo o resto, mas penso que a capacidade de ter um desempenho individual e de deslumbrar, é isso que marca as pessoas para um troféu como a Bola de Ouro.

    RFI : Então, também não se deve apagar Didier Deschamps, que esteve aqui durante quatro anos.

    Impossível. Impossível.

    RFI : Com um sucesso excepcional, grandes anos. Vai passar para outro selecionador, com um primeiro jogo contra a Turquia. É Zinédine Zidane. Está ansioso por reencontrar estes Bleus numa nova configuração? 

    Claro, claro. Dar a César o que é de César. O que o Didier Deschamps fez na selecção francesa é incrível. Marcou a história. Voltou a colocar verdadeiramente a selecção francesa no lugar onde deve estar. Por isso, estaremos sempre gratos. Agora, é uma nova etapa, uma nova etapa com um novo treinador. Vamos ver como vai correr. E é sempre assim quando começa: é novo. Portanto, vamos ver, vamos ter de ganhar os nossos pontos de referência, mas depois vamos ser imediatamente postos à prova e vamos ter de voltar imediatamente a ganhar, porque é isso que as pessoas esperam de nós.

    RFI : Evidentemente, a selecção francesa é sempre esperada lá no topo. Vai agora ter Zinédine Zidane como seleccionador. Já falou com ele ou, para além de se terem cruzado, no âmbito destas novas funções?

    Não, vou esperar. Vou esperar para o ver em Clairefontaine. Penso que não há nada melhor do que vê-lo no castelo e falar realmente sobre aquilo que queremos. Estamos na mesma cidade, por isso já nos cruzámos várias vezes e já nos conhecíamos antes, mas estou mesmo à espera de chegar ao castelo para perceber realmente o que ele espera de nós enquanto equipa, o que espera de mim enquanto jogador, e depois veremos como vai correr

    RFI : Ele deixou um grande legado no Real Madrid.

    Ele deixou um grande legado em todo o lado. Mas sim, claro, faz parte dos grandes jogadores que passaram pelo Real Madrid e estamos muito contentes por ele ser francês e por ter transmitido aqui em Madrid essa imagem da França.

    RFI : Novo seleccionador e novo treinador. É um regresso com tudo novo para si? Tem José Mourinho aqui no Real. Também é uma personalidade que temos vontade de conhecer quando somos um jogador como o senhor.

    Sim, claro. É alguém que sempre quis ter como treinador. Sempre despertou a minha curiosidade. É um homem extremamente inteligente, que sabe muito bem o que tem de fazer. É um líder. E depois, como treinador, é um dos melhores treinadores da era moderna do futebol. Por isso, é sempre um prazer aprender e estar diariamente com pessoas desta dimensão.

    RFI : Está tudo bem, então.

    Sim, está tudo bem. Há coisas piores na vida.

    RFI : Falemos de África. Quais são os seus laços actualmente? Sabemos que a sua mãe é de origem argelina e o seu pai de origem camaronesa. É importante para si? É algo com que cresceu, com a sua educação, com as suas origens?

    São as minhas origens. Sempre tive uma educação com uma cultura africana, apesar de ter nascido em França e ter feito tudo em França. Nunca cortei a ligação às minhas raízes, às minhas origens. Penso que isso é importante porque, por um lado, também faz parte da pessoa que somos, dos valores que nos são transmitidos, e penso que isso é importante. Voltei aos Camarões há pouco tempo. Ia lá de três em três anos quando era pequeno. Foi realmente um momento fantástico. Passei um momento fantástico e, sempre que vou a África, sou sempre extremamente bem recebido. Sinto o carinho das pessoas e isso é realmente importante e muito gratificante, sentir o apoio de todo um continente desta forma.

    RFI : Vimo-lo também na CAN. Bom, aí estava com o seu amigo Achraf Hakimi.

    Mas fui ver a Costa do Marfim, os Camarões também. Um grande jogo. Foi em Marraquexe, mas eu gosto de ver os jogos e a CAN. Foi uma competição fantástica. Fiquei muito contente. Fui apoiar um amigo, claro, mas queria ver vários jogos. Penso que o nível hoje é excelente. É um nível muito elevado. Vemos as equipas. Também o vimos no Campeonato do Mundo. São equipas que olham todas as equipas nos olhos, olhos nos olhos. São agora das melhores equipas do mundo e penso que é um futebol que também gosto de ver.

    RFI : Eram dez as selecções africanas, pela primeira vez, no Campeonato do Mundo. Vamos voltar a falar, aliás, deste Campeonato do Mundo e do seu formato. Nove passaram a primeira fase, depois as coisas correram um pouco pior. Tivemos até uma declaração de Rudi Garcia, o treinador da Bélgica, que eliminou o Senegal, mais ou menos neste sentido: "Sim, sabemos como estas equipas jogam". O que pensa disso, destas caricaturas? Ou, para ser mais exacto, destes estereótipos?

    Penso que não é apenas em relação a África, é em todo o futebol. Toda a gente tem uma caricatura de toda a gente. Às vezes confirma-se, outras vezes não. Tudo o que sei é que, por ter jogado contra equipas africanas este verão e anteriormente, é muito difícil, é muito difícil. São equipas que são difíceis de contrariar e penso que ganharam muita confiança porque perceberam que podiam vencer qualquer pessoa. Por isso, jogam sem medo, sem receio. E, realmente, são equipas perigosas porque evoluíram muito, progrediram muito e hoje, para nós, é sempre um desafio jogar contra estas equipas.

    RFI : Que olhar tem sobre os jogadores binacionais? Vimos Ayoub Bouadi escolher Marrocos. Ibrahim Beye, com quem provavelmente se cruzou no PSG. Optou pelo Senegal. Tem um irmão que poderá vir a jogar pelos sub-21, que está no Lille. Talvez um dia possa escolher jogar pela Argélia ou pelos Camarões. Qual é a sua opinião, a sua posição?

    É pessoal, é algo muito pessoal. Penso que é algo que deve ser profundo, que deve vir de dentro de nós e da nossa história de vida. Cada um tem uma história de vida diferente, cada um tem uma relação diferente com o país que quer representar. E penso que, quando falamos do país, temos realmente de falar do amor pelo nosso país e da história que temos com esse país, e não apenas de um projecto desportivo. Portanto, essa é uma questão que deve ser colocada a quem passa por isso, porque é realmente algo que é próprio de cada pessoa.

    RFI : E depois, sim, vemos isso na selecção francesa, que também é rica pela sua história e pelos seus jogadores que nasceram em França e escolheram vestir a camisola azul.

    Sim, claro. A partir do momento em que és francês e nasceste em França, fizeste toda a tua formação na selecção francesa. Penso que não há nada mais natural. É por isso que digo que é muito pessoal. Cada um em função da sua história, de como foi formado, de como as coisas aconteceram consigo, da história que tem com o país em questão. E penso que, quando é uma escolha que vem do coração, é difícil contestá-la ou comentá-la.

    RFI : África representa 20% dos votos para a Bola de Ouro. Há 100 votantes, 20 seleções africanas fazem parte das 100 primeiras nações do mundo. É importante. Que mensagem gostaria de lhes transmitir?

    Penso que, antes de mais, quero simplesmente agradecer-lhes pelo apoio que me deram durante todos estes anos. Não é algo que tenha mudado, sempre foi assim. Sempre me senti muito acarinhado cada vez que pus os pés no continente africano. E depois, claro, claro, penso que, tendo eu origens africanas, é evidente que fico sempre contente. Como disse, quando as pessoas falam bem de mim, me associam a este prémio, à Bola de Ouro, isso é realmente gratificante para mim. E pronto, quero simplesmente agradecer-lhes por tudo e espero, claro, poder regressar com a Bola de Ouro. Ficarei contente porque, de uma forma ou de outra, também poderei dedicá-la a eles.

    RFI : Kylian Mbappé, obrigado.

    Muito obrigado.

    9 min
  • Mundial e CAN feminino "trouxe visibilidade para atletas africanos e afrodescendentes"

    O Verão ficou marcado por grandes competições internacionais de futebol, tanto masculino, no Mundial de Futebol, como feminino, no CAN que decorreu em Marrocos. Após estas competições, é importante aproveitar as oportunidades, mas também apostar na boa governação e nos valores do desporto, como explicou a agente desportiva Maria Tavares Malfoy.

    Maria Tavares Malfoy tem quebrado muitos tectos de vidro na gestão desportiva. Criada entre três países — Portugal, Cabo Verde e França —, Maria Tavares Malfoy seguiu o seu sonho de se consagrar à gestão desportiva, tendo trabalhado de perto com várias equipas de futebol e ainda com as selecções do Brasil, Angola e Cabo Verde, tendo conseguido tornar-se, em 2024, a primeira cabo-verdiana a conseguir a licença FIFA Match Agent, um título que lhe permite organizar jogos amigáveis entre clubes e selecções.

    Actualmente, Maria Tavares Malfoy é fundadora e líder da agência AGFM, Africa's Global Football Management, trabalhando com talentos em Cabo Verde, mas também noutros países africanos, para promover os atletas, aliando à parte desportiva a importância do desenvolvimento sustentável e da boa governação.

    "Trabalhamos a nível global, mas o nosso objectivo é o futebol africano, que seja futebol jovem, futebol feminino e é a boa governação. Então, trabalhamos em todas as partes, porque temos uma licença FIFA para organizar jogos, para organizar campos de treino. Então, claro que nós não organizamos só em Cabo Verde, só em África, mas em todo o lado, consoante as federações ou as equipas profissionais com quem nós conseguimos trabalhar", explicou.

    Maria Tavares Malfoy marcou presença num evento organizado pela comunidade cabo-verdiana em França sobre o pós-Mundial de 2026 e quais as oportunidades para a diáspora. Para esta agente desportiva, este evento trouxe visibilidade para África, mas também para os afrodescendentes.

    "[O Mundial colocou] Não só o holofote nos jogadores africanos, mas também afrodescendentes, que jogam também aqui no Campeonato francês e nos campeonatos europeus. Nós sabemos que os campeonatos europeus são dotados de 80% dos grandes talentos africanos, então já sabemos o peso que os atletas africanos têm. E, obviamente, esse Mundial trouxe visibilidade e os clubes souberam aproveitar. Do outro lado tivemos também o CAN feminino, que aconteceu agora há pouco em Marrocos, com a equipa feminina de Cabo Verde a participar pela primeira vez. E esteve bem porque até empatou com a equipa que ganhou o título. E até tivemos o MVP do jogo. Então, para Cabo Verde foi um primeiro passo e vai continuar a evoluir ainda mais. Uma das atletas que chegou até à final e que ganhou à selecção de Camarões acabou de assinar um contrato de três anos nos Estados Unidos. É uma consequência do trabalho dela e também da evolução do futebol feminino [...] E com isto trazem-se as ideias das infraestruturas, as academias, a boa governação das entidades públicas e das autoridades públicas, tanto em Cabo Verde como nos outros países africanos", detalhou.

    A participação dos Tubarões Azuis no Mundial não foi uma surpresa para esta agente desportiva, que já esperava este desempenho desde a fase de qualificação, e a evolução não pode parar aqui.

    "Acredito que já tivemos estes resultados e agora não podemos recuar. Agora é só mesmo progredir. Acredito que todas essas federações implicadas no Mundial e não só. Acho que, sobretudo, as que não participaram, também vão fazer de tudo para organizar-se em casa, para poderem estar no próximo e para poderem estar presentes também nessa grande competição também, que é a Taça de África, o CAN, que hoje também já ganhou um peso tremendo ao nível de visibilidade, especialmente a nível dos patrocínios e da atenção. Então, acredito que há muito por fazer. Mas é fazendo que vamos construindo as coisas. Então é valorizar os pequenos passos, mas que estão a trazer resultados", concluiu Maria Tavares Malfoy.

    9 min

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Semanalmente, em média, damos-lhe conta da actualidade desportiva. Destaque para o desporto lusófono, nomeadamente em África, diáspora e a França.

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